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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Pesquisa Datafolha Fortaleza: Sarto 59%; Wagner 41% no 2º turno Em votos totais, Sarto tem 50% e Wagner, 36% das intenções de voto na primeira pesquisa O POVO Datafolha do segundo turno em Fortaleza.


Sarto e Capitão Wagner disputam o 2º turno para prefeito de Fortaleza nas eleições 2020 (Foto: ARTE SARAH COSTA)
Sarto e Capitão Wagner disputam o 2º turno para prefeito de Fortaleza nas eleições 2020 (Foto: ARTE SARAH COSTA)

A primeira pesquisa Datafolha para prefeito de Fortaleza neste segundo turno das eleições 2020 mostra o candidato governista na liderança da disputa para prefeito de Fortaleza. Veja os números:

RESULTADO DATAFOLHA - VOTOS VÁLIDOS

Este resultado exclui brancos, nulos e indecisos. É a forma oficial como o resultado será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Sarto (PDT): 59%

Capitão Wagner (Pros): 41%

ANÁLISES |

RESULTADO DATAFOLHA - VOTOS TOTAIS

Sarto (PDT): 50%

Capitão Wagner (Pros): 36%

Em branco/nulo/nenhum: 10%

Não sabe: 4% 

A pesquisa foi realizada nos dias 18 e 19 de novembro. O Datafolha ouviu 868 eleitores de Fortaleza. A margem de erro máxima prevista é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que corresponde à chance de o resultado da pesquisa retratar a realidade dentro da margem de erro. A pesquisa foi contratada pelo O POVO. O número de registro no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) é CE-05483/2020.

Disputam o 2º turno na Capital os candidatos José Sarto (PDT), que representa a base aliada do prefeito Roberto Cláudio (PDT), e que, passado o primeiro turno, tem o apoio declarado do governador Camilo Santana (PT); e Capitão Wagner (Pros), pela oposição ao grupo governista no Ceará e com apoio do presidente Jair Bolsonaro. O segundo turno da eleição será em 29 de novembro.

No primeiro turno, o resultado da eleição ficou dentro da margem de erro do que apontava o Datafolha na última pesquisa. Sarto teve 35,72%. No Datafolha, ele aparecia com 32%. Capitão Wagner teve 33,32%. No Datafolha, tinha 31%.

Ceará atingiu a marca de 300 mulheres assassinadas até novembro de 2020.


Uma jovem de 18 anos de idade e que estava grávida de 4 meses tornou mais uma vítima da violência no Ceará. Foi morta a tiros, na noite da última quarta-feira (18) na cidade de Juazeiro do Norte (a 538Km de Fortaleza). Ericlene dos Santos foi executada pelo ex-namorado e, com isso, o Ceará atingiu a marca de 300 genocídios nesta data de 18 de novembro de 2020.

jovem de 19 anos é o principal acusado de invadir os computadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 Ele foi identificado como “Zambrius” e disse ter agido sem ajuda, apenas utilizando um celular. “Eu realizei tudo sozinho. Estou sem computador. Se o tivesse, acredite que o ataque teria um impacto muito maior”, revelou em conversa com o Estado de S. Paulo.
O invasor confirmou que os dados roubados do TSE não têm ligação com o resultado das urnas e disse que só realizou o ataque porque a Corte declarou ter reforçado a segurança após a invasão a domínio do Superior Tribunal de Justiça. Questionado pelo Estadão se tem ciência de que ajudou a criar a narrativa de fraude, ele disse ter escolhido a data por “diversão”. Se fizesse antes, não haveria a “piada”.


O hacker português afirmou que suas últimas ações não foram feitas em coautoria, mas admitiu ao menos um contato durante a operação. “Eu apenas pedi ajuda a um elemento para que me enviasse uma imagem do doxbin (site usado para compartilhamento de informações privadas hackeadas) e dos arquivos, para que pudesse ter uma noção de como ficaria em uma tela de computador”, contou.


