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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Auxílio Emergencial foi prorrogado por mais quatro parcelas de R$ 300, que agora está denominado como parcela residual. Por se tratar de uma Medida Provisoria, assim que o texto é publicado ele já começa a valer. Dentre os requisitos para continuar tendo direito ao benefício está a idade mínima de 18 anos com exceção de mães adolescentes, além dos requisitos de renda onde é necessário ter uma renda per capita de até meio salário mínimo para ter direito ao auxílio.

 Porém essa nova prorrogação das parcelas residuais, trouxe novos critérios para recebimento do benefício como o Imposto de Renda. Inicialmente os brasileiros que tiveram uma renda tributável de R$ 28.559,70 em 2018 não poderiam solicitar o auxílio, entretanto a nova prorrogação trouxe o mesmo requisito porém para os cidadãos que tiveram a renda tributável de R$ 28.559,70 também em 2019.

Está considerado inapto de receber o auxílio cidadão que tenha recebido rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte de mais de R$ 40 mil em 2019.

Os cidadãos que foram adicionados na declaração do Imposto de Renda de 2020 como dependente em condição de cônjuge, companheiro em que o contribuinte tenha filho, filho ou enteados menores de 21 anos ou ainda com menos de 24 anos matriculado no ensino superior ou técnico também estão de fora no novo lote residual.

O cidadão que conseguiu um emprego formal durante o recebimento do auxílio emergencial também não tem mais direito as novas parcelas, assim como quem teve a concessão de algum benefício previdenciário ou ainda assistencial.

As mulheres chefes de família que antes recebiam duas cotas de R$ 600, totalizando os R$ 1.200, continuam podendo receber as parcelas residuais, só que agora somente a chefe de família poderá receber o Auxílio, caso ela tenha em casa outro familiar que receba, este familiar deve perder direito ao benefício.

E pra finalizar também não terá direito de receber o auxílio emergencial, o cidadão que em 31 de dezembro de 2019, tinha posse ou propriedades de bens ou direitos com valores maiores que R$ 300, além de brasileiros que vivem no exterior e detentos em regime fechado.

auxilio emergencial

Novas parcelas não serão para todos

Os beneficiários do Auxílio Emergencial que começaram a receber em abril, terão direito as quatro parcelas residuais de R$ 300 do auxílio. Porém, quem começou a receber os R$ 600 em julho, terá direito apenas uma parcela de R$ 300, isso porque até novembro ele receberá a quinta parcela, restando direito somente a uma parcela de R$ 300 que será paga no mês de dezembro.

Em fim, para entender melhor, veja quantas parcelas você terá direito de receber:

  • Os beneficiários aprovados em abril para receber a primeira parcela de R$ 600, receberão quatro parcelas de R$ 300, isso porque começam a receber a primeira parcela de R$ 300 ainda em setembro, tendo direito a parcela de setembro, outubro, novembro e dezembro.
  • Os beneficiários aprovados em maio para receber a primeira parcela de R$ 600, receberão três parcelas de R$ 300, isso porque começam a receber a primeira parcela de R$ 300 em outubro, tendo direito a parcela de outubro, novembro e dezembro.
  • Os beneficiários aprovados em junho para receber a primeira parcela de R$ 600, receberão duas parcelas de R$ 300, isso porque começam a receber a primeira parcela de R$ 300 em novembro, tendo direito a parcela de novembro e dezembro.
  • Os beneficiários aprovados em julho para receber a primeira parcela de R$ 600, receberão apenas uma parcela de R$ 300, isso porque começam a receber a primeira parcela de R$ 300 em dezembro, tendo direito somente a parcela de dezembro.

Auxílio emergencial é cancelado pelo Governo para quase 1 milhão de brasileiros

Recentemente o Ministério da Cidadania anunciou o bloqueio de 922.600 contas de beneficiários do Bolsa Família que foram contemplados pelo auxílio emergencial.

A medida aconteceu no mês de agosto após uma recomendação da Controladoria-Geral da União (CGU) para cancelar 613.190 cadastros e suspender outras 309.503 inscrições.

A ação foi executada após indícios de descumprimento dos requisitos exigidos para receber o benefício, por cerca de um milhão de trabalhadores. 

As respectivas suspensões e cancelamentos ocasionaram na retenção de R$ 550 milhões que seriam distribuídos entre o pagamento do benefício para mais de 900 mil inscritos.

