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terça-feira, 13 de abril de 2021

Estatistica da Covid no ceara - Número de mortes por Covid-19 em 2021 no Ceará é cinco vezes maior que o de homicídios.

De janeiro a 29 de março, foram 779 homicídios registrados no Estado. No mesmo período, de acordo com a plataforma IntegraSUS, foram 4.003 óbitos provocados pela pandemia

 Pelos registros, o Estado saiu de um acumulado de 541 mortes por Covid-19 em janeiro para 1.020 em fevereiro e 2.442 em março, até o dia 29. número de mortes por Covid-19 no Ceará entre 1º de janeiro e 29 de março de 2021 extrapola em mais de cinco vezes o acumulado de homicídios no Estado no mesmo período. De assassinatos, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram 779, número que está decrescendo a cada mês. Já de óbitos pela infecção, conforme o IntegraSUS, da Secretaria da Saúde (Sesa), foram 4.003 registros, e a tendência é aumentar.

Pelos registros, o Estado saiu de um acumulado de 541 mortes por Covid-19 em janeiro para 1.020 em fevereiro e 2.442 em março, até o dia 29. Já os homicídios, incluídos nas estatísticas de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), saíram de 306 em janeiro para 250 em fevereiro e 223 também até o mesmo período.

Em matéria divulgada no último mês de março pelo Diário do Nordeste, relacionando CVLIs aos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de Fortaleza, foi observado que bairros com os menores IDHs foram os que apresentaram números mais elevados de homicídios em 2020.
ÓBITOS E IDH

Com a Covid-19 também é possível estabelecer relação direta entre óbitos e IDH. Segundo o boletim epidemiológico divulgado no último dia 26 de março pela Secretaria da Saúde de Fortaleza (SMS), os maiores acumulados de mortes desde o início da pandemia foram nos bairros Barra do Ceará (160), Mondubim (147), José Walter (136) e Vila Velha (135). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses bairros têm IDHs de 0,19, 0,23, 0,40 e 0,27, respectivamente. Índices considerados altos são acima de 0,8.

O sociólogo Adriano Almeida acompanha as estatísticas de violência urbana e da Covid-19 nos territórios periféricos da Capital. Segundo ele, que é conselheiro do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza e associado ao Ponto de Memória e ao Comitê Popular de Enfrentamento à Covid-19 do Grande Bom Jardim, embora os dados deste ano apresentem tendência de redução, os CVLIs têm aumentado ao longo da pandemia, bem como a infecção tem se mostrado cada vez mais letal em bairros de baixo IDH como os do Grande Bom Jardim.
Estamos vivendo duas epidemias simultaneamente. Aprendemos a naturalizar os CVLIs e, agora, estamos aprendendo a naturalizar as mortes por Covid-19”
ADRIANO ALMEIDA
Sociólogo
Como prováveis causas para a alta dos óbitos pelo novo coronavírus nesses espaços, Adriano cita ausência do Estado com aporte de serviços públicos, baixa escolaridade dos habitantes e duas tendências negacionistas, sendo uma de ordem sociocultural e a outra fundamentalista.

Por isso, o sociólogo acredita ser essencial que o poder público trace estratégias de enfrentamento à Covid-19 diferenciadas em cada bairro. “A política pública, num contexto de pandemia, precisa se atentar para o conceito de que a cidade é desigual. Isso é básico”, diz.
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APENAS UM TERÇO DOS CEARENSES COM MENOR NÍVEL DE ESCOLARIDADE TRABALHA EM CASA
Em constante diálogo com pastas governamentais, o representante comunitário cita conquistas importantes recentes, como a descentralização dos pontos de vacina contra a Covid-19 e a busca ativa por estudantes da rede pública e seus familiares com pendências vacinais e de cadastro em programas sociais do Governo.
MOVER DO GRUPO DE RISCO

Mesmo não sendo possível comparar estatisticamente os óbitos por Covid-19 com os homicídios, a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caroline Gurgel, concorda que a pobreza é um denominador comum entre os dois eventos.

Contudo, a especialista defende que esse fator pode ser movido para tirar a população dos territórios periféricos da mira da mortalidade pela pandemia.

