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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

55,7 milhões de abortos anuais, quase metade feitos no mundo são inseguros. Problema é pior em países em desenvolvimento ou pobres ou nos que têm leis que restringem ou proíbem prática Preocupante no mundo 41 milhões de abortos só esse ano

Equipamentos em uma clínica clandestina de abortos no Rio onde uma mulher morreu após se submeter ao procedimento: restrições levam a uma ausência de opções seguras para mulheres na América Latina. 
RIO - Todos os anos, cerca de 55,7 milhões de mulheres fazem abortos em todo mundo. E, destas, quase a metade, 25,1 milhões (45,1%), se submetem a procedimentos de alguma forma inseguros, a grande maioria (97%) em países em desenvolvimento ou pobres ou nos que têm leis que restringem ou proíbem prática. Os dados são do primeiro estudo que usou uma nova metodologia para estimar o número e a segurança dos métodos usados em abortos ao redor do planeta entre 2010 e 2014, publicado nesta quarta-feira no periódico “The Lancet” em preparação para o Dia Internacional do Aborto Seguro, lembrado hoje.

No novo estudo, os pesquisadores liderados por Leontine Alkema, da Universidade de Massachusetts em Amherst, EUA, e Bela Ganatra, do Departamento de Saúde Reprodutiva da Organização Mundial da Saúde (OMS), classificaram os abortos em três categorias de segurança seguindo as definições e recomendações da própria OMS para os procedimentos: seguros, isto é, os feitos com um método recomendado pela instituição (medicamentoso, por aspiração a vácuo, ou dilatação e evacuação) apropriado para o estágio da gravidez e com assistência de um profissional treinado; os menos seguros, em que apenas um dos dois critérios anteriores — método ou assistência profissional — foi atendido, ou seja, os feitos por um profissional treinado mas usando um método ultrapassado (como curetagem) ou com um método aprovado, como o uso do medicamento misoprostol, mas sem acompanhamento; e os abortos pouco seguros, em que os procedimentos são realizados por pessoas sem treinamento usando métodos perigosos, como a ingestão de substâncias cáusticas, inserção de corpos estranhos na vagina e útero ou outras “invencionices” tradicionais e locais.

Segundo o levantamento, dos 55,7 milhões de abortos anuais entre 2010 e 2014, 30,6 milhões (54,9%) foram “seguros”, 17,1 milhões (30,7%) foram “menos seguros” e 8 milhões (14,4%) foram pouco seguros. Ainda de acordo com o estudo, dos 6,58 milhões de abortos anuais realizados nos países desenvolvidos no período, 5,76 milhões (87,5%) foram classificados como “seguros”. Já nos países em desenvolvimento e pobres os procedimentos somaram 49,1 milhões anualmente, dos quais 24,8 milhões (50,5%) foram “seguros”.

Estes números também refletem em grande parte as políticas destas nações com relação ao aborto. Nos países desenvolvidos em geral o procedimento é legal e pode ser requisitado pela mulher seja nos serviços públicos de saúde ou em clínicas particulares. Já nos países em desenvolvimento ou pobres o status legal da prática varia do mesmo visto nas nações desenvolvidas a uma grande restrição, como só em casos em que a gravidez implica em risco de vida para a mulher, ou mesmo a proibição. Assim, onde os abortos são legais, 87,4% dos procedimentos são “seguros”, enquanto onde as restrições são muitas a proporção dos abortos “seguros” fica em 25,2%.

Esta mistura de classificações e status legais dos abortos também ajudam a explicar um fenômeno observado especialmente na América Latina, o que inclui o Brasil: nesta região do mundo, a maioria dos 6,42 milhões de abortos feitos anualmente — 3,83 milhões, ou 59,7% — foi “menos segura”, no que os pesquisadores apontam ser reflexo principalmente da transição do uso de métodos perigosos para os medicamentosos na prática. Ainda assim, como ela continua em grande parte ilegal e, portanto, clandestina, na região, ainda há uma “ausência de opções seguras” de aborto para as mulheres daqui.

Prefeitura de Sobral concluiu nesta quarta-feira (23/12), as obras de requalificação da Avenida Dr. Guarany, incluindo o cruzamento com a Avenida Ildefonso de Holanda Cavalcante (Av. Pericentral). A nova obra de controle de tráfego, que foi liberada para o trânsito de veículos no final da manhã de hoje, foi executada após a realocação da estação do VLT, que foi deslocada cerca de 40 metros (no sentido bairro Sinhá Sabóia).

