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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

83 municípios do Ceará têm maior incidência de Covid-19 do que Fortaleza> Taxa mostra o número de pessoas infectadas a cada 100 mil habitantes, indicando cenário de alto risco de ocorrência de novas confirmações da doença no interior; só um a cada quatro casos é registrado na Capital

O movimento de transmissão da Covid-19 de Fortaleza a outras cidades do Ceará foi uma das maiores preocupações do início da pandemia, em março de 2020, e o cenário se repete na segunda onda, iniciada em outubro.
Em Fortaleza, onde a média é de quase dez óbitos por dia devido à infecção, crescimento de internações foi de 157,5%

O aumento significativo no número de internações pressiona as redes de assistência hospitalar do Ceará e de Fortaleza, que já estão sobrecarregadas.
Em pouco mais de um mês, de 3 de janeiro a 13 de fevereiro deste ano, o número de internações de pacientes diagnosticados com Covid-19 cresceu 98% no Ceará, saindo de 512 para 1.018, segundo o IntegraSUS. A situação se agravou, principalmente, ao fim de janeiro.
Até a manhã desta segunda-feira (22), 83 municípios cearenses já têm taxa de incidência de casos maior do que a Capital, e 3 a cada 4 casos confirmados da doença são registrados no interior.

91% dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estão ocupados no Ceará
210 pessoas foram multadas após se recusarem a utilizar máscaras de proteção no Ceará

Em fevereiro, Fortaleza concentra 4 a cada 10 novos casos de Covid no Ceará
Os dados são do IntegraSUS, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), e mostram a proporção entre o número de pessoas infectadas e a população residente de cada município. A taxa, por fim, é calculada a cada 100 mil habitantes, indicando, atualmente, um cenário de alto risco de disseminação da doença nos municípios.

Em Fortaleza, a atual taxa de incidência de Covid é de 4.280 casos a cada 100 mil habitantes. A capital cearense somava, até a manhã de hoje, 114.248 pacientes com infecção pelo coronavírus confirmada, segundo a Sesa.

Municípios do Ceará com maiores taxas de incidência de Covid
Acarape – 13.483
Frecheirinha – 12.393
Crateús – 9.465
Iracema – 9.295
Moraújo – 9.124
Groaíras – 8.104
Redenção – 8.104
Quixelô – 7.559
Tabuleiro do Norte – 7.554
Varjota – 7.394

As taxas são superiores às registradas no Brasil, que tem, hoje, 4.838 casos a cada 100 mil habitantes; e em cada uma das regiões do País. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, a incidência da doença no Centro-Oeste é de 6.663 casos/100 mil hab.; no Sul, 6.199; no Norte, 6.128; no Sudeste, 4.193; e no Nordeste, 4.184.

As menores taxas de incidência de Covid-19 são calculadas em Aiuaba, 150 casos e incidência de 862; Pedra Branca, 443 casos e taxa de 1.024/100 mil habitantes; Arneiroz, 87 infectados e 1.109 de incidência; Antonina do Norte, 107 confirmações e 1.455 de incidência; e Trairi, 866 casos e 1.548 de taxa de incidência.

Segunda onda afoga interior
Em se tratando de mortalidade, contudo, é o município de Orós que apresenta o cenário mais grave, considerando a proporção populacional: com 50 óbitos por Covid, a taxa na cidade do Centro-Sul cearense chega a 233 mortes por 100 mil moradores. Fortaleza aparece em segundo lugar, com acúmulo de 4.602 óbitos desde o início da pandemia, cerca de 172 a cada 100 mil pessoas.

Comparando ao cenário nacional, os índices, assim como os de incidência, também são superiores ao País, cuja taxa de mortalidade atual é de 117 óbitos por 100 mil habitantes. Nas cinco regiões brasileiras, a taxa gira em torno de, em média, 199 habitantes mortos por coronavírus a cada 100 mil que habitam no território.

Municípios do Ceará com maiores taxas de mortalidade por Covid
Orós – 233
Fortaleza – 172
Redenção – 165
Sobral – 160
Crateús – 154
São Gonçalo do Amarante – 150
Massapê – 149
Groaíras – 144
Paracuru – 142
Umirim – 141

Magda Almeida, secretária executiva de Vigilância e Regulação da Sesa, reconhece que a crescente de casos e mortes nos municípios do interior é uma “característica peculiar” dessa nova onda pandêmica na qual o Ceará mergulha.

