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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

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COVID-19 | Como comemorar o Natal e o Ano Novo com segurança

COVID-19 | Como comemorar o Natal e o Ano Novo com segurança

Por Nathan Vieira | 23 de Dezembro de 2020 às 18h20
 Rodion Kutsaev/Unsplash

Estamos muito próximos da conclusão de 2020, um ano para lá de desafiador e cheio de contratempos. Depois de tudo o que vivemos, de tanto medo e de tantas perdas, as festas de fim de ano estão aí. No entanto, mesmo com a tentação de comemorar com as pessoas amadas em busca de um alívio em relação à pandemia e suas consequências, definitivamente, não é hora de relaxar em relação às medidas de proteção contra a COVID-19. A Fiocruz lançou uma cartilha de como comemorar da maneira mais segura possível, e o Canaltech conversou com um infectologista para entender os riscos e os cuidados a se tomar nessa época.

De acordo com Dr. Artur Brito, infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e do Hospital Santa Paula, as consequências nesse fim de ano vão depender muito do quanto as pessoas estão dispostas a reduzir um pouco a interação social para que se tenha um menor número de casos no pós-festas de fim de ano. "A priori, não me parece que é isso que vai acontecer", estima o especialista.

Para o infectologista, o principal cuidado é justamente não chamar familiares e amigos para comemorar as festas de fim de ano. "É claro que a gente sabe que foi um ano difícil. Muita gente sacrificou a interação social ao longo do ano, e muita gente estava esperando que no Natal e no Ano Novo a gente já estivesse em uma situação bem melhor, mas o fato é que não estamos. A principal recomendação é que não aglomere. Se você vive numa casa já com familiares próximos, como pais e irmãos, não vejo um grande problema, porque é o que você faz no seu dia a dia", observa o profissional.

Mas se as pessoas vivem em casas separadas, principalmente pessoas que vivem em cidades diferentes, a grande recomendação é que de fato não realizem essas festas de Natal e Ano Novo com aglomeração. "Não tem muito como fugir disso. No momento em que a gente está, não existe outra alternativa a não ser evitar por completo esse tipo de comemoração", lamenta o médico.

Essa também é a recomendação da Fiocruz, em sua cartilha própria para as festas de fim de ano. "Mantenha o isolamento domiciliar. Não convide pessoas para sua casa, não faça visitas, nem frequente eventos. Caso você faça parte ou mora com alguém que faz parte do grupo de risco para casos graves de COVID-19 (portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal crônica em estágio avançado, imunodepressão provocada pelo tratamento de doenças autoimunes, como lúpus ou câncer; pessoas acima de 60 anos de idade, fumantes, gestantes, mulheres em resguardo e crianças menores de 5 anos), proteja-se e proteja sua família. Fique em casa e celebre apenas com as pessoas que já moram com você", consta no material.

Segurança nas festas 

Durante essa pandemia de COVID-19, as recomendações envolvem comemorar as festas de fim de ano apenas com quem mora com você (Imagem: Elly Fairytale / Pexels)

Mas caso você realmente insista em comemorar com amigos ou familiares, a Fiocruz traz algumas recomendações de segurança. "Nenhuma medida é capaz de impedir totalmente a transmissão da COVID-19. Para diminuir os riscos, siga as orientações", afirma a instituição. São elas:

  • Usar máscara sempre que não estiver comendo ou bebendo;
  • Ter um saco para guardar a máscara quando estiver comendo ou bebendo, mantendo-a limpa e seca entre os usos;
  • Ter uma máscara limpa extra, para o caso de necessidade de troca (tempo de uso, umidade ou sujeira);
  • Manter as mãos higienizadas.

Outras recomendações envolvem manter a distância de, pelo menos, 2 metros entre os participantes; evitar apertos de mão ou abraços; dar preferência a locais abertos ou bem ventilados; evitar o uso de ar-condicionado; lavar as mãos com frequência durante o evento com água e sabão ou álcool em gel; não compartilhar objetos, como talheres ou copos; e após tocar em objetos que estejam sendo compartilhados com outros convidados (ex: utensílios para servir a comida, jarras e garrafas), lavar as mãos com água e sabão ou álcool.

