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terça-feira, 21 de abril de 2015

DIA 21 DE ABRIL DIA DA MORTE DE TIRADENTES

Até 1822, o Brasil não era considerado um país independente. Era apenas um território que pertencia a Portugal. Sendo assim, tudo que era produzido aqui na colônia, como era chamado, tinha que ser enviado para lá. Os impostos pagos pela população do Brasil pelos produtos consumidos eram muito altos e o povo vivia oprimido.



Nesse contexto, nasceu Joaquim José da Silva Xavier, em São João Del Rei, em Minas Gerais, no ano de 1746. Ele desempenhou várias funções como tropeiro, minerador, fez parte do regimento militar dos Dragões de Minas Gerais e sendo até dentista, profissão esta que lhe rendeu o nome de Tiradentes.
Tiradentes não se conformava com tanta exploração. Ele queria que uma pátria livre. Em busca disso, decidiu se unir a outras pessoas que tinham os mesmos objetivos, entre eles, advogados, poetas e padres, para tentar libertar o Brasil dessa situação. Por sua boa oratória e espírito de liderança, foi o escolhido para comandar o movimento conhecido como Inconfidência Mineira, ocorrido em 1789.

O objetivo era fazer, no chamado dia da “derrama” (em que eram cobrados da população os impostos atrasados), um protesto, alertando as pessoas sobre o plano de libertação e em seguida prendessem o governador Visconde de Barbacena.

Mas o plano não deu certo. Tiradentes foi traído por um companheiro de luta: Joaquim Silvério, que devia 700 contos ao rei de Portugal e, para ter a dívida perdoada, entrou no grupo de Tiradentes, se informou do plano e denunciou ao próprio Visconde de Barbacena.

Trinta e quatro membros do movimento foram presos, acusados de traição à coroa portuguesa. Onze deles foram condenados à morte, mas todos tiveram as penas amenizadas, menos Tiradentes.

Ele foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Antes de morrer, Jooaquim da Silva Xavier disse: "Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal".
Agência Brasil

UNIVERSO EM COLAPSO

ECOSSISTEMA EM RETRAÇÃO

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:

Foto de Biologia com o Prof. Jubilut.

- A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que
sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje,
minha senhora.
Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.
- Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente.

Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.

Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?

Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.

Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.

Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época?

Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam

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Na transposição do São Francisco os trechos a cargo da instituição estão quase concluídos