Confira a cronologia do caso, publicada no Estado de São Paulo


15 de novembro


Atraso
A divulgação dos resultados das eleições municipais sofrem atraso inédito desde a implantação do sistema de urnas eletrônicas, em 1996.


15 de novembro


Repercussão
Usuários replicam mensagens usando o atraso para questionar a lisura do processo eleitoral brasileiro.


15 de novembro


Falha técnica
O presidente do TSE, Luís Barroso, atribui a uma falha técnica o atraso , e garante integridade dos votos.


16 de novembro


Milícias digitais
Barroso atribui a “milícias digitais” com “motivação política” o ataque sofrido pelo TSE, e diz que o objetivo era desacreditar a Justiça Eleitoral, mas ressalvou que os ataques foram neutralizados.


17 de novembro


Investigação
Polícia Federal inicia investigação para apurar o caso.


Fonte: CN7

número de secretarias de educação que aderiram ao Tempo de Aprender. Com o sucesso do programa, a expectativa é a de que mais adesões sejam feitas nos próximos anos", afirma Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização.>Isso prova que, apesar das críticas e da resistência do início dirigidas ao Governo Bolsonaro, estados e municípios entenderam o projeto e concluíram que, de fato, as crianças brasileiras não conseguiam ser alfabetizadas até o 3º ano fundamental; utilizando os métodos dos governos comunistas anteriores.

A iniciativa foi lançada em fevereiro deste ano e voltada à alfabetização formal na pré-escola e no 1º e 2º ano.O programa está inserido na nova Política Nacional de Alfabetização (PNA) e evidenciou que os índices de alfabetização dos programas anteriores não levavam em conta as evidências científicas mais recentes sobre a aquisição da leitura e escrita."Nós não estamos alfabetizando, 50% dos alunos de escolas públicas brasileiras, no 3º ano fundamental, saem não alfabetizados. Há, sim, um problema sério que precisa ser endereçado", endossa Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV e mentora de 50 secretários municipais de educação.Volume alto e inesperado das adesões reflete que as secretaria de educação no Brasil abandonaram a polarização política e estão mais interessadas em adotar práticas baseadas em novas descobertas do campo cognitivo da leitura.Undime e Consed, que representam, respectivamente, secretários municipais e estaduais de educação, foram até convidados a compor um grupo de trabalho que normatiza as próximas ações do programa."Com isso, ganha o Brasil. Quem sabe já na próxima avaliação de alfabetização teremos resultados que reflitam a qualidade", avalia Cláudia Costin.No Twitter, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, comemorou a decisão:“Valeu a pena lutar? Sim! 70% dos Estados e 75% dos municípios já aderiram, voluntariamente, à nova técnica de alfabetização! “Especialistas” que parasitam o Brasil gritaram, me difamaram, porém perderam. A luz vence as trevas. Paulo Freire será enterrado e crianças serão salvas.”>Na prática, significa dizer que o Governo Federal vai atuar em quatro principais frentes para tentar aumentar os índices de alfabetização do país:Formação continuada a profissionais de educação;

2) Recursos pedagógicos, estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas para que docentes apliquem em sala;

3) Fornecer aos profissionais de educação um método de aferição de fluência de leitura oral de alunos;<0;">4) O governo prestigiará professores quando os alunos obtiverem bom desempenho em alfabetização.

Encerram na próxima sexta-feira (27) as inscrições para adesões ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) através das vagas remanescentes, para começar a estudar em 2021 em uma das instituições da mantenedora AIAMIS: Centro Universitário Inta (UNINTA), Faculdade Alencarina de Sobral (FAL) ou Faculdade Uninta Sobral. Há vagas para todos os cursos, exceto Medicina.

Poderão se candidatar os estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) entre 2010 e 2019, e obtiveram média igual ou superior a 450 pontos nas provas objetivas, além de uma nota diferente de zero na Redação. As inscrições ocorrerão, exclusivamente, por meio do site oficial do FIES. 

