POLÍCIA APONTA REPASSES DE EMPRESA DE ÔNIBUS
Denúncia do Ministério Público de São Paulo cita movimentações financeiras suspeitas e amplia investigação sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.
Uma nova etapa das investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) colocou uma empresa de ônibus de São Paulo no centro das atenções. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a empresa Transunião teria realizado repasses financeiros para pessoas ligadas à influenciadora Deolane Bezerra e a familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção criminosa. (Revista Oeste)
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a análise das movimentações bancárias identificou transferências consideradas incompatíveis com atividades comerciais justificáveis. Entre os beneficiários citados está Leonardo Camacho, sobrinho de Marcola. Os promotores afirmam que parte dos recursos movimentados por ele teria origem na empresa investigada. (Revista Oeste)
A denúncia também inclui Deolane Bezerra, familiares de Marcola e outros investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, empresas e operadores financeiros teriam sido utilizados para ocultar a origem de recursos supostamente ligados ao PCC. (Agência Brasil)
As investigações fazem parte da Operação Vérnix, conduzida pelo Gaeco. Os promotores sustentam que o grupo utilizava empresas do setor de transportes para movimentar recursos e inseri-los na economia formal. A defesa dos acusados nega irregularidades e afirma que as acusações serão contestadas na Justiça. (Agência Brasil)
O caso segue sob análise do Poder Judiciário. Até o momento, não há condenação definitiva dos investigados, sendo garantidos o direito à ampla defesa e ao contraditório. (Folha de S.Paulo)
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