O Brasil reivindica junto à ONU uma vasta estrutura submarina no Atlântico Sul, conhecida como Elevação do Rio Grande, com extensão estimada em mais de 500 mil km² — área equivalente ao território da Espanha — e rica em minerais estratégicos como cobalto, níquel, manganês e terras raras (elementos essenciais para baterias, turbinas e eletrônicos).
Especialistas entrevistados por fontes locais destacam que o interesse dos Estados Unidos pelos recursos pode gerar tensão geopolítica e até disputas judiciais internacionais no futuro. Embora os EUA não façam parte da Comissão de Limites da ONU (CLPC), sua atuação unilateral na exploração poderia ser contestada legalmente.
Para fundamentar sua reivindicação, o Brasil apresentou estudos geológicos e geofísicos que indicam continuidade das formações rochosas com o continente, apoiados por pesquisas da USP e universidades parceiras. Esses estudos também revelam que a ilha submersa já foi emergida em eras geológicas passadas e continha solos tropicais semelhantes aos encontrados hoje no interior de São Paulo.
Apesar do enorme potencial econômico e estratégico, cientistas alertam para os riscos ambientais de uma exploração precipitada. A região ainda é pouco conhecida em termos de biodiversidade marinha, e intervenções sem estudos rigorosos podem causar impactos irreversíveis nos ecossistemas submarinos.
Com informações do G1.
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