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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Greve dos caminhoneiros começa dia 1º de fevereiro


O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) divulgou na tarde de ontem (28) a decisão de paralisar de forma coletiva, temporária, pacífica e parcial as atividades do trabalhadores autônomos bem como dos empregados em transporte rodoviário de cargas do país.GREVE
A categoria enviou um ofício para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com o informe de que a greve terá início, por período indeterminado, em 1º de fevereiro.

Mesmo com o apelo do presidente Jair Bolsonaro aos caminhoneiros a categoria enviou um ofício para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com o informe de que a greve terá início, por período indeterminado, em 1º de fevereiro.

Contudo a greve não é uma posição consensual da classe, onde a Confederação Nacional do Transporte (CNT) se posicionou contra a atitude. O presidente tentou amenizar a posição dos grevistas anunciando a redução do PIS/Cofins sobre o diesel. Porém, a medida não desmobilizou a classe.
GREVE
Trabalhadores continuarão trabalhando
De acordo com o informado pelo CNTRC, mesmo com o processo de greve, 30% dos trabalhadores continuarão trabalhando. Segundo o posicionamento do Ministério da Infraestrutura, o CNTRC “não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor”, que tem uma representatividade “difusa” e “fragmentada”.

Veja na íntegra a nota da pasta:
O Ministério da Infraestrutura esclarece que o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) não é entidade de classe representativa para falar em nome do setor do transporte rodoviário de cargas autônomo e que qualquer declaração.
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Sindicato do Ceará recusa adesão à greve nacional dos caminhoneiros
Entidade alegou que vai seguir a posição da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, que optou pela manutenção das atividades
greve dos caminhoneiros
Legenda: Greve foi convocada para a próxima segunda-feira, 1º de fevereiro
Foto: Reinaldo Jorge
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam-CE) afirmou, nesta sexta-feira (29), que não irá aderir à paralisação convocada para a próxima segunda-feira, 1º de fevereiro. A entidade justificou que vai seguir o posicionamento da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que optou por continuar as atividades. O aumento de 4,4% no preço do diesel, anunciado nesta semana pela Petrobras, está entre os motivos do indicativo de greve. 

"O Sindicam não tem o poder sindical de ir para a greve sem a autorização da CNTA devido às condições da pandemia”, justificou a secretária Joana Seixas. Segundo acrescentou, promover greves no atual contexto da pandemia pode trazer prejuízos sanitários e econômicos. “Isso leva à população a um risco e outra, nesse momento, os transportadores estão tendo mais ofertas de frete. Uma paralisação economicamente não seria viável. Se eles mandarem, a gente adere", frisou. 

Também consultadas pela reportagem do Diário do Nordeste, as demais entidades afirmaram que não vão participar da paralisação. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Mudanças, Bens e Cargas do Estado do Ceará (Sindicam-CE), José Tavares Filho, alegou que “não representamos os caminhoneiros autônomos".

O Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Ceará (Setcar-CE) informou que não concorda com o movimento. “É totalmente contra”, disse Espedito Junior, gerente da entidade. O representante ressaltou que as transportadoras “já estão adaptadas a fazer o abastecimento”, caso a greve aconteça. “Se o governo garantir acesso a liberação das estradas, as transportadoras vão fazer o abastecimento", pontuou.

A Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB) foi procurada pela reportagem, mas até a publicação desta matéria não deu retorno.

Em nota pública, a Confederação Nacional do Transporte (CNT), comunicou que “não apoia nenhum tipo de paralisação de caminhoneiros e reafirma o compromisso do setor transportador com a sociedade”. O presidente Vander Costa assegurou que “se houver algum movimento dessa natureza, as transportadoras garantem o abastecimento do país, desde que seja garantida a segurança nas rodovias”. 

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