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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
55,7 milhões de abortos anuais, quase metade feitos no mundo são inseguros. Problema é pior em países em desenvolvimento ou pobres ou nos que têm leis que restringem ou proíbem prática Preocupante no mundo 41 milhões de abortos só esse ano

Prefeitura de Sobral concluiu nesta quarta-feira (23/12), as obras de requalificação da Avenida Dr. Guarany, incluindo o cruzamento com a Avenida Ildefonso de Holanda Cavalcante (Av. Pericentral). A nova obra de controle de tráfego, que foi liberada para o trânsito de veículos no final da manhã de hoje, foi executada após a realocação da estação do VLT, que foi deslocada cerca de 40 metros (no sentido bairro Sinhá Sabóia).
ELEIÇÕES LEGISLATIVOS
- CÂMARA FEDERAL
- Baleia Rossi fez o anúncio da candidatura ao lado dos deputados Aguinaldo Ribeiro (à esquerda) e Rodrigo Maia (à direita
- + Bloco de Maia tenta evitar traições a Baleia Rossi
- Aliados do presidente da Câmara trabalham para impedir ‘fogo amigo’ e apoio velado a Arthur Lira na corrida pelo comando da Casa

- BRASÍLIA - Após a escolha do nome de Baleia Rossi (MDB-SP) como candidato do bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, a próxima etapa é tentar evitar “fogo amigo” dentro do grupo. O candidato rival, Arthur Lira (PP-AL), tem aliados em partidos de todo o espectro ideológico.
- Atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia deu endosso à escolha do nome de Baleia na última quarta-feira em detrimento de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que era o predileto da oposição. O bloco conta com 11 partidos (DEM, MDB, PSDB, PSL, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, Rede e PCdoB) e 268 deputados.
- Apesar de os blocos serem importantes para determinar quem ficará com cargos na Mesa Diretora, eles não podem ser usados como uma prévia da eleição, que ocorre em fevereiro de 2021. Isso porque o voto é secreto, e os deputados são liberados por seus partidos. A vantagem numérica de Maia e Baleia não significa que o bloco deles terá um caminho fácil até a vitória.
- As “traições” podem beneficiar Lira em diversos partidos. A ala governista do PSL, por exemplo, que consiste em no mínimo 12 deputados de 53, deve apoiar Arthur Lira caso a disputa se polarize entre ele e Baleia. Lira tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que tem interferido a seu favor.
- O bloco de Maia quase perdeu o apoio do PSL para Lira, mas o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), deu a palavra final e decidiu compor o grupo. Os bolsonaristas mantêm grupo separado dos demais deputados dentro do PSL.
- No PSB também há apoio a Arthur Lira. Júlio Delgado (PSB-MG) alfinetou o MDB em sua rede social: “Como presidente nacional do MDB, o candidato Baleia Rossi deve determinar a imediata renúncia dos líderes do governo Bolsonaro no Congresso e no Senado, que são do seu partido. Se não fizer isso, a Câmara livre é só slogan de campanha”.
- Articulação com PSB
- O PSB é um dos partidos que integram o bloco, mas Delgado é um dos cerca de 15 deputados do PSB que apoiavam o endosso a Lira, e não ao bloco capitaneado por Maia. O partido é liderado por Alessandro Molon (RJ), que apoiou a adesão à frente ampla de partidos de esquerda e centro.
- Baleia e Maia viajaram a Pernambuco para se encontrar com o governador do estado, Paulo Câmara (PSB), e tentar aparar as arestas dentro do partido. Aliados de Baleia ouvidos pelo GLOBO esperam que Câmara intervenha em prol de Maia e acalme os ânimos dentro do PSB.
- Parte das “traições” é explicada também pelos apelos do Planalto em prol de Lira. O governo atua com força na negociação de cargos e emendas em troca de apoio por seu candidato. Segundo interlocutores, essa iniciativa tem envolvido até partidos de oposição.
- No PSDB, partido do núcleo duro de Rodrigo Maia, há também uma fração de deputados que apoia Lira. São aqueles ligados a Aécio Neves (PSDB-MG), oito de 31. O PSDB governista tentou assumir a liderança do partido recentemente, mas não teve sucesso por ser minoria.
- Lira procurou o PT esta semana e tentou agir para que a sigla apoiasse Aguinaldo Ribeiro ou decidisse por candidatura própria, posição defendida por quase metade da bancada e pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR). Lira tentou explorar a divisão existente entre os petistas, que rechaçam Baleia pelo fato de o MDB ter tido papel central no impeachment de Dilma Rousseff. A ideia é dividir o bloco de Maia aproveitando que Dilma e Fernando Haddad criticaram o apoio a Baleia Rossi.
Brasil tem mais mortes por covid em 1 semana do que 63 países juntos na pandemia inteira.
Brasil tem mais mortes por covid em 1 semana do que 63 países juntos na pandemia inteira.
Com 212 milhões de habitantes, o Brasil registrou mais mortes por covid-19 no espaço de uma semana do que outros 63 países juntos ao longo da pandemia inteira - esse grupo de nações soma 634 milhões de habitantes.
Esse total é superior à soma de mortes registradas desde janeiro em 63 países juntos, entre eles Tailândia, Islândia, Vietnã, Uruguai, Taiwan, Cuba, Botswana, Gabão, Nova Zelândia, Cingapura e Estônia.
Entre 14 e 20 de dezembro, 5.233 pessoas morreram no Brasil em decorrência da doença. Foi o número mais alto desde setembro, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
O mais populoso deles, o Vietnã, tem 97 milhões de habitantes e 35 mortes por covid-19 em 2020. O Brasil tem 212 milhões de habitantes e 189 mil mortes pela doença em 2020.
As 5.233 mortes no Brasil em uma semana representam quase o dobro do que o Japão registrou durante a pandemia inteira (2.877). O país asiático tem 126 milhões de habitantes.
É possível também comparar o número de casos registrados, mas esse dado pode ter distorções porque nem todos os países realizam testes em massa na população. O Brasil, aliás, é um exemplo internacional da falta de exames.
Em uma semana, o país registrou 333 mil casos, um recorde desde o início da pandemia. Essa cifra é superior à soma de casos notificados desde janeiro em 76 países.
Até agora, o Brasil registrou 189.220 mortes por covid-19 neste ano. Isso coloca o país em segundo na lista de países com mais óbitos até agora, atrás apenas dos Estados Unidos, com 328 milhões de habitantes e 326.217 mortos.
Nenhum dos dois países adotou medidas severas de distanciamento social, como os lockdowns (bloqueios quase totais à circulação de pessoas e fechamento de lojas, restaurantes etc.).