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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Brasil é líder em publicações científicas, mas falha em inovação Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa ressalta a importância de aumentar a produtividade no campo, mas diz que não basta levar a tecnologia pronta a um ambiente que não oferece ao produtor acesso a infraestrutura, redes de energia elétrica e internet

 

 (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press             )
(crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press )

Pesquisa feita pelo Global Innovation Index em 2020, mostra o Brasil no 14° lugar em produções científicas e em 66° lugar em inovação. Em entrevista ao CB Agro — uma realização do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília —, o biólogo Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, ressaltou que mudar essa classificação é um dos grandes desafios para o país.

“É um cenário que a gente já observa há mais de uma década. Mas ele tem dificuldade de traduzir isso em bem estar socioeconômico para a população brasileira, isso só se traduz por meio do que nós chamamos de inovação, que é a introdução do conhecimento, da tecnologia de fato no ambiente produtivo, no ambiente social”, explicou o biólogo.

Quando se vai ao Global Innovation Index, para Bruno, o Brasil patina na mesma posição nos últimos anos. “Mas não é devido à geração de ciência, que vem cada vez produzindo mais. Na verdade nós temos travas, dificuldades para iniciar novos negócios, nós temos um arcabouço regulatório, política institucional que cria um ambiente de negócios difícil para se inovar. Então, isso vai gerando barreiras, externalidades à ciência, que dificultam que isso chegue para cada um dos brasileiros, mas nós temos casos de sucesso, de relativos sucessos, e reconhecido internacionalmente”, afirma.

O agro é um setor que podemos tratar como caso de sucesso. Nas últimas cinco a seis décadas, o Brasil deixou de ser um importador de alimentos para ser um dos maiores exportadores do mundo. Isso só foi possível devido à incorporação de ciência, de tecnologia no campo. “Nós aumentamos a produção de grãos em mais de seis vezes, mas a área de produção apenas dobrou. Esse ganho de produtividade só se consegue colocando ciência, colocando tecnologia para que aquela área produza cada vez mais” afirmou o secretário.

Segundo Bruno, os protagonistas não são apenas os produtores rurais, associações cooperativas, mas também, e principalmente, os institutos de pesquisa como a Embrapa, as universidades, e toda essa rede de assistência técnica e extensão rural que forma um ecossistema sadio para esse setor. "Assim, nós vamos cada vez mais galgando competitividade, inclusive no cenário internacional como é o caso do agro”, disse.

As grandes propriedades, grandes produtoras, têm mais acesso a tecnologia do que as pequenas. Para aproximar mais esse setor produtivo rural da ciência e da inovação, o biólogo explica que existe várias possíveis soluções. “Para levarmos tecnologia e conhecimento para o pequeno produtor rural, para que ele consiga competir no mercado, e competir com o grande produtor, são necessárias políticas públicas, incentivo, à transferência de conhecimento, para que esse produtor adote realmente a tecnologia. Incentivo ao cooperativismo, associativismo, que aí ele ganha escala e consegue melhorar o poder de barganha, mas tudo isso tem que ser feito considerando a realidade local de cada um desses produtores”, esclareceu.

Bruno Brasil continua: “Eles estão inseridos em um contexto territorial, cultural, social, educacional e, se não há um olhar dedicado do Estado e das instituições para essa realidade, eles não vão conseguir alavancar com tanto sucesso como aqueles que tendem a se tornar grandes, ou mais competitivos, porque já incorporaram tecnologia e continuam incorporando”.

Há vários problemas, mas, na avaliação do secretário, as dificuldades sócioeconômicas e culturais de alguns territórios são as mais graves. “Não basta você levar a solução pronta, a tecnologia pronta a um ambiente de produtor que não consegue fazer a manutenção adequada dos equipamentos, que não tem acesso a uma rede de energia elétrica, internet, transformação digital, invadindo o campo e gerando competitividade. Hoje, mais de 60% das propriedades rurais não têm acesso à internet. Então, isso é uma barreira de infraestrutura”, alega Bruno.

O secretário ressalta que é preciso corrigir as duas falhas, governo e cultura das pessoas. Chegando a infraestrutura, que não está presente em várias áreas, principalmente em fronteiras agrícolas, o agro anda em um passo mais rápido que a infraestrutura brasileira.

