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terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Preço da gasolina volta a ultrapassar marca de R$ 5 no Ceará. Na última semana de janeiro, o combustível foi encontrado por até R$ 5,08 (preço máximo) na cidade de Juazeiro do Norte

Uma semana após a Petrobras reajustar mais uma vez o preço da gasolina comum vendida nas refinarias, o consumidor voltou a ver o litro do combustível acima de R$ 5 no Ceará. De acordo com dados do Levantamento Sistemático de Preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina chegou a ser encontrada na última semana a R$ 5,08 na cidade de Juazeiro do Norte, maior preço ao consumidor final em todo o Estado.

O preço máximo para o litro do combustível nos postos ficou R$ 0,09 mais alto na última semana de janeiro em relação à semana imediatamente anterior (17/01 a 23/01), quando era de R$ 4,99.


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O preço médio da gasolina no Ceará, que considera o valor mínimo de R$ 4,57 e o máximo de R$ 5,08, ficou em R$ 4,75 - cerca de R$ 0,02 mais caro que o preço médio de R$ 4,73 apurado na penúltima semana de janeiro.

 Preço da gasolina no Ceará deve passar de R$5 após novo reajuste da Petrobras
 Novo aumento da gasolina deve chegar às bombas a partir de hoje (27)
 Gasolina: Após alta de 7,6%, Petrobras confirma mais um aumento no preço
 Petrobras reajusta gasolina em 7,6%; aumento vale a partir desta terça-feira
O preço da gasolina ao consumidor final no Ceará já havia ultrapassado R$ 5 no período da greve dos caminhoneiros, em maio de 2018, quando a oferta do combustível no Estado ficou prejudicada em decorrência dos bloqueios e paralisações nas estradas do todo o País, dificultando a chegada do produto aos postos.

O levantamento da ANP considerou os preços praticados em 151 estabelecimentos em todo o Ceará.

Preço da gasolina em Fortaleza
Na Capital cearense, o preço médio da gasolina comum foi calculado em R$ 4,728, sendo R$ 4,57 a mínima e R$ 4,97 a máxima. Foram pesquisados os valores praticados em 99 postos de combustíveis do Município.

O preço máximo de R$ 4,97 em Fortaleza está R$ 0,08 acima do teto para o litro da gasolina encontrado na Capital cearense pela ANP na penúltima semana de janeiro (R$ 4,89).

Reajustes da Petrobras
No último dia 26 de janeiro, a Petrobras operou um reajuste de 5,05% na gasolina vendida nas refinarias. Quando ocorre esse reajuste, o combustível chega às distribuidoras e postos de combustíveis por um valor maior, que é repassado ao consumidor final. Ao anunciar o reajuste, a estatal disse que o litro da gasolina subiria R$ 0,10.

Antes disso, no dia 18 de janeiro deste ano, a Petrobras já havia operado um reajuste de 7,6% nos preços da gasolina nas refinarias, gerando um aumento de, em média, R$ 0,15. Foi o primeiro reajuste de 2021. Os reajustes operados pela estatal têm como referência os preços de paridade de importação, acompanhando as variações do valor do produto no mercado internacional.

Novos reajustes no preço da gasolina e encarecimento ao consumidor final já eram esperados porque a defasagem entre os valores praticados pela Petrobras e os de paridade de importação era alta.

Cientistas descobrem que o tanino do vinho combate Covid-19. Entenda Segundo o estudo, os taninos podem prevenir a infecção e controlar o crescimento dos vírus


Por Marcelo Copello Atualizado em 31 jan..2021. 



Residencial Caiçara. equipes do CPRAIO realizaram a apreensão de drogas

CPRAIO APREENDE DROGAS NO RESIDENCIAL CAIÇARA EM SOBRAL
A primeira investida ocorreu na noite de sábado (02/01), a Equipe RAIO 04 foi acionada para verificar um apartamento que estaria sendo utilizada para comercialização de entorpecentes.

Ao chegar no local, os militares localizaram um simulacro de Espingarda Calibre 12, várias trouxinhas de Maconha e Pedras de Crack. Um homem foi conduzido a Delegacia.
Já na manhã de hoje, a Equipe RAIO 01, também verificando uma denúncia de tráfico de drogas, conseguiu realizar a apreensão de várias trouxinhas de Maconha, pedras de Crack e embalagens de Cocaína, além um certa quantidade de dinheiro em espécie e uma balança de precisão.

Um casal foi conduzido a Delegacia 24 horas de Sobral para a realização dos procedimentos cabíveis.

