CEMITÉRIOS (necrópole) – VELÓRIOS – NECROTÉRIOS
Código de Obras e Postura do
Município – Art. 154 a
162 da Lei Compl. 007/00
– A distância do Lençol d’água para o cemitério – Art. 156 da
Lei Compl. 07/00 – Código de Obras e
Postura do Município
Histórico
O 1º cemitério extra-oficial foi construído a
pau-a-pique (madeira) onde é a praça do patrocínio, no ano de
Em 1861, foi proibido o sepultamento nos arredores das igrejas
O primeiro cemitério (necrópole) de Sobral, o Cemitério
de São José foi bento no ano de 1852. Já no ano seguinte, em 1853 foi
iniciado, tendo a Câmara Municipal,
tomado a responsabilidade e o ônus para a construção do campo todo de tijolos e
cal contratando a obra no valor de 3.820$000.
no ano de 1854, já com sepultamentos. Mas, a sua conclusão se arrastou
por vários anos, .
Observação interessante é que segundos dados da Pág. 474
da História de Sobral, na Sessão de 10
abril do ano de 1847, a
Câmara Municipal de Sobral, já cogitava a construção de um cemitério.
Até 1820 os mortos
eram enterrados nas capelas
Há no Município um total de 24 cemitérios contando com a
sede (03) e os distritos (21)
................................
Pág. 473 do Livro História de Sobral – D. José Tupinambá da Frota
Sobre os Cemitérios da Cidade
Estando em 1820 em visita a esta vila,
visitador Cônego Antônio Coelho notou o grande incoveniente de sepultamento de
cadáveres nas igrejas, onde o ambiente era infeccionado pelas emanações
pútridas das covas abertas no próprio solo, e ordenou no seu provimento que o
pároco evitasse os sepultamentos de cadáveres nas suas igrejas e que estes
fossem inumados em cemitérios ao ar livre.
Em obediência a
esta sábia determinação, o Padre José Gonçalves, pároco de Sobral, benzeu um
terreno no local da atual praça do Patrocínio, do lado oriental, mandando
cerca-lo de madeira, e este foi o primeiro cemitério da então vila..
Anteriormente os sepultamentos eram feitos nas igrejas e nos campos das
fazwendas, costumando-se colocar sobre a cova uma singela cruz de madeira.
Continuaram
porém, a enterrar cadáveres tanto na matriz como na capela do Rosário,
principalmente “os irmãos do orago”, até o ano de 1852, cuando grassou com
grande violência a febre amarela, fazendo inúmeras vitimas, entre as quais o
Padre Francisco Antonio de Melo, que foi sepultado na capela de N.S. das Dores
em lugar hoje ignorado.
No tosco
cemitério tinham sepultura os cadáveres dos escravos e da gente pobre e a ele
se refere o Vigário José Gonçalves em seu Relatório de 27 de maio de 1835 ao Presidente
José Martiniano de Alencar: “Nesta vila há um cemitério bento deste 1825,
Nelle, sem minha ordem, arbitrariamente se mandam sepultar muitos corpos, e os
senhores de escravos maiormente, para se excusarem ao pagamento dos direitos
parochiares. Os fazendeiros, senhores de escravos, fazem o mesmo, a respeito, a
respeito destes e dos fâmulos que os mandam sepultar na porteira na porteira
dos curraes. Muitas denúncias se me têm dado este respeito, porem eu deixo de
parte a execução do N.844 do 1.º 4º tit. 53 da Constituição Ecclesiastica, por
que hoje em dia andam as autoridasdes no perigo de serem assassinados por
alguns faltos de Religião que ordinariamente são os que praticam esses actos de
impiedade para com os seus escravos e fâmulos, que os ajudam em seus trabalhos.
E’ o quanto
tenho de levar ao conhecimento de V.Exia. a cuem Deus guarde por muitos annos”.
Mas era
geralmente sentida e proclamada a necessidade de um cemitério mais decente, não
bastando o provisório de pau-a-pique, sobretudo ante o surto da epidemia de
febre amarela.
Foi então
que o Vigário Francisco Jorge tomou a iniciativa de construção de um cemitério
mais digno do progresso da cidade, encontrando o melhor acolhimento da parte do
povo e da Câmara Municipal. O terreno escolhido foi o atual Cemitério São José,
e foi logo bento em 1852 pelo mencionado Vigário, que por ofício de 13 de junho
de 1853, assim se dirigiu ao Presidente e aos Membros da Câmara Municipal: “
Sendo eu o primeiro que reconheceu
.................................
Houve um tempo em que os mortos conviviam muito bem com os vivos.
As sepulturas ficavam no interior das igrejas e nos seus arredores, e os
enterros eram realizados com muita pompa. Tanto que pouca gente se preocupa com
a preservação dos velhos jazigos. A cidade de Sobral, no Ceará, é um exemplo
desse descaso: os túmulos do século XIX estão “sumindo” do cemitério de São
Francisco.
“Ser enterrado ali era ser obrigatoriamente tachado de pobre, por
isso muitos não se importam que os resquícios daquele tempo desapareçam. De
todos os túmulos, apenas cinco têm inscrições do século XIX. Novas catacumbas
foram construídas sobre as antigas. E os donos das sepulturas modernizadas, ao
pintarem suas propriedades, mancham os túmulos antigos. Aos poucos, vamos
perdendo janelas que mostram como morria a classe menos favorecida de uma
sociedade tradicional como a sobralense”, revela o historiador Francisco
Maurigélbio Estevão Gomes, autor de monografia sobre as práticas mortuárias na
cidade. 09/08/09
Como em outras regiões do Brasil, os moradores da pequena vila
cearense costumavam ser enterrados, pelo menos até a década de 1850, no chão da
matriz ou em suas redondezas. Era uma garantia de “bem morrer”, mantendo
contato com os vivos e também com seus protetores divinos. O forte cheiro dos
corpos em decomposição não incomodava os fiéis, mas médicos e autoridades
sanitárias acreditavam que essas práticas poluíam o ar e propagavam doenças.
