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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Três avisos a quem for ao exterior comprar vacina contra Covid para depois vender aos brasileiros


Fotomontagem ilustrativa

Sabemos que a ordem econômica tem como pilastras constitucionais muitos princípios: a livre iniciativa, a livre concorrência, a defesa do consumidor, a atividade econômica, o livre mercado... e muito mais.

Enfim, tudo o que seja lícito e não proibido por lei, pode ser praticado.

Está na Constituição Federal a partir do artigo 170. Mas, não são direitos absolutos.

Em situações excepcionais, extraordinárias e mesmo inimagináveis, que jamais foi pensado que poderiam acontecer, aqueles princípios sofrem restrições. É o que está acontecendo com a Humanidade que enfrenta o flagelo da pandemia do Coronavírus. Sem disparar um tiro, sem lançar um míssil, a China derrubou o mundo. E por isso deve ser responsabilizada, civil e penalmente nos tribunais internacionais.

Mas não é sobre a responsabilização internacional da China o tema deste articulado. O assunto é outro. Também grave, desumano e perverso contra a população brasileira.

Desde um ou dois dias atrás vem sendo noticiado que clínicas brasileiras de vacinas, tendo à frente a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), articulam a compra de milhões de vacinas no exterior. Noticia-se que até mesmo a referida associação enviou (ou vai enviar) uma delegação à Índia para o início da negociação. A importação seria para a venda da(s) vacina(s) em clínicas particulares.

É este o tema: clínicas particulares viajando ao exterior para comprar vacina(s) e a(s) vender no Brasil.

Aqui vai o primeiro aviso. Se tanto for mesmo concretizado, o gesto não estará ao abrigo da Constituição Federal e violenta, frontalmente, as mais primárias e elementares regras naturais que disciplinam a convivência entre os humanos.

É inimaginável, inconcebível, hediondo e repulsivo que empresas tragam do exterior a(s) vacina(s) contra a Covid para ser(em) vendida(s) e aplicada(s) no Brasil, a quem puder pagar o preço, seja caro ou não.

A pandemia é tão dramática, tão funesta e horrenda, que qualquer vacina para combatê-la não poderá ser vendida. Não poderá ser objeto de comercialização, menos ainda de lucro. Vacina contra a Covid não é um negócio comercial. Sejam quais forem, as vacinas passam a ser um bem que o direito natural das gentes inclui nos chamados "bens fora do comércio" . E passam a integrar o rol de "bem público para uso do povo".

O direito à vida - e vida com saúde, porque vida sem saúde é vida moribunda -, é um Direito de toda a pessoa humana e que está escrito na Constituição Federal Brasileira e em todos os tratados internacionais.

Constituição Federal, artigo 5º:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida...."

Declaração Universal dos Direitos do Homem, artigo 3º:

"Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal".

Se amanhã ou depois, clínicas brasileiras de vacinas trouxerem para o Brasil uma ou mais vacinas contra a Covid para a venda em nosso país, e ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), eventualmente, der registro à(s) mesma(s), cuidem-se. Cuidem-se porque é certo que, se acionada, a Justiça ordenará a busca e apreensão delas para entregá-las ao Poder Público e este proceder à vacinação, gratuitamente.

Não se pode mercantilizar a vacina para a prevenção e o restabelecimento da saúde humana contra esta pandemia.

Agora, o segundo aviso. Saibam as clínicas, ou empresas outras congêneres, se o atrevimento noticiado vier a ser concretizado, os poderes públicos, nos três âmbitos (federal, estadual e municipal) poderão utilizar do instituto constitucional denominado "Requisição Administrativa", previsto no artigo 5º, inciso XXV da Constituição Federal e no artigo 3º, inciso VII, Lei Federal nº 13.979 de 2020, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, e que "dispõe sobre as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública temporária internacional decorrente do Coronavírus pelo surto de 2019". E, em consequência, apreender todas as vacinas que chegaram ao território nacional para entregá-las ao Ministério da Saúde que as destinará ao Plano Nacional de Vacinação, que é gratuito e ninguém pagará para ser vacinado.