A eficiência, honestidade e a rapidez do Exército na execução de obras de construção e reforma pelo país estão incomodando as empreiteiras, que se queixam de “concorrência desleal” por parte da corporação.
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, reclamou esta semana da participação do Exército Brasileiro em obras desenvolvidas pelo governo federal. “O setor da construção civil não vê com bons olhos a atuação do Exército em obras como duplicação de estradas e construção de aeroportos. Não há necessidade de os militares assumirem obras desse tipo”, disse. “O Exército é hoje a maior empreiteira do país”, reclama também João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Segundo ele, poucas construtoras no país têm hoje uma carteira de projetos como a executada pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros – ou R$ 1,8 bilhão – estão a cargo da corporação. “Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano”, disse.
O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), rebateu as declarações dos representantes das empreiteiras e afirmou que “a atuação dos militares só ocorre quando é bom para o país e para a instituição”. O general declarou que “algumas das obras assumidas pelos militares eram consideradas prioritárias e estavam tendo problemas para serem tocadas pela iniciativa privada”. “A gente não pleiteia obras. Elas são oferecidas e aceitamos quando elas são importantes para o desenvolvimento do país e para nosso treinamento”, destacou. No auge das obras, 12 mil soldados atuaram na construção civil para o governo.
Ele lembra, por exemplo, que havia uma briga no consórcio vencedor da licitação para a duplicação da BR-101 e que as empresas fugiam do início das obras da transposição do São Francisco. A alegação para o retardamento do início das obras era que o canteiro ficava no polígono da maconha. O general conta que o Exército fez um trabalho social na área e que dois hospitais chegaram ser montados na região, para atendimento à população.
Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo conduzidas pelos militares. Os militares receberam R$ 2 bilhões nos últimos três anos para executar duplicações de estradas, construção de aeroportos, preparar novos gasodutos e iniciar a transposição do Rio São Francisco. No total seriam 80 obras.
A transposição do São Francisco é o caso mais emblemático. Enquanto os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos, a parte que cabe às empresas privadas está atrasada ou paralisada. Em Floresta (PE), onde o percentual de execução não passa de 13%. Em outros lugares chega só a 16%. Nos trechos feitos pelo Exército, a obra avançou 3 vezes mais que os das empreiteiras no Eixo Norte (80% está concluída) e 5 vezes mais no Eixo Leste. Por sua vez as empresas privadas estão pedindo mais dinheiro para continuar as obras.
As empresas privadas, algumas delas organizadas em cartéis, depois de retardarem obras importantes para o país, de exigirem reajustes absurdos nos preços, criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias. Elas alegam uma suposta “concorrência desleal’. Segundo os empreiteiros, a participação expressiva dos militares “inibe o investimento e impede a geração de empregos”.
“O Exército não é um construtor. Quem pensa que vamos concorrer com as empresas está equivocado. Só atuamos para treinar nosso pessoal”, disse o general, que afirma que contrata empresas privadas para a construção de pontes e viadutos.
Os militares também fizeram obras para estatais – como as clareiras na selva para a construção do gasoduto Coari-Manaus, e para outros níveis de governo, como a atual construção do Caminho da Neve, estrada que Santa Catarina quer abrir para unir Gramado (RS) a São Joaquim (SC), favorecendo o turismo de inverno.
Estima-se que, quando concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. “A corporação não pode lucrar com os serviços que presta”. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil.

DEPUTADOS FEDERAIS E SEUS CUSTOS

 21/04/2015 
Quanto gastam os deputados do Ceará Cota parlamentar mensal de R$ 42 mil permite aluguéis de carros, aviões, manutenção de escritórios e contratos de consultorias. Em média, as despesas corresponderam a R$ 13.924 por dia de mandato em fevereiro e março

Aluguéis de aeronaves, carros de luxo e despesas com combustível e assessorias terceirizadas estão no topo da lista de gastos dos deputados federais do Ceará. Juntos, eles utilizaram R$ 821.549,91 da cota parlamentar em fevereiro e março deste ano - média de R$ 13.924 ao dia.

Por lei, cada deputado do Ceará pode destinar até R$ 42.079,91/mês a alimentação, passagens e hospedagens fora de Brasília. A verba também prevê despesas com telefonia, escritório, correspondência, divulgação de atividades e deslocamento. 

A cota é uma ajuda de custo ao exercício parlamentar.

Nos dois primeiros meses de mandato, seis deputados despenderam mais de R$ 60 mil cada, totalizando R$ 386.670, valor correspondente a 47% dos gastos do período. 

O Ceará tem 22 deputados. 

No topo do ranking de uso da cota, o líder do Pros, Domingos Neto, direcionou R$ 26 mil para estudos técnicos e assessoria terceirizada. “A assessoria jurídica é a mais utilizada porque precisamos. A consultoria técnica da Casa (gratuita) demora muito para realizar qualquer tipo de consulta.”, justifica o parlamentar.

Carros e aviões

Segunda parlamentar que mais recorreu à cota, Gorete Pereira (PR) dedicou R$ 31 mil para divulgação de atividade parlamentar. Recibos mostram que a deputada aluga mensalmente uma Hilux ao custo de R$ 6.180. Gorete nega. 

“Era uma Hilux, mas troquei por um Gol há meses. Precisava de caminhonete para viagens mais longas no Ceará”, diz.

Para a deputada, as despesas poderiam ser menores se houvesse outro parlamentar interessado em defender os direitos das mulheres e dividir custos. “Só sou eu de mulher parlamentar, então tenho que trazer toda a demanda”, afirma. Além de Gorete, a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), ocupa cadeira na Câmara.

