O município fica a apenas 55 quilômetros de Fortaleza, reconhecimento ao pioneirismo do fim da escravidão, Redenção foi o município escolhido para receber a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) desde 2009. Mas a cidade também abriga vários outros pontos turísticos que remetem ao fato histórico da libertação dos escravos. Opção de passeio neste feriado, é possível conhecer boa parte de Redenção em um dia.
Às margens da CE-060, na entrada de Redenção, o Sítio Livramento abriga o Museu Senzala Negro Liberto, um canavial e a unidade de produção da aguardente Douradinha. O sítio foi construído em 1873, pela família Muniz Rodrigues. O marco histórico do local é a concessão de cartas de alforria a todos os negros cativos, em 25 de março de 1883, cinco anos antes da assinatura da Lei Áurea.

O casarão foi construído no século XVIII. Abriga móveis e utensílios antigos do fim do século XIX, fotos da família Muniz Rodrigues e histórias da época da escravidão. Nas salas são conservados objetos doados ou dos antigos donos. Um deles é uma peça do século passado que servia para engarrafar a cachaça e colocar a tampa de cortiça. Existem ainda uma coleção de cédulas antigas da época.
Em outra parte do sítio, a senzala era onde os escravos descansavam e eram castigados. Eles eram chicoteados no local e, como eram muito altos – tinham cerca de 1,80 metros – precisavam ficar deitados. Quanto mais rebeldes, mais no fundo da senzala ficavam. Um cômodo úmido, parecido com um túnel, de teto baixo, com uma única e estreita entrada de ar com grades. No cubículo escuro, eram colocados cerca de dez escravos.

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