“Então, ele chega antes da infraestrutura chegar. Mas, se você também não tiver condições socioeducacionais para receber isso, não vai ser incorporado. Então, apenas aqueles que já estão mais competitivos acabam incorporando. É necessário um papel de governo — União, estados, municípios — ede uma parceria privada, como associações, cooperativas. É necessário que todos esses atores estejam trabalhando juntos”, ressalta Bruno.

Parceria Público-Privada (PPP)

Para Bruno, a PPP é efetiva e gera resultados, em geral ,mais rápidos do que outras estratégias, mas precisa ser intensificada no Brasil. “Quando nós temos uma parceria público-privada, por meio do que nós chamamos de inovação aberta, significa que não vai ser uma única inovação sozinha, ela precisa trocar informações, conhecimento e tecnologia com outras instituições.”

Hoje, há produtos que têm mais inovação, então é mais fácil fazer essa parceria público-privada. Bruno explicou que a Embrapa tem parcerias com todas as cadeias de produção, sejam mais ou menos estruturadas. "O carro-chefe da tecnologias desenvolvidas pela Embrapa sempre foi a parte de genética vegetal, programa de melhoramento para mudas, sementes. Nós também trabalhamos muito com insumos para produção, principalmente os insumos biológicos, que substituem fertilizantes, pesticidas tradicionais, e com práticas de manejo, tanto para a produção animal, quanto para a produção vegetal.

*Estagiária sob a supervisão de Odail Figueiredo

Restaurantes já veem queda de 80% no faturamento, aponta associação. Representante do setor de bares e restaurantes, Taiene Righetto critica restrições e lamenta perdas do segmento

 

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Legenda: Faturamento do setor tem sofrido queda de 80% com redução do horário de funcionamento
Foto: Arquivo

Com a redução de mais uma hora de funcionamento durante a semana, para até 19h, o setor de alimentação fora do lar no Estado continua contabilizando severos prejuízos. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel), Taiene Righetto, afirma que o faturamento das empresas do setor estão despencando.

Desde o dia 3 de fevereiro, restaurantes, barracas de praia e similares devem encerrar o atendimento às 20h, o que, segundo Righetto, praticamento impossibilita o funcionamento no período noturno.

"Continuamos na mesma situação, praticamente em lockdown para quem trabalha só à noite ou trabalhando pouquíssimas horas. Nosso faturamento já vem caindo 80%", afirma.

Para ele, as medidas de restrição não são efetivas. "A restrição aos restaurantes não está funcionando. Se estivesse, os casos estariam diminuindo. Reduzir uma hora não vai mudar em nada o contágio", afirma.

O presidente da Abrasel ainda avalia que o foco das ações estaduais deveria estar em problemas como as festas clandestinas e o transporte público. "Se estou com 50% (de capacidade), é óbvio que vai aglomerar".

Pacote de socorro

Em publicação nas redes sociais, o governador Camilo Santana lembrou que o Estado está negociando com o setor para preparar um pacote de medidas que devem minimizar os prejuízos enfrentados. Segundo o texto, as decisões serão anunciadas no início da próxima semana.

Righetto recorda que representantes do segmento enviaram uma série de propostas para serem analisadas há cerca de 20 dias e que, desde então, não receberam mais nenhuma sinalização.

"São medidas relacionadas principalmente a impostos, isenção de IPTU, de ICMS, suspensão de cortes de água e energia, além de alguma ajuda para custear a folha de pagamento, que é o mais pesado, mas principalmente negociações de como a flexibilização deve acontecer daqui para frente, para que sejam feitas de forma coerente e não prejudiquem uma atividade somente", revela.

"Nós queremos voltar a funcionar, não de qualquer jeito, mas com protocolos e medidas necessárias, para ajudar a reduzir a clandestinidade e o número de casos", acrescenta.

Toque de recolher começará mais cedo e comércio e serviços fecharão mais cedo

Governador Camilo Santana (PT) anunciou novo decreto que antecipa o horário do toque de recolher para as 20 horas de segunda à sexta-feira e para as 19 horas aos sábados e domingos. Documento terá vigência a partir de deste sábado, 27, e segue até o domingo, 7.

