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domingo, 2 de novembro de 2014

Aquecimento global é inevitável e 6 bi morrerão, diz cientista

James Lovelock, renomado cientista, diz que o aquecimento global é irreversível - e que mais de 6 bilhões de pessoas vão morrer neste século

por POR JEFF GOODELL
Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. "Gostaria de ser mais esperançoso", ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse - guerra, fome, pestilência e morte - parece deixá-lo animado. "Será uma época sombria", reconhece. "Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante."
Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. "Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria", sentencia Lovelock. "O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável." Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes - Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.
Até o final do século, segundo o cientista, o aquecimento global fará com que zonas de temperatura como a América do Norte e a Europa se aqueçam quase 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo. "Nosso futuro", Lovelock escreveu, "é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane". E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não vai nos salvar. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. "Verde", ele me diz, só meio de piada, "é a cor do mofo e da corrupção."
Se tais previsões saíssem da boca de qualquer outra pessoa, daria para rir delas como se fossem devaneios. Mas não é tão fácil assim descartar as idéias de Lovelock. Na posição de inventor, ele criou um aparelho que ajudou a detectar o buraco crescente na camada de ozônio e que deu início ao movimento ambientalista da década de 1970. E, na posição de cientista, apresentou a teoria revolucionária conhecida como Gaia - a idéia de que nosso planeta é um superorganismo que, de certa maneira, está "vivo". Essa visão hoje serve como base a praticamente toda a ciência climática. Lynn Margulis, bióloga pioneira na Universidade de Massachusetts (Estados Unidos), diz que ele é "uma das mentes científicas mais inovadoras e rebeldes da atualidade". Richard Branson, empresário britânico, afirma que Lovelock o inspirou a gastar bilhões de dólares para lutar contra o aquecimento global. "Jim é um cientista brilhante que já esteve certo a respeito de muitas coisas no passado", diz Branson. E completa: "Se ele se sente pessimista a respeito do futuro, é importante para a humanidade prestar atenção."
Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. "Posso estar errado a respeito de tudo isso", ele admite. "O problema é que todos os cientistas bem intencionados que argumentam que não estamos sujeitos a nenhum perigo iminente baseiam suas previsões em modelos de computador. Eu me baseio no que realmente está acontecendo."
Quando você se aproxima da casa de Lovelock em Devon, uma área rural no sudoeste da Inglaterra, a placa no portão de metal diz, claramente: "Estação Experimental de Coombe Mill. Local de um novo hábitat. Por favor, não entre nem incomode".
Depois de percorrer algumas centenas de metros em uma alameda estreita, ao lado de um moinho antigo, fica uma casinha branca com telhado de ardósia onde Lovelock mora com a segunda mulher, Sandy, uma norte-americana, e seu filho mais novo, John, de 51 anos e que tem incapacidade leve. É um cenário digno de conto de fadas, cercado de 14 hectares de bosques, sem hortas nem jardins com planejamento paisagístico. Parcialmente escondida no bosque fica uma estátua em tamanho natural de Gaia, a deusa grega da Terra, em homenagem à qual James Lovelock batizou sua teoria inovadora.
A maior parte dos cientistas trabalha às margens do conhecimento humano, adicionando, aos poucos, nova informações para a nossa compreensão do mundo. Lovelock é um dos poucos cujas idéias fomentaram, além da revolução científica, também a espiritual. "Os futuros historiadores da ciência considerarão Lovelock como o homem que inspirou uma mudança digna de Copérnico na maneira como nos enxergamos no mundo", prevê Tim Lenton, pesquisador de clima na Universidade de East Anglia, na Inglaterra. Antes de Lovelock aparecer, a Terra era considerada pouco mais do que um pedaço de pedra aconchegante que dava voltas em torno do Sol. De acordo com a sabedoria em voga, a vida evoluiu aqui porque as condições eram adequadas: não muito quente nem muito frio, muita água. De algum modo, as bactérias se transformaram em organismos multicelulares, os peixes saíram do mar e, pouco tempo depois, surgiu Britney Spears.
Na década de 1970, Lovelock virou essa idéia de cabeça para baixo com uma simples pergunta: Por que a Terra é diferente de Marte e de Vênus, onde a atmosfera é tóxica para a vida? Em um arroubo de inspiração, ele compreendeu que nossa atmosfera não foi criada por eventos geológicos aleatórios, mas sim devido à efusão de tudo que já respirou, cresceu e apodreceu. Nosso ar "não é meramente um produto biológico", James Lovelock escreveu. "É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico." De acordo com a teoria de Gaia, a vida é participante ativa que ajuda a criar exatamente as condições que a sustentam. É uma bela idéia: a vida que sustenta a vida. Também estava bem em sintonia com o tom pós-hippie dos anos 70. Lovelock foi rapidamente adotado como guru espiritual, o homem que matou Deus e colocou o planeta no centro da experiência religiosa da Nova Era. O maior erro de sua carreira, aliás, não foi afirmar que o céu estava caindo, mas deixar de perceber que estava. Em 1973, depois de ser o primeiro a descobrir que os clorofluocarbonetos (CFCs), um produto químico industrial, tinham poluído a atmosfera, Lovelock declarou que a acumulação de CFCs "não apresentava perigo concebível". De fato, os CFCs não eram tóxicos para a respiração, mas estavam abrindo um buraco na camada de ozônio. Lovelock rapidamente revisou sua opinião, chamando aquilo de "uma das minhas maiores bolas fora", mas o erro pode ter lhe custado um prêmio Nobel.
No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. "Gaia é uma vagabunda durona", ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização. "É bem possível considerar seriamente as mudanças climáticas como uma resposta do sistema que tem como objetivo se livrar de uma espécie irritante: nós, os seres humanos", Lovelock me diz no pequeno escritório que montou em sua casa. "Ou pelo menos fazer com que diminua de tamanho."