"É aquela coisa que o bom senso determina: se você for fazer aglomeração de toda forma, quanto menos pessoas, melhor. No momento que não está na ceia, não está comendo, todo mundo deve usar a máscara. Fazer essa reunião a céu aberto, pelo menos com grande circulação de ar. Se as pessoas estiverem bebendo, e, portanto, sem máscara, mesmo quando não estiverem comendo, manter o distanciamento", enfatiza o infectologista.

As orientações para festividades em casa envolvem limite do número de convidados de acordo com o tamanho do espaço, permitindo que as pessoas mantenham distância de 2 metros entre si; orientar os convidados a levarem suas próprias máscaras; evitar música alta para que as pessoas não tenham que gritar ou falar alto, considerando ainda que caso alguém esteja contaminado com o vírus, lançará um número maior de partículas virais no ambiente.

Ceia segura

Como durante a ceia todo mundo estará sem máscara, é muito importante prezar pelo distanciamento e pelos cuidados (Imagem: picjumbo.com / Pexels)

Durante a ceia, também vale colocar regras: não deixar que os convidados formem filas para serem servidos; orientar os convidados a não se sentarem todos reunidos na hora da ceia; organizar espaços separados para pessoas que moram juntas; ter sabão e papel para secagem de mãos disponíveis no banheiro; evitar o uso de toalhas de pano; disponibilizar álcool em gel nos ambientes; utilizar lixeiras com pedais para que as pessoas descartem seus lixos sem precisar colocar as mãos na tampa; e lavar as mãos após esvaziar a lata de lixo são outras recomendações da Fiocruz.

Já quanto ao preparo e forma de servir os alimentos, a instituição orienta a lavar as mãos antes de preparar a comida e usar máscara durante o preparo; limitar o número de pessoas no ambiente em que a comida estiver sendo preparada ou manuseada. Caso ofereça bebidas, a recomendação é disponibilizá-las em embalagens individuais, como latas ou garrafas, arrumadas em baldes com gelo, para que as pessoas possam se servir sozinhas. Oferecer condimentos, molhos para salada ou temperos embalados individualmente, também é uma opção segura, assim como evitar o compartilhamento de utensílios para servir a comida.

Além disso, pratos e bebidas em recipientes não individuais devem ser servidos por uma única pessoa, e o responsável deve lavar as mãos antes de servir e sempre usar a máscara. Após o evento, a orientação é lavar toda a louça em água corrente e com detergente, ou usar uma máquina de lavar louças.

Festa virtual

Muitos estão optando por comemorar presencialmente com quem mora junto e virtualmente com outros membros da família e amigos (Imagem: Nataliya Vaitkevich/Pexels)

Com a pandemia, adaptamos muitos hábitos para a forma remota, como consultas médicas, reuniões de trabalho ou aulas. E por que não trazer essa tecnologia também para as comemorações de fim de ano? É o que muitas famílias vão fazer, tendo em mente matar a saudade e aproveitar a companhia de quem se ama, ainda que virtualmente, mas sem colocar a segurança em risco.

Essa foi a solução que Rafael Silva, em entrevista ao Canaltech, encontrou para sua família. "Eu decidi que não visitaria meus pais e que se eles quisessem me ver, seria por vídeoconferência. Da parte deles, teve até uma certa pressão psicológica para que eu passasse as festas pessoalmente com eles, mas falei que não me sentiria confortável para sair de casa, e que ainda estou bastante preocupado com a COVID-19", conta. Com isso, Rafael sugeriu que fizessem uma ceia virtualmente.

Vai funcionar da seguinte maneira: em sua casa, Rafael vai preparar os pratos típicos das festas de fim de ano. Os pais dele vão fazer o mesmo, na casa deles. Quando for o momento de cear, todos vão participar de uma vídeoconferência. A ideia é parecer que estão comendo juntos.

"A interação virtual não é suficiente para matar a saudade. Por mais que a gente se veja e se fale pela câmera, não tem aquele negócio do toque, da presença... mas, ao mesmo tempo, é um alívio essa interação ser só virtual. A ideia de não aglomerar nesse fim de ano deveria ser algo que todo mundo tivesse consciência. É uma forma de se proteger. Infelizmente, aglomerar ou não acabou virando uma opção pessoal, quando não deveria ser. É uma questão de saúde pública", opina.

