10/09/2015 09h55 - Atualizado em 10/09/2015 11h56
Após rebaixamento, Dilma faz reunião de emergência com ministros
Standard & Poor's tirou o grau de investimento do Brasil na noite de quarta.
Presidente voltou a reunir coordenação política no Palácio do Planalto.
notícia do rebaixamento Laís Alegretti e Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
Um dia depois de a agência de risco Standard & Poor's tirar o "selo de bom pagador" do Brasil, a presidente Dilma Rousseff realizou uma reunião de emergência na manhã desta quinta-feira (10) com ministros da coordenação política para tratar do rebaixamento do país.
A reunião de coordenação política, que envolve os principais ministros do governo, ocorre geralmente às segundas-feiras. Nesta semana, por causa do feriado da Independência, foi realizada na terça (8). O encontro desta quinta, marcado pela presidente, tem caráter extraordinário.
A nota do país foi rebaixada de "BBB-" para "BB+", com perspectiva negativa. O rebaixamento do rating do Brasil para a categoria "especulativa" acontece menos de 50 dias após a agência ter mudado a perspectiva para negativa.
No início desta quinta, o dólar operava em alta, após a notícia do rebaixamento.A reunião teve início às 9h e terminou or volta de 11h. Segundo o Palacio do Planalto, participaram o vice-presidente, Michel Temer, os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Joaquim Levy (Fazenda), Edinho Silva (Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia), Gilberto Kassab (Ministério das Cidades), José Eduardo Cardozo (Justiça), Nelson Barbosa (Planejamento), Ricardo Berzoini (Comunicações). Também estão presentes o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, o senador José Pimentel (PT-CE), líder do governo no Congresso, e o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara.Os ministros não falaram com a imprensa após a reunião. Uma entrevista coletiva foi marcada para o Ministério da Fazenda no início da tarde.
Legislativo
No Congresso, a notícia também repercutiu na noite de quarta-feira. O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), chegou a dizer que a crise não é econômica, mas política.
"O governo tem instrumentos. Tem que agir. A crise não é econômica, é política. Essa é a mais difícil de resolver. O governo tem de fazer esforço grande na economia e na política. A presidente Dilma está fazendo um trabalho intenso. [...] Agora a discussão não é sobre popularidade. É arrumar a política e a economia", afirmou.
O senador disse, ainda, que as agências de classificação de risco também falham. "Não podemos entender agência de risco como se fosse a última palavra da economia. Elas falham também. [...] Agora, claro, uma agência dessa, independente dos erros, é usada como referência. Ninguém pode ignorar. É um alerta que vai levar o governo a tomar medidas nas quais a presidenta Dilma e ministros já estão trabalhando", afirmou ele, que costuma participar das reuniões de coordenação política às segundas-feiras.
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