Se você digitar "gaia" e "religion" no Google, vai obter 2,36 milhões de páginas - praticantes de wicca, viajantes espirituais, massagistas e curandeiros sexuais, todos inspirados pela visão de Lovelock a respeito do planeta. Mas se você perguntar a ele sobre cultos pagãos, ele responde com uma careta: não tem interesse na espiritualidade desmiolada nem na religião organizada, principalmente quando coloca a existência humana acima de tudo o mais. Em Oxford, certa vez ele se levantou e repreendeu Madre Teresa por pedir à platéia que cuidasse dos pobres e "deixasse que Deus tomasse conta da Terra". Como Lovelock explicou a ela, "se nós, as pessoas, não respeitarmos a Terra e não tomarmos conta dela, podemos ter certeza de que ela, no papel de Gaia, vai tomar conta de nós e, se necessário for, vai nos eliminar".
Gaia oferece uma visão cheia de esperança a respeito de como o mundo funciona. Afinal de contas, se a Terra é mais do que uma simples pedra que gira ao redor do sol, se é um superorganismo que pode evoluir, isso significa que existe certa quantidade de perdão embutida em nosso mundo - e essa é uma conclusão que vai irritar profundamente estudiosos de biologia e neodarwinistas de absolutamente todas as origens.
Para Lovelock, essa é uma idéia reconfortante. Considere a pequena propriedade que ele tem em Devon. Quando ele comprou o terreno, há 30 anos, era rodeada por campos aparados por mil anos de ovelhas pastando. E ele se empenhou em devolver a seus 14 hectares um caráter mais próximo do natural. Depois de consultar um engenheiro florestal, plantou 20 mil árvores - amieiros, carvalhos, pinheiros. Infelizmente, plantou muitas delas próximas demais, e em fileiras. Agora, as árvores estão com cerca de 12 metros de altura, mas em vez de ter ar "natural", partes do terreno dele parecem simplesmente um projeto de reflorestamento mal executado. "Meti os pés pelas mãos", Lovelock diz com um sorriso enquanto caminhamos no bosque. "Mas, com o passar dos anos, Gaia vai dar um jeito."
Até pouco tempo atrás, Lovelock achava que o aquecimento global seria como sua floresta meia-boca - algo que o planeta seria capaz de corrigir. Então, em 2004, Richard Betts, amigo de Lovelock e pesquisador no Centro Hadley para as Mudanças Climáticas - o principal instituto climático da Inglaterra -, convidou-o para dar uma passada lá e bater um papo com os cientistas. Lovelock fez reunião atrás de reunião, ouvindo os dados mais recentes a respeito do gelo derretido nos pólos, das florestas tropicais cada vez menores, do ciclo de carbono nos oceanos. "Foi apavorante", conta.
"Mostraram para nós cinco cenas separadas de respostas positivas em climas regionais - polar, glacial, floresta boreal, floresta tropical e oceanos -, mas parecia que ninguém estava trabalhando nas conseqüências relativas ao planeta como um todo." Segundo ele, o tom usado pelos cientistas para falar das mudanças que testemunharam foi igualmente de arrepiar: "Parecia que estavam discutindo algum planeta distante ou um universo-modelo, em vez do lugar em que todos nós, a humanidade, vivemos".
Quando Lovelock estava voltando para casa em seu carro naquela noite, a compreensão lhe veio. A capacidade de adaptação do sistema se perdera. O perdão fora exaurido. "O sistema todo", concluiu, "está em modo de falha." Algumas semanas depois, ele começou a trabalhar em seu livro mais pessimista, A Vingança de Gaia, publicado no Brasil em 2006. Na sua visão, as falhas nos modelos climáticos computadorizados são dolorosamente aparentes. Tome como exemplo a incerteza relativa à projeção do nível do mar: o IPCC, o painel da ONU sobre mudanças climáticas, estima que o aquecimento global vá fazer com que a temperatura média da Terra aumente até 6,4 graus Celsius até 2100. Isso fará com que geleiras em terra firme derretam e que o mar se expanda, dando lugar à elevação máxima do nível de mar de apenas pouco menos de 60 centímetros. A Groenlândia, de acordo com os modelos do IPCC, demorará mil anos para derreter.
Mas evidências do mundo real sugerem que as estimativas do IPCC são conservadoras demais. Para começo de conversa, os cientistas sabem, devido aos registros geológicos, que há 3 milhões de anos, quando as temperaturas subiram cinco graus acima dos níveis atuais, os mares subiram não 60 centímetros, mas 24 metros. Além do mais, medidas feitas por satélite recentemente indicam que o Ártico está derretendo com tanta rapidez que a região pode ficar totalmente sem gelo até 2030. "Quem elabora os modelos não tem a menor noção sobre derretimento de placas de gelo", desdenha o estudioso, sem sorrir.
Mas não é apenas o gelo que invalida os modelos climáticos. Sabe-se que é difícil prever corretamente a física das nuvens, e fatores da biosfera, como o desmatamento e o derretimento da Tundra, raramente são levados em conta. "Os modelos de computador não são bolas de cristal", argumenta Ken Caldeira, que elabora modelos climáticos na Universidade de Stanford, cuja carreira foi profundamente influenciada pelas idéias de Lovelock. "Ao observar o passado, fazemos estimativas bem informadas em relação ao futuro. Os modelos de computador são apenas uma maneira de codificar esse conhecimento acumulado em apostas automatizadas e bem informadas."
Aqui, em sua essência supersimplificada, está o cenário pessimista de Lovelock: o aumento da temperatura significa que mais gelo derreterá nos pólos, e isso significa mais água e terra. Isso, por sua vez, faz aumentar o calor (o gelo reflete o sol, a terra e a água o absorvem), fazendo com que mais gelo derreta. O nível do mar sobe. Mais calor faz com que a intensidade das chuvas aumente em alguns lugares e com que as secas se intensifiquem em outros. As florestas tropicais amazônicas e as grandes florestas boreais do norte - o cinturão de pinheiros e píceas que cobre o Alasca, o Canadá e a Sibéria - passarão por um estirão de crescimento, depois murcharão até desaparecer. O solo permanentemente congelado das latitudes do norte derrete, liberando metano, um gás que contribui para o efeito estufa e que é 20 vezes mais potente do que o CO2... e assim por diante. Em um mundo de Gaia funcional, essas respostas positivas seriam moduladas por respostas negativas, sendo que a maior de todas é a capacidade da Terra de irradiar calor para o espaço. Mas, a certa altura, o sistema de regulagem pára de funcionar e o clima dá um salto - como já aconteceu muitas vezes no passado - para uma nova situação, mais quente. Não é o fim do mundo, mas certamente é o fim do mundo como o conhecemos.
