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quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

vice-presidente dos EUA, Mike Pence, ao lado da presidente da Câmara, Nancy Pelosi .Após expulsão dos invasores pró-Trump, congressistas retomam sessão para oficializar vitória de Biden Vice-presidente condena invasão

WASHINGTON — Os congressistas americanos voltaram ao Capitólio por volta das 22h de Brasília para concluir o ritual de oficalização da vitória do democrata Joe Biden nas eleições de novembro. Na abertura da sessão, o vice-presidente Mike Pence fez um discurso de veemente condenação aos episódios de violência vistos mais cedo, com apoiadores de Donald Trump, insuflados por ele, invadindo o Congresso.

— Para aqueles que causaram estragos em nosso Congresso hoje: vocês não ganharam. A violência nunca vence. A liberdade vence. E esta ainda é a casa do povo — disse Pence. — Vamos voltar ao trabalho.

O presidente do Senado, o republicano Mitch McConnell, também fez um firme discurso condenando os invasores, classificando-os como "uma turba desenfreada".

—Eles tentaram perturbar a nossa democracia e falharam — disse McConnell. — O comportamento criminoso nunca dominará o Congresso dos Estados Unidos.

A sessão foi suspensa pouco mais de uma hora após começar à tarde, devido ao protesto violento que pretendia impedir a proclamação de Biden como presidente, última etapa formal do processo eleitoral.


A sessão era prevista para durar horas, já que parlamentares republicanos iriam apresentar questionamentos ao resultado oficial. É incerto se eles manterão os questionamentos, após um dos dias mais tensos da História recente dos EUA. O clima atual é muito mais amistoso, de firme repúdio de ambos os lados aos episódios vividos em Washington.

Em meio à violência e ao caos no Capitol, Pence parece ter assumido muitas das responsabilidades que tradicionalmente cabiam ao presidente. É possível deduzir de suas declarações que ele autorizou o envio da Guarda Nacional para expulsar os invasores, depois de notícias de que o secretário da Defesa de Trump, Christopher Miller, que assumiu o cargo em novembro, se recusou a fazê-lo.

O sargento de armas, principal oficial de segurança do Capitólio, anunciou que o prédio estava seguro por volta das 17h40 (19h40 no horário de Brasília).


Mais cedo, a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse em uma carta aos colegas que decidiu reiniciar a cerimônia ainda nesta quarta-feira após consultar sua equipe de liderança e fazer uma série de ligações para o Pentágono, o Departamento de Justiça e o vice-presidente, Mike Pence. Ela não fez menção ao presidente.

"Sempre soubemos que essa responsabilidade nos levaria noite adentro", escreveu Pelosi. “Também sabíamos que hoje faríamos parte da História de forma positiva, apesar das objeções infundadas ao voto do Colégio Eleitoral. Agora faremos parte da história, pois tão vergonhosa imagem do nosso país foi divulgada ao mundo, instigada no mais alto nível.”
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Multidão de apoiadores do presidente Donald Trump ocupa o prédio do Congresso americano, interrompendo sessão de raificação da vitória do democrata Joe Biden no processo eleitoral de 2020 Foto: LEAH MILLIS / REUTERSApoiadores de Donald Trump escalam as paredes do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: JIM URQUHART / REUTERSGrupo de manifestantes pró-Trump invadiu o prédio do Congresso, nesta quarta-feira (6) e interrompeu a sessão de confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro Foto: SAUL LOEB / AFPOs manifestantes violaram a segurança e entraram no Capitólio enquanto o Congresso debatia a Certificação de Voto Eleitoral da eleição presidencial de 2020 Foto: SAUL LOEB / AFPSegundo testemunhas, há manifestantes armados dentro do prédio, e alguns deles tentam invadir o plenário da Câmara, onde ainda estão alguns deputados Foto: SAUL LOEB / AFPPoliciais se esforçam para conter apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, reunidos em frente ao prédio do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: LEAH MILLIS / REUTERSManifestantes entram em confronto com a polícia do Capitólio durante um protesto para contestar a certificação dos resultados das eleições presidenciais dos EUA Foto: SHANNON STAPLETON / REUTERSApoiadores do presidente Donald Trump entram no Capitólio enquanto gás lacrimogêneo lançado pela polícia toma o corredor do prédio Foto: SAUL LOEB / AFPApoiador de Trump usa uma máscara de gás enquanto invade o Congresso americano Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFPUm manifestante segura uma bandeira de apoio ao presidente Trump dentro do edifício do Capitólio dos EUA, perto da Câmara do Senado Foto: WIN MCNAMEE / AFPUm policial do Capitólio atira spray de pimenta em um manifestante que tenta entrar no prédio do Congresso Foto: POOL / REUTERSUm manifestante é visto pendurado na varanda do pelnário do Senado Foto: WIN MCNAMEE / AFPUm manifestante é visto dentro do Capitólio dos EUA Foto: WIN MCNAMEE / AFPManifestante detido é visto dentro do prédio do Congresso americano enquanto apoiadores de Trump protestam do lado de fora, em Washington Foto: JONATHAN ERNST / REUTERSPoliciais detêm uma mulher após um confronto com simpatizantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do lado de fora do Congresso americano durante sessão de confirmação da vitória do democrata Joe Biden Foto: LEAH MILLIS / REUTERSUm homem grita enquanto apoiadores de Trump se reúnem em frente ao prédio do Congresso Foto: LEAH MILLIS / REUTERSManifestantes pró-Trump entram em confronto com a polícia e as forças de segurança enquanto tentam invadir o Congresso americano Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFPA polícia detém um manifestante durante protesto pró-Trump em frente ao Congresso amerciano Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFPApoiadores de Trump, protestam em frente ao Capitólio dos EUA, em Washington Foto: JONATHAN ERNST / REUTERSA polícia segura os apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto eles se reúnem em frente à Rotunda do Capitólio dos EUA Foto: OLIVIER DOULIERY / AFPPoliciais do Capitólio tomam posições enquanto os manifestantes invadem o prédio Foto: POOL / REUTERSManifestantes pró-Trump entram em confronto com policiais em frente ao Congresso americano, em Washington, Foto: LEAH MILLIS / REUTERSManifestantes pró-Trump entram em confronto com policiais em frente ao Congresso americano, em Washington, Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFPApoiadores de Donald Trump confrontam policiais do lado de fora do Congresso americano Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFPUm manifestante senta-se no gabinete da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, durante invasão ao prédio do Capitólio Foto: SAUL LOEB / AFPManifestantes invadem o edifício do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: WIN MCNAMEE / AFPManifestantes violaram a segurança e entraram no Capitólio enquanto o congressistas debatiam a Certificação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial Foto: SAUL LOEB / AFPO deputado David Trone usa uma máscara de gás dentro do Capitólio Foto: TWITTER/@REPDAVID TRONE / via REUTERSManifestantes reunidos em frente ao Capitólio dos EUA. Protesto foi convocado pelas redes sociais, e tenta pressionar os republicanos para que apoiem a iniciativa do presidente para derrubar os resultados do Colégio Eleitoral Foto: Samuel Corum / AFPPoliciais em traje antimotim caminham em direção ao Capitólio dos EUA enquanto os manifestantes invadem o prédio Foto: TASOS KATOPODIS / AFPApoiadores de Trump invadem o Capitólio dos EUA Foto: Samuel Corum / AFP

