varejo físico com o on-line
Segunda maior rede varejista dos EUA aproveita a tecnologia para impulsionar as vendas das lojas
por Sérgio Matsuura
03/06/2015 14:36
Fachada de uma das lojas da Target: junção de lojas on-line e o mundo real - JUSTIN SULLIVAN /
CHICAGO – Há alguns anos, analistas previam que o comércio eletrônico aplicaria um duro golpe no varejo físico. Para algumas redes as perdas foram consideráveis, como a RadioShack, que praticamente fechou as portas, mas as vendas on-line ainda representam apenas 11% do varejo americano, com previsão de crescimento para 18% até 2030. Contudo, é preciso se adaptar ao novo consumidor, que já nasceu plugado, e gigantes como a Target montam estratégias que unem as lojas virtuais ao mundo real.
— Nós temos que ser obsessivos com o cliente, não com o canal — disse Jason Goldberger, diretor executivo da Target.com, nesta quarta-feira durante palestra de abertura da Internet Retailer Conference and Exhibition (IRCE), que acontece até sexta-feira, em Chicago, EUA. — Em 2017, os nativos digitais vão substituir os baby boomers. Eles não são mais crianças e possuem um perfil completamente diferente.
O comércio eletrônico está completando duas décadas, que foram marcadas por rápidas mudanças. No início, era preciso fazer uma encomenda, ir ao banco pagar uma fatura e esperar pelo produto. Hoje, o pagamento é on-line e as mercadorias demoram menos de um dia para chegar ao consumidor.
Os smartphones começaram a se popularizar apenas após o lançamento do iPhone, em 2007, e provocaram a última revolução no setor, mas muitos ainda não se adaptaram. Segundo Goldberger, não é mais possível separar o consumidor on-line do comprador na loja. São as mesmas pessoas.
Levantamento realizado pela companhia descobriu que 98% dos clientes da rede fazem compras on-line.
— A tecnologia vai influenciar ainda mais como as pessoas compram. O que nós podemos fazer é preparar as fundações — disse Goldberger.
Há dois anos, a segunda maior rede varejista dos EUA tomou uma controversa decisão e instalou redes Wi-Fi em suas cerca de duas mil lojas espalhadas pelo país. O temor era que os compradores fossem até os pontos de venda, experimentassem os produtos, pesquisassem por preços na internet e fechassem com concorrentes. Não foi isso que aconteceu.
Agora, a ideia é usar a conectividade para melhorar a experiência de compra dentro das lojas. Por um aplicativo, é possível comparar produtos de diferentes marcas que estão expostos nas prateleiras. Os clientes podem comprar pelo smartphone e apenas passar de carro por uma das lojas da rede para buscar seus produtos.
— As lojas também funcionam como centrais de distribuição — explica Goldberger.
Segunda maior rede varejista dos EUA aproveita a tecnologia para impulsionar as vendas das lojas
por Sérgio Matsuura
03/06/2015 14:36
CHICAGO – Há alguns anos, analistas previam que o comércio eletrônico aplicaria um duro golpe no varejo físico. Para algumas redes as perdas foram consideráveis, como a RadioShack, que praticamente fechou as portas, mas as vendas on-line ainda representam apenas 11% do varejo americano, com previsão de crescimento para 18% até 2030. Contudo, é preciso se adaptar ao novo consumidor, que já nasceu plugado, e gigantes como a Target montam estratégias que unem as lojas virtuais ao mundo real.
— Nós temos que ser obsessivos com o cliente, não com o canal — disse Jason Goldberger, diretor executivo da Target.com, nesta quarta-feira durante palestra de abertura da Internet Retailer Conference and Exhibition (IRCE), que acontece até sexta-feira, em Chicago, EUA. — Em 2017, os nativos digitais vão substituir os baby boomers. Eles não são mais crianças e possuem um perfil completamente diferente.
O comércio eletrônico está completando duas décadas, que foram marcadas por rápidas mudanças. No início, era preciso fazer uma encomenda, ir ao banco pagar uma fatura e esperar pelo produto. Hoje, o pagamento é on-line e as mercadorias demoram menos de um dia para chegar ao consumidor.
Os smartphones começaram a se popularizar apenas após o lançamento do iPhone, em 2007, e provocaram a última revolução no setor, mas muitos ainda não se adaptaram. Segundo Goldberger, não é mais possível separar o consumidor on-line do comprador na loja. São as mesmas pessoas.
Levantamento realizado pela companhia descobriu que 98% dos clientes da rede fazem compras on-line.
— A tecnologia vai influenciar ainda mais como as pessoas compram. O que nós podemos fazer é preparar as fundações — disse Goldberger.
Há dois anos, a segunda maior rede varejista dos EUA tomou uma controversa decisão e instalou redes Wi-Fi em suas cerca de duas mil lojas espalhadas pelo país. O temor era que os compradores fossem até os pontos de venda, experimentassem os produtos, pesquisassem por preços na internet e fechassem com concorrentes. Não foi isso que aconteceu.
Agora, a ideia é usar a conectividade para melhorar a experiência de compra dentro das lojas. Por um aplicativo, é possível comparar produtos de diferentes marcas que estão expostos nas prateleiras. Os clientes podem comprar pelo smartphone e apenas passar de carro por uma das lojas da rede para buscar seus produtos.
— As lojas também funcionam como centrais de distribuição — explica Goldberger.
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