A conferir:

Constituição Federal, artigo 5º XXV:

"No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar da propriedade particular (móvel, imóvel ou semovente, acrescentei), assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano".

Lei Federal nº 13.979, de 2020, artigo 3º, inciso VII:

“Art. 3º Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional de que trata esta Lei, as autoridades poderão adotar, no âmbito de suas competências, entre outras, as seguintes medidas...VII - Requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas".

Terceiro aviso. Requisição Administrativa é instituto do direito nacional de cunho discricionário. Ou seja, está fora do controle do Poder Judiciário. Somente a administração pública detém o poder de "conveniência e oportunidade" para lançar mão do referido instituto. E não caberá a nenhum magistrado ou tribunal intervir para impedir e/ou invalidar a Requisição Administrativa. É questão da órbita e competência exclusivamente da administração pública, vedado ao Judiciário nela intervir.

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Quatro pessoas morrem durante invasão ao Capitólio, diz polícia; 14 policiais ficaram feridos

09:09 | 07/01/2021
Uma mulher morreu após ser socorrida ao hospital, segundo a emissora americana NBC. Não há informações sobre a identidade da vítima. (Foto: Reprodução/Twitter)

Ao menos quatro pessoas morreram durante invasão ao Congresso dos Estados Unidos na última quarta-feira, 6. Um grupo de apoiadores de Donald Trump, candidato derrotado nas eleições 2020, invadiu o Capitólio, em Washington, enquanto Congresso confirmava a eleição do democrata Joe Biden. Um dos mortos é uma mulher atingida no ombro e atendida por ambulância. Quatorze policiais ficaram feridos. Os dados são da polícia de Washington. As informações são do portal G1.

LEIA MAIS | Mulher morta no Capitólio foi baleada pela polícia

As informações dão conta de que a mulher atingida no ombro era apoiadora de Trump. Ela foi atendida no hospital, mas não resistiu aos ferimentos. As autoridades não deram detalhes sobre as demais vítimas. Segundo a polícia, elas sofreram "emergências médicas" do lado de fora do edifício.
Caos provocado por extremistas começou após início de sessão no Capitólio que confirmou a vitória de Joe Biden nas eleições americanas em novembro último. Desde o fim das apurações, o atual presidente Donald Trump afirma que o pleito foi fraudado e se recusa a assumir que perdeu nas urnas. Antes de conseguirem entrar no prédio do Congresso, os extremistas derrubaram barricadas de metal na parte inferior dos degraus do Capitólio e obrigaram a polícia a fechar o prédio. Alguns tentaram passar pelos policiais, que, por sua vez, foram vistos atirando spray de pimenta na multidão para mantê-la afastada.

Na manhã desta quinta, 7, minutos depois de o Congresso dos EUA certificar a vitória de Joe Biden, Donald Trump disse que haverá uma transição ordenada no dia 20 de janeiro. O presidente estadunidense manteve sua posição de contestar o resultado da eleição.

O Twitter, Facebook e Instagram de Trump estão bloqueados bloqueados por 12 horas. Ação aconteceu em resposta às cenas de violência. No Twitter, diversos posts do presidente aparecem excluídos por terem violado as regras da rede social.

edital do concurso IMBEL 2021. A Indústria de Material Bélico do Brasil, empresa federal vinculada ao Ministério da Defesa, lançou pela Fundação Getúlio Vargas - FGV, o edital normativo do novo concurso público que servirá para formar cadastro de reserva em diferentes cargos de níveis fundamental, médio e superior. A formação de cadastro reserva serve para chamadas conforme a necessidade da empresa dentro do prazo de validade do concurso.

