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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

ISLAMITAS REPRESENTAM UM GRANDE PERIGO A PAZ MUNDIAL

Oriente Médio

Saiba quais os povos perseguidos pelos jihadistas no Iraque

Família yazidi que fugiu dos terroristas no Iraque busca abrigo em uma escola na cidade de Dohuk, na região autônoma do Curdistão
Família yazidi que fugiu dos terroristas no Iraque busca abrigo em uma escola na cidade de Dohuk, na região autônoma do Curdistão (Safin Hamed/AFP)
O atual conflito no Iraque é frequentemente simplificado como uma disputa sectária entre extremistas sunitas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e os xiitas, corrente religiosa em maioria no país. Os dois povos são de origem árabe e seguem a religião muçulmana, mas interpretam o Corão – o livro sagrado do islamismo – de maneira diferente. Além dos xiitas e sunitas, o Iraque também é lar de povos de outras origens étnicas e religiosas, como os curdos, cristãos, yazidis, bahais e muitos outros.
Os militantes extremistas do EIIL consideram todos os não muçulmanos e islâmicos xiitas infiéis, e em muitas cidades capturadas o grupo impôs regra severa: converter-se, pagar por proteção, fugir ou morrer. O surpreendente avanço dos jihadistas sunitas, a partir de junho, criou a maior onda de instabilidade no país desde a retirada das tropas estrangeiras do território, em 2011. Em pouco tempo, os terroristas capturaram a segunda maior cidade do país, Mosul, e outros locais importantes, como o município de Tikrit e a região de Ambar, no oeste iraquiano.
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No final de junho, os terroristas do EIIL proclamaram a criação de um califado, um Estado islâmico, nos territórios sob seu controle entre o Iraque e a Síria. Os jihadistas também proclamaram seu chefe, o terrorista internacionalmente procurado Abu Bakr al-Baghdadi, como o califa do novo "Estado" e o "líder dos muçulmanos em todos os lugares". O ímpeto dos terroristas voltou-se então para o norte do Iraque, onde fica o Curdistão – a região mais próspera e estável do país. Nesta semana, os extremistas sunitas tomaram a cidade de Qaraqosh, que abriga a maior população cristã iraquiana. Os terroristas também avançaram contra Sinjar, no norte do Iraque, lar de muitos membros da minoria yazidi, que se refugiaram em montanhas próximas para não serem mortos.
Confira as características de algumas minorias ameaçadas no Iraque:
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Cristãos

Cristãos iraquianos buscam abrigo na igreja de São José, em Arbil, no norte do Iraque depois de fugirem de suas aldeias invadidas por terroristas O número de cristãos no Iraque caiu de aproximadamente 1,5 milhão em 2003 para algo entre 350.000 e 450.000 atualmente, estimativa que corresponde a menos de 1% dos habitantes do país. A maioria vive na província de Nínive, no norte do país. Além de Qaraqosh – a maior cidade cristã do país, tomada pelos jihadistas em 7 de julho –, outros locais como Bartella, Al Hamdaniya e Tel Kef também abrigam cristãos.
Os cristãos no país são de diversas etnias e denominações, mas a maioria é de católicos assírios ou caldeus – uma das várias igrejas iraquianas com nomes que remontam às origens do cristianismo –, descendentes de povos da Mesopotâmia que falam aramaico.

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