Milhares de agricultores do Nordeste enfrentam uma verdadeira guerra contra a fúria do BNB que os massacra com cobranças absurdas de juros e honorários advocatícios, enquanto a instituição surge no noticiário pela generosidade de empréstimos sob suspeita de irregularidades e, principalmente, por ignorar ações judiciais de quem recebeu algumas dezenas de milhões de reais. É o quadro mais contraditório dos quase 60 anos de existência da instituição. O BNB está no fogo cruzado de investigações e, provavelmente, de uma CPI no Congresso Nacional. Os empréstimos, como apontam as investigações do Ministério Público Federal, podem ter gerado um rombo de R$ 1.270 bilhão. O Banco foi omisso em cobrar, via judicial, os empréstimos e, em alguns casos, foi generoso para renovar novas linhas de crédito para quem já devia muito. Mas para quem vive da agricultura o massacre das cobranças e as ações judiciais para penhorar propriedades rurais e tirá-las dos agricultores que lutaram e derramaram suor para comprá-las, tratá-las e transformá-las em meio de geração de renda e empregos, o BNB é cruel. Mesmo com leis que dão melhores condições para os agricultores negociarem os débitos, a instituição é dura e carrasca.
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