“As pessoas que têm menos condição nutricional, que vivem num ambiente com menor IDH, são mais vulneráveis não somente à Covid como, também, a vários outros eventos em saúde. Você pode dar a essas pessoas o suficiente para que elas saiam dessa característica: um alimento adequado, uma água potável, uma renda pra que consigam se manter em casa, no distanciamento social. Tem outros meios de remover essa população do grupo de risco. Diferentemente da condição de ser idoso, de ter uma comorbidade”, analisa Caroline.

Quase 16 mil cearenses não voltaram para tomar 2ª dose de vacina contra Covid-19.Motivos vão desde esquecimento até a morte do paciente, segundo a Secretaria da Saúde.

Segunda dose é única garantia de imunidade contra a Covid-19, alertam especialistas.
A ansiedade pela imunização em massa contra a Covid pode tornar esse número incompreensível, mas 15.793 cearenses ainda não retornaram aos postos de vacinação para tomar a 2ª dose da Coronavac. Os dados são do Ministério da Saúde (MS), tabulados pelo Diário do Nordeste.

Entre os dias 18 de janeiro, primeiro dia de vacinação no Ceará, e 13 de março deste ano, 232.106 pessoas tomaram a 1ª dose da Coronavac. Portanto, esse mesmo quantitativo deveria ter tomado a 2ª dose até o último sábado, 10 de abril, considerando o intervalo máximo de 28 dias entre as doses do imunizante.

Mas até o dia 10 deste mês, data mais atual disponível no banco de dados do MS, apenas 216.313 cearenses retornaram aos postos para garantir o reforço – mais de 15,7 mil aquém do esperado, uma taxa de abandono de 8,5%. Apesar de alto, o número é o 6º menor do Brasil, 3º mais baixo do Nordeste.
Estados brasileiros com população maior e que, por consequência, já aplicaram mais doses podem ter proporcionalmente maiores taxas de abandono. Além disso, foram encontrados erros no preenchimento das datas de aplicação em diversas unidades federativas, incluindo o Ceará.


Detran-CE retoma atendimentos presenciais com agendamento a partir de terça-feira, 13


Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE) voltará a atender de forma presencial a partir desta terça-feira, 13, em todas as unidades do Estado e mediante agendamento. Para marcar um horário, basta acessar o site oficial do órgão. Alguns serviços continuam sendo disponibilizados de forma online.

Com a flexibilização do lockdown anunciada pelo governador Camilo Santana (PT) neste sábado, alguns setores puderam retomar suas atividades nesta segunda-feira, 12. De acordo com o Detran-CE, a retomada gradual vai observar todas as medidas sanitárias previstas em decreto estadual.

"O Detran-CE reforça que segue mantendo todos os protocolos sanitários necessários para garantir a segurança dos usuários, colaboradores e servidores, no sentido de prestar o adequado serviço à população", diz nota divulgada.

Serviços virtuais continuarão sendo disponibilizado por meio do site oficial do Detran-CE. Dentre eles estão:

- Expedição do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo eletrônico (CRLVe);

- Impressão dos boletos de licenciamento, IPVA;

- Primeiro emplacamento e transferência de propriedade;

- Registro da intenção de venda do veículo;

- Expedição da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Digital (ATPV-e);

- Recursos de autuações;

- Solicitação da CNH definitiva;

- 2ª via da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);

- Nada Consta e Permissão Internacional para Dirigir (PID).

Serviço;

Central de Atendimento do Detran-CE (Tele Detran) para tirar dúvidas e prestar mais esclarecimentos aos usuários

Quando: segunda a sábado, das 7h às 19 horas

Contato: (85) 3195 2300 (telefone ou WhatsApp)

Fonte: O Povo

comunicamos com profundo pesar o falecimento do amigo Francisco Martins, 62 anos, atendia por "Chiquito da oficina", ocorrido nesta segunda-feira (12/04/2021).

Chiquito, havia sofrido um grave acidente de trânsito no dia 04 de abril, em frente ao cemitério São Francisco, no bairro do Junco, quando não resistiu aos ferimentos e veio a óbito nesta segunda-feira. O corpo está sendo velado em sua residência, no bairro alto da Brasília. A família solicita se alguém souber ou viu o veículo atropelador, avisar para o 190, haja vista a pessoa que atropelou fugiu sem prestar o socorro.