O cenário pessimista de Lovelock é desprezado por pesquisadores de clima de renome, sendo que a maior parte deles rejeita a idéia de que haja um único ponto de desequilíbrio para o planeta inteiro. "Ecossistemas individuais podem falhar ou as placas de gelo podem entrar em colapso", esclarece Caldeira, "mas o sistema mais amplo parece ser surpreendentemente adaptável." No entanto, vamos partir do princípio, por enquanto, de que Lovelock esteja certo e que de fato estejamos navegando por cima das cataratas do Niagara. Simplesmente vamos acenar antes de cair? Na visão de Lovelock, reduções modestas de emissões de gases que contribuem para o efeito estufa não vão nos ajudar - já é tarde demais para deter o aquecimento global trocando jipões a diesel por carrinhos híbridos. E a idéia de capturar a poluição de dióxido de carbono criada pelas usinas a carvão e bombear para o subsolo? "Não há como enterrar quantidade suficiente para fazer diferença." Biocombustíveis? "Uma idéia monumentalmente idiota." Renováveis? "Bacana, mas não vão nem fazer cócegas." Para Lovelock, a idéia toda do desenvolvimento sustentável é equivocada: "Deveríamos estar pensando em retirada sustentável".
A retirada, na visão dele, significa que está na hora de começar a discutir a mudança do lugar onde vivemos e de onde tiramos nossos alimentos; a fazer planos para a migração de milhões de pessoas de regiões de baixa altitude, como Bangladesh, para a Europa; a admitir que Nova Orleans já era e mudar as pessoas para cidades mais bem posicionadas para o futuro. E o mais importante de tudo é que absolutamente todo mundo "deve fazer o máximo que pode para sustentar a civilização, de modo que ela não degenere para a Idade das Trevas, com senhores guerreiros mandando em tudo, o que é um perigo real. Assim, podemos vir a perder tudo".
Até os amigos de Lovelock se retraem quando ele fala assim. "Acho que ele está deixando nossa cota de desespero no negativo", diz Chris Rapley, chefe do Museu de Ciência de Londres, que se empenhou com afinco para despertar a consciência mundial sobre o aquecimento global. Outros têm a preocupação justificada de que as opiniões de Lovelock sirvam para dispersar o momento de concentração de vontade política para impor restrições pesadas às emissões de gases poluentes que contribuem para o efeito estufa. Broecker, o paleoclimatologista de Columbia, classifica a crença de Lovelock de que reduzir a poluição é inútil como "uma bobagem perigosa".
"Eu gostaria de poder dizer que turbinas de vento e painéis solares vão nos salvar", Lovelock responde. "Mas não posso. Não existe nenhum tipo de solução possível. Hoje, há quase 7 bilhões de pessoas no planeta, isso sem falar nos animais. Se pegarmos apenas o CO2 de tudo que respira, já é 25% do total - quatro vezes mais CO2 do que todas as companhias aéreas do mundo. Então, se você quer diminuir suas emissões, é só parar de respirar. É apavorante. Simplesmente ultrapassamos todos os limites razoáveis em números. E, do ponto de vista puramente biológico, qualquer espécie que faz isso tem que entrar em colapso."
Mas isso não é sugerir, no entanto, que Lovelock acredita que deveríamos ficar tocando harpa enquanto assistimos o mundo queimar. É bem o contrário. "Precisamos tomar ações ousadas", ele insiste. "Temos uma quantidade enorme de coisas a fazer." De acordo com a visão dele, temos duas escolhas: podemos retornar a um estilo de vida mais primitivo e viver em equilíbrio com o planeta como caçadores-coletores ou podemos nos isolar em uma civilização muito sofisticada, de altíssima tecnologia. "Não há dúvida sobre que caminho eu preferiria", diz certa manhã, em sua casa, com um sorriso aberto no rosto enquanto digita em seu computador. "Realmente, é uma questão de como organizamos a sociedade - onde vamos conseguir nossa comida, nossa água. Como vamos gerar energia."
Em relação à água, a resposta é bem direta: usinas de dessalinização, que são capazes de transformar água do mar em água potável. O suprimento de alimentos é mais difícil: o calor e a seca vão acabar com a maior parte das regiões de plantações de alimentos hoje existentes. Também vão empurrar as pessoas para o norte, onde vão se aglomerar em cidades. Nessas áreas, não haverá lugar para quintais ajardinados. Como resultado, Lovelock acredita, precisaremos sintetizar comida - teremos que criar alimentos em barris com culturas de tecidos de carnes e vegetais. Isso parece muito exagerado e profundamente desagradável, mas, do ponto de vista tecnológico, não será difícil de realizar.
O fornecimento contínuo de eletricidade também será vital, segundo ele. Cinco dias depois de visitar o centro Hadley, Lovelock escreveu um artigo opinativo polêmico, intitulado: "Energia nuclear é a única solução verde". Lovelock argumentava que "devemos usar o pequeno resultado dos renováveis com sensatez", mas que "não temos tempo para fazer experimentos com essas fontes de energia visionárias; a civilização está em perigo iminente e precisa usar a energia nuclear - a fonte de energia mais segura disponível - agora ou sofrer a dor que em breve será infligida a nosso planeta tão ressentido".
Ambientalistas urraram em protesto, mas qualquer pessoa que conhecia o passado de Lovelock não se surpreendeu com sua defesa à energia nuclear. Aos 14 anos, ao ler que a energia do sol vem de uma reação nuclear, ele passou a acreditar que a energia nuclear é uma das forças fundamentais no universo. Por que não aproveitá-la? No que diz respeito aos perigos - lixo radioativo, vulnerabilidade ao terrorismo, desastres como o de Chernobyl - Lovelock diz que este é dos males o menos pior: "Mesmo que eles tenham razão a respeito dos perigos, e não têm, continua não sendo nada na comparação com as mudanças climáticas".
