Por outro lado, os agentes da Guarda Municipal de Sobral reclamam que sofrem perseguição do secretário Erlânio Matoso, desde seu tratamento grosseiro até nas escalas desumanas 4/2 de 8 horas por dia em pé, em desacordo com o edital do concurso e do regime interno. O trabalho está sendo considerado por alguns agentes, como análogo ao de escravo, até porque se reclamar é repreendido e pode sofrer sanções internas, revelou um servidor. O caso vem gerando desconforto na tropa e em apenas sete meses, vários agentes, inclusive mulheres, sofreram lesões graves na coluna, no tornozelo, nos joelhos e estão de atestado médico. Alguns já pensam em abandonar a carreira e se preparam para outros concursos.
Segundo o vereador sargento Ailton, os guardas municipais de Sobral estão trabalhando 200 horas e recebendo apenas 180 horas de trabalho. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público.
"Houve uma reunião em que as guardas femininas pediram para serem tratadas como mulheres, mas o secretário Matoso foi duro ao afirmar que homens e mulheres não tem diferença e que a escala não mudaria", conta um agente que não iremos identificar. As agentes femininas são obrigadas a trabalhar no sol em pé por 8 horas, mesmo na semana das cólicas e menstruação. Alguns vão trabalhar com dificuldade de caminhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
365 DIAS