“A situação epidemiológica da Covid mostra que a gente continua tendo aumento crescente de casos confirmados e óbitos. Diferente daquele momento em que tivemos aumento somente na Capital pra depois haver no interior, agora estamos com epidemia simultânea. Todas as regiões apresentaram aumento de casos, internações e óbitos”, lamenta a secretária.

A gestora aponta, ainda, que à exceção da Região do Cariri, que “ainda tem alguns locais com alerta moderado”, o restante do território cearense está com níveis alto e altíssimo de alerta para disseminação do coronavírus. De acordo com o Integra SUS, 167 dos 184 municípios cearenses têm alerta máximo ou quase máximo para incidência da Covid. Os outros 17 aparecem com alerta “moderado”.

Sobrecarga às unidades de saúde
O biomédico e microbiologista Samuel Arruda, especialista na epidemiologia de vírus respiratórios, avalia que o espalhamento do coronavírus pelo interior do Estado nesse segundo momento de pandemia reflete justamente um efeito da primeira onda, em 2020, quando a maior parte dos casos se concentrava nas cidades.

“O que temos no interior agora é uma população que teve menos contato com o vírus. Então, a velocidade de disseminação lá será, de fato, maior do que nas cidades, já que a população é imunologicamente menos forte, tem menos proteção contra o vírus”, explica Samuel. A implicação disso, segundo o biomédico alerta, é a sobrecarga nas estruturas de saúde: tanto as municipais, que têm menor capacidade do que as de Fortaleza; quanto as da própria Capital, que deve começar a receber um número cada vez maior de transferências.

O efeito disso, complementa Samuel, é uma bola de neve que cresce em direção ao agravamento de casos.

“Vai haver redução na procura por atendimentos, exatamente pela dificuldade de acesso aos serviços de saúde; e, com isso, a necessidade de deslocar pacientes à Capital, o que também vai sobrecarregar o sistema. Teremos um sério problema tanto para lidar com pacientes clinicamente como no manejo dos deslocamentos a unidades hospitalares de referência”, projeta.

A secretária de Vigilância e Regulação da Sesa aponta que, neste momento de avanço da pandemia, além da ampliação de leitos, é imprescindível que a população seja testada. “No caso de sintomas, é preciso procurar as unidades básicas de saúde (postos de saúde) e as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) para fazer o teste, o exame molecular, que é o RT-PCR. Em Fortaleza, temos os centros de testagem na Praça do Ferreira e drive-thrus do HGF e do RMK (agendado).

São Paulo bate recorde de pacientes internados por covid-19 Secretaria da Saúde confirma 6.410 pacientes internados em leitos intensivos. Recorde registrado até então era de 6.250

Equipe médica faz intubação em UTI para tratamento da Covid-19 do Hospital Albert Einstein, em São Paulo; O Estado de São Paulo bateu o recorde histórico de pacientes internados por covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) desde o início da pandemia. De acordo com o secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn, 6.410 pacientes estão internados em leitos intensivos. O número registrado até então era de 6.250. A informação foi confirmada pelo governo paulista durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22).


O secretário executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, afirmou que o número pode representar pacientes que estão permanecendo mais tempo nas UTIs. "Esses números podem significar que os pacientes estejam se internando com mais gravidade e que exige um tempo maior dos equipamentos de UTI", disse. O aumento dos casos fez com que o órgão elaborasse uma série de recomendações extraordinárias, além das regras já previstas no Plano São Paulo, que devem ser anunciadas na quarta-feira (24).
Equipe médica durante cirurgia em paciente com covid-19 em UTI de hospital em São Paulo

Essas medidas começarão a valer na sexta-feira (22) e vão se tratar da redução de mobilidade, da movimentação de pessoas. "É o que podemos fazer nesse momento para reduzir a transmissibilidade, independentemente de ser ou não variante", disse Gabbardo sobre os anúncios da próxima quarta-feira.

