Depois de não alcançar a meta de construir um milhão de cisternas no semiárido nordestino entre 2003 e 2008, o governo federal está adotando um novo modelo de reservatório, feito de polietileno, para tentar acelerar uma das principais políticas de combate aos efeitos da seca na região.
As 300 mil cisternas de plástico --como ficaram conhecidas no Nordeste-- custam mais que o dobro daquelas construídas com placas de cimento. A escolha virou alvo de reclamações e protestos, que aumentaram este mês, quando as novas cisternas tiveram que ser substituídas depois de apresentarem deformações, em menos de três meses de uso.
Números oficiais apontam que cada cisterna de polietileno tem custo total (equipamento e instalação) de R$ 5.090, ou seja, mais que o dobro da cisterna de placas de cimento –que, segundo a ASA (Articulação do Semiárido), sai por aproximadamente R$ 2.200. Levando em conta os dados apresentados, enquanto as 300 mil cisternas de polietileno custaram R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, se a tecnologia utilizada fosse a de placas, esse valor seria de R$ 660 milhões.
AÇÃO QUE RESOLVE, PORÉM OS GOVERNOS NÃO INVESTEM
Há tempos, num programa da Globo News, apareceu uma reportagem com um francês, que optou por desenvolver suas habilidades de pesquisador num país do terceiro mundo, a prestar o serviço militar em seu país. E escolheu, justamente, o nordeste brasileiro, para desenvolver um trabalho maravilhoso de abertura de poços tubulares, em locais predeterminados, no município de Quixeramubim, no Ceará. Escolheu terrenos argilosos, onde os poços são abertos através de um mecanismo simples, mas eficiente. O equipamento não custava mais do que modestos R$l.500,00 (Hum Mil e Quinhentos Reais).
E o que se viu? Muita água jorrar e as plantações florescerem como num verdadeiro milagre da natureza.
Julian, este o nome do francês, mostrou que uma providência simples poderá salvar o nordeste da desgraça da escassez de água, com sua conseqüência trágica de miséria e de desespero.
CONCLUSÃO: O FABRICANTE DAS CAIXAS D'ÁGUA QUE ENCOLHEM ANTES DE TRÊS MESES, DEBAIXO DO CHÃO, DEVE SER AMIGO DOS GOVERNANTES E A ESTES DEDICAR PROPINAS PELAS AQUISIÇÕES IRRESPONSÁVEIS;
A CONSTRUÇÃO DE RESERVATÓRIOS DE ALVENARIA ALÉM DE MAIS EFICIENTES GERAVAM MÃO DE OBRA COM RENDA;
UM POÇO PROFUNDO CUSTA O MESMO QUE UMA CAIXA MARACUJÁ, MAS OS GOVERNANTES PREFEREM VER O POVO COM A LÍNGUA DE PAPAGAIO E COM AS MÃOS ESTENDIDAS, ATÉ O DIA EM QUE O VOTO FOR OBRIGATÓRIO.