A lotação se dará nas unidades de produção de Piquete em São Paulo na Fábrica Presidente Vargas - FPV; em ItajubáMinas Gerais, na Fábrica de Itajubá - FI; em Juiz de Fora, Minas Gerais, na Fábrica de Juiz de Fora - FJF; no município de Magé no Rio de Janeiro, na Fábrica de Estrela - FE; e no município do Rio de Janeiro, na Fábrica de Material de Comunicação e Eletrônica - FMCE.

A admissão na IMBEL será feita pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, de acordo com a legislação trabalhista em vigor e os contratos terão tempo indeterminado.

Vagas do concurso IMBEL

Cargos de nível fundamental

  • Ajudante Geral
  • Auxiliar de Cozinha
  • Auxiliar de Laboratório
  • Auxiliar de Serviços Gerais
  • Bombeiro (Brigadista)
  • Cozinheiro
  • Garçom

Cargos de nível médio e técnico

  • Guarda de Segurança Patrimonial
  • Motorista
  • Galvanizador
  • Inspetor de Qualidade
  • Operador de Caldeira
  • Operador de Produção
  • Preparador de Máquinas
  • Auxiliar Técnico
  • Ajudante de Manutenção
  • Caldeireiro
  • Carpinteiro
  • Eletricista de Manutenção
  • Encanador
  • Instrumentista
  • Marceneiro
  • Mecânico de Manutenção
  • Pedreiro
  • Pintor
  • Soldador
  • Afiador de Ferramentas
  • Ajustador
  • Ferramenteiro
  • Fresador
  • Retificador
  • Torneiro
  • Desenhista
  • Encarregado
  • Laboratorista - Metrologia
  • Laboratorista - Químico
  • Projetista
  • Projetista - Mecânico
  • Técnico em Edificações
  • Técnico em Elétrica
  • Técnico em Eletrônica
  • Técnico em Instrumentação
  • Técnico em Mecânica
  • Técnico em Metalurgia
  • Técnico em Mecatrônica
  • Técnico em Materiais
  • Técnico em Metrologia
  • Técnico em Químico
  • Técnico em Controle de Qualidade
  • Técnico em Radiologia
  • Técnico de Enfermagem do Trabalho
  • Almoxarife
  • Auxiliar Administrativo
  • Auxiliar de Almoxarifado
  • Auxiliar de Compras
  • Auxiliar de Contabilidade
  • Auxiliar de Custos
  • Controlador de Produção
  • Inspetor de Segurança
  • Secretária
  • Assistente Administrativo
  • Assistente de Marketing
  • Assistente de Patrimônio
  • Assistente de Pessoal
  • Assistente de Vendas
  • Comprador
  • Contabilidade
  • Técnico de Informática
  • Técnico em Meio Ambiente
  • Técnico Segurança do Trabalho

Cargos de nível superior

  • Analista Administrativo
  • Analista de Custos
  • Analista Contábil
  • Analista de Orçamento
  • Analista de Recursos Humanos
  • Analista de Sistemas
  • Comprador Técnico
  • Nutricionista
  • Auditor
  • Contador
  • Administrador
  • Tecnologia da Informação
  • Advogado
  • Engenheiro de Controle de Qualidade
  • Engenheiro do Meio Ambiente
  • Engenheiro de Segurança do Trabalho
  • Engenheiro de Edificações
  • Engenheiro de Materiais
  • Engenheiro de Telecomunicações
  • Engenheiro Elétrico
  • Engenheiro Eletrônico
  • Engenheiro Mecânico
  • Engenheiro Mecatrônico
  • Engenheiro Metalurgia
  • Engenheiro de Produção
  • Engenheiro Químico
  • Médico do Trabalho

Os salários dos profissionais variam de acordo com o cargo e a jornada de trabalho, entre R$ 1.275,46 e R$ 5.331,47. Veja mais de cada cargo no edital - fim da matéria.

