Entenda as novas regras para o Imposto de Renda deste ano
Prazo para declarar começa nesta segunda-feira e vai até 30 de abril. Especialistas alertam para reunir os documentos o quanto antes
Edu Andrede/CB/D.A Press
A Receita Federal divulgou as novas regras do Imposto de Renda 2021, na última quinta-feira. O prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda do ano-calendário de 2020 começa na segunda-feira e termina no dia 30 de abril. A recomendação dos especialistas é não deixar para a última hora, porque o Fisco apresentou novidades e muitas pessoas que receberam o auxílio emergencial terão que prestar contas ao Leão. “Esteja atento aos detalhes para não cometer erros”, alerta Leonardo Milanez Villela, advogado tributarista, sócio do Pinheiro Villela Advogados.
O contador e advogado Daniel Calderon, especialista em Imposto de Renda e sócio da Calderon Contabilidade, destaca que o programa para declaração do IR 2021 para computador já está disponível para download no site da Receita. E o cronograma de restituição foi mantido entre de maio a setembro, em cinco lotes. Segundo Calderon, o contribuinte já deve separar toda a documentação necessária. “O ideal é ficar atento às novas regras e deixar à mão todos os papéis essenciais, como os informes de rendimentos entregues pelas instituições financeiras até o dia 26 de fevereiro”, ressalta.
Quem atrasar a entrega paga multa de 1% sobre o imposto devido, ao mês, com valor mínimo de R$ 165,74 e o máximo de 20% do tributo devido. A Receita espera receber mais de 32,6 milhões de declarações (em 2020, foram 31,9 milhões). Desse total, 60% terão imposto a restituir, 21% não pagam IR, e 19% pagarão, mas não terão restituição. E para não cair na malha fina, os especialistas aconselham que o contribuinte pesquise o máximo quais despesas podem deduzir.
Os gastos dedutíveis, de maneira geral, são despesas médicas e hospitalares, gastos com plano de saúde, educação do contribuinte ou dependente (seguindo os critérios que a Receita aceita dentro dessa categoria), previdência privada: com plano de previdência do PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) podem reduzir a base cálculo do IR em até 12%. Mas esta regra não vale para os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre); dependentes, entre outros.
São obrigados a entregar a Declaração do Imposto de Renda 2021 (Dirf) os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis em 2020 em valores superiores a R$ 28.559,70 ou ganharam mais de R$ 40 mil em rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano passado, como indenizações trabalhistas ou rendimento de poupança.
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governador - (crédito: Carlos Vieira/CB/DAPress)
Descontentes com as recentes decisões tomadas pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, empresários de Brasília se mobilizaram na manhã deste domingo (28/2) em uma manifestação em frente à casa do chefe do Executivo local, no Lago Sul. Com cartazes, faixas e camisetas, representantes de diferentes setores produtivos pediam o fim do decreto que determinou o lockdown na capital.
O empresário Tiago Oziel de Paiva, à frente do movimento #lockdownnodfnão, pontuou que os setores da economia estão sendo muito afetados pelo novo decreto do governador, sobretudo, as empresas pequenas. "Também trabalho com muitos outros empresários da cidade e já vi muitos quebrarem com o primeiro fechamento . Não aceitamos essas medidas. Não aceitamos que qualquer tipo de estabelecimento seja fechado. Não existe comprovação científica da eficácia do lockdown e exigimos outras medidas por parte do governador", afirmou. Tiago questiona sobre o hospital de campanha do Mané Garrincha e a aplicação do dinheiro para a abertura de leitos de UTI na rede de saúde do DF.
Além de representantes de diferentes setores e ambulantes, participam da mobilização a deputada federal Bia Kicis e a deputada distrital Júlia Lucy.
Apesar das orientações sanitárias contra a disseminação do novo coronavírus, os manifestantes estavam aglomerados e muitos não usavam corretamente a máscara de proteção.
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Manifestação contra o lockdown no DF em frente à casa do governadorCarlos Vieira/CB/DAPress
Para esta segunda-feira (1/3), outra manifestação está marcada para ocorrer em frente ao Palácio do Buriti.
Restrições
Neste sábado (27/2), após reunião com o secretariado, Ibaneis Rocha pontuou que as medidas visavam coibir as aglomerações e foram tomadas diante do agravamento da crise sanitária no DF, com a elevada taxa de ocupação dos leitos. "Tivemos que mandar um recado forte à sociedade que, pelo que parece, não acredita mais que a covid-19 vai se espalhar, e ela está se espalhando em um nível muito rápido", disse.
Enquanto isso, a ocupação de leitos nas unidades de terapia intensiva (UTI), reservadas para pacientes com o novo coronavírus, está sendo feita de forma muito rápida. A cada liberação de novos leitos, em menos de 24h, as vagas são ocupadas. Na sexta-feira (26/2), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal abriu sete leitos no Hospital de Samambaia, que estava com o índice em 100% de lotação para UTI covid.
No sábado (27/2) pela manhã, as sete unidades de terapia intensiva liberadas estavam todas ocupadas. No Hospital da Asa Norte (Hran), 20 leitos foram abertos. Porém, na manhã deste domingo (28/2), não existia mais vagas e dois estavam bloqueados para manutenção.
