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sábado, 27 de fevereiro de 2021
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Brasil é líder em publicações científicas, mas falha em inovação Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa ressalta a importância de aumentar a produtividade no campo, mas diz que não basta levar a tecnologia pronta a um ambiente que não oferece ao produtor acesso a infraestrutura, redes de energia elétrica e internet

Pesquisa feita pelo Global Innovation Index em 2020, mostra o Brasil no 14° lugar em produções científicas e em 66° lugar em inovação. Em entrevista ao CB Agro — uma realização do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília —, o biólogo Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, ressaltou que mudar essa classificação é um dos grandes desafios para o país.
“É um cenário que a gente já observa há mais de uma década. Mas ele tem dificuldade de traduzir isso em bem estar socioeconômico para a população brasileira, isso só se traduz por meio do que nós chamamos de inovação, que é a introdução do conhecimento, da tecnologia de fato no ambiente produtivo, no ambiente social”, explicou o biólogo.
Quando se vai ao Global Innovation Index, para Bruno, o Brasil patina na mesma posição nos últimos anos. “Mas não é devido à geração de ciência, que vem cada vez produzindo mais. Na verdade nós temos travas, dificuldades para iniciar novos negócios, nós temos um arcabouço regulatório, política institucional que cria um ambiente de negócios difícil para se inovar. Então, isso vai gerando barreiras, externalidades à ciência, que dificultam que isso chegue para cada um dos brasileiros, mas nós temos casos de sucesso, de relativos sucessos, e reconhecido internacionalmente”, afirma.
O agro é um setor que podemos tratar como caso de sucesso. Nas últimas cinco a seis décadas, o Brasil deixou de ser um importador de alimentos para ser um dos maiores exportadores do mundo. Isso só foi possível devido à incorporação de ciência, de tecnologia no campo. “Nós aumentamos a produção de grãos em mais de seis vezes, mas a área de produção apenas dobrou. Esse ganho de produtividade só se consegue colocando ciência, colocando tecnologia para que aquela área produza cada vez mais” afirmou o secretário.
Segundo Bruno, os protagonistas não são apenas os produtores rurais, associações cooperativas, mas também, e principalmente, os institutos de pesquisa como a Embrapa, as universidades, e toda essa rede de assistência técnica e extensão rural que forma um ecossistema sadio para esse setor. "Assim, nós vamos cada vez mais galgando competitividade, inclusive no cenário internacional como é o caso do agro”, disse.
As grandes propriedades, grandes produtoras, têm mais acesso a tecnologia do que as pequenas. Para aproximar mais esse setor produtivo rural da ciência e da inovação, o biólogo explica que existe várias possíveis soluções. “Para levarmos tecnologia e conhecimento para o pequeno produtor rural, para que ele consiga competir no mercado, e competir com o grande produtor, são necessárias políticas públicas, incentivo, à transferência de conhecimento, para que esse produtor adote realmente a tecnologia. Incentivo ao cooperativismo, associativismo, que aí ele ganha escala e consegue melhorar o poder de barganha, mas tudo isso tem que ser feito considerando a realidade local de cada um desses produtores”, esclareceu.
Bruno Brasil continua: “Eles estão inseridos em um contexto territorial, cultural, social, educacional e, se não há um olhar dedicado do Estado e das instituições para essa realidade, eles não vão conseguir alavancar com tanto sucesso como aqueles que tendem a se tornar grandes, ou mais competitivos, porque já incorporaram tecnologia e continuam incorporando”.
Há vários problemas, mas, na avaliação do secretário, as dificuldades sócioeconômicas e culturais de alguns territórios são as mais graves. “Não basta você levar a solução pronta, a tecnologia pronta a um ambiente de produtor que não consegue fazer a manutenção adequada dos equipamentos, que não tem acesso a uma rede de energia elétrica, internet, transformação digital, invadindo o campo e gerando competitividade. Hoje, mais de 60% das propriedades rurais não têm acesso à internet. Então, isso é uma barreira de infraestrutura”, alega Bruno.
O secretário ressalta que é preciso corrigir as duas falhas, governo e cultura das pessoas. Chegando a infraestrutura, que não está presente em várias áreas, principalmente em fronteiras agrícolas, o agro anda em um passo mais rápido que a infraestrutura brasileira.
“Então, ele chega antes da infraestrutura chegar. Mas, se você também não tiver condições socioeducacionais para receber isso, não vai ser incorporado. Então, apenas aqueles que já estão mais competitivos acabam incorporando. É necessário um papel de governo — União, estados, municípios — ede uma parceria privada, como associações, cooperativas. É necessário que todos esses atores estejam trabalhando juntos”, ressalta Bruno.
Parceria Público-Privada (PPP)
Para Bruno, a PPP é efetiva e gera resultados, em geral ,mais rápidos do que outras estratégias, mas precisa ser intensificada no Brasil. “Quando nós temos uma parceria público-privada, por meio do que nós chamamos de inovação aberta, significa que não vai ser uma única inovação sozinha, ela precisa trocar informações, conhecimento e tecnologia com outras instituições.”
