A região também é conhecida como "Triângulo das Bermudas do Espaço", pois satélites e naves espaciais que passam por ali podem sofrer interferências e danos.
Um novo relatório da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) sobre o estado do campo magnético do planeta Terra deixou pesquisadores em alerta. Isso porque os dados apontam o aumento da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), uma espécie de defasagem na proteção magnética da Terra que ocorre sobre as regiões Sul e Sudeste do Brasil. A região também é conhecida como "Triângulo das Bermudas do Espaço", pois satélites e naves espaciais que passam por ali podem sofrer interferências e danos.
A ESA (Agência Espacial Europeia) já havia alertado para o crescimento gradativo da Anomalia Magnética do Atlântico Sul entre 1970 e 2020. Segundo o o novo relatório, em 2021 ela continuou a aumentar e a se mover para o Oeste com seu centro deslocado por cerca de 50 quilômetros ao nível do mar em direção à América do Sul. De acordo com um estudo publicado no ano passado, o campo magnético da Terra perdeu 9% de força nos últimos 200 anos, sendo o maior impacto na região da anomalia.
"Por que as agências espaciais têm interesse na anomalia? Porque como essa região tem um campo mais enfraquecido, as partículas do vento solar entram nessa região com mais facilidade, o fluxo de partículas carregadas que passam por aquela área é muito mais intenso", explicou anteriormente Marcel Nogueira, doutor em Física e pesquisador do Observatório Nacional.
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