De acordo com o Ministério da Cidadania, os beneficiários afetados voltarão a serem contempladas ainda em setembro, e receberão junto ao novo valor de R$ 300,00 que será oferecido até o fim do ano, os R$ 600,00 referentes ao mês anterior. 

auxilio emergencial
Aplicativo Auxílio Emergencial

Na oportunidade, o ministério afirmou que, todos os beneficiários que tiveram as contas bloqueadas, porém, se enquadram nos requisitos que visam dar direito ao recebimento do auxílio, terão os cadastrados reativados ainda neste mês.

Além disso, serão recompensados com o valor retroativo. 

Além disso, os beneficiários do Bolsa Família e que, também recebem o auxílio emergencial, mas, tiveram a inscrição cancelada, também receberão a compensação do valor a partir desta quarta-feira, 17.

A quantidade de cadastros que realmente foram bloqueados por inconstâncias nas informações ainda não foi divulgada.

Entretanto, cabe ressaltar que, o Governo tem o direito de revisar os registros a qualquer momento, além de também pode exigir o estorno da quantia.

Por outro lado, o pagamento do valor referente ao Bolsa Família não pode ser cortado desde o dia 20 de março de 2020. 

365 DIAS E AS MANCHETES

 * MP, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou  na manhã desta quarta-feira 16/09/20),operação  Gênesis cumprindo 17 mandados de prisão e de busca e apreensão contra organização criminosa formada por ex-policiais, ex-agentes de segurança e suspeitos de tráfico de drogas. Sendo os presos conduzidos para a Delegacia de Capturas, no Bairro José Bonifácio, em Fortaleza.

Mais informações sobre a operação serão divulgadas em coletiva à imprensa na Procuradoria Geral de Justiça, às 11h desta quarta-feira (16);

* Idoso denunciado por maltratar gatos, galinhas e outros animais é levado à delegacia de Sobral. De acordo com o delegado municipal de Sobral, Ozaniel Vasconcelos, os animais eram mantidos amarrados e estavam feridos.

* A SAP foi criada em janeiro de 2019, em substituição à Sejus

População carcerária diminui 25% e uso de tornozeleiras eletrônicas cresce 207% após criação da SAP

Conforme a SAP, a diminuição da população carcerária se deve em decorrência do aumento de audiências presenciais e remotas e de mutirões jurídicos, entre outros motivos.

* Após quatro meses como interino, general toma posse como ministro efetivo da SaúdePazuello enfrentará o desafio de manter parte da estrutura criada no SUS para a pandemia da Covid-19 e a incerteza sobre o cenário futuro da doença

Alçado ao comando do Ministério da Saúde após atritos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com seus antecessores e mantido como provisório por quatro meses, o general Eduardo Pazuello assume nesta quarta-feira (16) como ministro efetivo.

Pazuello enfrentará o desafio de manter parte da estrutura criada no SUS para a pandemia da Covid-19 e a incerteza sobre o cenário futuro da doença.

Ele também se consolida no cargo confrontando a necessidade de dar respostas a outros problemas da saúde, como a queda na cobertura vacinal de crianças, além de lidar com medidas ainda em atraso na rede - caso da ampliação de testes para rastreamento do coronavírus.

Essa é a avaliação que fazem especialistas e secretários de Saúde . A cerimônia que deve oficializar o general como ministro efetivo está marcada para 17h, no Palácio do Planalto.

A medida encerra um período de quatro meses em que o Ministério da Saúde estava sem titular, ao mesmo tempo em que o general já era visto como "provisório eterno".

Com a mudança, Pazuello se torna oficialmente o 48º ministro da área no país - e o terceiro em meio a pandemia do novo coronavírus, que já deixa 4,4 milhão de casos e 133 mil mortes desde fevereiro.

Inicialmente, Pazuello dizia que pretendia ficar no posto por apenas 90 dias. O prazo, porém, terminou em agosto. Enquanto isso, Bolsonaro já dava sinais de que pretendia mantê-lo no cargo.

Sem experiência em saúde, Pazuello buscou atender a demandas do presidente durante a gestão interina, a qual assumiu em 15 de maio após a saída de Nelson Teich, de quem era secretário-executivo. Na época, o Brasil ainda somava 218 mil casos pela Covid-19, com 14.817 mortes.

Assim que assumiu o posto, Pazuello repassou orientações para ampliação da oferta de cloroquina a pacientes com sintomas leves da doença, mesmo sem comprovação científica de eficácia.