Fonte: Sobral 190

Taxas de ocupação de UTIs e de enfermarias estão acima de 80% no Estado. Segundo a última atualização da plataforma IntegraSUS, os índices têm se mantido nesse patamar pelo quarto dia consecutivo. Taxa de Fortaleza ultrapassa a do estado.


Segundo a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a infraestrutura das unidades hospitalares foi ampliada em razão da pandemia de Covid-19 (Foto: DIVULGAÇÃO PREFEITURA DE FORTALEZA)
A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Ceará se mantém alta, de acordo com a última atualização na plataforma IntegraSUS, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), feita às 20h05min dessa segunda-feira, 1º. Há três dias, o índice ultrapassou o registrado ainda em junho do ano passado. Segundo a plataforma, Fortaleza mantém a ocupação acima do observado em todo o Estado, com 85,59% para UTIs e 80,64% para enfermarias.

A ocupação de todos os leitos de UTI no Ceará hoje é de 83,64%, sendo que 86,18% vagas de UTI adulto e 64,86% das UTIs infantis estão preenchidas. É o quarto dia consecutivo que os índices ultrapassam os 80%.

As enfermarias estão com índice menor de utilização: 53,84%, mas há unidades que não possuem mais leitos disponíveis, como o Hospital Geral de Fortaleza, Hospital Antônio Prudente e o Hospital Uniclinic, em Fortaleza; Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte e Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim.

Os hospitais que não possuíam leitos de UTI disponíveis até o momento da atualização foram: Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (Hospital de Messejana), Hospital São Carlos, Hospital Uniclinic, Hospital Universitário Walter Cantídio e Hospital São José de Doenças Infecciosas, todos em Fortaleza. 61 unidades de saúde são monitoradas pela Sesa e têm os índices publicados no IntegraSUS.

Fonte: O Povo Online

Amazonas - Manaus enterrou 76 vítimas da covid-19 nesta segunda-feira 01 de fevereiro de 2021

Um total de 156 sepultamentos foi registrado nos cemitérios da capital do Amazonas, nesta segunda-feira (1º). Desses, 118 foram nos espaços gerenciados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), sem nenhuma optação pelo serviço de cremação. Não houve o registro de óbito oriundo de outra cidade. Já nos cemitérios particulares, 38 enterros foram realizados.

Entre as causas das mortes do total de sepultamentos nos cemitérios públicos da capital do Amazonas, 49 foram declaradas como Covid-19, e seis casos suspeitos. Já nos espaços privados foram 27 registros de óbitos pelo novo coronavírus.

O município informa ainda que houve o registro de 19 óbitos em domicílio e que, do total de sepultamentos nos cemitérios públicos neste dia, 22 foram atendidos pelo serviço SOS Funeral, coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc).

ministra Carmén Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o juízo da Vara Única da Comarca de Toritama (PE) reavalie imediatamente os pressupostos para a prisão cautelar de um réu, nos termos do parágrafo único do art. 316 do Código de Processo Penal, e averigue se estão sendo adotadas as medidas para resguardo do seu estado de saúde.


A decisão foi provocada por Habeas Corpus impetrado pelo advogado Vamario Soares Wanderley de Souza em favor de um réu acusado de integrar uma organização criminosa dedicada ao roubo de mercadorias têxteis e receptação dolosa para fins de comércio.

No pedido de HC, a defesa do réu aponta que ele é primário, reúne 300 assinaturas da população local apontado sua boa índole social e sustenta a "ausência concreta do perigo gerado pelo estado de liberdade do paciente e a falta dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal". O advogado ainda argumenta que que não teriam acontecido fatos novos que justifiquem a prisão cautelar e que o réu sofre de depressão e síndrome do pânico.
Ao analisar o HC, a ministra Carmén Lúcia apontou que as instâncias antecedentes consideraram o conjunto probatório para concluir demonstrados indícios de autoria quanto à prática dos delitos imputados e dos requisitos para a prisão cautelar.

"Para rever os pressupostos da prisão cautelar na forma adotada pelas instâncias antecedentes e acolher a alegação do impetrante de a constrição cautelar da liberdade do paciente ter sido decretada sem elementos concretos da prática dos delitos de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos pelos quais se permitiu identificar o modus operandi da prática delitiva, o que é juridicamente impossível em habeas corpus", explica a ministra.

A magistrada, contudo, entendeu que o fato de o réu estar preso desde setembro de 2020 sem que a sua situação prisional tenha sido reavaliada, levando-se em consideração seu estado de saúde, evidencia manifesta ilegalidade.