Depois das festas

A recomendação é se isolar por uma semana depois das festas e fazer um teste para saber se não é assintomático (Imagem: fernando zhiminaicela/Pixabay)

Mas se você acha que os cuidados são apenas durante as festas, está muito enganado. Depois das comemorações de fim de ano, é necessário ficar um tempo isolado socialmente. "Se mesmo com as recomendações em contrário a pessoa optar por ir para uma festa de fim de ano, o ideal é que a pessoa fique pelo menos de cinco a sete dias em isolamento, e se houver algum caso de alguém que ficou sintomático após a festa, ao final desses cinco a sete dias fazer um teste PCR para ver se não pode ser um portador assintomático", explica Dr. Artur.

Ele explica que, feito isso, a pessoa já tem um certo grau de segurança de que não está transmitindo o vírus. "É claro que o período de incubação do vírus é de até 21 dias, mas até o sétimo dia se você não tiver sintoma e o PCR der negativo, a chance de estar transmitindo é muito muito baixa. 15 dias é um tempo muito extenso. Sete dias já está de bom tamanho", reconhece o especialista.

O infectologista ressalta que se houver algum sintoma, não se deve ter contato com ninguém em nenhuma hipótese, mesmo se os sintomas forem muito leves e você achar que esse sintoma se deve a qualquer outra coisa. "Os primeiros sintomas do início da COVID-19 são muito inespecíficos, então aquela dorzinha de garganta chata mais leve, uma rinite muito leve… É claro que a perda de olfato e paladar levantam mais alarme, mas sob qualquer sintoma, evitar contato. A gente está chegando em uma fase da pandemia que precisa ser uma restrição consciente. As pessoas tentam encontrar fórmulas de fazer o que não está correto, com o aval de médicos e especialistas. Então não é para fazer festa no fim de ano. Não é para aglomerar. Não tem fórmula mágica se não quiser usar máscara, se não quiser ficar distante", conclui.

Fonte: Com informações de Fiocruz

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Ceará lidera geração de emprego no Nordeste com 16,4 mil novas vagas em novembro.. O setor de serviços puxou a alta, gerando 5,9 mil novos empregos no mês

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O número é resultado da diferença entre 42,7 mil admissões e 26,3 mil desligamentos. O saldo foi o maior do Nordeste no mês, bem à frente de Pernambuco, que ficou em segundo lugar com 13 mil novas vagas.

Entre os setores produtivos, o de serviços foi o que gerou maior número de vagas, sendo responsável por 5,9 mil delas. Em seguida, aparecem a indústria (5,2 mil) e o comércio (3,7 mil). Construção (1 mil) e agropecuária (198) também contrataram mais que demitiram, embora em menor escala.

No acumulado do ano, o Estado apresenta um saldo positivo em 1.047 vagas mesmo com o tombo durante o período mais crítico da pandemia.

Governadores pedem ao Ministério da Saúde suspensão imediata de voos do Reino Unido, Dinamarca, Holanda e Austrália Consórcio do Nordeste enviou um ofício ao ministro Eduardo Pazuello solicitando "a adoção de medidas de proteção da população brasileira", devido à preocupação com a nova cepa do coronavírus

Passageiros são atendidos para fazer o check-in de seus voos para Londres, enquanto o governo mexicano analisa suspender os voos do Reino Unido devido a temores sobre uma nova cepa do coronavírus altamente infecciosa Foto: LUIS CORTES / REUTERS

Cantor Matheus, dupla de Lucas, morre por complicações da Covid-19. Sertanejo retornou da Europa e sentiu sintomas da doença.

 Mais um nome da música morre pela Covid-19. Faleceu nesta terça-feira (22), em Presidente Prudente, o cantor Matheus, da dupla Lucas e Matheus. Ao G1, a família confirmou o óbito do músico por conta de complicações da Covid-19.

Edilson da Silva Rodrigues, de 57 anos, veio de Portugal para Presidente Prudente e ao chegar, começou a apresentar sintomas do novo coronavírus. Ele estava internado em um hospital da cidade e teve que ser entubado no dia 16 de dezembro. Mesmo com os cuidados, ele não resistiu.

A dupla Lucas e Matheus tinha mais de 25 anos de carreira e uma longa trajetória na Europa. O maior sucesso da dupla de irmãos Lucas e Matheus foi a música "Paciência", gravada na década de 1990 

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Segundo nota, a Fundação Oswaldo Cruz esclarece que a estratégia visa atender à demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI).