Vacinação

O estado de São Paulo vacinou 2 milhões de pessoas contra o coronavírus. A marca foi atingida às 18h17 do domingo (21). Desde o último dia 9, os serviços públicos de saúde aplicaram mais um milhão de doses em pessoas que integram os grupos prioritários da campanha. Às 13h desta segunda (22), São Paulo contabilizava 2.033.582 imunizações desde o dia 17 de janeiro.

Os dados são do vacinômetro, site que permite acompanhamento em tempo real do total de vacinações nos 645 municípios paulistas. No início da tarde desta segunda (22), o estado tinha 1.642.810 vacinados com a primeira dose contra a covid-19 e outras 390.772 que receberam o reforço da segunda imunização.

Em fevereiro, São Paulo passou a vacinar todos os idosos com idade a partir de 85 anos. A partir do dia 1º de março, a campanha de imunização será ampliada para todas as pessoas com idade entre 80 e 84 anos.


Desde o dia 17 de janeiro, também segue no estado a vacinação dos profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos que vivem em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas.

À medida que o Ministério da Saúde viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19 serão divulgadas pelo governo de São Paulo. O Instituto Butantan entregou quase 10 milhões de doses a todo o país e, nesta terça (23), inicia a oferta de mais um lote de pouco mais de 3,4 milhões de vacinas.


Serão ouvidas 40 testemunhas, das quais 20 são de acusação, 16 de defesa e quatro comuns. Cinco delas já foram ouvidas
DO R7 / HÁ 50 MINUTOS

Polícia vai apurar se o crime foi cometido por vingança, após uma separação em que o pai ficou com a guarda da filha mais velha


Segundo João Doria, 30 mil vagas serão abertas a partir da próxima semana e outras 70 mil a partir de 1º de maio

"Sai daí, negro", "negro vagabundo", "você é um lixo", ouviu o homem enquanto guardava o veículo no estacionamento
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Secretaria da Saúde confirma 6.410 pacientes internados em leitos intensivos. Recorde registrado até então era de 6.250

Restrições mais rígidas, em vigor desde 12h de domingo, durarão 60 horas e foram impostas pela prefeitura após escalada da covid


No domingo (21), todas as vagas de UTI disponíveis pelo SUS estavam ocupadas na cidade do interior paulista

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Clube Militar faz questionamentos ao STF sobre prisão de Daniel Silveira; leia a nota na íntegra

Dias após a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), o general Eduardo José Barbosa, presidente do Clube Militar, emitiu uma nota oficial sobre o caso.

A reação veio à tona após a jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, veicular a seguinte matéria: “Prisão de deputado bolsonarista foi também recado para militares, dizem ministros do STF”.

Intitulado de ‘Pensamento do Clube Militar’, o texto faz uma série de questionamentos sobre a prisão de Silveira.

Endereçada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a nota demonstra o descontentamento da categoria com a Suprema Corte do país.

Em um dos pontos, o general questiona sobre a gravidade de outras declarações de figuras políticas e até mesmo jornalistas, mas que até hoje não foram configuradas como crime.

“Por que outros pronunciamentos semelhantes, porém ditos por políticos e jornalistas de centro esquerda não são tratados como crime?”, questiona.

Em outro ponto, Barbosa relata as ameaças realizadas diuturnamente contra o presidente da República.

“Por que ameaças abertas contra a vida do Presidente da República não são também tratadas como crime inafiançável?”, acrescenta o texto.

Leia a nota do Clube Militar na íntegra:

“Sem entrar no mérito das palavras dirigidas aos integrantes do STF, pelo Deputado Daniel Silveira, colocamos aqui algumas reflexões:

1. Por que outros pronunciamentos semelhantes, porém ditos por políticos e jornalistas de centro esquerda não são tratados como crime?

2. Por que ameaças abertas contra a vida do Presidente da República não são também tratadas como crime inafiançável?

3. Por que a liberdade de expressão só se aplica a esses mesmos indivíduos de centro esquerda?

4. Por que esses supostos crimes praticados pelos apoiadores do Presidente recebem alta prioridade nas investigações, enquanto crimes cometidos por aliados ideológicos ou denúncias contra os próprios Ministros do STF ficam sem investigação ou aguardando a prescrição?

