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terça-feira, 8 de novembro de 2016

GREVE DOS POLICIAIS CIVIS DO CEARÁ

Em greve há quase três semanas, os policiais civis cearenses cumprem agora uma extensa agenda de protestos e manifestações que incluem passeatas, carreatas, panfletagem, assembléias e reuniões, além de acampamentos na Capital e no Interior. Hoje, eles estarão na Assembleia Legislativa do Estado (AL).

Os servidores já realizaram caminhadas pelas principais avenidas de Fortaleza. Por duas vezes ocuparam a Avenida Beira-Mar, mantêm um acampamento na porta do Palácio da Abolição. No último sábado fizeram uma panfletagem no saguão de desembarque do Aeroporto Internacional Pinto Martins e, ontem (7), realizaram uma carreata que foi parar na frente da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoas (DHPP), no Bairro de Fátima.

Também ontem, foi realizada uma manifestação na porta da Delegacia Regional de Polícia Civil de Iguatu (a 377Km de Fortaleza), que reuniu cerca de 50 agentes, entre escrivães e inspetores das unidades de toda a região Centro-Sul do Estado.

A “queda de braço” entre a categoria e o governo do estado parece estar longe de terminar. Os servidores estão decididos a somente voltar às atividades com o atendimento por parte do Estado de suas reivindicações, entre elas, a reestruturação do plano de cargos e salários da categoria. Há sete anos, a categoria foi elevada de nível médio para nível superior, no entanto, os salários ainda estão no patamar de nível médio.

Camilo Santana, então candidato a governador do Estado, assinou um documento se comprometendo a rever a situação e até agora não honrou o compromiss

Esta é a segunda vez que a Polícia Civil do Ceará entra em greve nos últimos dois meses. Em setembro, os servidores pararam as atividades reivindicando: melhoria salarial (o Ceará possui o pior salário do Nordeste), aumento do efetivo e proibição dos desvios de funções. O sindicato dos policiais civis - SINPOL- afirma que é preciso evitar que os policiais civis deixem de investigar os crimes para fazer a custódia de presos recolhidos em delegacias.

"Nós fomos chamados a uma audiência de conciliação, mas os compromissos como reconhecimento de policial civil com nível superior e o fim das carceragens nas delegacias não foram atendidos. A categoria não aceita mais trabalhar dessa forma, a gente fez todos os esforços para não chegar até aqui", afirmou o presidente do Sinpol, Francisco Lucas.o.

Com informações do Blog Fernando Ribeiro

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