A extensão geográfica dos atentados -que ocorreram em três continentes- mostra a disseminação da ameaça de facções extremistas pelo planeta.
O pior atentado ocorreu em uma praia turística na Tunísia, em que dezenas de banhistas -muitos deles britânicos e alemães- foram mortos por um atirador disfarçado de turista. Em março, outro ataque no país, no Museu do Bardo, atração turística perto do Parlamento tunisiano, matou 22 estrangeiros e deixou dezenas de feridos.
A Tunísia é o único país que conseguiu manter um governo democrático laico após a Primavera Árabe, em 2011. A nação sofre influência, porém, de grupos radicais e células terroristas.
Segundo fontes independentes consultadas pelo governo americano, ao menos 3.000 tunisianos deixaram o país nos últimos anos para se juntar às fileiras de facções extremistas como o EI.Na França, uma cabeça decapitada foi encontrada em uma usina de gás com bandeiras e inscrições em árabe. Também houve explosões que deixaram ao menos dois feridos. Um suspeito foi preso. Em dezembro do ano passado, o Ministério de Interior da França estimou que ao menos 1.200 cidadãos ou residentes franceses estavam envolvidos com grupos extremistas na Síria, berço do EI.
No Kuait, um homem-bomba atacou uma mesquita xiita durante as preces de sexta-feira, 26, dia sagrado para os muçulmanos.
O Kuait é considerado um importante aliado americano na região do golfo Pérsico. Segundo o Departamento de Estado, em relatório divulgado em junho, o país vem sendo um parceiro-chave no combate dos EUA ao EI.
Na Tunísia, pelo menos 37 pessoas morreram e 36 ficaram feridas, na sua maioria turistas, quando um homem armado abriu fogo em resort
Alertas
Espanha e Itália elevaram os níveis de alerta antiterrorista na sequência dos atentados. Em Madri, o Ministério do Interior elevou o nível de alerta de médio para alto. “Foi proposto elevar o nível de alerta antiterrorista do terceiro para o quarto de cinco níveis”, disse o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Díaz.
Na Itália, o ministro do Interior, Angelino Alfano, também anunciou a decisão de aumentar o alerta antiterrorista, sem, entretanto, indicar o nível. “Não há nenhum país com risco zero, por isso decidimos elevar o nível de alerta”, disse Alfano à imprensa.

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