Com o FIES, o estudante poderá financiar até 96% da graduação. Os alunos com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos terão taxa real zero de juros. O valor financiado deverá ser pago somente após a conclusão do curso, de forma parcelada, levando em conta a renda do contratante.

Eleições municipais ampliam poder de famílias de políticos do Ceará.

Resultados do primeiro turno nas cidades abre espaço para suplentes na Assembleia.
O resultado do primeiro turno das eleições municipais realizadas no último domingo revela a influência política de parlamentares e de seus parentes no jogo eleitoral e na gestão das cidades localizadas em várias regiões do Ceará. Neste ano, 14 parentes de deputados estaduais e federais venceram disputas nos municípios - um número que dimensiona o poder dessas famílias.

Houve ainda a migração de nomes do Legislativo para o Executivo nos municípios. No Ceará, sete integrantes da Câmara dos Deputados e 13 da Assembleia Legislativa disputaram – e alguns ainda estão no páreo no segundo turno – cargos no Executivo de municípios (Fortaleza e Caucaia). Desse total, quatro já foram eleitos e deixarão os atuais mandatos para suplentes.

Ontem, em uma das últimas visitas à Assembleia no atual mandato, o deputado Nezinho Farias (PDT) usou a tribuna para agradecer. “Foi um privilégio estar aqui, pude aprender muito”, disse. O pedetista deixa o cargo no fim do ano para assumir, em janeiro, a Prefeitura de Horizonte. O político já chefiou o Executivo da cidade em três mandatos.
Dois colegas de parlamento de Nezinho também saíram vencedores. Bruno Gonçalves (PL) foi escolhido como prefeito de Aquiraz.

Já Patrícia Aguiar (PSD) restabeleceu o domínio, em Tauá, do grupo político e familiar que integra, composto também pelo ex-vice-governador Domingos Filho (PSD), seu esposo, e pelo deputado federal Domingos Neto (PSD), seu filho. Patrícia já exerceu o cargo de prefeita três vezes na cidade. Em 2016, havia perdido a disputa. 

Redesenho na Assembleia
Os três parlamentares terão as vagas ocupadas na Assembleia por Lucílvio Girão (PP), suplente de Nezinho, Gordim Araújo (Patriota), no lugar de Bruno, e Davi de Raimundão (MDB), substituto de Patrícia.
A Casa também pode perder seu presidente, Sarto Nogueira (PDT), caso ele seja eleito prefeito de Fortaleza. Nesse caso, o pedetista seria substituído por Manoel Duca (PDT). 

Sarto disputa o segundo turno contra o deputado federal Capitão Wagner (Pros), que, se eleito, dará lugar na Câmara dos Deputados a Dr. Agripino Magalhães (Pros).

Do parlamento federal, surgiram ainda dois outros candidatos nas últimas eleições: Roberto Pessoa (PSDB) foi eleito prefeito de Maracanaú e Vitor Valim (Pros) disputa o segundo turno em Caucaia. Pessoa deixará o mandato para Danilo Forte (PSDB), já Valim, se eleito, será substituído por Tony Brito (Pros).
Esposa, primo e cunhada eleitos

Inclusive, o vice da chapa dele em Caucaia, Deuzinho Filho (Republicanos), ocupava cadeira na Câmara deixada após licença do deputado federal Vaidon Oliveira (Pros). Adversário do candidato do Pros em Caucaia, o atual prefeito da cidade – em busca da reeleição –, Naumi Amorim (PSD), é esposo da deputada estadual Érika Amorim (PSD). Ele tentará repetir o feito de outros 12 candidatos cearenses eleitos para cargos majoritários que têm parentescos com parlamentares em exercício de mandato.

Em Nova Russas, por exemplo, dois parlamentares viram familiares serem eleitos em uma mesma chapa. A candidata Giordanna Mano (PL), esposa do deputado federal Júnior Mano (PL), venceu a disputa ao lado de Anderson Pedrosa (PMN), primo do deputado estadual Bruno Pedrosa (PP). 