Comércio de rua funciona de segunda a sexta-feira até as 17h. As outras atividades econômicas e as religiosas, até 19h. Os serviços essenciais podem funcionar após esse horário. No sábado e domingo, restaurantes funcionam até as 15h, e outras atividades econômicas e religiosas até as 17h. Igrejas e academias de ginástica devem realizar suas atividades com até 30% de sua capacidade e seguindo todos os protocolos sanitários.

As barreiras sanitárias em Fortaleza continuam, assim como a recomendação para o controle pelos municípios no Interior. O trabalho continua remoto para servidores públicos que não atuam em atividades essenciais. Governo recomenda a mesma medida junto ao setor privado.

Em publicação nas redes sociais, o gestor afirmou que continua dialogando com o setor da educação "para avaliar a forma mais segura do retorno presencial das atividades, continuando até lá de forma remota". "Também temos conversado com o setor de bares e restaurantes para discutir algumas medidas de apoio, assim como lançamos recentemente para o setor de eventos. Já devemos anunciar essas medidas no começo da próxima semana", afirma.


Segundo ele, a ampliação da rede de assistência deve superar os 3 mil leitos de atendimento Covid, com mais de mil UTIs.

Veja as medidas
- Toque de recolher entre 20h e 5h, de segunda a sexta-feira, e entre 19h e 5h aos sábados e domingos, com saídas permitidas somente em situação de comprovada necessidade;
- Comércio de rua funciona de segunda a sexta-feira até as 17h. As outras atividades econômicas e as religiosas, até 19h. Serviços essenciais podem funcionar após esse horário. No sábado e domingo, restaurantes funcionam até as 15h, e outras atividades econômicas e religiosas até as 17h;
- Espaços públicos continuam com circulação restrita todos os dias a partir das 17h;
- Igrejas devem realizar suas atividades com até 30% de sua capacidade, e estimular as celebrações de forma virtual;
- Academias de ginástica devem funcionar com 30% de sua capacidade, devendo fazer o agendamento de horários para o devido cumprimento de todos os protocolos sanitários;
- Continua remoto o trabalho para servidores públicos, com exceção das atividades essenciais. Recomendação para a mesma medida junto ao setor privado;
- Seguem as barreiras sanitárias em Fortaleza, com recomendação para o controle por parte dos municípios no Interior.

Covid-19: DF registra aumento de 72% no número de casos Porcentagem se concretizou com média móvel de 955 no Distrito Federal. Secretaria de Saúde registrou mais de 1 mil novos casos confirmados e mais 14 mortes causadas pela covid-19

 

 (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Com uma média móvel de casos em 955, o Distrito Federal registrou, nesta sexta-feira (26/2), aumento em mais de 72% no número de casos de covid-19 em relação aos últimos 14 dias. A média móvel de mortes ficou em 11,57, alta de 12,5% na comparação com o mesmo período.

O DF notificou, também, mais de 1 mil novos casos da covid-19 nas últimas 24 horas, conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES-DF). Com isso, o DF chegou ao total de 294.911 casos. Destes, 282.531 (95,8%) pessoas estão recuperadas.

No Resumo Diário de Óbitos, a SES-DF notificou mais 14 mortes causadas pelo novo coronavírus, ocorridas entre 15 de fevereiro e hoje. Com isso, o DF totaliza 4.819 mortes, sendo 4.387 de moradores locais e 374 de pessoas vindas de Goiás. As que vieram de outros estados para serem atendidas no DF eram duas do Amapá, quatro da Bahia, 10 de Minas Gerais, três do Rio de Janeiro, uma de São Paulo, duas de Tocantins, cinco de Mato Grosso, treze do Amazonas, três de Roraima, uma de Rondônia, uma do Maranhão, uma do Acre e uma de Santa Catarina.

Entre as Regiões Administrativas (RAs), Ceilândia segue como a que mais registrou mortes: 826. São mais de 32 mil casos confirmados na cidade. Em Taguatinga, 482 pessoas perderam a vida após contágio do novo coronavírus, que contaminou mais de 23 mil moradores. Samambaia possui 17 mil diagnósticos positivos da doença e 364 óbitos. O Plano Piloto está com 27 mil casos confirmados e 347 mortes.