Como último recurso, para manter o planeta pelo menos marginalmente habitável, Lovelock acredita que os seres humanos podem ser forçados a manipular o clima terrestre com a construção de protetores solares no espaço ou instalando equipamentos para enviar enormes quantidades de CO2 para fora da atmosfera. Mas ele considera a geoengenharia em larga escala como um ato de arrogância - "Imagino que seria mais fácil um bode se transformar em um bom jardineiro do que os seres humanos passarem a ser guardiões da Terra". Na verdade, foi Lovelock que inspirou seu amigo Richard Branson a oferecer um prêmio de US$ 25 milhões para o "Virgin Earth Challenge" (Desafio Virgin da Terra), que será concedido à primeira pessoa que conseguir criar um método comercialmente viável de remover os gases responsáveis pelo efeito estufa da atmosfera. Lovelock é juiz do concurso, por isso não pode participar dele, mas ficou intrigado com o desafio. Sua mais recente idéia: suspender centenas de milhares de canos verticais de 18 metros de comprimento nos oceanos tropicais, colocar uma válvula na base de cada cano e permitir que a água das profundezas, rica em nutrientes, seja bombeada para a superfície pela ação das ondas. Os nutrientes das águas das profundezas aumentariam a proliferação das algas, que consumiriam o dióxido de carbono e ajudariam a resfriar o planeta. "É uma maneira de contrabalançar o sistema de energia natural da Terra usando ele próprio", Lovelock especula. "Acho que Gaia aprovaria."
Oslo é o tipo perfeito de cidade para Lovelock. Fica em latitudes do norte, que ficarão mais temperadas na medida em que o clima for esquentando; tem água aos montes; graças a suas reservas de petróleo e gás, é rica; e lá já há muito pensamento criativo relativo à energia, incluindo, para a satisfação de Lovelock, discussões renovadas a respeito da energia nuclear. "A questão principal a ser discutida aqui é como manejar as hordas de pessoas que chegarão à cidade", Lovelock avisa. "Nas próximas décadas, metade da população do sul da Europa vai tentar se mudar para cá."
Nós nos dirigimos para perto da água, passando pelo castelo de Akershus, uma fortaleza imponente do século 13 que funcionou como quartel-general nazista durante a ocupação da cidade na Segunda Guerra Mundial. Para Lovelock, os paralelos entre o que o mundo enfrentou naquela época e o que enfrenta hoje são bem claros. "Em certos aspectos, é como se estivéssemos de novo em 1939", ele afirma. "A ameaça é óbvia, mas não conseguimos nos dar conta do que está em jogo. Ainda estamos falando de conciliação."
Naquele tempo, como hoje, o que mais choca Lovelock é a ausência de liderança política. Apesar de respeitar as iniciativas de Al Gore para conscientizar as pessoas, não acredita que nenhum político tenha chegado perto de nos preparar para o que vem por aí. "Em muito pouco tempo, estaremos vivendo em um mundo desesperador, comenta Lovelock. Ele acredita que está mais do que na hora para uma versão "aquecimento global" do famoso discurso que Winston Churchill fez para preparar a Grã-Bretanha para a Segunda Guerra Mundial: "Não tenho nada a oferecer além de sangue, trabalho, lágrimas e suor". "As pessoas estão prontas para isso", Lovelock dispara quando passamos sob a sombra do castelo. "A população entende o que está acontecendo muito melhor do que a maior parte dos políticos."
Independentemente do que o futuro trouxer, é provável que Lovelock não esteja por aí para ver. "O meu objetivo é viver uma vida retangular: longa, forte e firme, com uma queda rápida no final", sentencia. Lovelock não apresenta sinais de estar se aproximando de seu ponto de queda. Apesar de já ter passado por 40 operações, incluindo ponte de safena, continua viajando de um lado para o outro no interior inglês em seu Honda branco, como um piloto de Fórmula 1. Ele e Sandy recentemente passaram um mês de férias na Austrália, onde visitaram a Grande Barreira de Corais. O cientista está prestes a começar a escrever mais um livro sobre Gaia. Richard Branson o convidou para o primeiro vôo do ônibus espacial Virgin Galactic, que acontecerá no fim do ano que vem - "Quero oferecer a ele a visão de Gaia do espaço", diz Branson. Lovelock está ansioso para fazer o passeio, e planeja fazer um teste em uma centrífuga até o fim deste ano para ver se seu corpo suporta as forças gravitacionais de um vôo espacial. Ele evita falar de seu legado, mas brinca com os filhos dizendo que quer ver gravado na lápide de seu túmulo: "Ele nunca teve a intenção de ser conciliador".
Em relação aos horrores que nos aguardam, Lovelock pode muito bem estar errado. Não por ter interpretado a ciência erroneamente (apesar de isso certamente ser possível), mas por ter interpretado os seres humanos erroneamente. Poucos cientistas sérios duvidam que estejamos prestes a viver uma catástrofe climática. Mas, apesar de toda a sensibilidade de Lovelock para a dinâmica sutil e para os ciclos de resposta no sistema climático, ele se mostra curiosamente alheio à dinâmica sutil e aos ciclos de resposta no sistema humano. Ele acredita que, apesar dos nossos iPhones e dos nossos ônibus espaciais, continuamos sendo animais tribais, amplamente incapazes de agir pelo bem maior ou de tomar decisões de longo prazo que garantam nosso bem-estar. "Nosso progresso moral", diz Lovelock, "não acompanhou nosso progresso tecnológico."
Mas talvez seja exatamente esse o motivo do apocalipse que está por vir. Uma das questões que fascina Lovelock é a seguinte: A vida vem evoluindo na Terra há mais de 3 bilhões de anos - e por que motivo? "Gostemos ou não, somos o cérebro e o sistema nervoso de Gaia", ele explica. "Agora, assumimos responsabilidade pelo bem-estar do planeta. Como vamos lidar com isso?"
Enquanto abrimos caminho no meio dos turistas que se dirigem para o castelo, é fácil olhar para eles e ficar triste. Mais difícil é olhar para eles e ter esperança. Mas quando digo isso a Lovelock, ele argumenta que a raça humana passou por muitos gargalos antes - e que talvez sejamos melhores por causa disso. Então ele me conta a história de um acidente de avião, anos atrás, no aeroporto de Manchester. "Um tanque de combustível pegou fogo durante a decolagem", recorda. "Havia tempo de sobra para todo mundo sair, mas alguns passageiros simplesmente ficaram paralisados, sentados nas poltronas, como tinham lhes dito para fazer, e as pessoas que escaparam tiveram que passar por cima deles para sair. Era perfeitamente óbvio o que era necessário fazer para sair, mas eles não se mexiam. Morreram carbonizados ou asfixiados pela fumaça. E muita gente, fico triste em dizer, é assim. E é isso que vai acontecer desta vez, só que em escala muito maior."
Lovelock olha para mim com olhos azuis muito firmes. "Algumas pessoas vão ficar sentadas na poltrona sem fazer nada, paralisadas de pânico. Outras vão se mexer. Vão ver o que está prestes a acontecer, e vão tomar uma atitude, e vão sobreviver. São elas que vão levar a civilização em frente."
(Tradução de Ana Ban)