Uma multidão de apoiadores de Trump invadiu a sede do Congresso dos EUA nesta quarta-feira por volta das 14h15 (16h15 no horário de Brasília). Por algum tempo, senadores e deputados ficaram trancados em seus respectivos plenários. Imagens postadas nas redes sociais mostraram cenas de apoiadores brigando violentamente com a polícia enquanto pelo menos uma pessoa se dirigia à tribuna da Câmara para declarar seu apoio a Trump.

Uma mulher foi baleada no ombro e morreu após ser encaminhada ao hospital em estado grave. Ao menos 13 pessoas foram presas e cinco armas foram apreendidas.

— Isso é o que vocês ganharam, rapazes — gritou o senador Mitt Romney, republicano de Utah, enquanto a confusão se desenrolava no plenário do Senado, aparentemente se dirigindo a seus colegas que lideravam a acusação para pressionar as falsas alegações de Trump de uma eleição roubada. — Isso é o que o presidente causou hoje, essa insurreição.


A agitação levou a prefeita de Washington, DC, Muriel Bowser, a declarar toque de recolher em toda a cidade a partir das 18h (20h no horário de Brasília), com duração até as 6h da manhã (8h em Brasília) de quinta-feira.

Os 1.100 soldados da Guarda Nacional do Distrito de Columbia foram acionados a pedido de Bowser, informou um oficial do Exército.

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Brasil está preparado para iniciar vacinação antes de 25 de janeiro CONTRA O Covid-19 .Vacinas serão produzidas pela Fiocruz e pelo Butantan

O ministro da Saúde fez um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão na noite de quarta
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou na noite desta quarta-feira (6) que o Brasil está preparado e tem seringas suficientes para iniciar a vacinação contra a Covid-19 antes de 25 de janeiro.

Pazuello também disse que o governo vai publicar nesta noite uma Medida Provisória que trata de "medidas excepcionais" para a aquisição de vacinas e insumos. A MP determina que a coordenação da vacinação vai caber ao Ministério da Saúde e também permite, por exemplo, a compra de imunizações antes da aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Novo Coronavírus Brasil tem agulhas e seringas para iniciar vacinação, afirma Pazuello Ministro da Saúde diz que o país está preparado para executar o plano nacional de imunização contra a covid-19

 O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quarta-feira (6), em pronunciamento na cadeia de rádio e televisão, que o Brasil já conta com 60 milhões de agulhas e seringas para iniciar a vacinação contra a covid-19 no Brasil já neste mês de janeiro.

Ele contou que há ainda a garantia da Organização Pan-Americana de Saúde de que o Brasil receberá mais 8 milhões de agulhas e seringas em fevereiro, além de 30 milhões de produtos solicitados para a Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos).