Terceiro na lista, Ronaldo Martins, do PRB, gastou mais de R$ 8 mil em aluguéis de carros em fevereiro e R$ 29 mil em divulgação de atividade em março. A maior parte dos gastos foi usada para impressão de um jornal sobre o parlamentar. 

O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB), que aparece em quarto lugar, focou os gastos em frete de aeronaves. Em viagens de Fortaleza para Sobral, a 250 km da Capital, o tucano consumiu R$ 13 mil em março.

 “Sou sempre votado em todos os municípios do Ceará. Há um desejo do eleitor de ver o parlamentar. Escolho o avião por custo-benefício, senão demoro oito horas para ir e voltar”, argumenta.

Em seu primeiro mandato, o quinto deputado que mais usou a cota foi José Maria Macedo (PSL). Bilhetes de avião encabeçam as despesas do parlamentar em março. A assessoria justifica que, acima do peso, “o deputado faz uso de duas poltronas por trecho em seus deslocamentos, o que faz dobrar o custo com tais gastos”.

O peemedebista Aníbal Gomes (6º na lista) gastou R$ 24.300 em aluguéis de jatinhos e carros de luxo. 

O deputado não foi localizado para comentar as despesas. (colaboraram Darlan Araújo e Jéssica Welma)

821 mil reais foi o total usado por deputados cearenses na cota 13 mil reais foi a média dos gastos dos parlamentares em fevereiro e março

A cota parlamentar é um recurso à parte , que não inclui o subsídio (remuneração) mensal de R$ 33.700 pago aos deputados, nem gastos com assessores. 

A verba é liberada por meio de reembolso. Os recibos devem ser apresentados à Câmara em até 90 dias para que o dinheiro seja ressarcido. Cada deputado do Ceará tem direito a R$ 504.958,92 por ano de mandato. O recurso que não for usado no mês vigente, salvo exceções como despesas com combustível, pode ser acumulado durante o ano.

O valor da cota varia de um estado para o outro. O cálculo é feito com base na distância entre Brasília e a capital do estado do parlamentar.

É vedado uso do recurso para fins eleitorais. Os gastos com divulgação de atividade parlamentar deixam de ser reembolsados a partir dos 120 dias antes das eleições.

35º HOMICÍDIO EM SOBRAL

O início da noite desta segunda-feira (20) no bairro Parque Silvana II, em Sobral, foi marcada pela ocorrência de mais um homicídio na cidade.

Segundo informações, o fato aconteceu na Avenida José Euclides Ferreira Gomes e um homem identificado como Francisco Alves Araújo, de 47 anos, foi atingido por tiros disparados por pessoas ainda não identificadas pela polícia.

Outra pessoa também foi lesionada. Ao serem conduzidos para o hospital Santa Casa, apenas Francisco não resistiu a gravidade dos ferimentos.

A causa do crime ainda é desconhecida. Os autores dos disparos fugiram logo após o crime, em um carro Fox de cor preta.

SOBRAL TRÂNSITO

Desde a última sexta-feira (17), a Coordenadoria de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU) de Sobral está realizando seguidas ações educativas junto aos motoristas do município. 

Duas dessas mobilizações são relativas à mudança de sentido e interdição de algumas ruas do Centro.

A Avenida Dom José será interditada no cruzamento com a Rua Coronel José Sabóia, para dar continuidade às obras do Projeto Sobral Novo Centro.

 Já a Travessa Adriano Dias, antes mão única, passará a ser mão dupla e com o estacionamento proibido dos dois lados. O intuito é permitir um acesso mais rápido e fácil ao Restaurante Popular.

A última ação, que começou no sábado (18), será realizada nos horários de maior concentração de fiéis nas igrejas da Sé, de São Francisco e do Patrocínio. O uso indevido de calçadas como estacionamento de carros e motos é o alvo do trabalho da CTTU. 

Esta infração é considerada grave, gera multa, remoção do veículo e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do proprietário. Em todas as ações, agentes de trânsito estarão orientando condutores e fazendo organização do trânsito.