Em seguida, atendeu a um pedido do presidente ao exonerar funcionários que assinaram uma nota sobre saúde das mulheres, interpretada de forma distorcida por Bolsonaro. como aval ao aborto.

Recentemente, o tema também foi alvo de uma nova portaria da pasta, que passou a obrigar médicos a notificarem a polícia caso atendam mulheres que busquem interromper a gestação após serem vítimas de estupro.

Porém não só os acenos a demandas polêmicas do presidente marcaram os quatro meses de Pazuello como interino.

Sob seu comando, a pasta também chegou a retirar de painéis próprios informações sobre o total de casos e mortes pela Covid, o que levou veículos de imprensa a criarem um consórcio para divulgação dos dados. A situação fez a pasta perder credibilidade, segundo especialistas.

Se por um lado foi alvo de críticas por essas medidas, o ministro também ganhou apoio ao se aproximar de representantes de secretários estaduais e municipais de Saúde como estratégia para compartilhar decisões durante a crise.

Nesse sentido, gestores apontam que ele foi rápido em atender demandas de habilitação de leitos, por exemplo.

A situação fez parte do grupo ver com alívio a efetivação do general -o receio era que houvesse uma escolha ainda mais afastada das demandas do setor.

"Acaba aquele receio de que pode mudar e amanhã vai ter ministro novo", diz o secretário-executivo do Conasems, conselho que representa secretários municipais de Saúde, Mauro Junqueira.

Para ele, equilibrar medidas de combate à Covid-19 com a retomada de outros serviços na rede deve ser um dos principais desafios da gestão.

A avaliação é compartilhada por outros gestores e especialistas do setor. "O principal ponto de respostas é o debate do financiamento do sistema. Aumentamos a rede de atendimento, mas ela não tem financiamento adequado. Se mantém as regras atuais, não vamos ter teto para isso. E o que vamos fazer com novos leitos de UTI, vamos fechar?", questiona Carlos Lula, presidente do Conass, conselho que representa secretários estaduais de Saúde.

Ele lembra que, na pandemia, foram habilitados cerca de 13 mil leitos –ainda não há informação de quantos devem ser mantidos nos próximos meses.

Outro desafio, segundo Lula, é dar soluções para atendimentos que ficaram represados, como cirurgias eletivas, e aos efeitos indiretos da Covid.

"Também é preciso pensar o planejamento de campanhas de vacinação. Estamos com baixas coberturas vacinais, e o que vai ser feito?", questiona Lígia Bahia, sanitarista e professora da UFRJ.

Já para a epidemiologista Gulnar Azevedo, da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), ao mesmo tempo que já surgem outras demandas, falta ainda um plano integrado da pasta para enfrentamento a Covid-19.

"O fortalecimento tem de ser da vigilância, para diminuir a transmissão e monitorar com informação, e precisa de um plano que segure isso", afirma ela, segundo quem não há garantia de queda nas curvas.

"Se começar a liberar todo mundo, escolas, comércio, transporte, sem controle nenhum, o vírus vai voltar a circular e vai começar a ter novos surtos. É preciso ter uma medida bem articulada."

O ministério, no entanto, ainda não deu resposta a essas demandas ou se deve adotar novas ações.

Em reunião com gestores, Pazuello tem dito que pretende analisar o volume de recursos disponível para o próximo ano e a real necessidade da rede para incorporação definitiva de leitos.

Também afirma que pretende apresentar como plano de gestão nos próximos meses ao menos 14 projetos de ações em diferentes áreas, não ligadas à Covid, enquanto prepara estratégias para oferta de uma possível vacina contra a doença assim que estudos estiverem concluídos.

Em julho, a pasta firmou um acordo para obter 100 milhões de doses da vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca. O volume seria obtido por meio de transferência de tecnologia junto à Fiocruz.

Especialistas, porém, criticam a previsão de cenários otimistas para oferta da vacina e a falta de ações mais efetivas que garantam o controle da epidemia.

Para Lígia Bahia, da UFRJ, sem um ministro com experiência em saúde, a pasta tem mirado a resolução de demandas pontuais apontadas por estados e municípios, em detrimento do enfrentamento de problemas maiores de saúde pública.

"Existe um Ministério da Saúde para fins internos, mas não para a imprensa perguntar qual é o próximo passo", afirma ela, que questiona a decisão de efetivar o general no comando da pasta.

"Isso nunca aconteceu, nem nos governos militares. Mesmo quando não eram profissionais de saúde, eram civis. Até porque a saúde não é uma guerra, é uma política social."

Agência Brasil