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sexta-feira, 12 de março de 2021

antiviral Remdesivir, autorizado pela Anvisa Anvisa aprovou nesta sexta-feira (12/3) primeiro medicamento para tratamento contra o novo coronavírus. Órgão regulador também autorizou registro definitivo de vacina da Oxford

 

 (crédito: Colin BERTIER, Virginie GOUBIER, Ulrich Perrey / POOL / AFPTV / AFP)
(crédito: Colin BERTIER, Virginie GOUBIER, Ulrich Perrey / POOL / AFPTV / AFP)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta sexta-feira (12/3), a autorização de um medicamento antiviral para o tratamento da covid-19. Foi a primeira vez que a entidade aprovou um remédio com indicação em bula para a doença no país. O antiviral Remdesivir foi desenvolvido para auxílio no combate do ebola, mas não obteve bons resultados durante a pandemia da doença. Mostrou, porém, ser eficiente no tratamento de pacientes que foram infectados por outros tipos de coronavírus, responsáveis por causar o vírus dos tipos SARS e MERS. Assim, algumas nações passaram a usá-lo para auxiliar no tratamento da covid-19. A Anvisa anunciou, ao mesmo tempo, o registro definitivo da vacina da Oxford e da AstraZeneca, contra a covid 19, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Remdesivir é o primeiro medicamento autorizado no Brasil com este fim. “Estamos enfrentando um momento muito complicado”, admitiu o gerente-geral de Medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes. O medicamento já é aprovado para uso temporário em mais de 50 países, entre eles, Estados Unidos, Canadá, União Européia, Israel, Austrália, Japão, Hong Kong e Coréia do Sul. No Brasil, o medicamento está em fase de estudos desde junho de 2020 no Brasil. À época, ele foi autorizado pela Anvisa para ser usado em pacientes hospitalizados e que desenvolveram pneumonia grave provocada pelo SARS-CoV-2.

Nos EUA, o seu uso acontece desde novembro do ano passado. A empresa responsável pela fabricação do remédio, a Gilead Brasil, informou que um estudo realizado pelo Instituto Nacional Americano de Saúde (NIH - National Institutes of Health) mostrou rápida recuperação em pacientes infectados que tomaram o medicamento. A pesquisa foi realizada com 1.063 pacientes nos Estados Unidos, Ásia e Europa, e mostrou que pacientes com casos leves da covid-19 e que tomaram o Remdesivir tiveram uma recuperação cinco dias mais rápida que aqueles que não tomaram. Em casos graves, a recuperação foi sete dias mais rápida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, não recomenda o uso do remédio. A OMS reconhece que é possível que ele seja benéfico para alguns pacientes, mas a não evidência de riscos associados ao remédio, a falta de comprovação clínica de eficácia e o seu alto custo foram fatores para desaconselhar o uso do medicamento.

British Medical Journal publicou um artigo no último ano em que esclarece que “o Remdesivir tem recebido atenção mundial como um tratamento potencialmente eficaz para casos graves de covid-19 e é cada vez mais usado para tratar pacientes hospitalizados. Mas seu papel na prática clínica permanece incerto”.

Quem deve tomar o remédio?

O Remdesivir não previne a covid-19, o seu uso é para tratamentos de casos mais evoluídos de pacientes já infectados. No Brasil, a Anvisa indicou o uso para adultos e adolescentes com idade igual ou superior a 12 anos e que pesem, no mínimo, 40 kg, que desenvolveram pneumonia, que precisam de oxigenação suplementar de baixo ou alto fluxo, ou outra ventilação não invasiva. Pacientes entubados não devem usar o remédio.

Onde compro o Remdesivir?

O medicamento não vai ser vendido em farmácias e será administrado, única e exclusivamente, por hospitais para tratar pacientes que desenvolveram quadros evoluídos da covid-19, como citado acima.

Com esse remédio, vou precisar de vacina?

É importante ressaltar que todos devem ser vacinados. A vacina contra a covid-19 é a única que pode prevenir casos graves e até a infecção pela doença. Até o momento, não há medicamento que possua o mesmo efeito. O Remdesivir é indicado para o tratamento daquelas pessoas que estão hospitalizadas devido à covid-19.

Ele possui efeitos colaterais?

Durante coletiva de imprensa hoje, a Anvisa relatou alguns dos efeitos adversos que o medicamento pode causar no paciente em que ele é administrado. Entre eles, estão lesão renal aguda e insuficiência respiratória. Já na análise da Agência Europeia de Medicamentos (EMA - European Medicines Agency) problemas no fígado foram frequentemente desenvolvidos por quem tomou o medicamento e, para os pacientes com covid-19, a náusea foi relatada.

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