A fala de Pazuello surge em meio à dificuldade para garantir seringas e agulhas para imunizar a população. Após restringir a exportação dos materiais, o governo agora zerou o imposto de importação dos itens

Leia mais: Fiocruz deve pedir uso emergencial da vacina de Oxford até sexta-feira

De acordo com Pazuello, o ministerio "esta preparado" para executar o palano operacional de vacinação contra  covid-19. A previsão feita pelo ministro no fim de dezembro era de iniciar a imunização contra a doença respiratória causada pelo novo coronavírus entre o fim de janeiro e início de fevereiro.

“O Ministério da Saúde está preparado e estruturado, em termos financeiros, organizacionais e logísticos, para executar o plano nacional e operacional de vacinação contra a covid-19”’, afirmou ele, Pazuello reforçou ainda que o Brasil já tem 354 milhões de doses de vacinas asseguradas para 2021.

Do número citado, 254 milhões de doses são da parceria entre a Fiocruz e o laboratório AstraZeneca e as outras 100 milhões produzidas pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. Ele contou ainda que há negociação com os laboratórios Gamaleia, da Rússia, Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos, e Biotech, da Índia. 

“O Brasil é o único país da América Latina que tem três laboratórios produzindo vacinas. Ou seja, seremos também exportadores de vacina para a nossa região muito em breve”, avaliou o ministro da Saúde.

"Asseguro que todos Estados e municípios receberão a vacina de forma simultânea, igualitária e proporcional a sua população. No que depender do Ministério da Saúde e do presidente da República, a vacina será gratuita e não obrigatória", disse.

O ministro também aproveitou o pronunciamento para se solidarizar com as famílias das quase 200 mil vítimas da covid-19 no Brasil e agradecer a todos profissionais de saúde que atuam em território nacional.

CORANAVIRUS NO MUNDO

 Pedestres atravessam uma rua vazia em Manchester, nesta terça-feira (5). Bloqueio de seis semanas da Inglaterra, que começou à meia-noite, é semelhante ao da primeira restrição nacional de coronavírus, em março do ano passado Foto: OLI SCARFF / AFPHomem caminha por uma rua quase deserta no centro de Manchester, noroeste da Inglaterra, quando a Grã-Bretanha entra em um bloqueio nacional para combater a disseminação do COVID-19 Foto: OLI SCARFF / AFPHomem passa por um café fechado em Manchester. Bares e restaurantes já estavam fechados, e as determinações para reuniões sociais também já eram bem restritas Foto: OLI SCARFF / AFPPedestres caminham ao longo do dique, perto da Tower Bridge, enquanto a Grã-Bretanha entra em um bloqueio nacional, em Londres. População só poderá sair de casa para fazer compras essenciais, praticar exercícios, para trabalhar caso seja impossível fazê-lo de casa e em outras poucas exceções Paramédico é visto entre ambulâncias do lado de fora do Royal London Hospital, no leste de Londres. Disseminação da Covid-19 está acelerando nos países com o avanço de uma cepa mais transmissível do coronavírus Foto: JUSTIN TALLIS / AFPPedestre passa por um pôster da Unicef, promovendo as vacinas da Covid-19, em Manchester Foto: OLI SCARFF / AFPUm pedestre solitário caminha pelo mercado Leadenhall, na cidade de Londres, completamente vazio Foto: TOLGA AKMEN / AFPUma rua vazia é retratada, em meio ao surto da COVID-19 em Edimburgo, Escócia Foto: RUSSELL CHEYNE / REUTERSPessoas fazem fila do lado de fora de um centro de testes de COVID-19 em Liverpool, Grã-Bretanha Foto: PHIL NOBLE / REUTERSUm ciclista percorre o Mall deserto, tendo ao fundo o Palácio de Buckingham, enquanto a Grã-Bretanha entra em um bloqueio nacional Foto: JUSTIN TALLIS / AFPBrian Pinker, 82, recebe a vacina COVID-19 da Oxford University / AstraZeneca da enfermeira no Hospital Churchill, em Oxford, Grã-Bretanha Foto: POOL / REUTERSMesas vazias são vistas na loja fechada da Apple, na avenida Kurfuerstendamm, em Berlim. a Alemanha voltou a intensificar as medidas restritivas no país nesta terça-feira Foto: ODD ANDERSEN / AFPUm pedestre solitário é visto no "Mall of Berlin", o maior shopping center da capital alemã. No país, além de estender o prazo da quarentena até o fim de janeiro, os moradores das regiões onde há maior propagação do vírus terão as viagens não essenciais restritas a um raio de 15 km Foto: ODD ANDERSEN / AFPUm ciclista de entrega de comida pedala na chuva no centro de Roma. Itália também tomou decisões semelhantes um dia após Inglaterra e Escócia anunciarem o retorno a uma quarentena total Foto: TIZIANA FABI / AFPPessoas sentam-se perto do Coliseu, um dia antes de o país voltar ao bloqueio como parte dos esforços para conter a propagação da COVID-19. Durante as festas de fim de ano, até esta quarta-feira, todos os italianos passaram grande parte do tempo na chamada zona vermelha, que só permitia que eles saíssem de casa para atividades consideradas essenciais ou para visitar apenas um amigo ou um parente Foto: GUGLIELMO MANGIAPANE / REUTERS