 
De acordo com a Coordenadoria Municipal deTrânsito (CMT), o novo cruzamento (antes uma rotatória) vai possibilitar uma melhor fluidez no trânsito naquela área da cidade.

Para a conclusão da obra a Prefeitura realizou a sinalização horizontal, incluindo faixa de pedestres e placas de sinalização vertical, além de semáforos. 
COMO FICARÁ O TRÂNSITO NO CRUZAMENTO
A CMT informa que haverá mudanças nos acessos no novo cruzamento. Dessa forma, para quem vem pela Avenida Fernandes Távora e deseja acessar o Centro da cidade, precisará seguir direto na Av. Ildefonso de Holanda Cavalcante e, no cruzamento com a Av. Dom José, virar à direita. Depois, virar novamente à direita, na Travessa Guarany (por trás do posto São Domingos), para acessar a Avenida Dr. Guarany. 

Já os motoristas que vêm do bairro Coração de Jesus, no sentido Pedrinhas, para acessar a Avenida Dr. Guarany (sentido Derby), precisarão seguir direto e dobrar à direita na rua Oriano Mendes. Depois, é necessário virar novamente à direita, na rua Dr. Figueiredo Rodrigues, para então ter acesso à avenida. 

Quem vier pelo Boulevard do Arco e desejar acessar a Avenida Ildefonso de Holanda Cavalcante (sentido Coração de Jesus) precisará seguir direto pela Avenida Dr. Guarany e, depois, dobrar à direita na rua Eurípedes Ferreira Gomes (sentido AABB) e, novamente, pegar à direita na rua José de Andrade (Pedrinhas), para acessar a avenida. 

Já os motoristas que estiverem no bairro Jocely Dantas (Derby), poderão fazer a conversão no cruzamento tanto à esquerda quanto à direita, além da possibilidade de seguir direto pela Avenida Dr. Guarany. 

A CMT informa que agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas sobre as mudanças de acesso no novo cruzamento.

ELEIÇÕES LEGISLATIVOS

  • CÂMARA FEDERAL 
  • Baleia Rossi fez o anúncio da candidatura ao lado dos deputados Aguinaldo Ribeiro (à esquerda) e Rodrigo Maia (à direita
  • + Bloco de Maia tenta evitar traições a Baleia Rossi
  • Aliados do presidente da Câmara trabalham para impedir ‘fogo amigo’ e apoio velado a Arthur Lira na corrida pelo comando da Casa
  • BRASÍLIA - Após a escolha do nome de Baleia Rossi (MDB-SP) como candidato do bloco de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados, a próxima etapa é tentar evitar “fogo amigo” dentro do grupo. O candidato rival, Arthur Lira (PP-AL), tem aliados em partidos de todo o espectro ideológico.

  • Atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia deu endosso à escolha do nome de Baleia na última quarta-feira em detrimento de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que era o predileto da oposição. O bloco conta com 11 partidos (DEM, MDB, PSDB, PSL, Cidadania, PV, PT, PSB, PDT, Rede e PCdoB) e 268 deputados.

  • Apesar de os blocos serem importantes para determinar quem ficará com cargos na Mesa Diretora, eles não podem ser usados como uma prévia da eleição, que ocorre em fevereiro de 2021. Isso porque o voto é secreto, e os deputados são liberados por seus partidos. A vantagem numérica de Maia e Baleia não significa que o bloco deles terá um caminho fácil até a vitória.

  • As “traições” podem beneficiar Lira em diversos partidos. A ala governista do PSL, por exemplo, que consiste em no mínimo 12 deputados de 53, deve apoiar Arthur Lira caso a disputa se polarize entre ele e Baleia. Lira tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que tem interferido a seu favor.

  • O bloco de Maia quase perdeu o apoio do PSL para Lira, mas o presidente da sigla, Luciano Bivar (PE), deu a palavra final e decidiu compor o grupo. Os bolsonaristas mantêm grupo separado dos demais deputados dentro do PSL.

