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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Atualmente, já há 130 parques eólicos contratados no Nordeste, totalizando 3.438 MW. Mais 21.000 MW devem ser contratados nos próximos dez anos. Para energia solar, atualmente há 1.442 MW em projetos contratados. Serão contratados outros 7.000 MW nesta década. O governo prevê ainda que o Brasil será o quarto maior produtor de óleo e gás do mundo. Hoje, o país ocupa a sexta posição. O foco será no gás do pré-sal. O plano foi construído com a premissa de um crescimento anual de 2,9% do PIB.

De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira, energia solar subirá de 2% para 8% da capacidade instalada2 min de leitura

A energia solar, eólica e usinas térmicas abastecidas com gás natural devem crescer, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia
O governo federal prevê uma redução da participação de usinas hidrelétricas para menos da metade da matriz energética brasileira nos próximos dez anos. Enquanto isso, a energia solar, eólica e usinas térmicas abastecidas com gás natural devem crescer. As informações constam no Plano Decenal de Expansão de Energia, que considera o horizonte 2019-2029. O documento foi lançado nesta terça-feira pelo Ministério de Minas e Energia.

O planejamento energético do país prevê a construção de mais dez usinas hidrelétricas no Brasil até 2029. Como todas as usinas são de pequeno e médio porte, a participação desse tipo de fonte na matriz energética tende a cair.Apesar do país ainda ter um amplo potencial para gerar energia hidrelétrica, a maior parte dessa capacidade está em terras indígenas e em unidades de conservação, onde hoje não é permitido construir usinas hidrelétricas.

A previsão do governo é que as usinas hidrelétricas deixem de responder por 58% da capacidade do país em gerar energia elétrica, e passe a ser responsável por 42% do total da eletricidade disponível no Brasil. Por outro lado, a previsão é que a energia solar suba quatro vezes, e passe de 2% para 8%. A participação da energia eólica também deve dar um salto, de 9% para 16% da capacidade instalada no país. As usinas térmicas abastecidas com gás natural sairão de 7% para 14% do total da energia gerada no país.


Esse movimento fará o país ter 80% da sua geração de energia vinda de fontes renováveis. Hoje, são 83%, segundo o Ministério de Minas e Energia. Na energia nuclear, o governo prevê que Angra 3 entrará em operação em janeiro de 2026. A construção da usina está parada e sem previsão de retorno das obras, que ainda dependem de um acordo da Eletrobras com algum investidor privado. Por conta dessa situação, o governo não prevê oficialmente a construção de nenhuma nova usina nuclear nos próximos dez anos, apesar de defender essa fonte.

“Tendo em vista a necessidade latente de oferta de energia firme, a expansão nuclear também poderia surgir como opção natural. Porém, o início de desenvolvimento do primeiro projeto após Angra 3 deverá ocorrer após o fim do horizonte decenal, em função dos prazos envolvidos de estudos e obtenção de licenças”, diz o texto. A previsão é construir dez hidrelétricas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do Brasil. A maior dela é a usina de Tabajara, na bacia do Ji-Paraná, em Rondônia. A usina tem uma potência prevista de 400 megawatts. Apenas para comparação, Itaipu, a maior do país, tem capacidade de 14 mil megawatts.
As informações são do site Época Nogécios

Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) ser constante, no período de Carnaval a preocupação aumenta. Um dos alertas é a incidência de sífilis que tem crescido no Ceará.

Teste rápido facilita o diagnóstico de Infecções Sexualmente Transmissíveis, como a sífilis adquirida.


Embora o alerta seja constante, é no período do Carnaval que órgãos de saúde e especialistas da área reforçam a devida atenção para a proliferação das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). No Ceará, ao passo que a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids), causada pelo vírus HIV, reduziu sua incidência ao longo dos anos, a sífilis adquirida vem crescendo.

Dados da Secretária da Saúde do Estado (Sesa) mostram que, entre os anos de 2015 e 2019, os casos de Aids no Ceará caíram 35%, passando de 1.119 para 721. Os casos de sífilis adquirida, por sua vez, mais que quadruplicaram no mesmo período.


