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A primeira vacina brasileira contra a Covid-19 já está sendo desenvolvida e pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais. É uma grande notícia e que traz esperança para o povo brasileiro.
A equipe está se preparando para lançar estudos clínicos em breve, seguindo todos os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para depois começar os testes em humanos.
“Será preparado um lote piloto para testagem em animais, e que servirá também para humanos, e usa essa formulação para o teste clínico de segurança, inicialmente, imunogenicidade, e, depois, o teste de proteção”, disse a professora da universidade parte dos estudos.
A perspectiva é que, havendo investimentos privados ou do governo federal, os testes em humanos possam ser realizados ainda em 2021, garantiu a professora.
Na fase inicial do projeto e nas alternativas buscadas pelo CT-Vacinas, foram investidos cerca de R$ 5 milhões.
“Esse processo vai ser, realmente, um marco histórico, que vai poder ser replicado para outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica”, disse a coordenadora do CT-Vacinas, Ana Paula.
Ela lembra que todas as vacinas usadas em humanos no Brasil atualmente são de tecnologias importadas de outros países.
“O Brasil tem competência para fazer isso. Precisa é colocar os elos da cadeia conectados”, destacou Ana Paula.
Com informações Agência Brasil
Foto: Agustin Marcarian/ Reuters
A Índia, um dos países mais populosos do mundo, mostrou que soube fazer a lição de casa e conseguiu derrubar de 100 mil para apenas 11 mil o número diário de novos casos de Covid-19 no país. Nas últimas três semanas a queda foi de 20%, o que deixou especialistas impressionados.
Os especialistas ficaram surpresos com a notícia porque quando a pandemia se espalhou no país, chegaram a existir temores reais de que afundaria o frágil sistema de saúde do segundo país mais populoso do mundo. A Índia já computou 11 milhões de casos, e mais de 155 mil mortes.
Contudo, as infecções na Índia começaram a despencar em setembro do ano passado, e agora o país está relatando uma queda de quase 90% nos casos diários, quando comparado com a época de pico, isso em todo o território nacional. Mas nada disso se trata de queda no número de testes.
A procura nos hospitais do país diminuiu nas últimas semanas, mais um fator positivo para essa queda de casos.
Quando foram registrados 9 milhões de casos em novembro, os hospitais de Nova Delhi por exemplo, ficaram lotados, com quase 90% de dos leitos de UTI ocupados. Na última quinta-feira, apenas 16% desses leitos estavam ocupados.
O governo indiano acredita a queda aconteceu, em parte, pela conscientização da população sobre o uso de máscara, que se tornou obrigatório em público no país, com uma alta multa para quem descumprir em certas cidades – e quando dói no bolso as pessoas respeitam, infelizmente.
Outra explicação dada pelo governo indiano seria que algumas áreas teriam alcançado a imunidade de rebanho. Seriam pessoas que desenvolveram imunidade ao novo coronavírus, ao adoecerem ou serem vacinadas, conforme explicou Vineeta Bal, responsável por estudar o sistema imunológico no Instituto Nacional de Imunologia da Índia.
Uma pesquisa do governo também aponta outro possível motivo pra queda de casos: mais pessoas foram infectadas nas cidades da Índia do que em vilarejos e que o vírus estava se movendo mais lentamente pelo interior do país, pela área rural.
“As áreas rurais têm menor densidade de aglomeração, as pessoas trabalham mais em espaços abertos e as casas são muito mais ventiladas”, declarou Srinath Reddy, presidente da Fundação de Saúde Pública da Índia.
Que boa notícia!
Com informações do Correio Braziliense/AgênciaEstado
Foto: Manish Swarup/AP
E mais uma de fevereiro vai terminando, mas dessa vez com três excelentes notícias sobre vacinas contra a Covid-19, todas divulgadas na última sexta, 19, por cientistas.
A primeira é sobre um estudo da vacina da Pfizer/BioNTech, que foi revisado por cientistas independentes. A pesquisa mostrou que uma única dose da vacina alemã é 85% eficaz contra casos sintomáticos de Covid – com resultados entre duas e quatro semanas após a injeção.
O estudo já foi publicado pela revista científica The Lancet e teve os resultados a partir de testes com profissionais de saúde do maior hospital de Israel.
Por conta disso, os pesquisadores apoiam o adiamento da segunda dose onde houver escassez das vacinas, porque a primeira dose da Pfizer/BioNTech já garantiria uma boa proteção contra o novo coronavírus.
O Reino Unido adotou esse caminho. O país tinha atrasado para 12 semanas a aplicação da segunda dose. A Pfizer e BioNTech tinha recomendado um intervalo de três inicialmente. A Universidade de Oxford concorda com a estratégia do Reino Unido.
Sobre a segunda excelente notícia, que também diz respeito a vacina da Pfizer/BioNTech, é que agora ela não precisa mais ser congelada a – 70°C, como divulgado anteriormente pela indústria.
Se for estocada em congeladores comuns, a – 15º, a vacina tem durabilidade de duas semanas. Isso é incrível porque facilita ainda mais a distribuição em locais que não têm freezers tão potentes.
O estudo já está pronto para assinatura da agência reguladora americana, a FDA, e segue nas próximas semanas para aprovação de outras agências reguladoras dos mais variados países.
Por último, temos uma excelente notícia sobre a vacina de Oxford.
Um estudo divulgado também na sexta pela Lancet, afirma que o intervalo maior entre as doses da vacina Oxford/AstraZeneca garante ainda mais proteção contra Covid.
A vacina teria 81% de eficácia se aplicada a segunda dose num intervalo de 12 semanas entre a primeira e segunda aplicação. Já em seis semanas, a eficácia diminuiria para 55%.
No Brasil, o Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz já recomendam que o intervalo entre as doses dessa vacina passe para 12 semanas.
Com informações JN
Foto: Justin Tallis/Pool/Getty Images


