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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

AGENTES DA GUARDA MUNICIPAL DE SOBRAL SOLICITAM TRATAMENTO FEMININO DIFERENCIADO EM SERVIÇO

Por outro lado, os agentes da Guarda Municipal de Sobral reclamam que sofrem perseguição do secretário Erlânio Matoso, desde seu tratamento grosseiro até nas escalas desumanas 4/2 de 8 horas por dia em pé, em desacordo com o edital do concurso e do regime interno. O trabalho está sendo considerado por alguns agentes, como análogo ao de escravo, até porque se reclamar é repreendido e pode sofrer sanções internas, revelou um servidor. O caso vem gerando desconforto na tropa e em apenas sete meses, vários agentes, inclusive mulheres, sofreram lesões graves na coluna, no tornozelo, nos joelhos e estão de atestado médico. Alguns já pensam em abandonar a carreira e se preparam para outros concursos.
Segundo o vereador sargento Ailton, os guardas municipais de Sobral estão trabalhando 200 horas e recebendo apenas 180 horas de trabalho. O caso já está sendo investigado pelo Ministério Público.


"Houve uma reunião em que as guardas femininas pediram para serem tratadas como mulheres, mas o secretário Matoso foi duro ao afirmar que homens e mulheres não tem diferença e que a escala não mudaria", conta um agente que não iremos identificar. As agentes femininas são obrigadas a trabalhar no sol em pé por 8 horas, mesmo na semana das cólicas e menstruação. Alguns vão trabalhar com dificuldade de caminhar.

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