41Alexandre Vasconcelos, Francisco Boto e outras 39 pessoas
24 comentários
8 compartilhamentos
Curtir
Comentar
Compartilhar

A primeira vacina brasileira contra a Covid-19 já está sendo desenvolvida e pelo Centro de Tecnologia em Vacinas (CT-Vacinas) da UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais. É uma grande notícia e que traz esperança para o povo brasileiro.
A equipe está se preparando para lançar estudos clínicos em breve, seguindo todos os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para depois começar os testes em humanos.
“Será preparado um lote piloto para testagem em animais, e que servirá também para humanos, e usa essa formulação para o teste clínico de segurança, inicialmente, imunogenicidade, e, depois, o teste de proteção”, disse a professora da universidade parte dos estudos.
A perspectiva é que, havendo investimentos privados ou do governo federal, os testes em humanos possam ser realizados ainda em 2021, garantiu a professora.
Na fase inicial do projeto e nas alternativas buscadas pelo CT-Vacinas, foram investidos cerca de R$ 5 milhões.
“Esse processo vai ser, realmente, um marco histórico, que vai poder ser replicado para outros processos, para que o Brasil tenha independência nessa área estratégica”, disse a coordenadora do CT-Vacinas, Ana Paula.
Ela lembra que todas as vacinas usadas em humanos no Brasil atualmente são de tecnologias importadas de outros países.
“O Brasil tem competência para fazer isso. Precisa é colocar os elos da cadeia conectados”, destacou Ana Paula.
Com informações Agência Brasil
Foto: Agustin Marcarian/ Reuters
A Índia, um dos países mais populosos do mundo, mostrou que soube fazer a lição de casa e conseguiu derrubar de 100 mil para apenas 11 mil o número diário de novos casos de Covid-19 no país. Nas últimas três semanas a queda foi de 20%, o que deixou especialistas impressionados.
Os especialistas ficaram surpresos com a notícia porque quando a pandemia se espalhou no país, chegaram a existir temores reais de que afundaria o frágil sistema de saúde do segundo país mais populoso do mundo. A Índia já computou 11 milhões de casos, e mais de 155 mil mortes.
Contudo, as infecções na Índia começaram a despencar em setembro do ano passado, e agora o país está relatando uma queda de quase 90% nos casos diários, quando comparado com a época de pico, isso em todo o território nacional. Mas nada disso se trata de queda no número de testes.
A procura nos hospitais do país diminuiu nas últimas semanas, mais um fator positivo para essa queda de casos.
Quando foram registrados 9 milhões de casos em novembro, os hospitais de Nova Delhi por exemplo, ficaram lotados, com quase 90% de dos leitos de UTI ocupados. Na última quinta-feira, apenas 16% desses leitos estavam ocupados.
O governo indiano acredita a queda aconteceu, em parte, pela conscientização da população sobre o uso de máscara, que se tornou obrigatório em público no país, com uma alta multa para quem descumprir em certas cidades – e quando dói no bolso as pessoas respeitam, infelizmente.
Outra explicação dada pelo governo indiano seria que algumas áreas teriam alcançado a imunidade de rebanho. Seriam pessoas que desenvolveram imunidade ao novo coronavírus, ao adoecerem ou serem vacinadas, conforme explicou Vineeta Bal, responsável por estudar o sistema imunológico no Instituto Nacional de Imunologia da Índia.
Uma pesquisa do governo também aponta outro possível motivo pra queda de casos: mais pessoas foram infectadas nas cidades da Índia do que em vilarejos e que o vírus estava se movendo mais lentamente pelo interior do país, pela área rural.
“As áreas rurais têm menor densidade de aglomeração, as pessoas trabalham mais em espaços abertos e as casas são muito mais ventiladas”, declarou Srinath Reddy, presidente da Fundação de Saúde Pública da Índia.
Que boa notícia!
Com informações do Correio Braziliense/AgênciaEstado
Foto: Manish Swarup/AP
E mais uma de fevereiro vai terminando, mas dessa vez com três excelentes notícias sobre vacinas contra a Covid-19, todas divulgadas na última sexta, 19, por cientistas.
A primeira é sobre um estudo da vacina da Pfizer/BioNTech, que foi revisado por cientistas independentes. A pesquisa mostrou que uma única dose da vacina alemã é 85% eficaz contra casos sintomáticos de Covid – com resultados entre duas e quatro semanas após a injeção.
O estudo já foi publicado pela revista científica The Lancet e teve os resultados a partir de testes com profissionais de saúde do maior hospital de Israel.
Por conta disso, os pesquisadores apoiam o adiamento da segunda dose onde houver escassez das vacinas, porque a primeira dose da Pfizer/BioNTech já garantiria uma boa proteção contra o novo coronavírus.