A Fiocruz entregará 1 milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca na semana de 8 a 12 de fevereiro. Foto: Divulgação/Fiocruz Minas 

A Fiocruz entregará 1 milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca na semana de 8 a 12 de fevereiro. Foto: Divulgação/Fiocruz Minas

  A  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negou o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e do  Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reservas de vacinas contra a Covid-19.  A instituição informou que a produção é destinada "integralmente" ao Ministério da Saúde. Segundo nota, a estratégia visa atender à demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI).

"A produção dessas vacinas será, portanto, integralmente destinada ao Ministério da Saúde, não cabendo à Fundação atender a qualquer demanda específica por vacinas", diz o texto.

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Tal ação tem dois objetivos principais. O primeiro é a imunização do maior número possível de trabalhadores de ambas as casas, que desempenham papel fundamental no país e têm entre suas autoridades e colaboradores uma parcela considerável de pessoas classificadas em grupos de risco”, diz um trecho do ofício.

Em outro trecho, o diretor-geral do STF dá a entender que a reserva de vacinas para servidores da Corte e do CNJ seria uma “contribuição” ao restante da sociedade pois liberaria “equipamentos públicos de saúde”.

“Adicionalmente, entendemos que a realização da campanha por este Tribunal é uma forma de contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história, pois ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando assim com a Política Nacional de Imunização”

O Superior Tribunal de Justiça também fez um pedido similar à Fiocruz. Já foi encaminhada a  resposta ao STF e STJ.  A Fiocruz entregará ao Miniistério da Saúde 1 milhão de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca na semana de 8 a 12 de fevereiro.

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BRASÍLIA - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) negou o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reservas de vacinas contra a Covid-19. A instituição informou que a produção é destinada "integralmente" ao Ministério da Saúde. Segundo nota, a estratégia visa atender à demanda do Programa Nacional de Imunização (PNI).
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Polícia Federal investiga PMs cearenses por suspeita de revenda ilegal de armas de fogo e munições Dois cabos da Polícia Militar do Ceará repassavam equipamentos para outros militares; investigações apontam que um deles comprou equipamento de tráfico internacional.

Era 21 de outubro de 2018 quando um cabo da Polícia Militar do Ceará pegava seu telefone para fazer uma chamada de reclamação. Do outro lado, em Guaratuba, no Paraná, sem saber que estava sendo interceptado pela Polícia Federal, o traficante internacional de armas e munições Paulo José Vasconcelos ouvia de forma atenta os questionamentos.O cabo havia adquirido de Paulo Vasconcelos um kit roni por meio do site Mercado Livre. Embora o material ilegal de origem paraguaia tivesse chegado com toda a tranquilidade pelos Correios, o equipamento não estava funcionando. O kit roni é um produto de uso restrito controlado pelo Exército e transforma armas leves em longas; o militar o havia adquirido para usá-lo em uma arma de fogo real.

Durante o telefonema, Paulo se esforça para convencer o cabo a retirar uma reclamação feita no site do Mercado Livre. Ele diz que já vendeu o acessório a diversos clientes sem receber reclamações, inclusive do mesmo lote ao qual havia vendido ao policial. Eles continuam conversando sobre as falhas e calibres das armas de fogo nas quais o kit seria utilizado.

Foi nesse telefonema que o cabo da PM e outros 14 policiais militares cearenses entravam nos autos da Operação Mercado das Armas, da Polícia Federal. A investigação está em segredo de Justiça e descobriu um esquema de tráfico internacional de armas e munições, cuja teia comercial alcançava diversos estados como Rio Grande do Sul, Roraima, passando pela Bahia e, claro, pelo Ceará.

A operação foi deflagrada em 29 de julho deste ano, após a Justiça Federal autorizar 25 pedidos de busca e apreensão, entre os quais dois são contra PMs do Ceará. Os nomes dos alvos e dos demais militares que teriam negociado armas de fogo e munições de forma ilegal não serão divulgados em razão de os primeiros ainda constarem no inquérito como investigados. Eles não foram presos pela Polícia Federal.

Nas apurações, ficou constatado que os materiais eram comprados principalmente de uma loja no Paraguai, que é gerenciada por irmãos libaneses suspeitos de ligação com um grupo terrorista. Os equipamentos ilegais eram vendidos por meio do Mercado Livre e enviados pelos Correios. Além de policiais militares cearenses, as armas e munições foram destinadas a integrantes do Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, e a assaltantes de carros-fortes, em São Paulo.