Leitos

De acordo com a última atualização da Secretaria de Saúde, por volta das 18h desta sexta, a taxa de ocupação total de leitos públicos de UTI para covid-19, no DF, estava em 88,61%. Na rede privada, a taxa é de 86,19%, conforme dados divulgados às 14h10. Com isso, a média geral de ocupação de leitos no Distrito Federal está em 87,4%.

A letalidade do DF está em 1,7%, enquanto que a taxa de mortalidade é de 143,7 por 100 mil habitantes.

Dezessete capitais têm ocupação de UTI adulta com pelo menos 80% . Ocupação de UTIs para Covid no Brasil atinge pior cenário desde o início na pandemia, diz Fiocruz

Legenda: O Brasil já contabiliza 251.498 óbitos acumulados desde o início da pandemia
Boletim Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado nesta sexta-feira (26) aponta que a ocupação de leitos de UTI para pacientes infectados atingiu seu pior índice desde o início da pandemia. Documento revela que 12 estados e o Distrito Federal apresentaram taxa maior ou igual a 80%, estando no nível de alerta crítica.

Dezessete capitais têm ocupação de UTI do tipo adultos com pelo menos 80%. A análise da Fiocruz refere-se às semanas epidemiológicas 5, 6 e 7 deste ano, compreendendo o período entre 31 de janeiro e 20 de fevereiro.

"O Brasil apresentou uma média de 46 mil casos, valor mais elevado que o verificado em meados do ano passado, e média de 1.020 óbitos por dia ao longo das primeiras semanas de fevereiro. Nenhum estado apresentou tendência de queda no número de casos e óbitos", pondera o boletim.
Ceará voltou à marca do pico da pandemia

Após 15 dias no patamar de 90%, a ocupação de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) adultas exclusivas para Covid-19 chegou a 95,5% no Ceará na atualização do IntegraSUS dessa quinta-feira (25). Boletim desta sexta-feira (26), atualizado às 16h03 mostra ocupação em 94.13%.
Covid-19 no Brasil

O cenário é de segunda onda do novo coronavírus no País. Na última atualização do Ministério da Saúde, nessa quinta-feira (25), foram contabilizados 1.541 novas mortes em relação ao dia anterior. Com isto, são 251.498 óbitos acumulados desde o início da pandemia.

No mesmo período, com 65.998 casos confirmados a mais, o País chegou a 10.390.461 confirmações anotadas. A letalidade da doença está em 2,4%. 9.323.696 pessoas já se recuperaram da doença.

TARCÍSIO OU COMO ERA CONHECIDO "TARCISÃO" - NOTA DE FALECIMENTO EM SOBRAL

A família do Tarcísio Marques Ibiapina, atendia por ''Tarcisão'', 68 anos, comunica os parentes e amigos o seu faleceu em sua residência vítima de um ataque cardíaco. A toda família os nossos votos de profundo pesar.
Sentimentos aos familiares

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Nos bastidores do STF, a proposta de emenda à Constituição – que reduz o poder dos magistrados de definir como e onde os parlamentares ficam presos em casos de flagrantes – é considerada “um absurdo”, que pode levar à impunidade.


Dólar: por que a moeda americana não cai no Brasil, na contramão do mundo Moeda brasileira trilhou caminho contrário às divisas de muitos países, inclusive emergentes, registrando forte desvalorização frente ao dólar no ano passado, apesar de recuperar-se um pouco nos últimos meses.

Real registrou forte desvalorização frente do dólar no ano passado — Foto: Getty Images via BBC
Nunca antes na história dos Estados Unidos tantos dólares foram emitidos. A decisão do Fed (banco central dos EUA) de imprimir dinheiro foi tomada para combater os efeitos da recessão econômica causada pela pandemia de covid-19.
Paralelamente, a taxa de juros foi reduzida e hoje está próxima de zero. Quando isso acontece, o país tende a ficar "menos atraente" aos olhos dos investidores estrangeiros, que tendem a buscar outros mercados com retornos maiores sobre seu capital.

Como resultado, o dólar perdeu valor ante as principais moedas globais. Mas não frente ao real.

Na verdade, a moeda brasileira se provou uma exceção, trilhando um caminho contrário às divisas de outros muitos países, inclusive emergentes: registrou forte desvalorização frente ao dólar no ano passado e recuperou-se um pouco nos últimos meses.