O contraste entre o crescimento da pecuária e o do PIB brasileiro

9:54 \ Economia
pecuaria
Na contramão do PIB
Enquanto o Brasil deve crescer ridículos 0,3% em 2014, a pecuária entre janeiro e setembro cresceu 2,6% em comparação com o mesmo período de 2013.
Por Lauro Jardim

Febre Chikungunya Brasil registra 828 casos

Doenças infecciosas

Do total, são 39 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença

O mosquito <i>Aedes aegypti </i>, que se desenvolve em água parada, é o responsável por transmitir a dengue e a chikungunya
O mosquito Aedes aegypti , que se desenvolve em água parada, é o responsável por transmitir a dengue e a chikungunya (AFP/VEJA)
O Ministério da Saúde registrou, até o dia 25 de outubro, 828 casos de Febre Chikungunya no Brasil, sendo 155 confirmados por critério laboratorial e 673 por critério clínico-epidemiológico. Do total, são 39 casos importados de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.
Os outros 789 foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 330 foram registrados no município de Oiapoque (AP), 371 em Feira de Santana (BA), 82 em Riachão do Jacuípe (BA), dois em Salvador (BA), um em Alagoinhas (BA), um em Cachoeira (BA), um em Amélia Rodrigues/BA e um em Matozinhos (MG).
Caracterizada a transmissão sustentada de Chikungunya em uma determinada área, com a confirmação laboratorial dos primeiros casos, o Ministério da Saúde recomenda que os demais sejam confirmados por critério clínico-epidemiológico, que leva em conta fatores como sintomas apresentados e o vínculo dele com pessoas que já contraíram a doença.
Características  A febre Chikungunya é causada por vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti (transmissor da dengue) e o Aedes Albopictus os principais vetores. Ela apresenta sintomas similares aos da dengue, como febre alta, mal-estar e dores nos músculos, ossos e articulações. A doença começa a se manifestar três a sete dias depois de o paciente ser picado. A letalidade da Chikungunya, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), é rara, sendo menos frequente que nos casos de dengue. Porém, ao contrário dela, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas por até um ano.
De acordo com a OMS, desde 2004, o vírus havia sido identificado em 19 países. Porém, a partir do final de 2013, foi registrada transmissão autóctone (dentro do mesmo território) em vários países do Caribe Em março de 2014, na República Dominicana e Haiti, sendo que, até então, só África e Ásia tinham circulação do vírus.

Tire cinco dúvidas sobre a chikungunya

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O que é chikungunya?

A febre chikungunya é uma doença provocada por um vírus que pode ser transmitido pela picada de dois mosquitos, quando infectados: o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, e o Aedes albopictus. Ambos existem no Brasil.

REELEIÇÃO ILIMITADA NO EQUADOR DITADURAS DISFARÇADAS

Equador

Justiça abre caminho para reeleição ilimitada de Correa

Corte Constitucional descartou realização de consulta popular sobre mudança constitucional que deverá permitir a Rafael Correa disputar mais um pleito em 2017

Presidente do Equador, Rafael Correa, durante uma visita à Rússia
Presidente do Equador, Rafael Correa, durante uma visita à Rússia (Sergei Karpukhin/Reuters/VEJA)
A Corte Constitucional do Equador descartou nesta sexta-feira a realização de uma consulta popular sobre mudanças previstas para a Constituição do país. Com isso, os equatorianos não poderão opinar sobre a reeleição infinita, uma das alterações propostas pelo bloco oficialista para permitir que Rafael Correa continue no poder para além de 2017, quando um novo pleito deve ser realizado.
A decisão também autoriza o Congresso a analisar as mudanças na forma de emendas constitucionais. No total, dezesseis propostas da Aliança País vão tramitar em uma Assembleia Nacional onde Correa tem maioria absoluta. "Parece que a Corte Constitucional aproveitou o dia de finados para enterrar um dos pilares da democracia equatoriana", reagiu o líder opositor Guillermo Lasso.
O texto a ser votado prevê reeleição ilimitada para todos os cargos eletivos. Uma das emendas suprime do artigo 114 da Constituição a frase “por uma só vez, consecutiva ou não, para o mesmo cargo”. A expressão “por uma só vez” também seria retirada do artigo 144, que ficaria assim: “A presidente ou o presidente da República permanecerá quatro anos na função e poderá ser reeleito”.
O pacote inclui também a redução da idade mínima para se candidatar a presidente de 35 para 30 anos. Há ainda uma mudança relacionada aos meios de comunicação, acrescentando-se ao texto constitucional a seguinte definição: “A comunicação como um serviço público será prestado através de meios públicos, privados e comunitários”. A votação deverá ocorrer no prazo de um ano.
Eleito em 2006 para um mandato de quatro anos, Correa convocou uma Assembleia Constituinte que decidiu pelo limite de uma reeleição. Por outro lado, ele conseguiu acrescentar dois anos a seu mandato, ao realizar eleições antecipadas em 2009, depois de promulgada a nova Constituição. Foi reeleito em fevereiro do ano passado e, em 2017, completará uma década no poder.
(Com agência France-Presse)