Ao todo, foram 676 pessoas diagnosticadas com a doença em 2015, mas o número chegou a 3.032 no ano passado. Para a assessora técnica do GT de IST, Aids e Hepatites Virais da Sesa, Anúzia Lopes, a diminuição dos casos de Aids no Estado se deve pela facilitação do diagnóstico do HIV, assim como as ações de prevenção contra o vírus. Por outro lado, explica que os casos de sífilis adquirida aumentaram em decorrência das ações de implementação da própria vigilância epidemiológica, como a expansão dos testes rápidos, facilitando o diagnóstico.

"Provavelmente, eram pessoas que não tinham acesso ao diagnóstico. A metodologia antigamente era só laboratorial, então, às vezes, demorava. Com o teste rápido, além de conseguir ter essa metodologia na maioria das unidades básicas de saúde, eu consigo fazer um diagnóstico pelo menos de triagem, para dar um indicativo e abrir a investigação para o resultado já em 20 minutos. Logicamente, se eu consigo dar para a população uma oferta maior de diagnóstico, consequentemente isso acaba encontrando pessoas mais infectadas", ressalta.

Ainda segundo a assessora técnica da Sesa, o período do Carnaval recebe maior atenção pelo aumento das vulnerabilidades entre os foliões. Por isso, o trabalho educacional é voltado para campanhas de incentivo ao sexo seguro.

"É um período em que normalmente as pessoas fazem um uso um pouco mais abusivo de álcool e outras drogas, então consequentemente a população acaba ficando um pouco mais vulnerável a algumas práticas sexuais não seguras. Quando a população está mais bem informada, geralmente ela busca essas alternativas, então, nesse período, a gente acaba focando na prevenção. Para as pessoas ficarem mais cientes, nós pedimos que usem camisinha na maioria das relações", afirma.
PROTEÇÃO

Foi exatamente por meio de uma relação sexual não protegida que o auxiliar administrativo Leonardo Costa contraiu o HIV. Em tratamento há cerca de cinco anos, e atualmente com carga viral indetectável, ele tem uma vida absolutamente normal, embora com cuidados redobrados. "Depois de dois anos que descobri o vírus, tive uma tuberculose e precisei trocar os medicamentos. Embora o sistema imunológico esteja tranquilo, é sempre bom evitar aproximação com pessoas doentes, como gripadas, por exemplo", explica ele.

Apesar dos avanços em relação à qualidade e ao acesso ao tratamento, segundo avalia Leonardo, o medo, tabu e preconceito em volta da doença ainda são grandes na sociedade. Ele acredita que somente a falta de informação levaria uma pessoa a não se prevenir nos dias de hoje. "Além da proteção pelo preservativo, ainda existem outras formas, também, como a profilaxia pré e pós exposição, coisa que eu só vim saber existir depois de já iniciar o tratamento", conta o auxiliar administrativo.

Para o médico infectologista Anastácio Queiroz, o cenário epidemiológico atual indica que o País como um todo ainda deve investir muito na prevenção, não só de grupos específicos, mas da população em geral. Com base em uma variação maior ou menor de DSTs distintas ao longo dos períodos, o especialista avalia como essencial que se conheçam o público acometido por cada patologia para, assim, se criarem ações de prevenção específicas para cada um.

"Algumas doenças sexualmente transmissíveis têm períodos para acabar, mas a sífilis, por exemplo, não. Enquanto você não tratar, o indivíduo é um contaminante, então isso é um problema muito sério. É preciso divulgar mais, principalmente naquela população que está tendo mais casos, que eu não sei se é a mesma população que tem outras doenças que diminuíram. Por isso que é importante, de posse de dados detalhados, que as autoridades possam fazer políticas direcionadas", diz.

Anastácio Queiroz destaca ainda a necessidade de campanhas educativas contínuas, e não apenas em épocas específicas, até que determinada doença esteja erradicada. "Isso cria o hábito nas pessoas. É preciso difundir essa informação da melhor maneira possível, conseguindo atingir diferentes públicos", adverte o médico infectologista.