História deverá ser a disciplina com mais mudanças. A configuração do conteúdo levou historiadores a apontarem um suposto viés ideológico de esquerda na Base Curricular. No artigo “A Revolução cultural do PT”, publicado ontem no GLOBO, o historiador Marco Antonio Villa aponta um “duro golpe” no caso do ensino de História e explica:
“É um crime de lesa-pátria. Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano?”.
Villa diz ainda: “Toda a expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, as transformações econômico-políticas, especialmente a partir do século XI, são desprezadas. O Renascimento — em todas as suas variações — foi simplesmente ignorado. Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII.”
"DOCUMENTO RECHEADO DE EQUÍVOCOS"
Villa afirma que, segundo o MEC, o que importa “são as histórias ameríndias, africanas e afro-brasileiras”. E ainda que “os movimentos pré-independentistas — como as Conjurações Mineira e Baiana — não existiram, ao menos no novo currículo. As transformações do século XIX, a economia cafeeira, a transição para a industrialização foram desconsideradas, assim como a relação entre as diversas constituições e o momento histórico do país, isto só para ficar em alguns exemplos”.No 1º ano, espera-se que o aluno conte até 30. Em Cuba e em praticamente toda a Europa, é até cem; nos Estados Unidos, até 120.
A gramática só aparece de forma explícita até o 3º ano, por causa da alfabetização, depois desaparece.
Diante de críticas contundentes, o Ministério da Educação já decidiu modificar o texto do novo currículo nacional da educação básica, chamado oficialmente de Base Nacional Comum Curricular. O texto já recebeu cerca de 9,8 milhões de sugestões de alterações desde que entrou em consulta pública, em setembro de 2015.
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