FUNDO PARTIDÁRIO TERÁ MAIS VERBAS

Proposta do Congresso triplica fundo partidário, elevado para R$ 868 mi
A presidente Dilma Rousseff sancionou o Orçamento Geral da União de 2015 sem vetar a proposta que triplicou os recursos destinados ao fundo partidário, uma das principais fontes de receita dos partidos políticos, hoje com dificuldades de financiamento por causa da Operação Lava Jato.
Em seu projeto original, o governo destinava R$ 289,5 milhões para o fundo, mas o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR).
O fundo partidário é um montante de dinheiro público distribuído para a manutenção das legendas. Cada sigla define como utilizará a verba. Muitas aplicam em campanhas eleitorais, somado a doações privadas.
Em um momento de ajuste fiscal para reequilibrar as contas públicas, o caminho natural seria o veto da proposta de aumento do fundo.
Mas a recomendação que mais pesou foi a política: manter o novo valor para não desagradar a base aliada da presidente no Congresso.  (Da Folha de S.Paulo)

Trem de levitação magnética quebra recorde mundial de velocidade no Japão
Transporte de sete vagões atingiu 603 km/h menos de uma semana após quebrar recorde de 2003
POR O GLOBO COM SITES INTERNACIONAIS
21/04/2015 9:19 / ATUALIZADO 21/04/2015 9:54
O trem funciona por meio de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados pertos dos trilhos- Katsuya Miyagawa / AP


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RIO - O Japão voltou a demonstrar sua liderança tecnológica nas viagens de transportes de alta velocidade após o seu trem de levitação magnética ter estabelecido um recorde mundial de mais de 600 km/h, apenas poucos dias depois de ele ter quebrado o seu recorde anterior de 12 anos de 581 km/h, chegando a 590 km/h.

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O maglev - abreviação de “magnetic levitation” (levitação magnética, em tradução livre) - de sete vagões chegou a uma velocidade máxima de 603 kmh nesta terça-feira durante o que autoridades descreveram como um “confortável” zunido ao longo de uma pista de testes perto do Monte Fuji.

Ele funciona por meio de um sistema de levitação magnética que usa motores lineares instalados pertos dos trilhos. O campo magnético gerado faz com que o trem seja elevado até 10 centímetros acima da ferrovia e também o impulsiona, eliminando o contato, assim fazendo com que a única forma de atrito seja o ar.

Transportando 49 trabalhadores da Central Japonesa de Estrada de Ferro, o trem conseguiu fazer em quase 11 segundos a mais de 600 km/h sua jornada de 1,8km, informou a empresa.

“A viagem foi confortável e estável”, disse Yasukazu Endo, o chefe do Centro de Testes de Maglev, ao jornal “Asahi Shimbun”. “Nós gostaríamos de continuar analisando os dados e utilizá-los na concepção dos carros e outros equipamentos.”

CUSTO DE CONSTRUÇÃO

Enquanto passageiros querem já fazer uso da tecnologia, há preocupações sobre o enorme custo de construção da infraestrutura para um serviço de maglev comercial previsto para entrar em operação até 2027 entre Tóquio e a cidade central de Nagoya, em uma distância de 286 km.

O serviço comercial, que seria executado em uma velocidade máxima de 500 km/h, deve ligar as duas cidades em apenas 40 minutos.
Monitor mostra resultado recorde - Katsuya Miyagawa / AP




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Especialistas esperam que em 2045 os trens maglev façam o trajeto de 410 kmentre Tóquio e Osaka em apenas uma hora e sete minutos, reduzindo o tempo de viagem pela metade.

Mas estimativas colocam os custos de construção em quase US $ 100 bilhões (R $ 67bn) para o trecho Tóquio-Nagoya, com mais de 80% da rota prevista para passar por de túneis de montanha caros.

Apesar do preço salgado, o Japão espera vender sua tecnologia ferroviária de alta velocidade no exterior como parte de uma tentativa de reviver a terceira maior economia do mundo por meio de exportações de infraestrutura.