O Reino Unido adotou esse caminho. O país tinha atrasado para 12 semanas a aplicação da segunda dose. A Pfizer e BioNTech tinha recomendado um intervalo de três inicialmente. A Universidade de Oxford concorda com a estratégia do Reino Unido.
Sobre a segunda excelente notícia, que também diz respeito a vacina da Pfizer/BioNTech, é que agora ela não precisa mais ser congelada a – 70°C, como divulgado anteriormente pela indústria.
Se for estocada em congeladores comuns, a – 15º, a vacina tem durabilidade de duas semanas. Isso é incrível porque facilita ainda mais a distribuição em locais que não têm freezers tão potentes.
O estudo já está pronto para assinatura da agência reguladora americana, a FDA, e segue nas próximas semanas para aprovação de outras agências reguladoras dos mais variados países.
Por último, temos uma excelente notícia sobre a vacina de Oxford.
Um estudo divulgado também na sexta pela Lancet, afirma que o intervalo maior entre as doses da vacina Oxford/AstraZeneca garante ainda mais proteção contra Covid.
A vacina teria 81% de eficácia se aplicada a segunda dose num intervalo de 12 semanas entre a primeira e segunda aplicação. Já em seis semanas, a eficácia diminuiria para 55%.
No Brasil, o Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz já recomendam que o intervalo entre as doses dessa vacina passe para 12 semanas.
Com informações JN
Foto: Justin Tallis/Pool/Getty Images




Os empresários do setor de restaurantes estão temendo que o Ceará registre uma nova onda de demissões de funcionários após a aplicação do novo decreto do Governo do Estado, que restringe até as 20h o funcionamento de atividades não essenciais durante a semana. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel-CE), Taiene Righetto, contudo, ainda não é possível mensurar os impactos no segmento econômico, mas os cortes deverão afetar até os grandes restaurantes.
De acordo com Righetto, a Abrasel deverá ter um balanço inicial sobre os impactos causados pelo novo decreto na próxima segunda-feira (22). Mas ele disse que o segmento já espera um impacto semelhante ao registrado em outros estados. Segundo dados da Entidade, no Brasil, mais de 180 mil postos de trabalho foram fechados em 2020.
"A gente já sabe que vários restaurantes estavam esperando o decreto para fechar ou não. E muitos restaurantes deverão fechar em definitivo. Temos vistos muitos empresários que estão sofrendo para mandar algumas pessoas 'para fora'. Mas não sabemos mais o que esperar. Até segunda devemos ter um balanço mais geral, mas temos tanta gente que já quebrou", disse Taiene.
O presidente da Abrasel ainda disse que os grandes restaurantes também serão afetados, por "não terem mais gordura para queimar". Righetto afirmou que o decreto tem dificultado o funcionamento do setor, que já "não vinha bem". Ele ainda questionou a efetividade das medidas do decreto aplicado pelo Governo do Estado.
"Os maiores restaurantes tinham mais gordura, mas até esses não têm mais esse espaço para gastar em folha de pagamento e agora devemos ter demissões em massa", disse Righetto.
"A gente lamenta que o decreto seja pouco eficiente. O governo fica restringindo os bares e restaurantes e isso segue sem resolver o problema, e eles seguem sem conseguir mostrar os impactos do setor de bares e restaurantes. No Carnaval, tivemos várias festas clandestinas sendo que o Governo não consegue fiscalizar isso. Eu entendo que as medidas têm sido fracas. Estamos tendo muita tentativa e erro", completo.
Righetto ainda comentou que a Abrasel está tentando um novo contato com o Governo do Ceará para tentar renegociar as medidas aplicadas no último decreto estadual. Ele comentou que a Associação deverá enviar ao comitê que avalia a situação da pandemia no Ceará os dados de uma pesquisa feita com clientes e funcionários de bares e restaurantes.
A pesquisa, encomendada pela própria Abrasel e realizada pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Inteligente (IBPI), perguntou aos entrevistados onde eles acham que foram contaminados pelo coronavírus, em caso de infecção. Conforme a pesquisa, na opinião popular os bares e restaurantes não são locais de contaminação.
"A gente precisa reabrir esse diálogo. Eu mandei nossos dados para tentar abrir esse canal, mas estamos há 11 dias sem uma reposta ou contato com o Governo", disse Taiene.
O presidente da Abrasel ainda comentou que os empresários têm se queixado do baixo nível de previsibilidade apresentado pelo Governo antes da tomada de decisão sobre os decretos que tratam sobre as restrições sanitárias no Ceará.
"As decisões estão sendo anunciadas em cima da hora. E os fornecedores estão perguntando porque houve uma queda nas compras, mas as pessoas não estão comprando porque não há previsibilidade", defendeu Taiene.