5. Por que o Ministro Marco Aurélio ameaçou os Deputados, dizendo que em caso de relaxamento da prisão do Deputado Daniel Silveira eles prestariam contas com o povo, nas urnas, em 2022? Quem informou ao ilustre ministro que a população apoia as arbitrariedades do STF?

6. Por que os ilustres Ministros do STF pensam que apoiar o Regime Militar que foi instaurado a partir de 1964 é crime quando uma grande parcela da população tem saudades daquela época? A Democracia que temos hoje no Brasil começou em 1964.

7. Por que os amparados pelo Poder Judiciário continuam sendo os criminosos já condenados? Esses, em sua grande maioria, enquanto puderem sustentar os melhores advogados, jamais cumprirão suas penas, podendo, inclusive, realizar passeios fora do Brasil, enquanto os que usam suas línguas para falar não podem nem sair de casa (os de direita, é claro).

8. Por que os equipamentos do Adélio e de seus aliados não são periciados?

9. Finalmente, para não citar outras dezenas de exemplos, o crime propalado pelo STF e seus aliados de esquerda é referente a ameaças verbais, ou, na realidade, é por ser o acusado apoiador daquele que foi eleito pelo povo para governar o Brasil?“

Gen Div Eduardo José Barbosa. Presidente do Clube Militar

Estudo dos EUA aponta que transmissão de coronavírus por embalagens e alimentos é 'muito improvável'. Coronavírus é transmitido de pessoa para pessoa, ressaltam agências

sPesquisadores nos Estados Unidos indicaram que é muito improvável a transmissão de coronavírus por alimentos ou por suas embalagens. O comunicado conjunto foi feito pela Agência de Alimentos e Medicamentos (Food and Drugs Administration - FDA) e pelo Departamento de Agricultura (USDA) dos Estados Unidos.


O anúncio é positivo diante da pandemia de coronavírus que já provocou quase 2,5 milhões de mortes no mundo.

"Os consumidores podem ter a tranquilidade de que continuamos a acreditar, com base em nosso entendimento das informações científicas confiáveis atualmente disponíveis e apoiados em um consenso científico internacional, que os alimentos consumidos e as suas embalagens têm mínima probabilidade de espalhar a SARS-CoV-2 ", afirmou a FDA, em comunicado da comissária Janet Woodcock.

O texto lembra que a "Covid-19 é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa, diferentemente dos vírus transmitidos por alimentos ou gastrointestinais, como o norovírus e a hepatite A, que costumam deixar as pessoas doentes por meio de alimentos contaminados".

Por isso, a FDA argumenta que "dado que o número de partículas de vírus que teoricamente poderiam ser captadas tocando uma superfície seria muito pequeno e a quantidade necessária para infecção por inalação oral seria muito alta, as chances de infecção ao tocar a superfície da embalagem de alimentos ou comer alimentos são consideradas extremamente baixas".

Tanto a FDA quanto o USDA fizeram essa atualização baseada em um consenso científico internacional que garante que o risco de contaminação por alimentos ou suas embalagens é extremamente baixo.

"Considerando os mais de 100 milhões de casos de Covid-19, não vimos evidências epidemiológicas de alimentos ou embalagens de alimentos como a fonte de transmissão da SARS-CoV-2 para humanos", afirmou o comunicado.

Voo com 2 milhões de doses de vacinas decola da Índia Importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz

Um avião da companhia Emirates, com remessa de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai, na Índia, e deve chegar a São Paulo às 6h55 desta terça-feira.
A aeronave deixou a cidade indiana por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília. A carga fará escala em Dubai, nos Emir... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-brasil

Ações da Petrobras despencam 16% com troca de comando na empresa; dólar passa de R$ 5,50 Bolsa recua mais de 4% no Brasil. Em NY, papéis da petrolífera têm queda de de 16% antes da abertura do mercado. Corretoras recomendam venda de ações

Na última semana do decreto, alta de casos traz 'lockdown' de volta ao debate não só no Ceará

Hospital Leonardo da Vinci, unidade de saúde destinada ao atendimento de pacientes de Covid-19
O governador da Bahia, Rui Costa, anunciou neste domingo (21) um endurecimento do decreto que prevê distanciamento social. O toque de recolher passará a ser das 20h às 5h (antes era de 22h às 5h) e restrição do horário de funcionamento do comércio. Bares e restaurantes, por exemplo, com atendimento presencial só até 18h.