Inscrições na IMBEL vão até fevereiro

As inscrições no concurso abrem às 14h do dia 11 de janeiro e seguem até as 16h do dia 18 de fevereiro de 2021, pela internet, por meio do endereço eletrônico https://conhecimento.fgv.br/concursos/imbel21.

A taxa de inscrição terá valor de R$ 31,00 para cargos de nível fundamental, R$ 32,00 para os que exigem ensino médio e técnico e R$ 53,00 para as funções com exigência de nível superior. Os candidatos deverão efetuar o pagamento da taxa até o dia 19 de fevereiro.

Pode pedir isenção do pagamento da taxa de inscrição o candidato inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que comprove hipossuficiência financeira. Os pedidos deverão ser solicitados das 14h do dia 11 de janeiro até as 16h do dia 13 de janeiro.

Provas do concurso marcadas para abril

O concurso público terá prova escrita objetiva composta por 40, 50 ou 60 questões de múltipla escolha, conforme o cargo. As questões valem 1 ponto cada, sendo 40 pontos a pontuação máxima obtida na prova para os empregos de nível fundamental, de 50 pontos a pontuação máxima para nível médio e técnico e 60 pontos para nível superior.

Haverá ainda prova escrita discursiva para todos os cargos de nível superior. A redação deverá ser redigida em gênero dissertativo-argumentativo, com número mínimo de 20 e máximo de 30 linhas.

As provas serão realizadas no dia 11 de abril de 2021, das 08h às 12h, para os empregos de nível superior e nível fundamental, e das 15h às 19h para os empregos de nível médio e técnico. As provas ocorrerão nas seguintes cidades:

  1. Brasília-DF;
  2. Piquete-SP;
  3. Itajubá-MG;
  4. Juiz de Fora-MG;
  5. Magé-RJ;
  6. Rio de Janeiro-RJ.

Os locais para realização da prova escrita objetiva serão divulgados no endereço eletrônico da FGV com uma semana de antecedência.

Veja como serão as provas

Cargos de nível fundamental

  • 20 questões de Língua Portuguesa
  • 20 questões de Matemática

Cargos de níveis médio e técnico

  • 20 questões de Língua Portuguesa
  • 15 questões de Raciocínio Lógico-Matemático
  • 15 questões de Noções de Informática

Cargos de nível superior

  • 15 questões de Língua Portuguesa
  • 15 questões de Raciocínio Lógico-Matemático
  • 10 questões de Noções de Informática
  • 20 questões de Conhecimentos Específicos

O gabarito oficial preliminar e os resultados preliminares da prova escrita objetiva e discursiva serão divulgados no endereço eletrônico do concurso.

A validade do concurso público será de dois anos, podendo ser prorrogado, a critério da IMBEL, uma única vez, por igual período, a contar da data da homologação do resultado final.

Resumo do Concurso IMBEL 2021

  • Vagas: Todas para Cadastro de Reserva
  • Níveis: Fundamental, Médio, Técnico e Superior
  • Salários: Entre R$ 1.275,46 e R$ 5.331,47
  • Inscrições: de 11/01 a 18/02
  • Provas em 11/04

Anexos

Edital Concurso IMBEL 2021 

WhatsApp vai obrigar usuário a compartilhar dados com o Facebook Número do telefone, endereço de IP e interações com pessoas e empresas, entre outras informações, deverão ser obrigatoriamente compartilhados

08:21 | 07/01/2021
Notificação enviada aos usuários do WhatsApp avisa sobre mudança nos temos e políticas de privacidade. (Foto: Reprodução/WhatsApp)

A partir do dia 8 fevereiro, o WhatsApp exigirá que os usuários permitam o compartilhamento de dados com o Facebook para continuar acessando o aplicativo. Uma notificação alerta que informações como o número do telefone, o endereço de IP e as interações com pessoas e empresas, deverão ser obrigatoriamente compartilhadas. Os novos termos passam a vigorar a partir de 8 de fevereiro.