Caso semelhante ocorreu em Parambu. A chapa vencedora nas eleições foi do Solidariedade, mas a real força política está no sobrenome dos dois candidatos. O prefeito eleito Rômulo Noronha (SD) é sobrinho do deputado federal Genecias Noronha (SD), já a vice, Patrícia Feitosa (SD), é cunhada da deputada estadual Aderlânia Noronha (SD).

Família influente, agora em Brejo Santo, terá como representante na prefeitura Gislaine Landim (PDT), mãe do deputado estadual Guilherme Landim (PDT) e viúva do ex-deputado Wellington Landim.

Outros deputados também tiveram familiares carregando o sobrenome – e vencendo a disputa – em Tamboril, Massapê, Aracati, Acaraú, Redenção, Granja e Cariús. 
Sem sucesso

Por outro lado, não teve êxito na eleição o candidato a vice-prefeito de Quixadá, Pedro Baquit (PDT), sobrinho do deputado estadual Osmar Baquit (PDT).

Augusto Brito (PCdoB), pai da deputada estadual Augusta Brito (PCdoB), também não foi reeleito em Graça. Em Sobral, Oscar Rodrigues (MDB), pai do deputado federal Moses Rodrigues (MDB), não conseguiu vencer Ivo Gomes (PDT).
Disputa acirrada na Câmara de Fortaleza

Se nas disputas majoritárias familiares de políticos tiveram sucesso nas empreitadas, na busca por cargos proporcionais, o cenário foi diferente no caso da Capital. Pelo menos cinco nomes indicados por personagens já conhecidos no Ceará não conseguiram agregar votos suficientes para serem eleitos.

Adam Gomes (DEM), filho do deputado Tin Gomes (PDT), recebeu 6.354 votos e só conseguiu vaga como suplente. 

Situação semelhante ocorreu com Mosiah Torgan (PDT). Nem a força política do pai, o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), e os 3.808 votos garantiram a ele vaga na Câmara Municipal de Fortaleza. 

Em uma demonstração de força na disputa deste ano, o prefeito de Eusébio, Acilon Gonçalves (PL), se reelegeu e ainda teve o filho, Bruno Gonçalves (PL), escolhido como chefe do Executivo municipal de Aquiraz. Contudo, a esposa do político, Marta Gonçalves (PL) recebeu 5.408 votos, ficando apenas com uma vaga de suplente de vereadora em Fortaleza.

O casal Libânia (PL) e Tomaz Holanda (PTC) também não conseguiu cadeira. Ela renunciou à disputa pela reeleição para reforçar a campanha do marido, que é ex-deputado estadual. Contudo, ele recebeu 4.209 votos, eleitorado que não garantiu espaço na Câmara. 

Entre os que tiveram sucesso na disputa, Renan Colares (PDT) recebeu 9.523 votos e assumirá mandato no legislativo municipal de Fortaleza. O pedetista é filho do deputado estadual Fernando Hugo (PP). 

Quem também teve êxito foi a enfermeira Ana Paula (PDT). Ela seguiu os passos do marido, o vereador Márcio Cruz (PSD), e conseguiu se eleger para a Câmara de Fortaleza com 10.097 votos. 

Mantendo a tradição da família Girão na política, Dr. Luciano Girão (PP) foi eleito vereador. Ele é sobrinho do ex- vereador Luciram Girão (PDT), que faleceu no ano passado.
Último pleito

Em 2016, as eleições municipais tiveram 17 parlamentares disputando vagas. Entre os que deixaram os cargos estão Laís Nunes (Icó), Ivo Gomes (Sobral), Naumi Amorim (Caucaia), Zé Ailton Brasil (Crato) e Carlomano Marques (Pacatuba).
Ferreira Gomes

Em Sobral, Ivo Gomes (PDT) foi reeleito prefeito. Ele é irmão do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e do senador Cid Gomes (PDT). Ivo derrotou Oscar Rodrigues (MDB), pai do deputado Moses Rodrigues (MDB)

Boa quadra chuvosa beneficia retorno de culturas que estavam abandonadas por falta de água no CE. Favorecida com as boas chuvas, a agricultura viu ressurgir colheitas como abacaxi e algodão. Já a safra de grãos deste ano deve ser 42% superior ao registrado em 2019.