A coluna teve acesso a prints de mensagens trocadas no sábado 27 no grupo de WhatsApp que reúne os 81 senadores, em que, conclamados por Tasso Jereissati, do PSDB do Ceará, senadores de PSD, MDB, Cidadania, Rede, PROS, Podemos e Republicanos concoradaram com a necessidade de responsabilizar Bolsonaro. (…)
Escreveu Jereissati, às 14h27 deste sábado:
reprodução: revista época
“Senadoras e senadores, o presidente Bolsonaro esteve no Ceará, ontem, sexta-feira, quando cometeu pelo menos dois crimes contra a saúde pública, ao promover aglomerações sem proteção e ao convocar a população a não ficar em casa, desafiando a orientação do governo do estado e ainda ameacando o governo de não receber o auxílio emergencial. Desta maneira a instalação da CPI no Senado tornou-se inadiável. Não podemos ficar omissos diante dessas irresponsabilidades que colocam em risco a vida de todos brasileiros”
A partir daí, começaram os apoios. (…)
“Isto, mestre Tasso. Dói na alma estas coisas. Ainda bem que temos governadores e prefeitos que cumprem seus deveres”, criticou Confúcio Moura, do MDB de Roraima.
“Concordo 100%”, escreveu Alessandro Vieira, do Cidadania do Sergipe.
“Concordo, Tasso”, respondeu a senadora Zenaide Maia, do PROS do Rio Grande do Norte. (…)
“Concordo com Tasso Jereissati. Agora mais do que nunca sobejam razões para instalar a CPI”, escreveu Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá. (…)
“Concordo plenamente. Não há outro caminho”, acompanhou Humberto Costa, do PT de Pernambuco. (…)
08:56Idoso aguarda para ser vacinado em Sibate, na Colômbia; dos 33 países latino-americanos e caribenhos, 18 não começaram a vacinar Foto:
RIO — A América Latina e o Caribe são uma das regiões do mundo mais afetadas pela pandemia. Apesar de representar apenas 8% da população mundial, a região registrou 26% das mortes e 18% dos casos da Covid-19. E, ainda que alguns dos países já tenham começado sua campanha de vacinação contra o vírus, a imunização segue a passos lentos e não consegue acompanhar o avanço das contaminações. Das 33 nações, 18 ainda não começaram a imunizar a população ou não têm dados públicos sobre percentual de vacinados.
Ao todo, foram 21 milhões de infecções e mais de 670 mil mortes pela doença na região, sem contar a subnotificação. Junto com os Estados Unidos e o Canadá, o continente americano é o lugar onde mais pessoas se contaminaram e morreram devido à crise sanitária. No entanto, das 227 milhões de doses contra a Covid-19 aplicadas no mundo até sexta-feira, apenas 6%, ou 13,9 milhões, o foram na América Latina e no Caribe.
São poucos os exemplos de campanhas bem-sucedidas. Um deles é o Chile, onde, até o momento, cerca de 16% da população já recebeu a primeira dose da vacina. Usando os imunizantes da Pfizer, da AstraZeneca e da Sinovac, o país pretende imunizar até 75% das pessoas em seis meses — o suficiente para atingir a imunidade necessária à volta da normalidade, segundo apontam especialistas.
Em segundo lugar no ranking, com quase dois dígitos de diferença, está a ilha caribenha de Barbados, que, a cada 100 pessoas, conseguiu vacinar 7. No entanto, nenhuma recebeu a segunda dose da vacina. Em seguida aparece o Brasil, com 2,9% da população vacinada com a primeira dose e 0,7% com a segunda.
A maioria dos países latino-americanos e caribenhos, porém, ainda não começou a vacinação ou imunizou um número pouco expressivo de pessoas. Um dos motivos para isso é que as nações de rendas mais baixa ficaram atrás na corrida pelo imunizante, ultrapassadas por países mais ricos que fecharam logo acordos com as farmacêuticas. No entanto, até aqueles que tomaram a dianteira enfrentam dificuldades de produção e entrega das vacinas.
— Mesmo países ricos que compraram muitas vacinas não as estão recebendo, porque alguns tiveram problemas de produção, outro aparentemente compraram mais do que [as farmacêuticas] tinham capacidade de entregar, outros enfrentam problemas com a liberação de exportação — pontuou o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, em uma entrevista coletiva na semana passada. — Mesmo países que estabeleceram acordos bilaterais estão com dificuldades de receber suas vacinas.
Um dos problemas que adia a entrega das vacinas é a falta de insumos para sua produção. Um exemplo disso é o caso dos 200 milhões de imunizantes da AstraZeneca que serão produzidos em conjunto por Argentina e México. A vacina que já foi produzida está armazenada porque o laboratório mexicano responsável por envasá-la ainda não conseguiu receber frascos e filtros, como mostrou na semana passada o jornal El País.
Muitos países da região conseguiram começar a vacinação por causa de acordos diretos com as farmacêuticas ou devido a pequenas doações. É o caso da ilha de Dominica, que recebeu 70 mil doses da Astrazeneca doadas pelo governo indiano. Suriname começou a vacinar com mil doses que recebeu de Barbados e espera receber outras 50 mil da Índia.
Isso, porém, não é suficiente para a vacinação de 500 milhões de pessoas, ou 76% dos habitantes da região, porcentagem necessária para chegar à imunidade coletiva. Para isso, muitos dos países dependem das vacinas que serão entregues através do consórcio Covax. Iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Aliança para a Vacinação (Gavi) e da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi), o Covax tem como meta fornecer imunizantes para ao menos 20% da população de cada país participante. Na região, apenas Cuba, que começou os testes da fase três de sua própria vacina, não faz parte do mecanismo.
— Para países pequenos e de baixa ou média renda, seria muito difícil sem o Covax conseguir negociar com os fabricantes, porque eles sabem que a demanda é muito maior do que a oferta que estaria disponível no curto prazo — explicou o diretor da Gavi, Santiago Cornejo, à rádio americana WLRN.
Segundo Cornejo, fazer parte da iniciativa é um caminho para ter acesso às vacinas. Porém, o número de doses e cronograma de entregas estão sujeitos à capacidade de produção das farmacêuticas, assim como ao estabelecimento de acordos de fornecimento entre os produtores, a Opas e a Unicef.