A mudança nos termos do serviço e da política de privacidade começou a ser comunicada aos usuários nessa quarta-feira, 6, de acordo com o blog Tecmundo. Conforme a empresa, o objetivo é promover uma maior integração do WhatsApp com os demais serviços pertencentes à companhia chefiada por Mark Zuckerberg, como o próprio Facebook e o Instagram.

As informações podem ser usadas, por exemplo, para exibir anúncios personalizados. As possibilidades incluem ainda a personalização de recursos, sugestões de amigos, conexões de grupo e conteúdos, melhorando a experiência do usuário. Há também a promessa de facilitar o pagamento de compras pelo WhatsApp, com o Facebook Pay.


Mudança contradiz posição inicial

Os novos termos de uso do app de mensagens contradizem o que foi divulgado inicialmente quando o Facebook comprou o WhatsApp, em 2014. Na época, a rede social garantiu a total privacidade dos dados, confirmando a opção por não compartilhá-los com outros serviços.

Uma mensagem no blog oficial do mensageiro, publicada logo após a negociação, dizia: “O respeito pela sua privacidade está codificado em nosso DNA e construímos o WhatsApp em torno do objetivo de saber o menos possível sobre você”.

Porém, em 2016, os dados passaram a ser compartilhados por padrão entre as duas plataformas. Diferente da próxima atualização, os usuários tinham a possibilidade de optar por não enviar as informações da conta para a rede social, fazendo a solicitação nas configurações do aplicativo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Governo de SP suspende aumento do ICMS para genéricos e alimentos Governo estadual enfrenta uma onda de ações judiciais para impedir o reajuste do imposto previsto para começar no dia 15

Suspensão foi anunciada nesta quarta-feira (6)AGÊNCIA BRASIL
A alta no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para medicamentos genéricos e alimentos foi suspensa pelo estado de São Paulo nesta quarta-feira (6), por determinação do governador João Doria . 

A justificativa do governo é que as mudanças foram propostas em agosto de 2020, quando a pandemia do novo coronavírus regredia no estado. Atualmente, os indicadores voltam a crescer. O governo aponta também o fim da renda emergencial do governo federal como um dos motivos.

"A redução de benefícios do ICMS poderia causar aumento no preço de diversos alimentos e medicamentos genéricos, principalmente para a população de baixa renda. Decidimos, assim, suspender a vigência dos decretos estaduais que autorizam redução de benefícios fiscais do ICMS para insumos agropecuários para a produção de alimentos e medicamentos genéricos", disse Doria. "

O governo estadual enfrenta uma onda de ações judiciais para impedir o reajuste do imposto previsto para começar em 15 de janeiro. Para organizar as contas do estado por causa da pandemia do novo coronavírus, o governo de João Doria (PSDB) realizou uma reforma administrativa em outubro que resultou em um corte de 20% em incentivos, elevando a carga tributária a partir de janeiro deste ano.

No setor de alimentação, por exemplo, produtos como carne, leite, hortifrútis, pães e congelados teriam até 4,32% de impostos na composição dos seus preços nas gôndolas dos supermercados, segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Uma força-tarefa de secretários foi criada na terça-feira (5) para intensificar a análise dos pedidos de setores econômicos para revisão da redução de benefícios fiscais e dialogar com os setores envolvidos. 

Outros setores

Sobre os combustíveis, decreto determina “complemento” à alíquota do ICMS. No caso do etanol, por exemplo, com essa medida a alíquota passa dos atuais 12% para 13,3%.

No setor de software, a Confirp Consultoria Contábil destaca aumento de 58% na alíquota, de 5,0% para 7,90%. "O objetivo da ação do governo do Estado é ajustar as contas frente aos impactos no caixa por causa do período de crise recente, contudo o resultado pesará nas contas das empresas e no bolso dos consumidores, que também enfrentam dificuldades oriundas da crise", explica, em nota, o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos, para quem é certo que haverá repasse aos consumidores.

