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quinta-feira, 25 de março de 2021

Redenção foi o primeiro do Brasil a libertar os escravos. O fato histórico ocorreu no dia 25 de março de 1884, quatro anos antes da assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. A data, então, ficou estabelecida pelo parágrafo único do artigo 18 da Constituição Estadual como data magna do Ceará e passou a ser feriado para as comemorações oficiais da libertação dos escravos.

 O município fica a apenas 55 quilômetros de Fortaleza, reconhecimento ao pioneirismo do fim da escravidão, Redenção foi o município escolhido para receber a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) desde 2009. Mas a cidade também abriga vários outros pontos turísticos que remetem ao fato histórico da libertação dos escravos. Opção de passeio neste feriado, é possível conhecer boa parte de Redenção em um dia.

Às margens da CE-060, na entrada de Redenção, o Sítio Livramento abriga o Museu Senzala Negro Liberto, um canavial e a unidade de produção da aguardente Douradinha. O sítio foi construído em 1873, pela família Muniz Rodrigues. O marco histórico do local é a concessão de cartas de alforria a todos os negros cativos, em 25 de março de 1883, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea.

Redenção museu

O museu, criado em 2003, é composto por casa grande, senzala, canavial, a moageira e uma lojinha (Mercado da Sinhá). O conjunto arquitetônico colonial é original e tem boas condições de conservação. Na área, encontram-se a original casa grande dos senhores do engenho, a senzala, o canavial e o antigo maquinário de fabricar a cachaça Douradinha. A casa grande possui uma característica especial que a diferencia de outras no Brasil.

O casarão foi construído no século XVIII. Abriga móveis e utensílios antigos do fim do século XIX, fotos da família Muniz Rodrigues e histórias da época da escravidão. Nas salas são conservados objetos doados ou dos antigos donos. Um deles é uma peça do século passado que servia para engarrafar a cachaça e colocar a tampa de cortiça. Existem ainda uma coleção de cédulas antigas da época.

Em outra parte do sítio, a senzala era onde os escravos descansavam e eram castigados. Eles eram chicoteados no local e, como eram muito altos – tinham cerca de 1,80 metros – precisavam ficar deitados. Quanto mais rebeldes, mais no fundo da senzala ficavam. Um cômodo úmido, parecido com um túnel, de teto baixo, com uma única e estreita entrada de ar com grades. No cubículo escuro, eram colocados cerca de dez escravos.

Redenção engenho

Ao todo, nos pequenos e escuros cubículos da senzala viviam cerca de 100 escravos. Eles eram obrigados a entrar ali às 18 horas e sair às 6 horas. Dormiam no chão, em cima de esteiras de palha. Em cada cômodo havia instrumentos de tortura, como correntes, algemas e gargalheiras. Essas última

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