Por causa disso, o Covax já teve que adiar a entrega dos primeiros lotes de imunizante, que estavam previstos para serem enviados entre janeiro e fevereiro. A previsão de agora é que os países latino-americanos e do Caribe recebam em março as cerca de 35 milhões de doses destinadas à região nesta primeira etapa.
Segundo Barbosa, na primeira leva de vacinas a serem entregues, os países devem receber uma quantidade de doses equivalente a 2,2% a 2,6% de sua população. As exceções serão as nações muito pequenas, que vão receber uma quantidade proporcional maior, entre 16% e 20%, já que o envio de pequenas quantidades do imunizante sairia mais caro. O subdiretor da Opas, no entanto, é direto:
— Vamos ser muito claros, há uma quantidade limitada. Quanto mais acordos bilaterais são feitos, a disponibilidade começa a diminuir. O Covax é uma vitória muito importante para o mundo e deve ser fortalecido — ressalta Barbosa, que também afirma: — O prazo de entrega não é uma decisão, é uma realidade do mercado. Depende de uma negociação muito dura com todos os produtores sobre a quantidade que está disponível e como as vacinas serão transportadas do produtor para cada país.
Enquanto os países da região não conseguem acelerar a vacinação, o coronavírus continua a avançar. Ainda que a OMS aponte uma redução considerável de casos da doença no continente americano na última semana, essa tendência é puxada pelos Estados Unidos, que agilizou sua campanha de imunização e endureceu as medidas para conter o vírus. Na América Latina e no Caribe, o cenário da pandemia é misto.
O Uruguai, que começará a vacina nesta segunda-feira, reduziu drasticamente os casos ao adotar restrições mais rígidas e fechar fronteiras. Porém, países como Peru, Barbados, Santa Lúcia e São Vicente e Granadina vem registrando um aumento crescente de novas infecções, como também é o caso do Brasil.
A diretora da Opas, Carissa Etienne, afirmou que, devido à alta de casos, o acesso regional às vacinas deve ser uma “prioridade global”.
— O poder de salvar vidas das vacinas não deve ser um privilégio de poucos, mas um direito de todos, especialmente dos países sob maior risco como os das Américas, que continuam sendo o epicentro da pandemia. Nossa região precisa de vacinas o mais rápido possível e o máximo possível para salvar vidas — declarou Etienne. — É por isso que pedimos à comunidade global que faça da vacinação contra a Covid-19 nas Américas uma prioridade global, pois é onde a necessidade e o risco são maiores.
“Fura-filas”
Além da escassez de vacinas e dos gargalos de distribuição, a América Latina e o Caribe enfrentam outro problema para ter uma imunização eficaz: os fura-filas, pessoas que são vacinadas antes dos grupos prioritários e, às vezes, antes mesmo do início da campanha.
Na Argentina, os “fura-filas” levaram à renúncia do ministro da Saúde, Ginés Gonzáles García, depois que foi revelado um esquema apelidado de “vacinação VIP”, onde pessoas eram imunizadas antes graças a seus bons contatos com os altos escalões do governo. No Peru, o escândalo começou ao descobrirem que o ex-presidente Martín Vizcarra e sua mulher tomaram de forma secreta a vacina da Sinopharm, enviada para a fase três de testes realizada no país, antes dele ser afastado do cargo, em setembro.
Em alguns países, o esquema é mais explícito, e autoridades puderam receber as vacinas antes dos grupos prioritários de maneira oficial. Em Dominica, o presidente, Charles Savarin, e a primeira-dama, Clara Savarin, junto com outros membros do governo, foram vacinados no dia 12 de fevereiro — 10 dias antes do início da vacinação começar.
Em Santa Lúcia, o primeiro-ministro, Allen Chastanet, e sua mulher, Raquel Du Boulay-Chastanet, tomaram suas doses da AstraZeneca logo no primeiro dia da campanha de vacinação, no dia 17 deste mês.
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novo conglomerado passará a ter 84 hospitais, 280 clínicas e 257 unidades de diagnóstico por imagem
A Hapvida e a Notre Dame Intermédica anunciaram, hoje (28), que chegaram a um Acordo de Associação com os termos para a combinação dos negócios, o que criará o maior conglomerado de saúde no País com um valor de mercado na faixa dos R$ 120 bilhões. As informações sobre o acordo foram confirmadas em Fatos Relevantes das empresas.
Com a combinação entre as empresas, o novo conglomerado passará a ter 84 hospitais, 280 clínicas e 257 unidades de diagnóstico por imagem. Além disso, a empresa passará a contar com mais de 13,6 milhões de usuários ativos. Estes dados foram confirmados pelo presidente da Hapvida, Jorge Pinheiro, durante uma teleconferência com investidores e analistas ainda no mês de janeiro.
Com a integração das operações da Intermédica, segundo o presidente da Hapvida, a empresa somaria mais R$ 18,2 bilhões, além de um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) R$ 3,8 bilhões, sem considerar sinergias.
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Com relação à gestão de sinistralidade, a combinação das duas empresas traria um porcentual de 64,9% (Hapvida possui 59,5%, e Notre Dame 70,1%).
Operação depende de aprovação do Cade e ANS
Conforme comunicou por vídeo gravado na noite de ontem (27) e divulgado na manhã deste domingo (28), o presidente do Sistema Hapvida, Jorge Pinheiro, lembra que a operação dependerá de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
"Acabamos de assinar os documentos que permitirão a combinação dos negócios entre Hapvida e GNDI. Lembro, no entanto, que essa operação será submetida aos reguladores, ANS e Cade, e tenho certeza que em breve teremos todas as aprovações", disse Jorge Pinheiro.
O fato relevante da Hapvida lista como um dos principais benefícios da operação "a possibilidade de integração da vasta gama de produtos, estruturas hospitalares, recursos e soluções de saúde a benefícios dos seus clientes e redução dos custos operacionais por meio do compartilhamento das melhores práticas e otimização dos processos da Companhia Combinada", entre outras.
