Diante do anúncio do reajuste do preço do diesel de 24,9% e da gasolina em 18,7% na próxima sexta, dia 12, em razão da disparada do custo internacional do barril do petróleo, líderes de caminhoneiros voltaram a aventar a possibilidade de uma greve. Projeções iniciais indicam que o preço médio do litro do combustível deve passar de R$ 7 nos postos.
Umas principais liderenças do setor, Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, disse nesta quinta, 10, que a alta dos preços no combustível pode levar os caminhoneiros a uma paralisação geral. “Nesse exato momento, eu vejo que, se o governo não fizer nada, o país vai parar por não haver mais condições de rodar", afirmou Landim. O caminhoneiro é presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), uma das diversas entidades que compõem o setor.
Caminhoneiros iniciam paralisação contra aumento do diesel, diz jornal
O aumento no preço dos combustíveis anunciado pela Petrobras fez com que caminhoneiros e transportadoras decidissem parar a partir desta sexta-feira (11). As empresas e entidades de caminhoneiros disseram, em comunicado, que o reajuste do diesel inviabilizou o frete e que as frotas ficarão paradas.
Segundo o jornal Estado de São Paulo, o assessor da presidência da Confederação Nacional de Transportadores Autônomos (CNTA) diz que se trata de uma paralisação técnica e sem bloqueios nas estradas. A entidade afirma ainda que “o aumento fez com que o sistema entrasse em colapso”.
A Petrobras divulgou nesta quinta (10), depois de 57 dias sem aumento nos preços, um reajuste de 25% do diesel e de 19% da gasolina vendida às distribuidoras. A estatal já vinha segurando uma alta no preço internacional do barril de petróleo, mas, com a guerra na Ucrânia, a empresa optou pelos aumentos.
Já o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, uma das lideranças da greve de caminhoneiros de 2018, explica que todos os produtos vão encarecer com os aumentos repassados ao frete dos caminhoneiros.
Ele diz que “ninguém vai trabalhar no prejuízo” e acredita que é o momento de uma mobilização de toda a sociedade, não apenas da classe de caminhoneiros.
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