ISLAMISMO CONTINUA COM SUA INSANA BARBARIDADE

Xiita comemora tomada de Jurf al-Sakhar, cidade no sul de Bagdá que estava nas mãos do terrorista Estado Islâmico. A frase na parede diz: ‘Morte ao Daash’, acrônimo de um dos nomes do grupo terrorista
Xiita comemora tomada de Jurf al-Sakhar, cidade no sul de Bagdá que estava nas mãos do terrorista Estado Islâmico. A frase na parede diz: ‘Morte ao Daash’, acrônimo de um dos nomes do grupo terrorista - Alaa Al-Marjani/Reuters
Militantes do Estado Islâmico (EI) executaram pelo menos 220 iraquianos em retaliação a uma tribo que se opôs ao seu avanço sobre territórios a oeste da capital Bagdá. Duas valas comuns foram encontradas nesta quinta-feira com centenas de membros da tribo Albu Nimr, que apesar de ser da corrente sunita como o EI, se opõe aos jihadistas e é aliada do governo iraquiano. Os mortos têm entre 18 e 55 anos. Eles foram executados à queima-roupa, afirmaram testemunhas. Os cadáveres de mais de 70 homens da tribo foram desovados perto da cidade de Hit, na província de Anbar, bastião sunita no Iraque, de acordo com as testemunhas. A maioria das vítimas era composta por membros da polícia ou da milícia anti-Estado Islâmico chamada de Sahwa (Despertar).
“Encontramos estes corpos no início desta manhã, e militantes do Estado Islâmico nos disseram que 'aquelas pessoas são do Sahwa, que combateram seus irmãos do Estado Islâmico, e esta é a punição de qualquer um que combata o Estado Islâmico’”, disse a testemunha. Os insurgentes haviam ordenado aos homens da tribo que abandonassem seus vilarejos e fossem para Hit, 130 quilômetros a oeste de Bagdá, prometendo-lhes “passagem livre”, afirmaram líderes tribais. Em seguida foram capturados e fuzilados.
Uma vala comum próxima da cidade de Ramadi, também na província de Anbar, continha 150 membros da mesma tribo, disseram autoridades de segurança. A milícia Despertar foi criada com incentivo dos Estados Unidos para combater a Al Qaeda durante a escalada na ofensiva dos EUA em 2006-2007. Washington, que não tem mais tropas terrestres no Iraque mas fornece apoio aéreo, espera que o governo consiga refazer sua aliança frágil com as tribos sunitas, especialmente em Anbar, que agora está quase totalmente dominada pelo Estado Islâmico, também sunitas que seguem uma versão linha-dura do islamismo.
Mas líderes tribais sunitas, ao saber das notícias sobre o massacre da tribo Albu Nimr, voltaram suas queixas para o governo iraquiano, dominado por xiitas, de ignorar seus pedidos por mais armas e munições. "O EI matou centenas de pessoas da Albu Nimr por causa do desleixo do governo ao ignorar os pedidos da tribo por armas que são necessárias para sua defesa", disse o deputado Ghazi Faisal Al-Ka’uod, que é membro da Albu Nimr. 
Chacina - Em mais um episódio envolvendo chacinas cometidas pelo Estado Islâmico, a ONG Human Rights Watch revelou nesta quinta-feira em um relatório que o jihadistas executaram  600 presidiários iraquianos em junho, ao conquistar a segunda maior cidade do país, Mosul. Segundo quinze sobreviventes do massacre, os detentos da prisão de Badoosh foram forçados a se ajoelharem ao longo de um barranco e foram mortos com o uso de armas automáticas.  As vítimas cumpriam sentenças que iam de homicídio e atentados a crimes não violentos. Entre 30 e 40 detentos sobreviveram ao massacre, rolando para dentro do vale para fingir estarem mortos ou usar os corpos de outros prisioneiros como defesa.
(Com agências Reuters e Estadão Conteúdo)

Inep registra mais de 3 milhões de acessos ao cartão de confirmação do Enem

Enem 2014

Documento que informa local das provas está disponível desde segunda

Os acessos ao cartão de confirmação de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegaram a mais de 3 milhões na tarde desta quarta-feira, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No total, foram 3.005.172 de acessos vindos dos 8.721.946 de candidatos inscritos, que foram conferir o local da realização do exame.

Estudantes aguardam o início da prova do Exame Nacional do Ensino Medio (ENEM) na faculdade Uninove, em São Paulo

Estudantes aguardam o início da prova do Exame Nacional do Ensino Medio (ENEM) na faculdade Uninove, em São Paulo (Nelson Antoine/Fotoarena/VEJA
Manual do Candidato do Enem: o que fazer na inscrição, na prova e na matrícula
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Raio-x do Enem: os conteúdos mais cobrados desde 2009
Seis formas de usar a nota do Enem
TRI: como é calculada a nota do Enem Os cartões de confirmação de inscrição do Enem 2014 foram divulgados na segunda-feira passada na página oficial do exame. O documento confirma dados como nome e CPF do candidato; número de inscrição no Enem; data, hora e local de realização das provas; opção de língua estrangeira (inglês ou espanhol), necessidade de atendimento especializado ou específico (quando houver) e indicação de solicitação de certificação do ensino médio (se for o caso).
Os cartões também estão sendo enviados pelos Correios a todos os inscritos no exame. A versão enviada é igual à disponibilizada no site. Quem não receber o cartão, não conseguir imprimi-lo pela internet ou constatar erro no documento, deve entrar em contato com o atendimento ao participante, pelo telefone 0800 61 61 61.
O candidato pode acessar ou imprimir os cartões de confirmação na página do Inep, informando o número de CPF e senha cadastrados no momento da inscrição. O cartão é obrigatório para acesso ao local de prova.
O Enem 2014 será realizado nos dias 8 e 9 de novembro. No primeiro dia do exame, os participantes terão 4h30 para fazer as provas de ciências humanas e ciências da natureza, cada uma com 45 questões. No segundo dia, serão 5h30 para responder 45 questões de linguagens e 45 de matemática, além de fazer a prova de redação.