A publicação também enumera a complementaridade geográfica de atuação das duas companhias e consolidação das bases acionárias da CNDI e da Hapvida, "com aumento da liquidez dos papéis da Companhia Combinada" e "potencial valorização da cotação das ações da Companhia Combinada na B3".
Custos
Os custos financeiros da operação, conforme o fato relevante da Hapvida, serão de aproximadamente R$ 116 milhões. A cifra inclui custos com assessoria financeira, avaliações, assessoria jurídica e demais assessorias para a implementação, publicações e demais despesas.
Histórico
A fusão vem sendo trabalhada há anos, segundo revelou Pinheiro. Mas quando as negociações vieram a público, ainda em janeiro, as ações da empresa cearense tiveram um salto de 21,75% na B3, bolsa de valores brasileira.
"Essa operação há muito a gente vislumbra e verifica a possibilidade, porque potencializa a nossa chance de atender cada vez mais pessoas", destacou Jorge Pinheiro, tecendo agradecimentos aos times do Sistema Hapvida e da GNDI.
"Esse negócio vem sendo desenhado há muitos anos. Vemos possibilidade a respeito disso em razão do modelo similar das duas empresas", disse Jorge Pinheiro.
Modelo de gestão apresentado
Com a união das duas empresas, a Hapvida e seus acionistas seriam detentores de 53,1% da nova operação, enquanto os 46,9% restantes ficariam com os investidores da Intermédica.
A proposta apresentada pela Hapvida ainda contava com a expansão do conselho de administração da nova operação, que passaria a contar com 9 membros, sendo dois indicados pela Intermédica, dois independentes e cinco indicados pelos acionistas do Hapvida, além da intenção de manutenção do atual CEO da Intermédica em posição estratégica após a combinação de negócios.
Coronavírus - Média móvel de mortes por Covid-19 bate recorde desde o início da pandemia.Índice foi de 1.180 óbitos, 7% maior do que o cálculo de duas semanas atrás; país registrou mais de 50 mil novas infecções em 24 horas, indica boletim da imprensa O Brasil registrou este sábado uma média móvel de 1.180 mortes por Covid-19, a maior desde o início da pandemia, segundo o boletim dos veículos de imprensa, batendo o recorde da última quinta-feira (1.150). Também foram notificados, nas útlimas 24 horas, 50.840 novos casos e 1.275 novas mortes por Covid-19. Agora, segundo o levantamento, o país conta com 10.508.634 infecções e 254.263 óbitos provocados pela pandemia.
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Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. O governo de Roraima não divulgou seus dados.
A média móvel de casos, também observada no boletim, é de 52.910, índice 19% superior ao visto 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos é 7% maior do que a registrada no mesmo período.
A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.
Na última quinta-feira, o país registrou 1.582 óbitos por Covid-19, o maior número desde o início da pandemia. A média móvel também bateu o recorde, atingindo 1.150.
Quinze estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta segunda-feira. Em todo o país, 6.535.363 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 3,09% da população brasileira.
A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 1.918.062 pessoas, ou 0,91% da população nacional.
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Ao menos 13 estados brasileiros estão com taxas de internação por Covid-19 acima de 80% nas UTIs da rede pública, segundo levantamento realizado pelo GLOBO nesta sexta-feira, a partir de informações das secretarias estaduais de saúde.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou neste sábado no Twitter que vai convocar uma reunião com todos os governadores para ouvir sugestões de medidas de enfrentamento à pandemia e para a formulação do Orçamento.
Por meio de uma publicação nas redes sociais, o parlamentar disse que a ideia é que essas sugestões de medidas emergenciais tramitem na Câmara com urgência. Lira também destacou que elas deverão respeitar o teto de gastos.
Michel Temer toma vacina contra o coronavírus em São Paulo
"Neste momento em que inúmeros governadores estão tendo que tomar a difícil decisão do lockdown, é hora de contribuir, buscando novas alternativas e novas vias legais para, juntos, mitigarmos essa crise”, escreveu Lira na rede social.
Na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que os governadores que fecham comércio "é que devem bancar o auxílio emergencial".
A Vigilância Sanitária de São Paulo inspecionou 32 estabelecimentos comerciais e autuou dez na capital paulista na madrugada de sábado, primeira noite de vigência do chamado 'toque de restrição', que impede o funcionamento de atividades não essenciais das 23h às 5h.
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O bairro mais populoso de Fortaleza, a Barra do Ceará, já teve 134 mortes por Covid. O número de óbitos é o maior dentre todos os bairros da Capital. Na área, segundo dados usados pela Prefeitura, são 79.346 habitantes. Para se ter dimensão, esse total de moradores supera à população de 171 cidades do Ceará, se analisado isoladamente cada município. Isto pode explicar, em parte, o alto número de mortes.
Mas, em paralelo, quando comparada a cidades cearenses cuja população é maior que a do bairro, ou seja, municípios com mais de 79 mil habitantes, a Barra do Ceará continua chamando atenção: o bairro tem mais mortes por Covid do que Aquiraz, Quixeramobim, Pacatuba, Quixadá, Iguatu, Maranguape, Itapipoca e Crato, quando contadas as ocorrências de cada cidade.
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Nesse cenário, até o dia 26 de fevereiro, a Barra do Ceará, com 79,3 mil habitantes tinha 134 mortes. Já Aquiraz, por exemplo, cidade da Região Metropolitana, cuja população é de 80,9 mil pessoas, teve 46 óbitos em decorrência da doença. Outra cidade da RMF, Maranguape, que tem 130 mil habitantes, com 129 mortes, teve menos registros que o bairro da Capital. Situações semelhantes ocorrem nas demais cidades mencionadas.