No último mês, diversas entidades se manifestaram contra o aumento do imposto, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Paulista de Supermercados (Apas) a Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Faesp). A Faesp divulgou nota em que afirma que, nesta terça-feira (5), realizou novas tratativas com o governo do Estado para tentar reverter o aumento do ICMS, mas, por enquanto, não obteve sucesso.

O setor agrário programa um "tratoraço" no interior do Estado nesta quinta-feira (7) contra a elevação da carga tributária.

Segundo nota da Faesp, mais de 100 sindicatos rurais, além de cooperativas agrícolas, associações e entidades ligadas ao agro, já aderiram ao movimento. "Elevar a tributação na atual conjuntura é inoportuno e prejudicial para a sociedade, pois acarretará custos de produção crescentes e encarecimento no preço dos alimentos para o consumidor final. Os cidadãos comuns, em especial os mais necessitados, é quem pagarão essa conta."

Na véspera do “tratoraço”, Doria ‘amarela’ e recua

Governo Federal zera imposto de importação de seringas e agulhas até junho Escrito por Agência Brasil, 16:22 / 06 de Janeiro de 2021. Atualizado às 16:42 / 06 de Janeiro de 2021 O Comitê-Executivo da Câmara de Comércio Exterior também suspendeu uma sobretaxa aplicada para as seringas importadas da China


Comitê-Executivo da Camex avalia o abastecimento brasileiro de produtos de saúde e promove ajustes na lista com base na avaliação do Ministério da Saúde da situação da pandemia no país

Até o meio do ano, as seringas e agulhas de outros países entrarão no Brasil sem pagar tarifas. O Comitê-Executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu zerar o imposto de importação até 30 de junho. A medida ajudará a reforçar o combate à pandemia de Covid-19.

Até agora, esses produtos pagavam 16% de alíquota para entrar no País. O Camex também suspendeu, até o fim de junho, uma sobretaxa aplicada para as seringas descartáveis importadas da China.

A decisão vem no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Ministério da Saúde suspendeu a compra de seringas “até que os preços voltem à normalidade”. 







Desde 2009, o Brasil aplica uma medida antidumping - punição autorizada pelas normas internacionais quando um país julga haver concorrência desleal à indústria nacional - às seringas descartáveis chinesas. Desde 2015, a sobretaxa estava fixada em US$ 4,55 a cada quilograma de mercadoria importada.
Tarifa zerada

Com as duas medidas, a lista de produtos com tarifa zerada para o combate à pandemia de covid-19 aumentou para 303 produtos. Desde março de 2020, o Comitê-Executivo da Camex avalia o abastecimento brasileiro de produtos de saúde e promove ajustes na lista com base na avaliação do Ministério da Saúde da situação da pandemia no país. Até agora, foram emitidas 16 resoluções de reduções tarifárias.

Na segunda-feira (4), o Ministério da Saúde havia requisitado a fabricantes instalados no país seringas e agulhas de estoques excedentes para a futura campanha de vacinação contra a Covid-19.

Covid-19: Rede privada da Capital tem alta de 14,2% em UTI e 29,7% em enfermarias Escrito por Felipe Mesquita/Alessandro Torres, metro@svm.com.br 20:14 / 06 de Janeiro de 2021. Atualizado às 20:38 / 06 de Janeiro de 2021 Nos últimos 20 dias, oito unidades ligadas à Associação dos Hospitais do Ceará seguem registrando aumento nas internações

A rede privada de saúde de Fortaleza contabiliza altas nas internações por Covid-19, de acordo com informações do presidente da Associação dos Hospitais do Estado do Ceará (Ahece), Aramicy Pinto. O aumento está sendo registrado nos últimos 20 dias em oito unidades ligadas à entidade, pontua. 

 

Atualmente, indica o levantamento, 32 pacientes recebem cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que corresponde a um acréscimo de 14,2% em comparação ao dia 16 de dezembro, quando 28 pessoas estavam internadas nessas alas. 