Enem 2014: o que fazer nos dias de prova

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Datas e horários das provas

O Enem será realizado nos dias 8 e 9 de novembro — respectivamente sábado e domingo. Confirma os detalhes (sempre segundo o horário de Brasília):
1. Dia 8
     . abertura dos portões: 12h
     . início: 13h
     . duração: 4 horas e 30 minutos
2. Dia 9
     . abertura dos portões: 12h
     . início: 13h
     . duração: 5 horas e 30 minutos

Fique atento > A organização do Enem não tolera atrasos e os portões nos locais de prova são fechados pontualmente às 13h. Quem chegar atrasado, perde a prova

SOBRAL-CE: PM PRENDE DOIS INDIVÍDUOS COM ARMA E DROGAS NA LAGOA QUEIMADA!


Na madrugada de hoje (02/11/14), por volta das 02 horas Policiais militares do CPI Norte efetuaram a prisão em flagrante de dois indivíduos na localidade de Lagoa Queimada, no distrito de Patriarca, de posse de um revólver calibre 32, várias munições e drogas. 
Os presos foram conduzidos à Delegacia Regional de Polícia Civil para os procedimentos legais. 
 Fonte: Sobral 24 horas

ONU: efeito estufa pode elevar temperatura mundial em 4 graus até 2100

De acordo com relatório divulgado neste domingo, emissão é a maior dos últimos 800 mil anos e precisa zerar para evitar catástrofes naturais

Jovem coloca máscara para se proteger da poluição em Shijiazhuang, capital da província de Hebei, norte da China
Jovem coloca máscara para se proteger da poluição em Shijiazhuang, capital da província de Hebei, norte da China (Kim Kyung-Hoon/Reuters/VEJA)
O tempo está acabando para reduzir o aquecimento global a apenas dois graus centígrados, anunciaram os especialistas da ONU, em uma advertência de que as tendências atuais de emissão de gases que provocam o efeito estufa resultarão em um desastre.
Em um relatório geral de síntese mundial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), os especialistas afirma que as emissões dos três principais gases que provocam o efeito estufa estão em seu maior nível em 800.000 anos.
A Terra caminha atualmente para um aumento de pelo menos 4ºC até 2100 na comparação com nível da era pré-industrial, o que provocará grandes secas, inundações, aumento do nível do mar e extinção de muitas espécies, além de fome, populações deslocadas e conflitos potenciais.
"A justificativa científica para dar prioridade a uma ação contra a mudança climática é mais clara que nunca", disse o diretor do IPCC, Rajendra Pachauri.
"Temos pouco tempo pela frente antes que passe a janela de oportunidade para permanecer abaixo dos 2ºC".
"Para preservar uma boa oportunidade de permanecer abaixo dos 2ºC com custos abordáveis, nossas emissões deveriam cair entre 40 e 70% em nível global entre 2010 e 2050, e cair a zero até 2100".
O relatório - a primeira revisão global do IPCC desde 2007 - foi divulgado antes das negociações de dezembro em Lima, que pretendem traçar o caminho para a grande reunião de dezembro de 2015 em Paris, que tem como meta a assinatura de um compromisso para alcançar a meta dos 2ºC.
As negociações esbarram há vários anos no debate sobre quais países deveriam assumir o custo da redução das emissões de gases do efeito estufa, que procedem principalmente do petróleo, gás e carvão, que atualmente constituem grande parte da energia consumida.
O documento afirma que o uso de energias renováveis, o aumento da eficiência energética e o desenvolvimento de outras medidas destinadas a limitar as emissões custaria muito menos que enfrentar as consequências do aquecimento global.
A conta a pagar atualmente para atingir a meta ainda é possível, mas adiar a resposta aumentaria consideravelmente a fatura para as gerações futuras.
"Os custos das políticas de limitação variam, mas o crescimento mundial não seria gravemente afetado", afirma o IPCC, que calcula que curvas "ambiciosas" de redução de carbono provocarão uma queda de apenas 0,06% no crescimento mundial neste século, que deve ser em média anual de entre 1,6 e 3%.
"Comparado ao risco iminente dos efeitos irreversíveis da mudança climática, os riscos a assumir para alcançar uma redução são administráveis", destaca Youba Sokona, um dos cientistas responsáveis pelo relatório.
De acordo com o cenário de emissões mais otimista dos quatro citados no documento, a temperatura média do planeta aumentará este ano entre 0,3 e 1,7 ºC, o que levará a uma alta de 26 a 55 cm do nível do mar.
Segundo a hipótese mais alarmista, o planeta terá um aquecimento de entre 2,6 e 4,8ºC, o que provocará um aumento de entre 45 e 82 cm do nível do mar.
O relatório adverte, sem rodeios, que caso as tendências atuais sejam mantidas, "a mudança climática tem mais probabilidades de exceder 4ºC que de não fazê-lo até 2100", na comparação com os níveis da era pré-industrial.

MOTO RECUPERADA DE ASSALTO EM SOBRAL

Mais uma motocicleta foi recuperada  na cidade de Sobral pelos policiais do Ronda do Quarteirão (viatura 1202). A moto havia sido roubada na data de ontem (01) no Parque Santo Antônio. 


Com o apoio da populações, através de denúncias, os policiais encontraram a moto na data de hoje (02) e a conduziram à Delegacia Regional de Polícia Civil para os procedimentos legais.

 Fonte: Sobral 24 horas

BRASIL E LATI-AMERICANOS SE DISTANCIAM DOS EUA

Brasil e Uruguai terão comércio em moedas locais a partir de dezembro

Os governos do Uruguai e do Brasil assinaram um acordo que permitirá o comércio bilateral em moedas locais e substituirá as negociações em dólar entre os dois países a partir de 1º de dezembro, de acordo com o Banco Central uruguaio. Leia mais (11/02/2014 - 16h48)

DIA DE FINADO NOS CEMITÉRIOS DE SOBRAL

A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos SECONV, realiza a limpeza dos 33 cemitérios públicos do Município, dos quais 32 são de responsabilidade da Prefeitura. 

A SECONV, através da Gerência dos Cemitérios, desenvolveu uma ação com 12 turmas que há mais de duas semanas vêm trabalhando com o objetivo de preparar os campos para receber cerca de 50 mil visitantes para o Dia de Finados, nesse sábado, dia 2.  