  • No PSB também há apoio a Arthur Lira. Júlio Delgado (PSB-MG) alfinetou o MDB em sua rede social: “Como presidente nacional do MDB, o candidato Baleia Rossi deve determinar a imediata renúncia dos líderes do governo Bolsonaro no Congresso e no Senado, que são do seu partido. Se não fizer isso, a Câmara livre é só slogan de campanha”.
  • Articulação com PSB

  • O PSB é um dos partidos que integram o bloco, mas Delgado é um dos cerca de 15 deputados do PSB que apoiavam o endosso a Lira, e não ao bloco capitaneado por Maia. O partido é liderado por Alessandro Molon (RJ), que apoiou a adesão à frente ampla de partidos de esquerda e centro.

  • Baleia e Maia viajaram a Pernambuco para se encontrar com o governador do estado, Paulo Câmara (PSB), e tentar aparar as arestas dentro do partido. Aliados de Baleia ouvidos pelo GLOBO esperam que Câmara intervenha em prol de Maia e acalme os ânimos dentro do PSB.

  • Parte das “traições” é explicada também pelos apelos do Planalto em prol de Lira. O governo atua com força na negociação de cargos e emendas em troca de apoio por seu candidato. Segundo interlocutores, essa iniciativa tem envolvido até partidos de oposição.

  • No PSDB, partido do núcleo duro de Rodrigo Maia, há também uma fração de deputados que apoia Lira. São aqueles ligados a Aécio Neves (PSDB-MG), oito de 31. O PSDB governista tentou assumir a liderança do partido recentemente, mas não teve sucesso por ser minoria.

  • Lira procurou o PT esta semana e tentou agir para que a sigla apoiasse Aguinaldo Ribeiro ou decidisse por candidatura própria, posição defendida por quase metade da bancada e pela presidente do partido, Gleisi Hoffmann (PR). Lira tentou explorar a divisão existente entre os petistas, que rechaçam Baleia pelo fato de o MDB ter tido papel central no impeachment de Dilma Rousseff. A ideia é dividir o bloco de Maia aproveitando que Dilma e Fernando Haddad criticaram o apoio a Baleia Rossi.

Ao menos 16 países já vacinam a população para prevenir covid-19 Nações organizam esquemas especiais de logística para receber doses, distribuir pelo território e iniciar imunização da população.

Brasil tem mais mortes por covid em 1 semana do que 63 países juntos na pandemia inteira.

 Brasil tem mais mortes por covid em 1 semana do que 63 países juntos na pandemia inteira.

Com 212 milhões de habitantes, o Brasil registrou mais mortes por covid-19 no espaço de uma semana do que outros 63 países juntos ao longo da pandemia inteira - esse grupo de nações soma 634 milhões de habitantes.

Esse total é superior à soma de mortes registradas desde janeiro em 63 países juntos, entre eles Tailândia, Islândia, Vietnã, Uruguai, Taiwan, Cuba, Botswana, Gabão, Nova Zelândia, Cingapura e Estônia.

Entre 14 e 20 de dezembro, 5.233 pessoas morreram no Brasil em decorrência da doença. Foi o número mais alto desde setembro, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

O mais populoso deles, o Vietnã, tem 97 milhões de habitantes e 35 mortes por covid-19 em 2020. O Brasil tem 212 milhões de habitantes e 189 mil mortes pela doença em 2020.

As 5.233 mortes no Brasil em uma semana representam quase o dobro do que o Japão registrou durante a pandemia inteira (2.877). O país asiático tem 126 milhões de habitantes.

É possível também comparar o número de casos registrados, mas esse dado pode ter distorções porque nem todos os países realizam testes em massa na população. O Brasil, aliás, é um exemplo internacional da falta de exames.

Em uma semana, o país registrou 333 mil casos, um recorde desde o início da pandemia. Essa cifra é superior à soma de casos notificados desde janeiro em 76 países.

Até agora, o Brasil registrou 189.220 mortes por covid-19 neste ano. Isso coloca o país em segundo na lista de países com mais óbitos até agora, atrás apenas dos Estados Unidos, com 328 milhões de habitantes e 326.217 mortos.

Nenhum dos dois países adotou medidas severas de distanciamento social, como os lockdowns (bloqueios quase totais à circulação de pessoas e fechamento de lojas, restaurantes etc.).