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terça-feira, 28 de maio de 2019

Ministro vê baixa adesão e fala em prorrogar vacinação contra a gripe Campanha começou no dia 10 de abril e até o último dia 21 tinha vacinado 63% do público-alvo



O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse nesta segunda-feira, 27, que a campanha nacional de vacinação contra a gripe, prevista para terminar nesta sexta-feira, 31, deve ser prorrogada. Segundo ele, embora a maioria dos Estados tenha conseguido um bom índice de vacinação, muitos ainda estão abaixo da meta. “A gente deve prorrogar, deve continuar aberta (a vacinação). Não tem porque não prorrogar. A gente coloca uma meta na frente para ver se as pessoas e as secretarias se conscientizam”, disse.

A campanha começou no dia 10 de abril e, segundo balanço do Ministério, até o último dia 21, tinha vacinado 63% do público-alvo. A imunização é para grupos prioritários - crianças, grávidas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades - e integrantes de forças de segurança e de salvamento. A meta é vacinar 90% de cada grupo.


Segundo o ministro, a maioria dos Estados entrou na última semana da campanha com índice de vacinação acima de 75%. “Os Estados que fizeram o dever de casa já cumpriram a meta há muito tempo. O Amazonas cumpriu a meta em 15 dias, porque em 20 dias morreram 36 pessoas e a dor e o medo levaram muita gente a se vacinar.” 

Entre os Estados com índices baixos, ele citou Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. “Lamentável que um Estado grande, com muita dificuldade de leitos de CTI (terapia intensiva), como o Rio de Janeiro, uma cidade que tem o maior número de casos de tuberculose do país, e não faz vacinação da gripe. Daqui a 60 dias, provavelmente muitas pessoas com tuberculose, com pneumonia podem pegar gripe. Aí vão procurar atendimento e vai ser um colapso.”


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