"Os fundamentos da prisão cautelar do paciente têm de ser reapreciados pelo juízo da Vara Única da Comarca de Toritama/PE, órgão competente para esta análise, não sendo possível avançar nessa matéria, sob pena de nulidade pela supressão de instância", finaliza.

Clique aqui para ler a decisão
HC 196.137

(CONJUR)

Maioria da bancada cearense indicou apoio a Rossi na eleição da Câmara dos Deputados; Veja placar


Eleição da Presidência da Câmara
Voto declarado da bancada cearense

Posicionamentos em lista:
Votos em Baleia Rossi

André Figueiredo (PDT)
Aníbal Gomes (DEM)
José Guimarães (PT)
Moses Rodrigues (MDB)
Denis Bezerra (PSB)
Idilvan Alencar (PDT)
José Airton (PT)
Eduardo Bismarck (PDT)
Rachel Marques (PT)
Leônidas Cristino (PDT)

Votos em Arthur Lira
AJ Albuquerque (PP)
Capitão Wagner (Pros)
Domingos Neto (PSD)
Jaziel Pereira (PL)
Pedro Bezerra (PTB)
Junior Mano (PL)

Voto em Marcel Van Hattem

Heitor Freire (PSL)

Não se posicionaram
Danilo Forte (PSDB)
Genecias Noronha (SD)
Robério Monteiro (PDT)
Vaidon Oliveira (Pros)

Não votou por diagnóstico de Covid-19
Célio Studart (PV)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Câmara dos Deputados elegeu o novo presidente Arthur Lira (PP-AL), eleito em primeiro turno com 302 votos lançado por bloco de 11 partidos, com 236 deputados ao todo;nesta segunda-feira; Presidência será definida para o biênio 2021-2022

Câmara dos Deputados escolheu nova presidência
A Câmara dos Deputados escolhe, nesta segunda-feira (1º), quem assume a Presidência da casa no biênio 2021-2022. A sessão que antecede a votação começou às 19h45. Além de presidente, foram escolhidos dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes.

Primeiro a discursar, Alexandre Frota (PSDB-SP) retirou a candidatura. Ele criticou Jair Bolsonaro (sem partido) e foi vaiado ao dizer "que não venderia o voto", citando Arthur Lira (PP-AL), candidato do presidente. 
"Eu quero abrir mão de minha candidatura. Estou renunciando para anunciar meu apoio a Baleia Rossi (MDB-SP)", disse.

Frota abriu mão da candidatura
Foto: Michel Jesus/ Câmara dos Deputados

Em seguida, discursaram General Peternelli (PSL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG) e André Janones (Avante-MG). A sequência das falas foi determinada por sorteio. 

O quarto a discursar, Arthur Lira, foi aplaudido ao falar que “respeita as dezenas de milhões de vozes” que os deputados representam.

“Temos que retirar o super poder da presidência e devolver ao seu único e legítimo dono: o plenário da Câmara dos Deputados”, disse. 

 Arthur foi o quarto a discursar na noite desta segunda-feira (1º)
Foto: Agência Câmara de Notícias

Em seu discurso, Luiza Erundina (Psol-SP) disse que gostaria de "estar como candidata de todos os campos progressistas e de esquerda". "Um partido de esquerda não deve transigir suas convicções políticas mesmo com o preceito de reduzir danos", afirmou. 

 Luiza Erundina (Psol-SP) foi a quinta candidata a discursar nesta noite
Foto: Nilson Bastian/Agência Câmara

Baleia Rossi (MDB-SP) destacou a independência da Casa. “Por que a Câmara independente assusta tanto? Unimos partidos com ideologias diferentes, mas a diferença nos fortaleceu. Não podemos abrir mão da defesa da nossa democracia”, disse. 

Uma “Câmara independente" foi a tônica do discurso de Baleia Rossi.

O candidato Marcel van Hattem (Novo-RS) acusou o Governo Federal de interferir na eleição da Mesa Diretora com a liberação de R$ 3 bilhões em obras para parlamentares.

"Que vergonha que vejo acontecer nestas eleições. O mesmo que o presidente Bolsonaro criticava lá atrás. Bolsonaro se rende aos mesmos artifícios que o PT utilizava para montar sua base", pontuou.


Legenda: Marcel van Hattem acusa governo de interferir na eleição
Foto: Agência Câmara de Notícias

O deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou que tem uma candidatura de protesto com pauta única: a defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Kataguiri fez várias críticas ao presidente. Destacou que, quando concorreu à presidência da Câmara na legislatura passada, Jair Bolsonaro criticou a atuação do Poder Executivo na época, mas agora, como presidente, faz o mesmo.

