Em coletiva de imprensa, organizada após a autorização para uso emergencial das vacinas CoronaVac e a de Oxford, os representantes do órgão regulador garantiram ter encerrado a reunião sobre os imunizantes pouco tempo antes, quando souberam que o governo de São Paulo já “colocava a vacina no ar”. Eles salientaram que a aplicação só poderia ter iniciado após a assinatura do termo de compromisso e recebimento do documento pela Anvisa.
“A autorização para a aplicação está vinculada a partir da aprovação da Anvisa nos termos de compromisso. Não há como dizer o que aconteceu em São Paulo”, afirmou, atônita, a diretora Meiruze Freitas.
A Anvisa exigiu que o Instituto Butantan forneça, até o dia 28 de fevereiro, um termo de compromisso que forneça os dados de imunogeneidade; caso contrário, a vacina perderá a autorização excepcional da agência. Até as 17 horas do domingo (17), o instituto não havia dado retorno.
Meiruze mencionou a Lei 6437/77, que estabelece penalidades para infrações sanitárias, incluindo o uso de medicamentos sem a autorização.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comentou a aplicação imediata da CoronaVac e disse que foi “uma jogada de marketing” em “desacordo com a lei”.


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