Mesmo com pandemia, comércio prevê alta de 8% em vendas da Black Friday
Black Friday: Imóveis têm descontos de até R$ 163 mil e condições especiais
Black Friday 2020: lojistas e shoppings cearenses preparam-se para a data
Quanto à expectativa de vendas, ele diz que o setor está otimista. "Sabemos que, de julho a outubro, tivemos resultados até razoáveis, e agora em novembro vemos que o consumidor já começou a fazer as compras para o Natal", destaca Cavalcante.
Nos casos em que não é possível dar grandes descontos, varejo busca oferecer mais facilidades de pagamento, aponta CDL
Mesmo com descontos que chegam a mais de 80%, para alguns produtos e serviços, a Black Friday 2020, realizada hoje (27), deverá refletir o impacto da alta do dólar ao longo do ano, reduzindo a margem dos varejistas para oferecer promoções, sobretudo de itens importados. Outro desafio para os lojistas será conciliar o grande movimento de pessoas, típico deste evento, com os protocolos que estabelecem o distanciamento social. Apesar desses entraves, a expectativa é que o evento siga a tendência de recuperação do comércio varejista observada nos últimos meses.
Confira os horários de funcionamento de shoppings e lojas de rua em Fortaleza
"Do ponto de vista da pandemia, nós estamos preparados, seguindo todos os protocolos de higiene da mesma forma que estamos fazendo desde a reabertura das lojas", aponta Assis Cavalcante, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza. "Os colaboradores estão utilizando os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), fazendo a higienização das mãos constantemente, assim como do piso das lojas. Então, estamos tendo todos os cuidados para que os consumidores sejam bem atendidos e possam fazer as compras com segurança", diz.
Com relação às promoções, Cavalcante diz que, nos casos em que não é possível oferecer grandes descontos, os lojistas buscam dar melhores formas de pagamento, como parcelamentos mais longos.
Impacto do câmbio
Após o dólar registrar uma alta de quase 50% ao longo do ano, chegando a pouco mais de 30% no acumulado até novembro, o consumidor poderá se frustrar tanto com descontos abaixo do esperado como pela menor disponibilidade de alguns produtos, devido ao aumento do custo de produção e à falta de matéria-prima. "Tivemos uma alta bastante expressiva do dólar e do euro neste ano, mesmo considerando a queda recente dessas moedas ante o real. Então, os importados serão bastante impactados", diz o economista Ricardo Eleutério.
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