Negociação

Por aqui, o cabo da PM teria negociado munições ou armamentos com, pelo menos, 12 policiais militares devidamente identificados pela Polícia Federal. Desta forma, ele passou para a condição de investigado na operação e foi considerado suspeito de comercializar e adquirir de forma ilegal armas de fogo e munições restritas. "Ressalto que, muito embora o comprador seja policial, o mesmo deve obedecer às regras para eventual compra do acessório, o que não foi seguido no caso", diz trecho do relatório da PF.

Com isso, o cabo passou a ter suas conversas também interceptadas por autorização judicial e, nelas, apesar de sempre indicar que as tratativas da venda de acessórios armamentícios sejam feitas pelo aplicativo WhatsApp, a Polícia Federal conseguiu identificar suspeitas de práticas criminosas. Em uma conversa com outro cabo da PM cearense (página anterior), eles debatem como a venda pode ser feita. Em outra ligação, realizada no dia 11 de março de 2019, cuja transcrição consta nos autos da Operação Mercado das Armas, um homem não identificado pela PF pergunta sobre armamentos ao cabo.
'Só no final do mês'

"Cadê a minha .40, a minha glock?", pergunta a pessoa não identificada, ao que o militar responde: "só no final do mês". Mais à frente na conversa, o homem questiona se está faltando espoleta (um composto químico utilizado para iniciar a combustão em uma munição). O cabo responde: "É que eu peguei, eu encomendei umas importadas, que a CBC costuma dar umas falhazinhas, né?". A Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) é uma das organizações autorizadas formalmente a produzir munições no Brasil.

Em outro diálogo, o cabo afirma ver a possibilidade de revender 3 mil munições a um homem não identificado. Segundo a PF, o militar realizou a importação de insumos para a produção da munição que posteriormente iria comercializar. Com relação aos demais militares envolvidos, conforme os investigadores, os dados sobre eles devem "ser compartilhados com a Corregedoria Militar do Ceará".

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que as investigações estão sob responsabilidade da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) e que a Polícia Militar do Ceará não instaura procedimentos administrativos de apuração quando o crime não é militar.

A CGD ressaltou, em nota, que "tão logo tomou conhecimento" sobre o esquema, "determinou instauração de procedimento investigatório para apuração". "A Controladoria trabalha, internamente, em apuração concomitante à da PF com o objetivo de esclarecer os fatos na seara administrativa", escreveu. A Pasta, contudo, não especificou quando recebeu o inquérito da Polícia Federal e se os PMs envolvidos no esquema foram ou não afastados das suas funções na Corporação.

Efeito dominó

Ao terem acesso garantido pela Justiça às chamadas do cabo da PM, os investigadores passaram a analisar também as ações do outro cabo. Ambos caíram em uma interceptação na qual comentam a venda de armas de fogo de forma irregular. O primeiro diz ter vendido uma pistola Glock calibre 380 por R$ 8 mil e estar negociando outra do mesmo modelo por R$ 10 mil.

Com a quebra de sigilo telemático do segundo, foram encontradas fotografias de fuzis, pistolas e revólveres. Um desses armamentos, conforme aponta a apuração, tinha numeração aparente, a qual não consta no banco de dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal. O fato indica que a pistola seja fruto de comércio ilegal. O segundo cabo teria revendido armas e munições a, pelo menos, dois policiais militares, sendo um tenente-coronel e um sargento. Os três já foram instrutores da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp), facilitando disciplinas como tiro policial defensivo. O tenente coronel também ministrou disciplinas, como especialista, sobre armas e munições letais e menos letais. A SSPDS informou que os PMs instrutores não facilitam disciplinas desde 2018.

Nas interceptações, os investigados comentam que o valor de uma caixa de munições gold seria R$ 550, cujo pagamento ocorreria por transferência bancária. Quando o segundo cabo e o tenente-coronel caem nas escutas, o oficial pede que o praça venda um revólver que está sob sua posse. A arma custaria entre R$ 2,5 e R$ 3 mil. Em outra ligação, o cabo confirma a venda de munições a um homem não identificado (quadro ao lado).
Respostas

O Ministério Público Federal no Paraná informou que os dois cabos da PM ainda não foram denunciados. "Estão na condição de 'investigados'. Após a conclusão da investigação, o MPF vai decidir se denuncia ou não", disse. A Polícia Federal no Paraná foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Os Correios afirmaram que "trabalham em parceria com os órgãos de segurança pública para prevenir o tráfego de itens proibidos por meio do sistema postal". A empresa ressaltou que o "encaminhamento de armas via postal é controlado pelo Exército" e, quando um objeto proibido é detectado, os órgãos competentes são acionados. "Na ocorrência de postagens em desacordo com a legislação, os objetos são retidos no fluxo postal e apreendidos pelo órgão controlador", completou. A assessoria de imprensa do Mercado Livre não atendeu às ligações.