Por isso, os sepultamentos nas igrejas começaram a ser proibidos.
Em Sobral, isso aconteceu depois que um surto de febre amarela se
alastrou pela cidade, em 1851. Em pouco tempo, a Câmara Municipal autorizou a
construção do primeiro “campo santo”. Inaugurado
em 1857, o Cemitério de São José, como ficou conhecido, passou a abrigar os
corpos dos moradores mais ilustres e também os das vítimas da febre. Só que os
administradores locais acreditavam que a população ficaria mais protegida se os
doentes fossem enterrados fora do perímetro urbano. Por isso, um novo cemitério, chamado de São Francisco,
foi instalado numa área mais afastada da cidade.
“Com o tempo isso, passou a ser entendido como: no São José se enterra quem pode arcar com
a construção de um túmulo, ou seja, ‘os ricos’,
e no São Francisco, ‘os pobres’. Até
aí, pouco difere das demais cidades que também têm dois cemitérios, um para
cada classe social. Mas, em Sobral, quase nada restou dos túmulos do São
Francisco”, diz Francisco Gomes. E mesmo as catacumbas dos “mais ricos” foram
perdendo estátuas, obeliscos e outros monumentos comuns ainda nas primeiras
décadas do século XX. Agora, basta escolher uma lápide padrão e colocá-la à
altura do chão. “Os novos cemitérios – quase sempre privados – procuram
‘serenizar’ o ambiente, deixando de lado aquele sentimento de homenagear o
falecido com algo físico e pessoal. Hoje, a massificação vem igualando todos os
jazigos”, completa o historiador.
Na cidade de Sobral, tem Cemitério dos Pobres e Cemitério dos
Ricos.22 de abril de 2010 escrita por admin
Dois cemitérios, o cemitério dos ricos, onde os mais abastados, os
melhores de vida, os que têm mais dinheiro, na hora da partida, têm uma melhor
condição de sepultamento.
Cemitérios dos pobres, onde é enterrada a grande maioria da
população carente, sempre foi colocado de lado, por nossas autoridades:
Cemitério dos Ricos. Tem uma boa Capela
Cemitério dos Pobres: Uma capela com mal estado de conservação.
Cemitério dos Ricos: Tem Banheiros
Cemitério dos Pobres: Não tem Banheiro
Cemitério dos Ricos: Grande parte do piso, com cobertura de
cimento.
Cemitério dos Pobres: O matagal toma conta dos túmulos.
Cemitério dos Ricos: Sempre com uma boa iluminação
Cemitério dos Pobres: Quase sempre no escuro (exceto próximo ao
dia de finados)
Cemitério dos Ricos: Tem uma mulher para tomar conta da capela
Cemitério dos Pobres: Quase não tem capela
Cemitério dos Ricos: Asfalto na frente
Cemitério dos Pobres: Quase sempre, esgoto na frente
administrados pela Prefeitura de Sobral
segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Novidades: Cemitérios
em Sobral vão deixar de existir
Se depender dos requerimentos apresentados pelo vereador
do PSB, Rodolfo Basílio, Sobral, não terá mais o direito de enterrar seus entes
queridos, quando morrer. É que os vereadores aprovaram na sessão de
segunda-feira, 1º, requerimentos apresentados pelo parlamentar que obriga a
prefeitura construir crematórios públicos nos bairros, Parque Silvana, Padre
Palhano, Cidade José Euclides, Cohab 3. Resta saber se o prefeito Veveu Arruda,
vai atender os projetos aprovados pelos vereadores
I - São José
–– A partir de junho do ano de 1853 , já
foi iniciado os primeiros sepultamentos naquele campo.Foi niciado sua
construção do muramento a 16 de
fevereiro de 1854. Foi firmado contrato pela Câmara Municipal e os
contractantes Vicente José de
Albuquerque e Diogo Alves de Melo a preço de
3.820$.000.mas, que até os anos passados de 1857, e os mesmos foram intimados
para concluir a obra,. E, ainda no ano de 1861 não tinham concluídos.
II - São
Francisco – 1881 – 08 de out.
Projetado apresentado pela Câmara Municipal em 1862
Pertencente a Diocese de Sobra
III – Santa Marta
– (Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes) l
Os valores das taxa de manutenção estão
escritos na entrada do Cemitério
. A Paróquia de Nossa Senhora de
Fátima, que administra o Cemitério Santa Marta, Cadastro
das familias alí sepultadas. A paróquia está cobrando uma taxa de R$
5,00 para famílias que têm uma Cova com lajão e o valor de R$
8,00 para quem já possue túmulos construidos. A taxa será paga todos os meses
na Secretaria da Paróquia N. S. de Fatima, cito á Rua Zamenhof, bairro Sinhá
Saboia.
O padre Antonio José esclareceu aos fiéis
que a Taxa servirá para ajudar a pagar o "Zé Coveiro", a água e colocar iluminação no Cemitério,
para eventuais sepultamentos á noite. A paróquia está cobrando uma taxa
de R$ 20,00 para sepultamentos. A Prefeitura de Sobral é
parceira na manutenção do Cemitério.
Mais informações sobre o Cemitério Santa
Marta - ligue 88-3614-1260.
IV - São Vicente –
(Setor I Jaibaras) Conclusão do cemitério
- Resolução 006/55
V - Cemitério
Parque de Sobral Jardim da Paz
Endereço: Est do Jordão 1835 km 228, 62100000
Sobral
88 36115013
Cemitério
particular
pertencente á Funerária São Francisco.