O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) revelou contar com a ajuda de israelenses, que o motivaram a apresentar um
“O que me deu urgência de ter protocolado o projeto foram observadores, que ajudam Israel, são israelenses que monitoram isso no mundo todo, e estão me dando informações”, disse Luiz Philippe em 21 de maio em palestra em Catanduva, no interior de São Paulo. Segundo o parlamentar, ele está em uma “missão religiosa” no Brasil durante o seu mandato na Câmara.
A fala do parlamentar se referia ao PL 824/2026, apresentado em março, e pelo qual ele foi denunciado à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O projeto busca proibir a aplicação e promoção de um sistema de leis e condutas seguidas por muçulmanos, conhecido como Sharia. No entanto, o texto também afeta outras questões para a comunidade islâmica, como a expulsão de estrangeiros e o uso de forças de segurança pública para “prevenir e reprimir condutas”.
Inicialmente, o herdeiro da Família Imperial Brasileira afirmou que o PL não foi criado baseado em motivações religiosas. Mas, no mesmo evento, Luiz Philippe de Orléans e Bragança citou o histórico de mais de “500 anos de combate ao islamismo” de sua família e falou sobre sua “missão religiosa”.
Ao ser questionado pelo Metrópoles sobre a atuação de israelenses na criação do PL 824/2026, no entanto, o deputado negou qualquer participação de autoridades ou instituições ligadas ao governo de Israel no projeto.
Segundo o parlamentar, as informações recebidas, que motivaram o projeto, partiram de “cidadãos de lá, que sabem e monitoram o que está acontecendo”. O deputado não deu mais detalhes sobre quem são essas pessoas.
Fontes israelenses ligadas à diplomacia do país também foram consultadas sobre as alegações do parlamentar brasileiro e negaram qualquer tipo de participação no projeto e na “missão religiosa” de Luiz Philippe.
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🤳 Michel Jesus/Câmara dos Deputados

