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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Em dez cidades com "kit covid", nove tiveram taxa de mortalidade mais alta

Um levantamento com dez municípios com mais de 100 mil habitantes que distribuíram um kit com medicamentos para o chamado "tratamento precoce", no ano passado, revela que nove deles registram uma taxa de mortalidade por covid-19 mais alta do que a média estadual. A única exceção, Parintins (AM), tem uma taxa de mortalidade apenas 1,3% menor do que a média do Amazonas: enquanto o estado registra um acumulado de 159 óbitos por covid-19 por 100 .
UOL 21/01/2021 11h28
Covid-19: taxa de ocupação de leitos de UTI cresce e passa de 70% no Ceará em um mês. Estado terá mais 211 leitos de UTI para Covid em até 15 dias; 
A taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI) destinados a pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 saiu de 63,52%, em 21 de dezembro de 2020, para 71,56% nesta quinta-feira (21), segundo dados do IntegraSUS até 15h02. O aumento acontece praticamente um mês após o início da temporada de festas de fim de ano, mesmo que, à época, o Governo tenha tentado impor medidas para evitar a propagação da doença.

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A pressão sobre o sistema de saúde obriga o Estado a aumentar a disponibilidade de leitos exclusivos para atendimento a pacientes infectados.

Só de terapia intensiva, devem ser acrescidos a hospitais públicos do Ceará, durante os próximos 15 dias, 211 leitos de UTI, sendo 162 na região de saúde de Fortaleza, 19 na do Cariri e 30 na região do Sertão Central.

Neste último mês, a taxa de ocupação de leitos em enfermarias no Ceará também aumentou. Saiu de 39,47% em dezembro, para 46,9% agora.

Separados, os aumentos das taxas de ocupação parecem pequenos, mas, sistematicamente, somados ao aumento da circulação viral e dos registros de óbitos por Covid-19 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), representam o agravamento da pandemia no Estado. "A gente tem um pico anterior a esse, de novembro, decorrente do momento de eleições", lembra o biólogo e epidemiologista Luciano Pamplona. Desta vez, confirma o especialista, a progressão da pandemia se deve, sobretudo, às confraternizações familiares no fim de ano.

Contudo, na prática, o momento não é tão crítico quanto nos primeiros meses da pandemia. "Quanto mais precocemente (o Governo) disponibilizar esses leitos, mais chance há de salvar as pessoas. Que é o que não aconteceu naquele primeiro momento".

Diante desse cenário, o epidemiologista acredita que, apesar do aumento de internações, as mortes não devem disparar. "Acredito que, nessa segunda onda, a gente vá ter um impacto menor de mortalidade. Porque, além dos profissionais (estarem) mais treinados, a gente aprendeu com a doença. E temos um serviço de saúde que sabe se articular mais rápido".

Keny Colares, consultor em infectologia da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), também acredita que a situação está, até então, controlada. Em pandemias como a de Covid-19, geralmente, a curva de casos confirmados, óbitos e internações segue uma linha horizontal que, de repente, pode se verticalizar.

"Quando isso acontece rápido demais, não tem sistema de saúde que sobreviva. Então, enquanto a curva estiver desse jeito, com um aumento leve, em que a gente pode ir aumentando leito, vai dando pra segurar. Mas, se tiver uma elevação rápida demais, a gente pode passar por aperto de novo", analisa.

O consultor pondera ainda que, neste momento, não é possível dizer, objetivamente, o que tem provocado a progressão da doença. Isso porque a flutuação de melhora ou piora dos índices pode ser influenciada por mais de um fator. "Confunde porque não se sabe se é por causa do comportamento das pessoas quanto às orientações (sanitárias), se tem uma questão da imunidade ou mesmo por influências climáticas", presume.

Prevenção
Independentemente das causas, ambos os especialistas reforçam a necessidade de obediência ao distanciamento social e ao uso da máscara e do álcool em gel para higiene das mãos. "A pessoa acha que a vacina resolve, mas as vacinas estão chegando gotinha por gotinha. Entre chegar a primeira dose e a situação estar controlada vai demorar muito tempo", alerta Keny Colares. "O que temos (218 mil doses da CoronaVac) é muito mais pra mostrar uma esperança do que, de fato, ter vacina pra proteger a população", complementa o epidemiologista Luciano Pamplona.

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