Oriente Médio
Saiba quais os povos perseguidos pelos jihadistas no Iraque
Família yazidi que fugiu dos terroristas no Iraque busca
abrigo em uma escola na cidade de Dohuk, na região autônoma do Curdistão
(Safin Hamed/AFP)
Os militantes extremistas do EIIL consideram todos os não muçulmanos e islâmicos xiitas infiéis, e em muitas cidades capturadas o grupo impôs regra severa: converter-se, pagar por proteção, fugir ou morrer. O surpreendente avanço dos jihadistas sunitas, a partir de junho, criou a maior onda de instabilidade no país desde a retirada das tropas estrangeiras do território, em 2011. Em pouco tempo, os terroristas capturaram a segunda maior cidade do país, Mosul, e outros locais importantes, como o município de Tikrit e a região de Ambar, no oeste iraquiano.
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No final de junho, os terroristas do EIIL proclamaram a criação de um califado, um Estado islâmico, nos territórios sob seu controle entre o Iraque e a Síria. Os jihadistas também proclamaram seu chefe, o terrorista internacionalmente procurado Abu Bakr al-Baghdadi, como o califa do novo "Estado" e o "líder dos muçulmanos em todos os lugares". O ímpeto dos terroristas voltou-se então para o norte do Iraque, onde fica o Curdistão – a região mais próspera e estável do país. Nesta semana, os extremistas sunitas tomaram a cidade de Qaraqosh, que abriga a maior população cristã iraquiana. Os terroristas também avançaram contra Sinjar, no norte do Iraque, lar de muitos membros da minoria yazidi, que se refugiaram em montanhas próximas para não serem mortos.
Confira as características de algumas minorias ameaçadas no Iraque:
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Cristãos iraquianos buscam abrigo na
igreja de São José, em Arbil, no norte do Iraque depois de fugirem de
suas aldeias invadidas por terroristas
O número de cristãos no Iraque caiu de aproximadamente 1,5 milhão em
2003 para algo entre 350.000 e 450.000 atualmente, estimativa que
corresponde a menos de 1% dos habitantes do país. A maioria vive na
província de Nínive, no norte do país. Além de Qaraqosh – a maior cidade
cristã do país, tomada pelos jihadistas em 7 de julho –, outros locais
como Bartella, Al Hamdaniya e Tel Kef também abrigam cristãos.
Os cristãos no país são de diversas etnias e denominações, mas a maioria é de católicos assírios ou caldeus – uma das várias igrejas iraquianas com nomes que remontam às origens do cristianismo –, descendentes de povos da Mesopotâmia que falam aramaico.
Cristãos
Os cristãos no país são de diversas etnias e denominações, mas a maioria é de católicos assírios ou caldeus – uma das várias igrejas iraquianas com nomes que remontam às origens do cristianismo –, descendentes de povos da Mesopotâmia que falam aramaico.
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