“O Executivo sempre interfere [na eleição para a Mesa Diretora], mas não podemos ter uma Câmara que não cria leis, que não representa os anseios do povo, que é submissa ao Judiciário”, leu o deputado, reproduzindo Bolsonaro.

Kim Kataguiri acusou Bolsonaro de trair os eleitores
Foto: Agência Câmara de Notícias

Candidatos:

  1. Arthur Lira (PP-AL), eleito em primeiro com 302 votos lançado por bloco de 11 partidos, com 236 deputados ao todo;
  2. Baleia Rossi (MDB-SP), 145 votos lançado por bloco de dez partidos, com 210 deputados;
  3. André Janones (Avante-MG);
  4. Fábio Ramalho (MDB-MG);
  5. General Peternelli (PSL-SP);
  6. Kim Kataguiri (DEM-SP);
  7. Luiza Erundina (Psol-SP);
  8. Marcel van Hattem (Novo-RS).

A votação

A sessão foi conduzida pelo atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Cada candidato teve dez minutos para defender suas propostas.

O processo de votação foi presencial e secreto, com 21 urnas eletrônicas distribuídas pelo Plenário e pelos salões Verde e Nobre, espaços que ficarão restritos aos parlamentares.

Iniciado o processo de votação, cada urna receberá até cinco deputados por vez, de forma a evitar aglomerações e manter o distanciamento. Cada parlamentar registrará os 11 votos de uma só vez na urna eletrônica.

Apuração

A apuração foi realizada por cargo, começando pelo presidente. Eleito, o candidato precisa da maioria absoluta dos votantes em primeira votação ou ser o mais votado no segundo turno. Após eleito o novo presidente, são apurados os votos dos demais integrantes da Mesa.

Senado: saiba como votaram os cearenses na eleição que definiu Pacheco como presidente> Apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o senador mineiro venceu a colega Simone Tebet (MDB-MS), que contou com a desistência de três candidatos em seu favor e com o voto de dois dos três senadores cearenses



Senadores cearenses, Cid Gomes (PDT) apoiou o senador mineiro, enquanto Tasso Jereissati (PSDB) e Eduardo Girão (Podemos) manifestaram voto para Tebet.

BRASÍLIA — Com 57 dos 78 votos, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, foi eleito nesta segunda-feira o novo presidente do Senado. Ele derrotou Simone Tebet (MDB-MS), que teve 21 votos. Advogado de formação, Pacheco está no primeiro mandato como senador. Antes, atuou como deputado federal por quatro anos. Para romper a fama de novato, a articulação costurada com governistas e oposicionistas por seu antecessor, Davi Alcolumbre (DEM-AP), foi fundamental.

Em discurso feito momentos antes da votação, Pacheco afirmou que terá uma gestão independente em relação aos outros poderes e que não haverá "nenhum tipo de pressão externa". Segundo ele, "governabilidade não significa ser subserviente ao governo". Pacheco também assumiu um compromisso pela defesa intransigente do Estado Democrático de Direito.

Em cédula de papel, o Senado Federal elegeu o Senador Rodrigo Pacheco (57 votos de 81 possíveis) para presidir a Casa no biênio 2021/22
Apoiado por Bolsonaro e PT, Rodrigo Pacheco vence eleição no Senado
Senador mineiro disse que a sua gestão, formada com alianças de diferentes correntes ideológicas, pode ser uma oportunidade de "pacificação" das relações políticas
Julia Lindner e André de Souza
01/02/2021 - 18:58 / Atualizado em 01/02/2021 - 20:24Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito presidente do Senado Foto: 
Davi Alcolumbre (DEM-AM). Presidiu de 2019 a 2021 020Eunício Oliveira (MDB-CE). Presidiu de 2017 a 2019  018Renan Calheiros (MDB-AL). Presidiu de 2013 a 2017 017José Sarney (MDB-AM). Presidiu de 2009 a 2013 Foto: 09Garibaldi Alves Filho (MDB-RN). Presidiu de 2007 a 2009 Tião Viana (PT-AC).interinamente de out a dez de 2007 Renan Calheiros (MDB-AL). Presidiu de 2005 a 2007 José Sarney (MDB-AM). Presidiu de 2003 a 2005 Ramez Tebet (MDB-MS). Presidiu de 2001 a 2003 Edison Lobão (MDB-MA). Presidiu interinamente por nos dias 19 e 20 de setembro de 2001, quando pertencia ao PFL, atual DEM 


Ao mesmo tempo, o senador mineiro disse que a sua gestão, formada com alianças de diferentes correntes ideológicas, pode ser uma oportunidade de "pacificação" das relações políticas:

— Vamos fazer disso uma grande oportunidade, uma grande oportunidade singular de pacificação das nossas relações políticas e institucionais porque é isso que a sociedade brasileira espera de nós.