Os números na Bahia são alarmantes e à medida que cresce a ocupação dos leitos de UTI, os governantes baianos vão apertando. Lá, a restrição se deu por conta do percentual atingido de 80% dos leitos de UTI ocupados. Aqui, no Ceará, estamos em situação mais delicada, com 91% de ocupação, segundo a plataforma IntegraSUS.
O que é o 'toque de recolher'? Entenda a medida adotada no Ceará para frear a Covid-19
Medidas daqui
Um passo atrás da Bahia nas restrições, as medidas em vigor no Ceará preveem toque de recolher de 22h às 5h e funcionamento de bares e restaurantes até 20h. Enquanto isso, os números da Covid-19 são cada vez mais alarmantes e se aproximam, com velocidade, do pior momento da pandemia no ano passado. As regras no Ceará valem até o próximo domingo (28).

Para termos uma ideia, do dia 3 de janeiro e o último dia 13 de fevereiro, as internações por Covid-19 saltaram de 512 para 1.018, praticamente o dobro, a seguir nesta toada, não há estrutura hospitalar que resista. Há uma fila de espera com mais de 60 pessoas aguardando, nas UPAs, por um leito de UTI.

Mais estados
Esta semana que se inicia, portanto, será de intensa pressão e expectativas sobre as novas medidas a serem adotadas a partir de março porque, não há dúvidas, os números vão continuar crescendo. Há uma preocupação enorme das autoridades de Saúde com o crescimento acentuado de casos graves, com necessidade de UTIs, não só no Ceará e na Bahia, como em vários outros estados do Brasil, como o Rio Grande do Sul. No fim de semana, o governador Eduardo Leite anunciou medidas duras e pediu à população que reduza a circulação e cumpra as medidas de distanciamento.

Novo decreto
Na última semana, as medidas restritivas adotadas pelo governador Camilo Santana deram uma clara conotação de que houve esforço para atingir menos a atividade econômica tão prejudicada pelo agravamento da situação, desde o ano passado, com idas e vindas. A expectativa agora é para saber quais serão os próximos passos.

Os especialistas em Saúde têm defendido – não só aqui no Ceará – medidas mais rígidas como um lockdown, entretanto, não há condições objetivas para isso.

Péssimo cenário
As notícias de Brasília, para o momento, não são boas. Atrasado na vacinação, o Governo Federal tenta correr atrás do prejuízo, mas de forma atabalhoada. O presidente Bolsonaro não demonstra qualquer preocupação com a situação, pelos atos de aglomeração que gera corriqueiramente. E o Congresso Nacional foca energias em um embate com o STF por conta da prisão de um parlamentar que parece não valer nem a palavra que profere.

Enquanto isso, uma fila de assuntos, como o auxílio emergencial, espera. E olhe que nem chegamos ao reflexo das aglomerações do carnaval, que serão, pelos cálculos, ao fim desta semana.

Fevereiro é mês com mais atendimentos por coronavírus em UPAs de Fortaleza desde início da pandemia. Com quase 8 mil pacientes assistidos até esse domingo (21), unidades já receberam, antes do fim do mês, 25% mais pessoas do que em maio, pico da pandemia.

A uma semana do fim, fevereiro já é o mês com maior quantidade de pacientes com coronavírus atendidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza, em toda a pandemia. Até esse domingo (21), 7.876 pessoas procuraram atendimento com sintomas gripais causados pelo vírus, número 25% superior a maio de 2020, mês pico da doença, quando 6.269 cearenses buscaram auxílio médico.


Os dados são do IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), e incluem nove das 12 UPAs da Capital. A plataforma apresenta o levantamento conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID), e não menciona especificamente a “Covid-19”, mas o agente causador, o coronavírus.

Os outros atendimentos registrados são de sintomas provocados por influenza, pneumonias, insuficiência respiratória ou outras causas não especificadas, e somados aos do vírus pandêmico, totalizam 14.235 atendimentos só neste mês.

Na manhã de sexta-feira (19), o titular da Sesa, Dr. Cabeto, afirmou que cerca de 10 mil cearenses com suspeita de Covid-19 foram atendidos em todas as unidades de saúde da Capital até metade deste mês, quantitativo que já supera maio de 2020 inteiro – o pior período da doença no Estado.

