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quinta-feira, 10 de julho de 2014

NOVO DIRETOR DO DNOCS WALTER GOMES DE SOUSA

Novo diretor do Dnocs confirma realização de concurso até 2015.
Walter Gomes falou ainda sobre cobrança pela água armazenada em açudes mantidos pelo Dnocs no Ceará: http://bit.ly/1mCpr6A
(Foto: Humberto Mota/Especial para O POVO)
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Já são 105 anos desde a criação do Departamento Nacional de Obras contra as as Secas (Dnocs). O órgão está sob nova direção há dez dias, embora os desafios sejam os mesmos de décadas. A expectativa é de que o concurso para provimento de aproximadamente 600 vagas (sendo a maioria para nível superior) seja autorizado ainda este ano e executado até 2015. A reestruturação do órgão, que definirá novos setores e atuações, também está na lista de prioridades, além da questão orçamentária.

O novo diretor do Dnocs, o engenheiro civil Walter Gomes de Sousa, que tomou posse ontem, ressaltou ainda que deverá discutir sobre o fornecimento de água a partir de barragens construídas pelo órgão. “Hoje, a ANA (Agência Nacional de Águas) organiza essa distribuição em águas estaduais e federais. Essa água, estão pagando ao Dnocs ou a outro? Foi uma pergunta que eu fiz e ainda não tive resposta”, afirmou Walter. O Ceará é o estado que possui o maior volume de água armazenada: são 66 açudes, com 14 bilhões de metros cúbicos de água.

Quanto à problemática da seca, o gestor afirmou estar preocupado com a falta de chuvas. Não houve, porém, nenhum detalhamento de ações específicas. “Fomos criados para combater a seca e estamos em uma. Não tem mágica para encher açudes se não chover. A transposição do São Francisco é uma ótima solução para o Nordeste, mas não sabemos quando ficará pronta”, avaliou.
 
Orçamento e concurso
Para o ex-diretor do Dnocs, Emerson Fernandes Daniel Júnior, o órgão precisaria de pelo menos o dobro do orçamento atual (de aproximadamente R$ 1 bilhão) para desenvolver novas ações de combate à seca. “Fazer iniciativas de enfrentamento à desertificação, colocar para funcionar um observatório da situação climática para desenvolver soluções mais rápidas. Há necessidades de que sejamos colocados como órgão capaz de enfrentar a convivência com o semiárido”, analisou.

A realização do concurso público junto à reestruturação são, de acordo com Emerson, os principais desafios para a gestão que se inicia. Conforme ele, em dois anos, o quadro de funcionários reduziu de 1.784 para 1.608 e, destes, 500 já têm idade para se aposentar. A previsão é de que, até 2019, 40% dos servidores do órgão se aposentem.

Durante a solenidade de transmissão de cargo, estiveram presentes servidores e deputados federais.

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