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GOVERNO DO CEARÁ
Em um ano, número de comissionados sobe 115,7%
Em 2012, a administração estadual empregava 750 funcionários em cargos de comissão. Um ano depois, já eram 1.618 preenchidos sem concurso público. As informações são de um levantamento nacional feito pelo IBGE
IBGE. 2º MAIOR AUMENTO DO PAÍS
Ceará dobra número de cargos comissionados
Em um ano, o Governo do Estado aumentou o número de cargos de confiança em 115,7%. Vagas são preenchidas sem concurso público e geralmente por indicação política
GOVERNADORES NOMEIAM UM CARGO COMISSIONADO POR DIA
O Globo.
Pelo menos um cargo comissionado, sem concurso público e boa parte por indicação política, é criado a cada dia por governadores no país. É o que revela a pesquisa de informações básicas estaduais produzida no ano passado e divulgada nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
De acordo com o levantamento, somente no ano passado, foram contratadas 10.386 pessoas a mais para a função, se comparado ao ano de 2012, uma média de 29 novos postos deste tipo de trabalho por dia, um crescimento de quase 9,9%.
Em 2013, dos 3.120.599 funcionários das administrações estaduais nomeados de forma direta e indireta, 115.589 aparecem como comissionados. No ano anterior, eram 3.128.923 contratados, sendo 105.203 comissionados.
No total, 17 estados tiveram aumento no número de contratos em comissão proporcionalmente ao número de servidores em geral, incluindo ainda estagiários, estatutários e Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O IBGE, no entanto, não calculou o quanto é gasto pela máquina pública estadual.
O Governo do Amapá foi o campeão. De acordo com a pesquisa, o crescimento neste estado foi de 199,9%, passando de 1.752 para 5.254 comissionados. O Ceará ficou em segundo lugar, com 115,7%, indo de 750 para 1.618. Em terceiro, aparece São Paulo, com 90,1%. No ano passado, os comissionados no governo paulista chegaram a 14.731. Em 2012, foram 7.747.
“Isso é o reflexo claro das eleições de outubro deste ano. As contratações, em sua maioria, são para atender aliados políticos com o objetivo de reeleger o governador ou o seu sucessor”, ressalta David Fleischer, professor de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB).
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