O Exército Brasileiro informou que tem poder de fiscalização do comércio legal de armas e acessórios e que "tem realizado apreensões desse tipo de material controlado", como o kit roni. Conforme as Forças Armadas, o equipamento é de uso restrito e isso ocorre "pelo fato de o mesmo trazer potencial perigo à segurança e à tranquilidade pública, além de poder ser utilizado em armas de fogo".






Auxílio emergencial: Saque em espécie pode ser feito até janeiro; confira calendário Escrito por. Segundo a Caixa Econômica Federal, 10 datas de pagamento estão previstas para janeiro

O pagamento da última parcela do auxílio ocorre neste mês de dezembro, mas o saque em espécie do dinheiro pode ser feito até janeiro, conforme calendário da Caixa Econômica Federal.

A partir do próximo mês, a Caixa disponibilizará 10 pagamentos para retirada em dinheiro vivo, começando no dia 4 até 27 de janeiro. 

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Durante esse período, os cidadãos que solicitaram o benefício pelo aplicativo da Caixa ou que entraram no programa por conta da inscrição no CadÚnico poderão realizar o saque. Já para os beneficiários do Bolsa Família, o prazo para retirada do dinheiro em espécie se encerra nesta quarta-feira (23). 

De acordo com o calendário, seis grupos diferentes serão atendidos. Os últimos aprovados terão o repasse de quatro cotas em suas contas até janeiro do ano que vem. 

Primeiros aprovados

Os cidadãos que entraram na primeira rodada de pagamentos já receberam as cinco parcelas de R$ 600 previstas originalmente. Em dezembro, serão realizados quatro pagamentos de R$ 300 e de R$ 600 para mães chefes de família.

Últimos aprovados 

Já os brasileiros que tiveram o auxílio emergencial aprovado após o início oficial do programa, nos meses de maio e julho, receberão entre seis e oito parcelas, sendo cinco delas de R$ 600 e as restantes de R$ 300. 

Quem foi aprovado no auxílio emergencial a partir de outubro só receberá as parcelas originais. 

Confira datas de pagamento 

Parcelas de R$300

Aprovados no mês de Abril de 2020:

Mês de nascimento          9ª parcela 

 

Caixa Tem                                    Saque
Janeiro13/dez19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez

27/jan/21

Aprovados no mês de Maio de 2020:

Mês de nascimento            

8ª parcela

 
 Caixa TemSaque
Janeiro13/dez                                          19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez27/jan/21

 

Aprovados no mês de Junho de 2020:

Mês de nascimento              7ª parcela 
 Caixa Tem Saque
Janeiro13/dez                                           19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez27/jan/21

 

Aprovados no mês de Julho de 2020:

Mês de nascimento 6ª parcela 
                                               Caixa Tem Saque
Janeiro13/dez                                             19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez27/jan/21

Parcelas de R$ 600

Para quem começou a ser beneficiado entre 30 de outubro e 20 de novembro:

Mês de nascimentoCaixa Tem com parcelas 3, 4 e 5Saque das parcelas 2, 3, 4 e 5
Janeiro                                   13/dez                                                   19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez27/jan/21

 

Para quem começou a ser beneficiado entre 30 de novembro e 12 de dezembro:

Mês de nascimentoCaixa Tem com parcelas 2, 3, 4 e 5Saque Parcelas 1, 2, 3, 4 e 5
Janeiro                                  13/dez                                                      19/dez
Fevereiro13/dez19/dez
Março14/dez04/jan/21
Abril16/dez06/jan/21
Maio17/dez11/jan/21
Junho18/dez13/jan/21
Julho20/dez15/jan/21
Agosto20/dez18/jan/21
Setembro21/dez20/jan/21
Outubro23/dez22/jan/21
Novembro28/dez25/jan/21
Dezembro29/dez27/jan/21