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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013


CEMITÉRIOS (necrópole) – VELÓRIOS – NECROTÉRIOS

Código de Obras e Postura do Município – Art. 154 a 162 da  Lei Compl. 007/00

 

A distância do Lençol d’água para o cemitério – Art. 156 da Lei  Compl. 07/00 – Código de Obras e Postura do Município

 

Histórico

O 1º cemitério extra-oficial foi construído a pau-a-pique (madeira) onde é a praça do patrocínio, no ano de

 

Em 1861, foi proibido o sepultamento nos arredores das igrejas

 

O primeiro cemitério (necrópole) de Sobral, o Cemitério de São José foi bento no ano de 1852. Já no ano seguinte, em 1853 foi iniciado,  tendo a Câmara Municipal, tomado a responsabilidade e o ônus para a construção do campo todo de tijolos e cal contratando a obra no valor de 3.820$000.  no ano de 1854, já com sepultamentos. Mas, a sua conclusão se arrastou por vários anos, .

 

Observação interessante é que segundos dados da Pág. 474 da História de Sobral, na Sessão  de 10 abril do ano de 1847, a Câmara Municipal de Sobral, já cogitava a construção de um cemitério.

 

Até 1820 os mortos eram enterrados nas capelas

 

Há no Município um total de 24 cemitérios contando com a sede (03) e os distritos (21)

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Pág. 473 do Livro História de Sobral – D. José Tupinambá da Frota

Sobre os Cemitérios da Cidade

        Estando em 1820 em visita a esta vila, visitador Cônego Antônio Coelho notou o grande incoveniente de sepultamento de cadáveres nas igrejas, onde o ambiente era infeccionado pelas emanações pútridas das covas abertas no próprio solo, e ordenou no seu provimento que o pároco evitasse os sepultamentos de cadáveres nas suas igrejas e que estes fossem inumados em cemitérios ao ar livre.

         Em obediência a esta sábia determinação, o Padre José Gonçalves, pároco de Sobral, benzeu um terreno no local da atual praça do Patrocínio, do lado oriental, mandando cerca-lo de madeira, e este foi o primeiro cemitério da então vila.. Anteriormente os sepultamentos eram feitos nas igrejas e nos campos das fazwendas, costumando-se colocar sobre a cova uma singela cruz de madeira.

            Continuaram porém, a enterrar cadáveres tanto na matriz como na capela do Rosário, principalmente “os irmãos do orago”, até o ano de 1852, cuando grassou com grande violência a febre amarela, fazendo inúmeras vitimas, entre as quais o Padre Francisco Antonio de Melo, que foi sepultado na capela de N.S. das Dores em lugar hoje ignorado.

            No tosco cemitério tinham sepultura os cadáveres dos escravos e da gente pobre e a ele se refere o Vigário José Gonçalves em seu Relatório de 27 de maio de 1835 ao Presidente José Martiniano de Alencar: “Nesta vila há um cemitério bento deste 1825, Nelle, sem minha ordem, arbitrariamente se mandam sepultar muitos corpos, e os senhores de escravos maiormente, para se excusarem ao pagamento dos direitos parochiares. Os fazendeiros, senhores de escravos, fazem o mesmo, a respeito, a respeito destes e dos fâmulos que os mandam sepultar na porteira na porteira dos curraes. Muitas denúncias se me têm dado este respeito, porem eu deixo de parte a execução do N.844 do 1.º 4º tit. 53 da Constituição Ecclesiastica, por que hoje em dia andam as autoridasdes no perigo de serem assassinados por alguns faltos de Religião que ordinariamente são os que praticam esses actos de impiedade para com os seus escravos e fâmulos, que os ajudam em seus trabalhos.

               E’ o quanto tenho de levar ao conhecimento de V.Exia. a cuem Deus guarde por muitos annos”.

               Mas era geralmente sentida e proclamada a necessidade de um cemitério mais decente, não bastando o provisório de pau-a-pique, sobretudo ante o surto da epidemia de febre amarela.

                Foi então que o Vigário Francisco Jorge tomou a iniciativa de construção de um cemitério mais digno do progresso da cidade, encontrando o melhor acolhimento da parte do povo e da Câmara Municipal. O terreno escolhido foi o atual Cemitério São José, e foi logo bento em 1852 pelo mencionado Vigário, que por ofício de 13 de junho de 1853, assim se dirigiu ao Presidente e aos Membros da Câmara Municipal: “ Sendo eu o primeiro que reconheceu

 

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Houve um tempo em que os mortos conviviam muito bem com os vivos. As sepulturas ficavam no interior das igrejas e nos seus arredores, e os enterros eram realizados com muita pompa. Tanto que pouca gente se preocupa com a preservação dos velhos jazigos. A cidade de Sobral, no Ceará, é um exemplo desse descaso: os túmulos do século XIX estão “sumindo” do cemitério de São Francisco.

 

“Ser enterrado ali era ser obrigatoriamente tachado de pobre, por isso muitos não se importam que os resquícios daquele tempo desapareçam. De todos os túmulos, apenas cinco têm inscrições do século XIX. Novas catacumbas foram construídas sobre as antigas. E os donos das sepulturas modernizadas, ao pintarem suas propriedades, mancham os túmulos antigos. Aos poucos, vamos perdendo janelas que mostram como morria a classe menos favorecida de uma sociedade tradicional como a sobralense”, revela o historiador Francisco Maurigélbio Estevão Gomes, autor de monografia sobre as práticas mortuárias na cidade. 09/08/09 

 

Como em outras regiões do Brasil, os moradores da pequena vila cearense costumavam ser enterrados, pelo menos até a década de 1850, no chão da matriz ou em suas redondezas. Era uma garantia de “bem morrer”, mantendo contato com os vivos e também com seus protetores divinos. O forte cheiro dos corpos em decomposição não incomodava os fiéis, mas médicos e autoridades sanitárias acreditavam que essas práticas poluíam o ar e propagavam doenças. Por isso, os sepultamentos nas igrejas começaram a ser proibidos.