Defensor de uma nova rodada do auxílio emergencial durante a pandemia do novo coronavírus, Pacheco disse que é preciso tentar conciliar o teto de gastos públicos com a área da assistência social.


— Nos primeiros instantes, caso vossas excelências me outorguem o mandato de presidente, nós vamos inaugurar um diálogo pleno, efetivo e de resultados, porque isso é para ontem, para que se possa conciliar o teto de gastos públicos com assistência social num dialogo junto com a equipe econômica do governo federal — declarou.

Nos primeiros anos de sua carreira pública, Pacheco ganhou rápida notoriedade no Congresso ao ocupar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, em 2017. O então deputado era filiado ao MDB. Ele teve a sua atuação no colegiado elogiada até mesmo pela oposição ao conduzir as denúncias contra o ex-presidente Michel Temer, na época seu correligionário.

Como mostrou o GLOBO, Pacheco continua atuando como advogado criminalista em Minas Gerais em casos que envolvem a defesa de suspeitos por corrupção passiva, extorsão mediante sequestro, homicídio qualificado e lavagem de dinheiro. Agora eleito, ele terá de deixar a advocacia temporariamente, porque a atividade é considerada incompatível, mesmo que em causa própria, para o chefe do Poder Executivo e membros da Mesa do Poder Legislativo e seus substitutos legais.
Articulação

Na véspera da eleição desta segunda, Pacheco ainda tentava contemplar interesses de todos os aliados, que juntos representam mais de dez partidos. Na reta final, ele dividiu e conquistou votos até mesmo na sigla de sua principal adversária, Simone Tebet (MDB-MS), que acabou sem apoio dos emedebistas e optou por manter a candidatura de forma independente.


Encabeçada pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), a estratégia de campanha de Pacheco foi se antecipar aos movimentos dos adversários. Assim, ele saiu na frente ao conquistar o apoio de partidos expressivos, como PSD e PT, antes mesmo dos emedebistas decidirem quem seria o seu representante na eleição.

Além disso, após o MDB lançar a candidatura de Simone, Pacheco iniciou uma ofensiva sobre os possíveis aliados da emedebista. A estratégia contou com a influência do Palácio do Planalto em momentos decisivos, entre eles o anúncio do PSDB de que iria liberar a bancada na eleição, sem se comprometer com nenhuma candidatura. Dias antes, tucanos garantiam que iriam endossar o nome do MDB.


Outro momento simbólico que pesou a favor de Pacheco recentemente foi conquistar o apoio da Rede, legenda que possui apenas dois senadores, mas que se coloca contra a gestão Jair Bolsonaro e tem certo alinhamento com Simone. Em nota, o senador Fabiano Contarato (ES) justificou o voto ao dizer que não há candidatura de oposição na disputa que pudesse propor "uma alternativa de clara objeção ao governo federal".

Em entrevista ao GLOBO, há uma semana, Simone negou a existência de qualquer ameaça à democracia no momento, evitou se comprometer com um eventual processo de impeachment de Bolsonaro e destacou que apoiou mais propostas do Executivo do que o próprio Pacheco. No discurso, a parlamentar seguiu orientações de caciques do MDB, que defendiam um tom de moderação em relação ao Planalto.


Na semana que antecedeu a eleição, aliados de Pacheco deram a cartada final na corrida pela presidência ao fazer com que o MDB, maior partido da Casa, com 15 senadores, desistisse de manter candidatura própria. Simone, no entanto, decidiu seguir com a candidatura avulsa, com o apoio formal do Podemos, Cidadania e PSB. Até dois dias antes do pleito, entretanto, emissários de Pacheco e Alcolumbre ainda tentavam convencer a parlamentar a desistir por avaliar que a presença da senadora causa 'constrangimento', mas ela indicava estar irredutível por avaliar que precisa marcar posição.

Com o embarque do MDB na campanha, mesmo que sem apoio oficial, Pacheco também passou os últimos dias buscando uma forma de incluir os emedebistas na sua gestão. Eles devem assumir a vice-presidência da Casa, representados por Veneziano Vital do Rêgo (PB), e outros cargos. A eleição para a composição da Mesa Diretora está prevista para ocorrer nesta terça-feira.