Os dados utilizados na análise do Diário do Nordeste são aqueles disponibilizados no Integrasus, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), quanto ao número de mortes por cidade do Ceará, e os dos boletins epidemiológicos da Prefeitura de Fortaleza, com dados sobre a situação nos bairros da Capital.
No Ceará, dos 11,2 mil óbitos pela doença, 4,7 mil foram de moradores de Fortaleza. Na Capital, sobretudo, os bairros das periferia concentram o maior número absoluto de óbitos. Além da Barra do Ceará, dentre os 10 bairro com mais mortes estão: Vila Velha, Granja Lisboa, José Walter, Mondubim, Vicente Pinzon, Meireles, Messejana e Centro.
A virologista, epidemiologista e professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), Caroline Gurgel, explica que em Fortaleza, para analisar os óbitos é preciso "temos que levar em consideração os determinantes sociais, fatores de risco, não apenas para a letalidade, mas que aumentem a exposição ao vírus, acesso à saúde e a qualidade desse serviço oferecido".
Ela acrescenta que, em bairros mais pobres a exposição pode ser maior, e, muitas vezes, ainda não se tem garantia de serviços básicos.
Avaliação do cenário na Capital
O médico epidemiologista e gerente da Célula de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, Antônio Lima, ao avaliar o boletim semanal de casos e óbitos da última semana, relata que o município “confima aumento substancial de casos na transição de janeiro para fevereiro”. Mas, segundo ele, isso, felizmente, não tem se traduzido em número de óbitos. “Temos uma média próxima de 700 casos por dia, enquanto a média de óbitos oscila em torno de 10 a 11 óbitos, mas também em trajetória ascendente”.
Antônio reforça que o atual momento é preocupante, portanto, é fundamental aumentar os esforços para conter a transmissão no novo coronavírus. Dentre as medidas, ele reitera o uso de máscaras e o combate às aglomerações.
Reprodução Jamil Chade Colunista do UOL 27/02/2021 04h00 Quando o chanceler Ernesto Araújo apareceu no vídeo para fazer seu discurso na abertura do Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta semana, um objeto em sua mesa chamou a atenção: uma bandeira da Ordem dos Cavaleiros de Cristo. Oficialmente, o Itamaraty explica que "a referida bandeira faz parte da decoração do Gabinete do Ministro, não tendo sido colocada especialmente para a gravação". COLUNISTAS DO UOL Josias de Souza Missão de Bolsonaro é revelar que inferno existe.
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Em meio ao avanço da pandemia no Estado, o comércio cearense já previa um endurecimento das regras para o funcionamento das atividades econômicas. A não determinação de um lockdown, que proibiria a realização de atividades não essenciais, foi recebida com alívio pelos empresários do setor.
“Psicologicamente, o termo lockdown é muito duro. Foram medidas razoáveis para nós”, avalia o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL Fortaleza), Assis Cavalcante. Ele aponta que, em fevereiro, as vendas do comércio caíram 30% na comparação com igual período do ano passado.
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O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE), Freitas Cordeiro, avalia que as medidas tomadas são necessárias para conter o avanço da pandemia.
“Nós precisamos viver de acordo com a realidade e a essa altura, não há mais o que discutir. Todos estamos vendo que a solução imediata para conter o avanço do coronavírus ainda está no distanciamento. Da nossa parte, do comércio, nós sabemos que vamos apanhar, mas continuo apoiando as decisões governamentais, que não poderiam ser diferentes”, aponta.
Ele pondera, entretanto, que a diferença de apenas uma hora entre o horário do toque de recolher e o encerramento das atividades presenciais dos shoppings é um ponto que precisa de atenção.
“O que me preocupa é que os shoppings ficam abertos até as 19h e o toque de recolher é às 20h, restando muito pouco tempo para deslocamento. Vejo que isso pode gerar uma aglomeração. Não sou contra o toque de recolher, entendo que é uma ferramenta importante de disciplinar as aglomerações, mas sabemos que o grande gargalo é o transporte público”, pontua o presidente da FCDL-CE.
Diante da forte queda no faturamento, Assis Cavalcante revela que o setor deve se reunir com o Banco do Nordeste na semana que vem para tratar da repactuação de dívidas de operações de crédito. Na última quinta (26), o presidente da instituição, Romildo Rolim, revelou que o banco estuda prolongar o prazo de pagamento de dívidas para dezembro, abrangendo os setores mais afetados pela pandemia.
“Estamos tentando postergar os empréstimos. Os custos fixos permanecem e tem empresário vendendo imóvel para manter a sobrevida do negócio”, arremata o presidente da CDL Fortaleza.
A ideia é realmente fascinante e tentadora, tão tentadora que nem mesmo alguns dos cientistas mais sérios conseguem evitar ao encanto: em algum lugar, em outro universo semelhante ao nosso, uma versão de nós mesmos vive uma vida diferente da nossa. Essa versão conseguiu o emprego dos sonhos (que infelizmente não pudemos obter aqui), tem outra família, adotou um gato gente boa ou um cachorro comportado, torce para um time que vence mais campeonatos do que o time que torcemos aqui… e as possibilidades são infinitas!
É justamente disso que se trata parte da ciência séria por trás das teorias de universos paralelos — as possibilidades. É que, de acordo com algumas hipóteses sobre a matemática do universo, se existe a possibilidade de alguma coisa acontecer, como, por exemplo, uma determinada configuração de partículas, ela vai acontecer. Se extrapolarmos esse conceito, significa que cada possibilidade de decisões na nossa vida também deve se tornar real. O problema é que, na maioria das vezes, só podemos escolher uma das opções que a vida oferece o tempo todo.