Produtores rurais de Santana do Cariri colhem safra de abacaxi
A quadra chuvosa deste ano no Ceará foi 22% acima da média histórica para o período, que é de 695.8 mm. Com este cenário, muitos agricultores se lançaram a campo e resgataram culturas que antes estavam abandonadas devido à ausência de água. O diretor técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), Itamar Lemos, reconhece que 2020 foi um ano positivo para agricultores. "Cresceu o milho e feijão no sequeiro. Sorgo e palma para reserva estratégica para a produção de leite. Nas frutas há destaque para acerola, banana e caju, e abacate na serra da Ibiapaba", descreve.

Em relação aos grãos, o próprio Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado há uma semana, aponta que o Ceará deve alcançar safra de 804.692 toneladas em 2020, 73,92% superior em relação ao prognóstico divulgado em janeiro e 42,52% a mais em relação à safra obtida em 2019 (564.616 toneladas).

O titular da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Francisco De Assis Diniz, pontua que essa pujança "é positiva para a economia do Estado, com geração de mais riqueza no campo". Com a previsão da influência da La Niña para o ano que vem, ele estima que há tendência para aumento na produção agrícola.

Após queda nos últimos dois anos, a produção de abacaxi em Santana do Cariri, que detém 87% (29 de 33 hectares) da área plantada no Ceará, voltou a crescer, saltando de 24 hectares, em 2018 e 2019, para 29 em 2020, segundo a pesquisa de Produção Agrícola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro fruto beneficiado pelas boas chuvas foi o abacate, que saltou de 690 para 771 hectares de área plantada no Ceará. A Serra da Ibiapaba, região úmida e de clima ameno, sempre facilitou o crescimento de abacateiros, cujo excedente da produção é comercializado em feiras e na Ceasa de Tianguá. O retorno da boa média pluviométrica impulsionou a produção. Apenas em Ibiapina, são 300 ha de abacate.

O agricultor Antônio Marcos Vasconcelos tem 300 pés de abacate, metade já está produzindo e a outra metade em pré-produção. Ele vende para a Ceasa e a feira de São Benedito, onde o preço médio fica em torno de R$ 75 a caixa de 25Kg. "O preço fica oscilando, mas é uma das melhores culturas que tem aqui", garante.

A boa quadra chuvosa foi importante para ampliar produções também já consolidadas, como a acerola nas regiões do Baixo Acaraú e Vale de Jaguaribe. Ao todo, o Ceará saltou de 1.903 hectares plantados, em 2019, para 2.273, neste ano, um crescimento de 19,44%.

"A água aqui é de poços e pequenos açudes, públicos e particulares. A gente viveu seis anos de escassez. A planta não morreu, mas parou de produzir. Aí, a partir de 2017, não faltou água. A produtividade foi maior e chegou a 30 toneladas por hectare", descreve o produtor Airton Kern.

Cerca de 214 agricultores sobrevivem da acerola em Maranguape, principal produtor do Estado, cuja área de plantio cresceu 300 hectares entre 2019 e 2020. "Neste ano, teve uma média de chuva acima, ela produz uma safra boa no início, aí para e volta quando para de chover. Os que cuidam melhor conseguem uma safra ou duas a mais por ano", diz Kern, completando que a recarga de pequenos açudes deu segurança ao agricultor.

Em 2020, com a pandemia, a demanda por vitamina C subiu, e são poucas as fontes naturais com tanta concentração como a acerola. Com isso, cresceu a procura in natura e também o mercado de poupas. "Estão comprando cada vez mais, inclusive para vender acerola congelada", garante o produtor. A acerola de mesa custa R$ 50 a caixa de 22 quilos e, para polpa, R$ 40, na mesma quantidade. Este preço direto do produtor.