 

Em Sobral, isso aconteceu depois que um surto de febre amarela se alastrou pela cidade, em 1851. Em pouco tempo, a Câmara Municipal autorizou a construção do primeiro “campo santo”. Inaugurado em 1857, o Cemitério de São José, como ficou conhecido, passou a abrigar os corpos dos moradores mais ilustres e também os das vítimas da febre. Só que os administradores locais acreditavam que a população ficaria mais protegida se os doentes fossem enterrados fora do perímetro urbano. Por isso, um novo cemitério, chamado de São Francisco, foi instalado numa área mais afastada da cidade.

“Com o tempo isso, passou a ser entendido como: no São José se enterra quem pode arcar com a construção de um túmulo, ou seja, ‘os ricos’, e no São Francisco, ‘os pobres’. Até aí, pouco difere das demais cidades que também têm dois cemitérios, um para cada classe social. Mas, em Sobral, quase nada restou dos túmulos do São Francisco”, diz Francisco Gomes. E mesmo as catacumbas dos “mais ricos” foram perdendo estátuas, obeliscos e outros monumentos comuns ainda nas primeiras décadas do século XX. Agora, basta escolher uma lápide padrão e colocá-la à altura do chão. “Os novos cemitérios – quase sempre privados – procuram ‘serenizar’ o ambiente, deixando de lado aquele sentimento de homenagear o falecido com algo físico e pessoal. Hoje, a massificação vem igualando todos os jazigos”, completa o historiador.

 

Na cidade de Sobral, tem Cemitério dos Pobres e Cemitério dos Ricos.22 de abril de 2010 escrita por admin

 

Dois cemitérios, o cemitério dos ricos, onde os mais abastados, os melhores de vida, os que têm mais dinheiro, na hora da partida, têm uma melhor condição de sepultamento.

 

Cemitérios dos pobres, onde é enterrada a grande maioria da população carente, sempre foi colocado de lado, por nossas autoridades:

 

Cemitério dos Ricos. Tem uma boa Capela

 

Cemitério dos Pobres: Uma capela com mal estado de conservação.

 

Cemitério dos Ricos: Tem Banheiros

 

Cemitério dos Pobres: Não tem Banheiro

 

Cemitério dos Ricos: Grande parte do piso, com cobertura de cimento.

 

Cemitério dos Pobres: O matagal toma conta dos túmulos.

 

Cemitério dos Ricos: Sempre com uma boa iluminação

 

Cemitério dos Pobres: Quase sempre no escuro (exceto próximo ao dia de finados)

 

Cemitério dos Ricos: Tem uma mulher para tomar conta da capela

 

Cemitério dos Pobres: Quase não tem capela

 

Cemitério dos Ricos: Asfalto na frente

 

Cemitério dos Pobres: Quase sempre, esgoto na frente

administrados pela Prefeitura de Sobral

 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Novidades: Cemitérios em Sobral vão deixar de existir

Se depender dos requerimentos apresentados pelo vereador do PSB, Rodolfo Basílio, Sobral, não terá mais o direito de enterrar seus entes queridos, quando morrer. É que os vereadores aprovaram na sessão de segunda-feira, 1º, requerimentos apresentados pelo parlamentar que obriga a prefeitura construir crematórios públicos nos bairros, Parque Silvana, Padre Palhano, Cidade José Euclides, Cohab 3. Resta saber se o prefeito Veveu Arruda, vai atender os projetos aprovados pelos vereadores

 

I - São José –– A partir  de junho do ano de 1853 , já foi iniciado os primeiros sepultamentos naquele campo.Foi niciado sua construção do muramento  a 16 de fevereiro de 1854. Foi firmado contrato pela Câmara Municipal e os contractantes Vicente José  de Albuquerque  e  Diogo Alves de Melo a preço de 3.820$.000.mas, que até os anos passados de 1857, e os mesmos foram intimados para concluir a obra,. E, ainda no ano de 1861 não tinham concluídos.

 

II - São Francisco  1881 – 08 de out.

Projetado apresentado pela Câmara Municipal  em 1862

Pertencente a Diocese de Sobra

III – Santa Marta – (Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes) l

 

Os valores das taxa de manutenção estão escritos na entrada do Cemitério

. A Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que administra o Cemitério Santa Marta, Cadastro das familias alí sepultadas. A paróquia está cobrando uma taxa de R$ 5,00 para famílias que têm uma Cova com lajão e o valor de R$ 8,00 para quem já possue túmulos construidos. A taxa será paga todos os meses na Secretaria da Paróquia N. S. de Fatima, cito á Rua Zamenhof, bairro Sinhá Saboia.

O padre Antonio José esclareceu aos fiéis que a Taxa servirá para ajudar a pagar o "Zé Coveiro", a água e colocar iluminação no Cemitério, para eventuais sepultamentos á noite. A paróquia está cobrando uma taxa de R$ 20,00 para sepultamentos. A Prefeitura de Sobral é parceira na manutenção do Cemitério.

Mais informações sobre o Cemitério Santa Marta - ligue 88-3614-1260.

 

IV - São Vicente – (Setor I Jaibaras) Conclusão do cemitério   - Resolução 006/55

 

V - Cemitério Parque de Sobral Jardim da Paz

Endereço: Est do Jordão 1835 km 228, 62100000 Sobral

88 36115013

 

Cemitério particular pertencente á Funerária São Francisco.

 

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