Em um multiverso, as "Terras" seriam semelhantes ou completamente diferentes entre si? (Imagem: Reprodução/geralt/Pixabay)
Bem, para que todas as infinitas possibilidades aconteçam, infinitos universos precisam existir. E temos um bocado de hipóteses diferentes que tratam do assunto, com base nessa ou em outras premissas. Mas, antes de tratar disso em maiores detalhes, precisamos nos atentar a alguns conceitos. O universo que conhecemos contém tudo o que podemos observar — da poeira que está acumulando sobre seus móveis às estrelas, galáxias e buracos negros ao longo de todo o espaço-tempo. Até aqui tudo bem, certo?
Esse universo também é gigantesco, com cerca de 93 bilhões de anos-luz de diâmetro, de acordo com estimativas dos astrônomos. É impossível explorar toda essa imensidão, até porque ele continua se expandindo. Mas se ele tem esse tamanho hoje, quer dizer que ele é finito? Se for, será que não existe mais nada além? Será que ele se repete? Bem, pode ser que exista algo lá fora, como universos paralelos, universos em bolhas, universos filhos, entre outros conceitos. Os cosmologistas chamam essa ideia de multiverso — a soma de todos os universos que possam existir.
Mas nem todas as hipóteses são parecidas. Nem todas as ideias de outros universos sugerem que existam outras versões de nós mesmos. Além disso, as propostas surgem de diferentes correntes científicas, como a teoria das cordas e a mecânica quântica, ou a teoria da inflação cósmica, que atualmente é amplamente aceita como uma das principais hipóteses sobre a evolução do nosso universo. Todas essas teorias prevê a existência de um multiverso. Talvez isso seja um forte indício de que ele realmente exista — mas isso é extremamente difícil de levar para uma etapa importante de qualquer ciência: a observação.
O que é universo paralelo
(Imagem: Reprodução/Karen46/FREEIMAGES)
Na cultura popular, chamamos de “universos paralelos” quaisquer mundos que existam além do universo convencional. Mas, para a ciência, existem terminologias bem específicas para cada explicação e conceito sobre como e porque tais “universos” poderiam se formar. Cada uma dessas hipóteses têm suas próprias explicações e argumentos que quase nos convencem de que, sim, há mais motivos para acreditar que exista algo além do nosso cosmos do que o contrário.
Especificamente, o termo “universos paralelos” costuma ser usado pelos pesquisadores da Teoria das Cordas. De acordo com a ideia das cordas, que visa conciliar a física quântica com a Teoria da Relatividade Geral, vivemos em uma realidade onde tudo é formado por cordas muito pequenas, imperceptíveis. Cada corda vibra de determinado modo, e juntas elas formam as partículas. Uma variante da Teoria das Cordas, chamada teoria M, sugere que cada partícula é, na verdade, um minúsculo laço de corda cujo padrão de vibração determina que tipo de partícula será.
No entanto, a teoria M requer que o universo tenha 11 dimensões, sendo que até agora, só podemos detectar quatro: três no espaço e referente ao tempo. Os proponentes da teoria M dizem que podem haver outras dimensões, mas assim como um ser que talvez viva apenas em duas dimensões seria incapaz de enxergar a terceira, também seríamos incapazes de enxergar a quinta, e adiante. Bem, na teoria M, as quatro dimensões em que vivemos são chamadas de “brana”, e talvez existam outras branas, formadas por determinadas dimensões, formadas pelas mesmas cordas.
Parece confuso? Pense em uma pilha de panquecas recheadas com mel. É como se nosso universo existisse em uma dessas panquecas, e as demais estão “por cima” da nossa. O mel impede que saibamos da existência das outras panquecas, mas isso não significa que elas não estejam lá. Os cientistas sugerem que outras branas quadridimensionais existiriam dentro de um espaço de 11 dimensões, e a melhor parte é que, talvez, uma brana em dimensões superiores se mova e se choque contra nossa própria brana. Os defensores da ideia dizem que ela oferece uma maneira interessante de explicar o que motivou o Big Bang.
Por outro lado, algumas ideias de universos paralelos não envolvem a Teoria das Cordas, e implicam em algumas coisas, como a impossibilidade de que essas realidades se encontrem — até porque são paralelos, como o próprio nome sugere. Duas linhas paralelas, por definição, não podem se encontrar jamais. Bem, a menos que você torça a superfície onde elas estão, o que resultaria em algumas colisões, mesmo que matematicamente as linhas continuem paralelas. Você pode experimentar isso desenhando linhas paralelas em uma folha e torcê-las. Essa torção é algo que os cientistas podem procurar para tentar provar a existência de outros universos, e definitivamente é algo que é proposto para argumentar sobre a existência de outras dimensões.
Mas a tarefa de se observar outros universos não é fácil, em parte porque as possibilidades são muitas. Para procurar alguma coisa, é preciso saber como ela é, onde está, como funciona, mas existem muitas hipóteses diferentes para universos paralelos. Felizmente, existem também muitos cientistas tentando encontrar alguma evidência de algumas delas. O matemático e cosmólogo do MIT Max Tegmark, por exemplo, categorizou as possibilidades em quatro:
Um universo paralelo não poderia ter nada qualitativamente novo e diferente do que nosso próprio universo
Um universo paralelo poderia ter leis fundamentais da física totalmente diferentes
Um universo paralelo poderia ter as mesmas leis fundamentais da física, mas começou com diferentes condições iniciais
Um universo paralelo poderia ter as mesmas leis fundamentais da física, mas diferentes estatutos eficazes
Além de uma boa ferramenta para autores de ficção científica criarem enredos mais inovadores, as quatro possibilidades também dão aos cientistas alguma base para trabalhar em suas próprias pesquisas. E por falar em possibilidades, vamos entender como elas trabalham a favor da ideia de outras realidades.