A série de gráficos a seguir, elaborados por Henrique Castro e Claudia Yoshinaga, professores da Fundação Getulio Vargas (FGV), a pedido da BBC News Brasil, mostra o comportamento do real frente ao dólar em três períodos diferentes, de 31 de janeiro de 2020 a 29 de janeiro de 2021, de 31 de julho de 2020 a 29 de janeiro de 2021 e, por fim, de 30 de outubro de 2020 a 29 de janeiro de 2021.

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Variação cambial frente ao dólar — Foto: Henrique Castro/Claudia Yoshinaga/BBC

Ministros do STF veem ‘afronta’ com PEC da Imunidade e avaliam que projeto será questionado na Corte Câmara iniciou a tramitação de proposta que dificulta a prisão de parlamentares em reação ao caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouvidos pelo blog desde a quarta-feira (24) avaliam que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta a prisão de parlamentares, esvaziando poderes do Judiciário, é uma espécie de “retaliação” e “afronta” à Corte por conta da decisão unânime de manter preso o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ).

Câmara dá aval à PEC sobre imunidade parlamentar; entenda a proposta
Líder do governo: PEC da Imunidade é reação ao STF por atuação no caso Daniel Silveira.

'Não é a Câmara da blindagem', diz Lira sobre PEC da Imunidade
Texto tramita em velocidade incomum. Protocolado e analisado no plenário no mesmo dia, prevê novas regras para imunidade parlamentar e torna mais difícil a prisão em alguns casos.





Câmara tenta votar alteração na Constituição para dificultar prisão em flagrante de parlamentares

Na análise de um ministro do STF, a cúpula da Câmara argumentou, na semana passada, que não queria confrontar uma decisão do STF, tampouco criar uma crise institucional com a Corte. Por isso, decidiu manter a prisão de Silveira em plenário.

No entanto, aproveitou o episódio para acelerar a discussão de um projeto que beneficia - e blinda - a classe política. “O confronto menor seria soltar um, não dar margem para não prender ninguém”, ironiza um integrante do STF, reservadamente.

Ministros da corte avaliam que o projeto será questionado, e a Corte terá de avaliar a constitucionalidade do texto. Reservadamente, ministros já admitem pontos da PEC que, uma vez questionados no STF, deverão ser derrubados.

Dos 860 leitos ativos nas redes pública e privada, 797 estão ocupados

Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape) Por meio de nota, avalia que “a recriação do auxílio emergencial não pode depender da desvinculação de recursos da Educação e da Saúde, ou do fim do financiamento do BNDES e, muito menos, do arrocho permanente dos servidores públicos”

“Existem outras soluções. O auxílio é necessário e urgente, porém a solução para os desafios que a pandemia nos impõe não deve estar no sacrifício da qualidade do serviço público brasileiro”, aponta a Anape.

Veja a nota:

“A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape) vem atuando diuturnamente durante a pandemia da covid-19, por meio das Procuradorias dos Estados, e acompanhando atentamente os impactos da crise sanitária em toda a sociedade brasileira. Por isso, entendemos a necessidade de se criar condições para o enfrentamento das consequências sociais, em especial, a criação de novo auxílio emergencial, tão necessário para a população vulnerável do país, que, com a pandemia, ficou mais vulnerável ainda.

No entanto, a Anape avalia que a recriação do auxílio emergencial não pode depender da desvinculação de recursos da Educação e da Saúde, ou do fim do financiamento do BNDES e, muito menos, do arrocho permanente dos servidores públicos. Somos contra o corte indiscriminado de despesas e direitos previsto no artigo 167-A da PEC nº 186/2019 (PEC Emergencial), por ofender à autonomia dos Estados e a prerrogativa dos Poderes, além de promover a precarização dos serviços públicos.

Já o artigo 167-G – que estabelece as mesmas restrições, vedações e congelamento de salários previstos no artigo 167-A de maneira imediata, até o segundo ano do exercício seguinte ao término do estado de calamidade pública – também prejudica o serviço público, já impactado pelas restrições previstas na Lei Complementar 173/2020. O dispositivo não leva em conta a autonomia dos entes e as variantes constantes da própria Administração Pública.

Existem outras soluções. O auxílio é necessário e urgente, porém a solução para os desafios que a pandemia nos impõe não deve estar no sacrifício da qualidade do serviço público brasileiro.”