O gestor projetou, ainda, que o somatório de assistidos ao fim de fevereiro deve chegar ao dobro do pico da pandemia, com cerca de 20 mil atendimentos em todas as UPAs de Fortaleza.

“Temos um cenário epidemiológico que começa a se desenhar para o que vivemos em abril e maio do ano passado, com aumento dos números. Hoje, 13% dos pacientes atendidos nas UPAs necessitam de internação hospitalar, e 67 pessoas estão nas unidades precisando de leitos de UTI”, revelou Dr. Cabeto em live realizada pela Sesa.

Só até 21 de fevereiro deste ano, 188 pacientes precisaram ser transferidos das UPAs a unidades hospitalares mais complexas. Em maio do ano passado, o número chegou a 567.
Hospitalizações em alta

A procura por atendimento se expande por outras unidades de saúde públicas e privadas. As internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por Covid-19 atingiram, nos últimos dias, os maiores números desde junho de 2020, de acordo com o IntegraSUS.

Na última sexta-feira, 738 UTIs estavam ocupadas; no sábado, eram 685; e no domingo, eram 716 pessoas internadas. Em 2 de junho do ano passado, 951 pessoas estavam internadas no suporte avançado à vida em um único dia.

A ocupação de leitos de UTI vinha em queda desde julho de 2020 e atingiu o menor número em 24 de dezembro, quando teve 163 pessoas internadas. Contudo, a demanda voltou a crescer a partir da segunda semana de janeiro de 2021, acelerando na primeira semana de fevereiro.

Dr. Cabeto explica que a demanda vem crescendo mesmo com a ampliação de novos equipamentos. “Estamos perto de 640 leitos de UTI a mais do que tínhamos em setembro de 2020. Vamos chegar no final de março em quase 800 leitos de terapia intensiva, e no começo de abril, a quase 1.000 leitos”, projeta.

Segundo o secretário, devem ser abertos mais 60 leitos de UTI em UPAs de Fortaleza e mais 40 leitos em cada hospital regional, em Quixeramobim, Sobral e Juazeiro.
Incidência de casos

Para a virologista e epidemiologista Caroline Gurgel, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará (UFC), o aumento do número de cearenses procurando por serviços médicos reflete não só uma “maior sensibilização dos pacientes aos sinais e sintomas de alerta da Covid”, mas o crescimento vertiginoso de casos.

“As pessoas estão menos temerosas quanto à presença da Covid, e acabam se expondo mais. A circulação da nova variante, P1, de Manaus, também preocupa muito, porque está sendo observada uma taxa de transmissão muito mais elevada”, pontua. Apesar disso, ela alerta que não é possível comparar, com fidelidade, os cenários do pico em 2020 e o atual.
“Agora, temos conhecimento maior pra testagem e fechamento de diagnóstico. Por mais que a gente queira comparar, como não temos as mesmas características quanto à testagem e acessibilidade da população a esses testes, não podemos. Poderemos comparar 2021 a 2022”, avalia Caroline.

Conforme o titular da Sesa, estão sendo adquiridos mais equipamentos de proteção individual e insumos, como anestésicos, para abastecer as unidades da rede estadual de saúde, com foco em reduzir a transmissão. “Nesse momento, a pandemia expande em quase todas as regiões do Ceará. É preciso muita prudência”, destacou.
Apelo à população

Diante da circulação de novas variantes virais em território cearense e das novas restrições de circulação em Fortaleza, Dr. Cabeto fez um apelo à população.

“Estamos procurando dar ao cearense confiança, capacidade de resposta na crise e solidariedade. O momento epidemiológico é diferente, existem muitas dúvidas sobre mutações, a capacidade de contágio, a gravidade. E é possível que elas influenciem na resposta das vacinas. Por isso, é preciso isolamento. Porque quanto menos o vírus se transmitir, menos mutação tem.”

Para barrar o contágio do vírus, o Governo do Estado aplicou um novo decreto restringindo o funcionamento de estabelecimentos comerciais e do setor de serviços, além de estabelecer o fechamento de espaços públicos às 17h, um toque de recolher a partir das 22h e a reinstalação de barreiras sanitárias nas estradas de acesso entre Fortaleza e cidades vizinhas. As medidas são válidas até o dia 28 de fevereiro.

91% dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estão ocupados no Ceará. Entre as acomodações reservadas para adultos diagnosticados com a doença pandêmica, a ocupação chega a 93,9%.

13 unidades hospitalares têm 100% leitos de UTI ocupados por pacientes infectados pelo novo coronavírus
A taxa de ocupação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para o atendimento de Covid-19 no Ceará chegou a 91,09% na noite desse domingo (21), segundo atualização da plataforma IntegraSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

Em UTI para adultos, 93,9% das acomodações estão preenchidas, seguida por UTI infantil (62,5%) e UTI neonatal (40%). Apenas a UTI voltada para gestantes está com 100% dos leitos disponíveis.

O levantamento da Sesa indica que 13 unidades hospitalares, entre públicas e particulares, atingiram 100% da capacidade. Veja a lista abaixo:
Casa de Saúde e Maternidade São Raimundo, em Fortaleza (8 leitos)
Hospital Geral Dr. Waldemar de Alcântara, em Fortaleza (17 leitos)
Hospital Otoclínica, em Fortaleza (34 leitos)
Hospital São Carlos, em Fortaleza (21 leitos)
Hospital Uniclinic, em Fortaleza (25 leitos)
Hospital São Raimundo, em Fortaleza (10 leitos)
Hospital São Vicente, em Fortaleza (8 leitos)
Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza (8 leitos)
Hospital São José, em Fortaleza (8 leitos)
Hospital Municipal Dr. João Elísio de Holanda, em Maracanaú (10 leitos)
Hospital Regional Norte, em Sobral (50 leitos)
Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim (40 leitos)
Imtavi, em Brejo Santo (7 leitos)

Contudo, outros sete hospitais estão com taxa de ocupação igual ou superior a 90%. São eles: Hospital Maternidade São Vicente de Paulo (90%); Hospital Regional de Icó (90%); Hospital Regional Unimed (92,16%); Hospital Geral de Fortaleza (92,86%); Hospital Regional do Cariri (93,55%); Hospital Antônio Prudente (93,75%); Hospital Infantil Albert Sabin (94,74%); Hospital Leonardo da Vinci (97,67%);

Em relação às enfermarias, a ocupação atual é de 67,09%, de modo geral. Enfermaria adulto tem 70,31% dos leitos com pacientes infectados pelo novo coronavírus. Na sequência aparecem: enfermaria neonatal (64,29%); enfermaria infantil (56,91%) e enfermaria gestante (11,76%).
Alerta

Diante da demanda por leitos hospitalares para o tratamento da doença pandêmica, o governador Camilo Santana anunciou a expansão estrutural da rede pública de saúde. Entre o fim deste mês e março, serão abertos 1.119 novos leitos, sendo 655 de enfermaria e 464 de UTI.

Apesar do esforço, o chefe do Executivo estadual alertou nesse domingo (21) que "a abertura de leitos tem um limite" e está sendo feita de acordo com a necessidade de cada região.

Camilo Santana ressaltou que "a prevenção é a única forma" de conter o avanço da pandemia no Ceará. "Evite aglomerações e só saia de casa usando máscara", disse, em comunicado nas redes sociais.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Sobral registra 18 homicídios até o dia 21 de fevereiro do ano de 2021.



SOBRAL: HOMEM É ASSASSINADO A BALA NO PARQUE SANTO ANTÔNIO

Por volta das 21h00 deste domingo (21), um crime de homicídio foi registrado na rua Monsenhor Aloísio Pinto, no Parque Santo Antônio, nas proximidades do cemitério Santa Mata. A vítima foi abordada e executada por dois homens que ocupavam uma motocicleta. A vítima, identificada como "Boniek", foi alvejada com três tiros, ainda chegou a ser socorrida para a UPA 25H, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. As Polícias Civil e Militar estão realizando diligências para tentar localizar e prender os criminosos. 

FALECIMENTO DE DOMINGOS SERIDÓ (DOMINGOS BOMBEIRO) SOBRAL - CE

Rosa Santos, Moesio Donato e outras 162 pessoas
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