Muitos mundos
Diagrama da caixa de Schrödinger, todas as possibilidades estão sobrepostas até que o observador verifique o resultado (Imagem: Reprodução/Christian Schirm)
Com origem na década de 1950, a teoria dos muitos mundos postula que mundos paralelos constantemente se ramificam uns dos outros, momento a momento. O nome correto dessa ideia é Interpretação de muitos mundos (ou IMM), e trata-se de uma interpretação da mecânica quântica. Foi inicialmente formulada por Hugh Everett para explicar alguns processos não determinísticos, e muitas versões diferentes dessa hipótese surgiram depois, mas com os mesmos conceitos-chave.
Em seu livro “Something Deeply Hidden”, Sean Carroll usa a fábula da raposa que tenta pegar as uvas. Faminta, tenta alcançar o cacho pendurado em uma videira, porém, sem sucesso. Recusando-se a admitir o fracasso, a raposa se vira e diz que as uvas não pareciam tão saborosas e se afasta. Carroll afirma que essa atitude resume como os físicos tratam as implicações desconfortáveis da mecânica quântica. E vai além: a raposa pode pegar as uvas em outros mundos. Na verdade, há uma série de possibilidades para o final da história, e cada possibilidade gera um mundo totalmente separado do nosso, oculto e inacessível.
A ideia cai como luva na mecânica quântica, e é tentadora para explicar alguns mistérios que, de fato, cientistas observam e tentam desvendar — e o melhor, não é preciso recorrer a outras ideias excêntricas para explicar esses mistérios, pois a hipótese dos muitos mundos recorre tão somente às leis da física que já conhecemos. A mecânica quântica é a estrutura básica da física subatômica moderna e já se estabeleceu firmemente após quase um século de testes. Na mecânica quântica, o mundo se desenvolve por meio de uma combinação de dois ingredientes básicos: a função de onda e a realização de uma possibilidade.
Hugh Everett (segundo da direita) foi o primeiro a apresentar a teoria dos muitos mundos (Imagem: Reprodução/Alan Richards/AIP Emilio Segre Visual Archives)
A função de onda, além de ser totalmente determinística, é uma das principais fórmulas matemáticas da mecânica quântica. Dita que uma expressão matemática que transmite informações sobre uma partícula (que também pode se comportar como uma onda, e cada tipo de partícula se comporta como uma onda diferente) na forma de inúmeras possibilidades para sua localização e características. Já o ingrediente da realização de possibilidades é simplesmente quando uma das inúmeras possibilidades daquela onda se concretiza. Nesse momento, todas as outras possibilidades são eliminadas.
Talvez você tenha se lembrado do gato de Schrödinger. O problema do gato na caixa não diz somente respeito à chance do animal estar morto ou não — é sobre as inúmeras possibilidades e o fato de que só podemos inferir qual delas se concretizou por meio de observação. Ao abrir a caixa, certamente saberemos se o gato sobreviveu, mas até lá, as incontáveis possibilidades estão, digamos, em suspensão. Não sabemos, portanto, tudo pode ser real, ao mesmo tempo. Na mecânica quântica, isso nos abre as portas para vários mundos, cada qual com um gato dentro de sua caixa. Em cada um dos mundos, aconteceu algo diferente com o animal, e esses mundos foram gerados até que se esgotassem as possibilidades. Isso implica que na verdade nenhuma delas foi eliminada, como a mecânica quântica originalmente diria.
Cabe mencionar que há diferentes pensamentos sobre a função de onda. Albert Einstein, por exemplo, defendia que a função de onda é apenas uma correção temporária e que os físicos irão eventualmente substituí-la. Christopher Fuchs considera a função de onda como essencialmente subjetiva, então é algo que os físicos devem usar apenas como um guia, em vez de um nome para uma característica real do mundo subatômico. Carroll diz que a teoria dos muitos mundos é a abordagem mais direta para a compreensão da mecânica quântica. Ele diz que existe uma função de onda, e apenas uma, para todo o universo. Quando um evento ocorre em nosso mundo, as outras possibilidades contidas na função de onda não desaparecem, mas novos mundos são criados, nos quais cada possibilidade é uma realidade.
Diagrama da caixa de Schrödinger (Imagem: Reprodução/Dhatfield/Wikimedia)
Outra forma de encarar essa abordagem é através da observação de um fóton (partícula de luz). Teóricos propõem que se duas pessoas observarem o mesmo fóton, elas podem chegar a conclusões diferentes sobre o estado dele, e ainda assim ambas as observações estariam corretas. Essa ideia foi apresentada por Eugene Wigner, em 1961. Ele diz que um fóton quando observado em um laboratório isolado pode ser medido para se descobrir se a polarização — o eixo no qual a partícula gira — é vertical ou horizontal. Acontece que antes de o fóton ser medido, ele exibe ambas as polarizações ao mesmo tempo, ou seja, o fóton existe em uma "sobreposição" de dois estados possíveis.
Depois que a pessoa no laboratório mede o fóton, a partícula assume uma polarização fixa, o que é equivalente a abrir a caixa de Schrödinger. Mas para alguém fora daquele laboratório fechado que não conhece o resultado das medições, o fóton ainda está em um estado de sobreposição. Esquisito, né? Pois este é o mundo da mecânica quântica, e talvez seja esse um dos motivos pelos quais a explicação dos muitos muitos seja tão tentadora, até mesmo para cientistas: ela oferece incontáveis possibilidades de se conviver com essa maluquice do mundo quântico.
Claro que aceitar essas observações da mecânica quântica é muito diferente de acreditar que existam outros mundos, com outras versões de nós mesmos, tomando decisões diferentes. A ideia dos mundos-filhos é uma grande extrapolação da realidade que os cientistas perceberam. Por outro lado, se voltarmos no tempo até o Big Bang, vamos perceber que tudo é, de fato, viável. Se em nosso universo o Big Bang aconteceu a partir de uma singularidade (um ponto infinitesimal onde toda a energia do universo estava contida) e as partículas se comportaram de tal modo que o cosmos se formou do jeitinho que vemos hoje, pode ser que o Big Bang aconteceu seguindo outras possibilidades, gerando outros universos.
