De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira, energia solar subirá de 2% para 8% da capacidade instalada2 min de leitura
![]() |
| A energia solar, eólica e usinas térmicas abastecidas com gás natural devem crescer, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia |
O governo federal prevê uma redução da participação de usinas hidrelétricas para menos da metade da matriz energética brasileira nos próximos dez anos. Enquanto isso, a energia solar, eólica e usinas térmicas abastecidas com gás natural devem crescer. As informações constam no Plano Decenal de Expansão de Energia, que considera o horizonte 2019-2029. O documento foi lançado nesta terça-feira pelo Ministério de Minas e Energia.
O planejamento energético do país prevê a construção de mais dez usinas hidrelétricas no Brasil até 2029. Como todas as usinas são de pequeno e médio porte, a participação desse tipo de fonte na matriz energética tende a cair.Apesar do país ainda ter um amplo potencial para gerar energia hidrelétrica, a maior parte dessa capacidade está em terras indígenas e em unidades de conservação, onde hoje não é permitido construir usinas hidrelétricas.
O planejamento energético do país prevê a construção de mais dez usinas hidrelétricas no Brasil até 2029. Como todas as usinas são de pequeno e médio porte, a participação desse tipo de fonte na matriz energética tende a cair.Apesar do país ainda ter um amplo potencial para gerar energia hidrelétrica, a maior parte dessa capacidade está em terras indígenas e em unidades de conservação, onde hoje não é permitido construir usinas hidrelétricas.
A previsão do governo é que as usinas hidrelétricas deixem de responder por 58% da capacidade do país em gerar energia elétrica, e passe a ser responsável por 42% do total da eletricidade disponível no Brasil. Por outro lado, a previsão é que a energia solar suba quatro vezes, e passe de 2% para 8%. A participação da energia eólica também deve dar um salto, de 9% para 16% da capacidade instalada no país. As usinas térmicas abastecidas com gás natural sairão de 7% para 14% do total da energia gerada no país.
Esse movimento fará o país ter 80% da sua geração de energia vinda de fontes renováveis. Hoje, são 83%, segundo o Ministério de Minas e Energia. Na energia nuclear, o governo prevê que Angra 3 entrará em operação em janeiro de 2026. A construção da usina está parada e sem previsão de retorno das obras, que ainda dependem de um acordo da Eletrobras com algum investidor privado. Por conta dessa situação, o governo não prevê oficialmente a construção de nenhuma nova usina nuclear nos próximos dez anos, apesar de defender essa fonte.
“Tendo em vista a necessidade latente de oferta de energia firme, a expansão nuclear também poderia surgir como opção natural. Porém, o início de desenvolvimento do primeiro projeto após Angra 3 deverá ocorrer após o fim do horizonte decenal, em função dos prazos envolvidos de estudos e obtenção de licenças”, diz o texto. A previsão é construir dez hidrelétricas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do Brasil. A maior dela é a usina de Tabajara, na bacia do Ji-Paraná, em Rondônia. A usina tem uma potência prevista de 400 megawatts. Apenas para comparação, Itaipu, a maior do país, tem capacidade de 14 mil megawatts.
As informações são do site Época Nogécios

Nenhum comentário:
Postar um comentário
365 DIAS