Nas últimas horas, Gilberto Kassab sinalizou, em privado, que é capaz de quase tudo para tornar-se vice na chapa do governador tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo. Não exclui nem mesmo a hipótese de reavaliar o apoio do seu PSD à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.
Sob refletores, Kassab diz e continuará dizendo que o PSD está fechado com Dilma. Longe dos holofotes, admite migrar para uma posição de neutralidade no plano federal se o gesto facilitar sua conversão em número dois da coligação de Alckmin. Hoje, ele mede forças pela posição com Márcio França, do PSB.
Trocando Dilma pela posição neutra, Kassab transfere o tempo de propaganda do PSD do cesto da coligação oficial para um balaio a ser rateado entre todos os presidenciáveis. Quer dizer: Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que não têm nada, agregariam um pedaço dos minutos do PSD aos respectivos minifúndios eletrônicos.
Em troca, Márcio França, o companheiro de Campos, desistiria de ser vice de Alckmin, contentando-se com a vaga de candidato ao Senado. E Alckmin, correligionário de Aécio, superaria sua aversão a Kassab. Com a vantagem adicional de não ter de carregar na sua chapa um aliado de Dilma e do PT.
Um amigo comum transmitiu a Eduardo Campos o que ouviu de Kassab. A primeira reação foi de incredulidade. Mas ficou boiando na atmosfera um aroma de porta entreaberta. O diabo é que ninguém combinou com o russo. Que se chama Geraldo e hesita em trazer para perto de si um personagem cujo único sonho é ocupar a sua cadeira.Josias de Souza 05/06/2014 08:10
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