Com tantas possibilidades, os cientistas especulam que o conjunto infinito de universos paralelos ou de mundos-filhos resulte em algo chamado de "multiverso". Universos infinitos são uma consequência das teorias científicas relatadas acima, então pode ser que mais de uma proposta para esses universos estejam corretas. Então, o conjunto desses universos, seja quantos forem, pode ser chamado de multiverso. Enquanto alguns universos no multiverso podem ser como o nosso, outros podem ter leis da física totalmente diferentes, como já vimos antes.
Outras propostas menos conhecidas podem ser tão interessantes quanto as descritas acima. Talvez o multiverso seja uma soma de todas essas sugestões ousadas.
Universos infinitos
Os cientistas não podem dizer ao certo qual é a forma do espaço-tempo, a “malha” que compõe nosso cosmos, mas muito provavelmente é plana. Isso não quer dizer que seja achatada, mas implica que não haja curvas (além das pequenas curvas impostas pela gravidade de objetos massivos, como buracos negros, mas no geral o universo é plano). Além disso, pode ser que o cosmos se estende infinitamente. Mas se ele é infinito, pode ser que ele comece a se repetir em algum ponto, porque há um número finito de maneiras pelas quais as partículas podem ser organizadas no espaço e no tempo.
Assim, se você olhar bem longe, encontrará outra versão da nossa galáxia, outra versão da Terra, outra versão sua — ou infinitas de você. Alguns desses “clones” farão exatamente o que você está fazendo agora, enquanto outros estarão curtindo umas férias em Dubai. Ficou com inveja? Bem, pense que outra versão sua está em uma situação muito pior que a sua, talvez já esteja morta. Se o espaço-tempo é infinito, as possibilidades também são (ao contrário das possibilidades quânticas, que tendem a ser limitadas, assim como os “muitos mundos” descritos anteriormente).
Como o universo observável se estende apenas até onde a luz teve a chance de chegar nos 13,7 bilhões de anos desde o Big Bang (o mesmo que 13,7 bilhões de anos-luz), não podemos ver além disso, e o espaço-tempo além dessa distância pode ser considerado um universo separado. Dessa forma, uma infinidade de universos existe, um ao lado do outro, como uma colcha de retalhos gigante de universos.
Embora algumas teorias científicas já comprovadas possam, de alguma forma, nos levar à possibilidade de universos paralelos e multiversos, os cientistas precisam de uma boa dose de ceticismo. Afinal, é bastante tentador recorrer a essas hipóteses para se livrar de problemas incômodos como a função de onda da mecânica quântica, ou mesmo a incompatibilidade entre a mecânica quântica e a relatividade geral. Para validar o multiverso, é preciso um número absurdamente ridículo de coisas acontecendo, e talvez a realidade não permita algo assim.
Considere o Big Bang e a inflação cósmica, que é uma hipótese bem aceita pelos cientistas de que o universo se expandiu exponencialmente, de modo incrivelmente rápido. Essa inflação, que ocorreu antes do Big Bang em si, foi uma espécie de configuração do cosmos antes do surgimento da matéria — quando tudo era apenas uma energia inerente ao próprio espaço. Foi uma expansão em taxa descomunal, sem diminuir em nada, em nenhum canto do espaço, e aumentando conforme o tempo passava — ficando duas vezes maior e mais longe, e depois quatro vezes, oito, dezesseis, trinta e dois, etc. O número resultante da taxa de expansão antes do Big Bang seria o maior número que você já conseguiu imaginar. Isso é, provavelmente, a maior velocidade que se pode obter no nascimento de qualquer universo. Parece grande, certo?
Agora, voltemos a uma das hipóteses mais populares de outros universos, a dos muitos mundos (aquela da mecânica quântica). O número de resultados possíveis para qualquer interação entre partículas em qualquer lugar do universo tende ao infinito. Não só isso, mas essa infinitude de possibilidades surge instantaneamente, assim que a interação acontece. Isso significa que (se essas possibilidades, de fato, geram novos universos, ou seja, novas singularidades, novos Big Bangs, novas inflações cósmicas) isso acontece mais rápido do que o crescimento daquela taxa de expansão da inflação cósmica.
Em outras palavras, o número de resultados possíveis aumenta tão rapidamente — muito mais rápido do que um aumento exponencial, que é o da inflação cósmica — que, a menos que a inflação do universo antes do Big Bang tenha ocorrido por um período de tempo infinito, não há chances de haver universos paralelos idênticos ao nosso. Bom, esse é apenas um dos contrapontos possíveis a se considerar. Há muitos outros, assim como haverá muitas outras propostas para argumentar a favor do multiverso.
Talvez jamais saibamos se existem outros universos, ou quantos deles são possíveis. Na verdade, a própria mecânica quântica, base para se justificar a existência dos muitos mundos, impede que saibamos se há outras versões de nós mesmos. Pense novamente no gato de Schrödinger — quando abrimos a caixa, todas as possibilidades se desfazem para nós, exceto uma. O gato estará vivo ou morto no momento em que fazemos a observação, assim como o fóton estará configurado em uma orientação assim que o observarmos.
Assim, para nós, que estamos neste universo, não importa as outras possibilidades. Pode ser que elas tenham se tornado reais em outras realidades, mas isso em nada nos afeta. Os muitos outros mundos podem ser paralelos ao nosso, mas são tão ocultos quanto os resultados das escolhas que não fizemos em nossas vidas. Por isso, escolha sempre as melhores opções, seja a melhor versão de si mesmo, ainda que possam existir outras lá fora e, se possível, continue tentando pegar o cacho de uvas na videira.