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domingo, 10 de janeiro de 2021

Brasileiros se voltam para bancos digitais Escrito por Redação, 11:39 / 10 de Janeiro de 2021. Atualizado às 11:44 / 10 de Janeiro de 2021 Levantamento do UBS Evidence Lab mostra que em 2020, pela primeira vez, a parcela de downloads de aplicativos dos novos players ultrapassou a de instituições tradicionais

 

Os novos hábitos adquiridos pela população durante o isolamento social aceleraram a participação dos bancos digitais no Brasil. Apesar do poder financeiro e da ainda alta concentração das instituições tradicionais, esses novos personagens estão dando cara nova ao sistema financeiro nacional, que aos poucos ganha mais competição. Sem tarifas nem agências bancárias, alguns conseguiram dobrar a carteira de clientes durante a pandemia e ganharam, pelo menos, três anos na corrida por maior presença no setor.

Um levantamento do UBS Evidence Lab mostra que em 2020, pela primeira vez, a parcela de downloads de aplicativos dos novos players ultrapassou a de instituições tradicionais. Em 2019, a participação dos maiores bancos era de 52% e dos novos, 48%. No ano passado, essa posição se inverteu, com os bancos digitais alcançando uma fatia de 52%.

"Calculamos que atualmente o País tenha mais de 60 milhões de contas digitais, sem considerar os números do Caixa Tem (usado para o pagamento do auxílio emergencial)", diz o analista do UBS Thiago Batista. Na avaliação dele, a pandemia levou muitas pessoas que não tinham confiança nos sistemas digitais - como pessoas mais velhas - a usar esses bancos pela internet. "Hoje, vejo esse movimento sem volta. Quem começa a usar, não para."

O movimento tem sido tão intenso que, na Neon, o hábito digital da população antecipou, no mínimo, em três anos a escalada de crescimento. "Foi um ano em que crescemos muito além do imaginável", diz Pedro Conrade, fundador da instituição. Entre março e agora, a empresa cresceu três vezes em receita e número de clientes (hoje, somam 12 milhões). "Cerca de 65% dos clientes ativos usam a conta da Neon como sua conta principal."

Para Conrade, apesar do forte crescimento em 2020, ainda há espaço para ampliar a participação no mercado. Atualmente, diz, quase 50% das transações são feitas em dinheiro. "Só nesse aspecto, temos o dobro de mercado a ser conquistado. A nossa brecha é evoluir mais rápido antes que os grandes bancos cheguem." Com as novas medidas do Banco Central, como os pagamentos instantâneos e o open banking (sistema que permite o compartilhamento dos dados do cliente entre instituições), a competição deverá ser estimulada no setor.

Uma das estratégias dos bancos para manter o ritmo de crescimento em 2021 será ampliar a oferta de produtos e tentar fidelizar os clientes, diz o sócio-líder de serviços financeiros da consultoria KPMG, Cláudio Sertório. Ele explica que, normalmente, os mais jovens têm contas em mais de dois bancos digitais ao mesmo tempo e podem desativá-las a qualquer momento, dependendo da experiência positiva ou negativa.

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