Já nas enfermarias, a taxa de ocupação é ainda maior. No mesmo período, o número de pacientes atendidos passou de 47 para 61, ou seja, 29,7% a mais que na data anterior. 

“Houve aumento substancial nos internamentos clínicos e isso nos preocupa porque nós estamos pegando um contingente de pessoas da última semana, que coincide com o Natal. Com essas festas de fim de ano, tem uma tendência de alta ainda, haja vista a grande quantidade de pacientes procurando as emergências para testar se estão positivados ou não”, alerta Aramicy Pinto. 

Ainda segundo ele, o perfil de pacientes contaminados pelo novo coronavírus também mudou. “Nós tínhamos, geralmente, pacientes com mais idade. Hoje, a positividade está se concentrando no intervalo de 20 a 40 anos. Quer dizer, a juventude tem que prestar mais atenção porque ela também está suscetível como uma pessoa de 50, 60 anos, então, tem que se cuidar”, atenta. 

Sesa

Outro mapeamento evidencia a situação das unidades de saúde públicas e privadas da Capital. A plataforma IntegraSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), cuja atualização ocorreu às 16h04, mostra que entre hospitais públicos e privados, a ocupação em leitos de UTI da Capital é de 67,69% em UTIs e 42,83% em enfermarias.  

O Hospital Antônio Prudente é o único da cidade com 100% de ocupação em UTI e enfermarias, tendo 12 e 23 leitos, respectivamente, preenchidos. 

Veja a situação em cada unidade privada de Fortaleza:

Hospital Gênesis - 29,17% em UTI e 72,22% em enfermaria;
Hospital Monte Klinikum - 70% em UTI e 76,92% em enfermaria;
Hospital Otoclínica - 91,67% em UTI e 57,14% em enfermaria;
Hospital Regional Unimed - 78,85% em UTI e 75% em enfermaria;
Hospital São Carlos - 50% em UTI e 93,33% em enfermaria;
Hospital Uniclinic - 90% em UTI e 88,89% em enfermaria;
Hospital São Raimundo - 75% em UTI e 83,33% em enfermaria;
Hospital Aldeota - não há leitos ativos.

A procura demasiada por atendimento ambulatorial e internação por Covid-19, por exemplo, levou o Hospital Unimed Fortaleza a remanejar 10 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica para o acolhimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, na última segunda-feira (4). 

Por meio de nota, a unidade esclareceu que segue com a UTI pediátrica, mesmo tendo sido “remanejada para outra área do hospital". Os demais leitos da ala, cujo número não foi repassado, estão voltados para o atendimento infantil de outras enfermidades.

O diretor clínico do Hospital Unimed Fortaleza, Jurandir Marques, chegou a complementar que a medida tem caráter preventivo, uma vez que há três dias, foram anotados cerca de 248 atendimentos de emergência a pacientes com sintomas de Covid-19, um dos quatro maiores registros desde o início da pandemia no Ceará.

Ajustes

No Hospital São Raimundo, o diretor médico Mozart Rolim, informou que a unidade está “tentando expandir leitos de enfermaria e UTI” para conseguir atender todos os pacientes. “Abrimos uma segunda UTI com seis leitos, com previsão de mais quatro até o fim da semana”, ressaltou.

Procurados pela reportagem do Diário do Nordeste, os hospitais Otoclínica e Monte Klinikum não quiseram se pronunciar sobre a problemática.

Para Aramicy Pinto, a situação epidemiológica da Covid-19 exige uma reestruturação das unidades para que elas possam acomodar pacientes infectados. "Eu posso dizer com muita clareza que nós já acendemos o sinal amarelo. Nós vínhamos no sinal verde, e hoje já estamos com sinal de advertência, estamos nos preparando para que se esses números continuarem a subir, tenhamos que abrir novos leitos".