VISITAS:  estimativa é que os cemitérios da sede recebam 10 mil visitantes. 

 Os Cemitérios serão abertos a partir das 6h da manhã e fecharão às 18h. Confira o horário das missas nos cemitérios da sede: Cemitério São José, às 7h da manhã; Cemitério São Francisco, às 8h da manhã; e Santa Marta, às 6h da manhã.

Dos 33 cemitérios, três, ficam na sede

CEMITÉRIO SANTA MARTA

O cemitério Santa Marta é de responsabilidade da Paróquia de Fátima, do Sinhá Sabóia.
mais precisamente no Conjunto Monsenhor Aloísio Pinto. Neste Cemitério, pertencente a Diocese de Sobral, o Padre Antonio José, vigário da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima



CEMITÉRIO SÃO FRANCISCO
O cemitério São Francisco, no Junco, é o maior da região com 1.900 túmulos, entre jazidas e lajões.


CEMITÉRIO SÃO JOSÉ
O Cemitério São José, no Centro, é o segundo maior com 788 jazidas.
Aqui é tido como o “Cemitério dos ricos”. É comum encontrar túmulos bonitos, de famílias ilustres de Sobral



CEMITÉRIO PARQUE DE SOBRAL JARDIM DA PAZ

HÁ AINDA UM CEMITÉRIO PARTICULAR chamado de Parque Jardim da Paz de Sobral
Fica próximo da BR 222, na saída para a Serra Grande e Estrada Para o Jordão, 1835
Endereço  
Est do Jordão, 1835 km 228 
Sobral
Ceará - Brasil
Número de telefone  Telefone:  (88) 3611-5013


CEMITÉRIOS NOS DISTRITOS
 30 espalhados em 13 distritos.

Sendo que Jaibaras possui o maior número com 6 unidades. 

JAIBARAS
São Vicente

O Salgado dos Machados é o único dos 14 distritos de Sobral que não possui cemitério.

ORIGEM DO DIA DE FINADOS N O MUNDO


dia dos fiéis defuntos , dia dos mortos ou dia de finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.
Durante o século I, os cristãos habituaram-se a visitar os túmulos nas catacumbas, para rezar pelos que morreram.

Observação: Os cristãos eram seriamente perseguidos pelos anticristãos. Daí eles, para se esconder entravam nas catacumbas para se esconder e também para cultuar a Deus. Era a única forma de preservar a fé. Então foi colocado muito tempo depois essa inverdade, que ganhou a fé dos mais incautos.

Desde o século V, a Igreja passou a dedicar um dia por ano para rezar por todos os mortos e, a partir do século XIII, esse dia passou a ser sempre o 2 de Novembro.Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade católica a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de “Todos os Santos”.
O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Fonte: Wikipedia

A ENERGIA ELÉTRICA ESTÁ MAIS CARA DESDE O DIA 21 DE OUTUBRO

O ‪#‎Reajuste‬ da ‪#‎ContadeLuz‬ elevou a 17,63% o aumento médio da tarifa de‪#‎Energia‬ de consumidoras em todo o ‪#‎Brasil‬ neste ano. Os chamados grandes consumidores, como ‪#‎Indústrias‬, tiveram suas tarifas reajustadas em 18,20% na média: http://goo.gl/bCtIDl

BRIGA PELA PRESIDÊNCIA RESVALA NA PETROBRÁS

Cunha: favorito à presidência da Câmara, mas...
Cunha: favorito à presidência da Câmara, mas…
O notório Eduardo Cunha está a 100 quilômetros por hora em sua caça aos votos para a presidência da Câmara, mas um experiente ministro de Dilma Rousseff alerta: as disputas para o comando da Câmara e do Senado só serão tratadas para valer depois que as listas de políticos encrencados nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef estiverem devidamente divulgadas. Só aí o jogo inicia de verdade.
Em resumo, quem for abatido pela Lava-Jato nem entrará em campo.
Por Lauro Jardim

CONTROLE REMOTO APOSENTADO

Adeus ao controle remoto

Carlos Henrique Schroder, diretor-geral da Rede Globo, foi homenageado nesta semana pela Associação Brasileira de Propaganda com o título de "Profissional do ano". Leia mais (11/02/2014 - 02h00)

JÁ TEM ÁGUA CORRENDO NO CANAL DA INTEGRAÇÃO

1.704.046 visualizações
A água chegou no canal do eixo Leste do Projeto ‪#‎IntegraçãoSãoFrancisco‬ com os testes de bombeamento realizados nesta semana. “O teste foi bem sucedido, superou as expectativas”, comemora o secretário do Ministério da Integração Nacional, Irani Ramos. O projeto cumpre o cronograma com 66% de obras concluídas e segue previsto para ser concluído em dezembro de 2015. Confira a água correndo! Assista e leia: goo.gl/8xrmt2

PROTESTO EM SP PEDE IMPEACHMENT DE DILMA

(via Folha Poder)
O protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), promovido neste sábado (1º) na capital paulista, terminou de maneira pacífica, sem...
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Manifestação chegou a interditar Av. Paulista nos dois sentidos.
Cerca de 1,5 mil participavam do ato, segundo PM.
Protesto contra a presidente Dilma na avenida Paulista neste sábado (1º) (Foto: Dario Oliveira/Estadão Conteúdo)
avenida paulista
Um protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT) tinha mais de 1,5 mil participantes e seguia em direção ao Parque do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. O grupo saiu do Masp, na Av. Paulista, e fechava completamente a Avenida Brigadeiro Luis Antônio por volta das 17h.

Os manifestantes chegaram a interditar totalmente a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, por volta das 15h deste sábado (1º). O ato começou em frente ao Masp, onde o grupo se concentrou, por volta das 14h, e foi convocada pelo Facebook, no qual mais de 100 mil usuários confirmaram presença.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 17h os manifestantes ocupavam a Av. Bridadeiro Luis Antônio sentido bairro na altura da Alameda Fernão Cardim. A Polícia Militar afirma que o ato começou com cerca de 100 pessoas e continuava com 1,5 mil participantes por volta das 17h.

Fonte: G1 SP