Hoje, há produtos que têm mais inovação, então é mais fácil fazer essa parceria público-privada. Bruno explicou que a Embrapa tem parcerias com todas as cadeias de produção, sejam mais ou menos estruturadas. "O carro-chefe da tecnologias desenvolvidas pela Embrapa sempre foi a parte de genética vegetal, programa de melhoramento para mudas, sementes. Nós também trabalhamos muito com insumos para produção, principalmente os insumos biológicos, que substituem fertilizantes, pesticidas tradicionais, e com práticas de manejo, tanto para a produção animal, quanto para a produção vegetal.
*Estagiária sob a supervisão de Odail Figueiredo
Restaurantes já veem queda de 80% no faturamento, aponta associação. Representante do setor de bares e restaurantes, Taiene Righetto critica restrições e lamenta perdas do segmento
Com a redução de mais uma hora de funcionamento durante a semana, para até 19h, o setor de alimentação fora do lar no Estado continua contabilizando severos prejuízos. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel), Taiene Righetto, afirma que o faturamento das empresas do setor estão despencando.
Desde o dia 3 de fevereiro, restaurantes, barracas de praia e similares devem encerrar o atendimento às 20h, o que, segundo Righetto, praticamento impossibilita o funcionamento no período noturno.
"Continuamos na mesma situação, praticamente em lockdown para quem trabalha só à noite ou trabalhando pouquíssimas horas. Nosso faturamento já vem caindo 80%", afirma.
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Para ele, as medidas de restrição não são efetivas. "A restrição aos restaurantes não está funcionando. Se estivesse, os casos estariam diminuindo. Reduzir uma hora não vai mudar em nada o contágio", afirma.
O presidente da Abrasel ainda avalia que o foco das ações estaduais deveria estar em problemas como as festas clandestinas e o transporte público. "Se estou com 50% (de capacidade), é óbvio que vai aglomerar".
Pacote de socorro
Em publicação nas redes sociais, o governador Camilo Santana lembrou que o Estado está negociando com o setor para preparar um pacote de medidas que devem minimizar os prejuízos enfrentados. Segundo o texto, as decisões serão anunciadas no início da próxima semana.
Righetto recorda que representantes do segmento enviaram uma série de propostas para serem analisadas há cerca de 20 dias e que, desde então, não receberam mais nenhuma sinalização.
"São medidas relacionadas principalmente a impostos, isenção de IPTU, de ICMS, suspensão de cortes de água e energia, além de alguma ajuda para custear a folha de pagamento, que é o mais pesado, mas principalmente negociações de como a flexibilização deve acontecer daqui para frente, para que sejam feitas de forma coerente e não prejudiquem uma atividade somente", revela.
"Nós queremos voltar a funcionar, não de qualquer jeito, mas com protocolos e medidas necessárias, para ajudar a reduzir a clandestinidade e o número de casos", acrescenta.
Toque de recolher começará mais cedo e comércio e serviços fecharão mais cedo
Covid-19: DF registra aumento de 72% no número de casos Porcentagem se concretizou com média móvel de 955 no Distrito Federal. Secretaria de Saúde registrou mais de 1 mil novos casos confirmados e mais 14 mortes causadas pela covid-19

Com uma média móvel de casos em 955, o Distrito Federal registrou, nesta sexta-feira (26/2), aumento em mais de 72% no número de casos de covid-19 em relação aos últimos 14 dias. A média móvel de mortes ficou em 11,57, alta de 12,5% na comparação com o mesmo período.
O DF notificou, também, mais de 1 mil novos casos da covid-19 nas últimas 24 horas, conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF). Com isso, o DF chegou ao total de 294.911 casos. Destes, 282.531 (95,8%) pessoas estão recuperadas.
No Resumo Diário de Óbitos, a SES-DF notificou mais 14 mortes causadas pelo novo coronavírus, ocorridas entre 15 de fevereiro e hoje. Com isso, o DF totaliza 4.819 mortes, sendo 4.387 de moradores locais e 374 de pessoas vindas de Goiás. As que vieram de outros estados para serem atendidas no DF eram duas do Amapá, quatro da Bahia, 10 de Minas Gerais, três do Rio de Janeiro, uma de São Paulo, duas de Tocantins, cinco de Mato Grosso, treze do Amazonas, três de Roraima, uma de Rondônia, uma do Maranhão, uma do Acre e uma de Santa Catarina.
Entre as Regiões Administrativas (RAs), Ceilândia segue como a que mais registrou mortes: 826. São mais de 32 mil casos confirmados na cidade. Em Taguatinga, 482 pessoas perderam a vida após contágio do novo coronavírus, que contaminou mais de 23 mil moradores. Samambaia possui 17 mil diagnósticos positivos da doença e 364 óbitos. O Plano Piloto está com 27 mil casos confirmados e 347 mortes.
Leitos
De acordo com a última atualização da Secretaria de Saúde, por volta das 18h desta sexta, a taxa de ocupação total de leitos públicos de UTI para covid-19, no DF, estava em 88,61%. Na rede privada, a taxa é de 86,19%, conforme dados divulgados às 14h10. Com isso, a média geral de ocupação de leitos no Distrito Federal está em 87,4%.
A letalidade do DF está em 1,7%, enquanto que a taxa de mortalidade é de 143,7 por 100 mil habitantes.
Dezessete capitais têm ocupação de UTI adulta com pelo menos 80% . Ocupação de UTIs para Covid no Brasil atinge pior cenário desde o início na pandemia, diz Fiocruz







