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domingo, 14 de junho de 2015

Lula suspeito de tráfico de influência internacional reportagem de ÉPOCA

Ex-presidente Lula Luiz Inácio Lula da Silva30/04/2015 - 22h46 - Atualizado 08/05/2015 20h57

EXCLUSIVO! Capa de ÉPOCA desta semana traz uma investigação sobre o ex-presidente Lula. Leia um trecho: http://glo.bo/1bI0k0e. Nas bancas a partir de sexta-feira. Já disponível para tablets e iPhone.
O Ministério Público Federal abre uma investigação – ele é suspeito de ajudar a Odebrecht em contratos bilionários
 Suas visitas a países africanos e latino-americanos, patrocinadas pela Odebrecht, estão na mira do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)ALVO O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Suas visitas a países africanos e latino-americanos, patrocinadas pela Odebrecht, estão na mira do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Quando entregou a faixa presidencial a sua pupila, Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o petista Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto, mas não o poder. Saiu de Brasília com um capital político imenso, incomparável na história recente do Brasil. Manteve-se influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África – líderes, muitos deles tiranetes, que conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente, a fim de, sobretudo, mover a caneta de seus respectivos governos em favor das empresas brasileiras. Mais especificamente, em favor das grandes empreiteiras do país, contratadas por esses mesmos governos estrangeiros para tocar obras bilionárias com dinheiro, na verdade, do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, presidido até hoje pelo executivo Luciano Coutinho, apadrinhado de Lula. Como outros ex-presidentes, Lula abriu um instituto com seu nome. Passou a fazer por fora (como ex-presidente) o que fazia por dentro (como presidente). Decidiu continuar usando sua preciosa influência. Usou o prestígio político para, em cada negócio, mobilizar líderes de dois países em favor do cliente, beneficiado em seguida com contratos governamentais lucrativos. Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil.

Documento 01 (Foto: Reprodução)
Nos últimos quatro anos, Lula viajou constantemente para cuidar de seus negócios. Os destinos foram basicamente os mesmos – de Cuba a Gana, passando por Angola e República Dominicana. A maioria das andanças de Lula foi bancada pela construtora Odebrecht, a campeã, de longe, de negócios bilionários com governos latino-americanos e africanos embalada por financiamentos do BNDES. No total, o banco financiou ao menos US$ 4,1 bilhões em projetos da Odebrecht em países como Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba durante os governos de Lula e Dilma. Segundo documentos obtidos por ÉPOCA, o BNDES fechou o financiamento de ao menos US$ 1,6 bilhão com destino final à Odebrecht após Lula, já como ex-presidente, se encontrar com os presidentes de Gana e da República Dominicana – sempre bancado pela empreiteira. Há obras como modernização de aeroporto e portos, rodovias e aquedutos, todas tocadas com os empréstimos de baixo custo do BNDES em países alinhados com Lula e o PT. A Odebrecht foi a construtora que mais se beneficiou com o dinheiro barato do banco estatal. Só no ano passado, segundo estudo do Senado, a empresa recebeu US$ 848 milhões em operações de crédito para tocar empreendimentos no exterior – 42% do total financiado pelo BNDES. Há anos o banco presidido por Luciano Coutinho resiste a revelar os exatos termos desses financiamentos com dinheiro público, apesar de exigências do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União e do Congresso. São o segredo mais bem guardado da era petista.

Moralmente, as atividades de Lula como ex-presidente são, no mínimo, questionáveis. Mas há, à luz das leis brasileiras, indícios de crime? Segundo o Ministério Público Federal, sim. ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil. O ex-presidente é formalmente suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com representantes de governos estrangeiros onde a empresa toca obras com dinheiro do BNDES. Eis o resumo do processo: “TRÁFICO DE INFLUÊNCIA. LULA. BNDES. Supostas vantagens econômicas obtidas, direta ou indiretamente, da empreiteira Odebrecht pelo ex-presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 a 2014, com pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente os governos da República Dominicana e Cuba, este último contendo obras custeadas, direta ou indiretamente, pelo BNDES”.

>> Procurador é alvo de ataques e se defende após reportagem de ÉPOCA sobre Lula

Os procuradores enquadram a relação de Lula com a Odebrecht, o BNDES e os chefes de Estado, a princípio, em dois artigos do Código Penal. O primeiro, 337-C, diz que é crime “solicitar, exigir ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções, relacionado a transação comercial internacional”. O nome do crime: tráfico de influência em transação comercial internacional. O segundo crime, afirmam os procuradores, refere-se à suspeita de tráfico de influência junto ao BNDES. “Considerando que as mencionadas obras são custeadas, em parte, direta ou indiretamente, por recursos do BNDES, caso se comprove que o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva também buscou interferir em atos práticos pelo presidente do mencionado banco (Luciano Coutinho), poder-se-á, em tese, configurar o tipo penal do artigo 332 do Código Penal (tráfico de influência)”, diz o documento.

>> Respostas do BNDES e da Odebrecht à reportagem de ÉPOCA
A investigação do MPF pode envolver pedidos de documentos aos órgãos e governos envolvidos, assim como medidas de quebras de sigilos. Nas últimas semanas, ÉPOCA obteve documentos oficiais, no Brasil e no exterior, e entrevistou burocratas estrangeiros para mapear a relação entre as viagens internacionais do ex-presidente e de integrantes do Instituto Lula com o fluxo de caixa do BNDES em favor de obras da Odebrecht nos países visitados. A papelada e os depoimentos revelam contratos de obras suspeitas de superfaturamento bancadas pelo banco estatal brasileiro, pressões de embaixadores brasileiros para que o BNDES liberasse empréstimos – e, finalmente, uma sincronia entre as peregrinações de Lula e a formalização de liberações de empréstimos bilionários do banco estatal em favor do conglomerado baiano.

>> Instituto Lula critica reportagem de capa de ÉPOCA sobre o ex-presidente
AMIGOS O ex-presidente Lula em encontro com o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, em janeiro de 2013. Lula foi dar uma palestra em premiação a jovens do país (Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)AMIGOS O ex-presidente Lula em encontro com o presidente da República Dominicana, Danilo Medina, em janeiro de 2013. Lula foi dar uma palestra em premiação a jovens do país (Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula)

A Odebrecht tem receita anual de cerca R$ 100 bilhões. É uma das principais empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, que desmontou um esquema de pagamento de propinas na Petrobras. Segundo delatores, a construtora tinha um método sofisticado de pagamento de propinas, incluindo remessas ao exterior trianguladas com empresas sediadas no Panamá. A empreiteira, que foi citada pelo doleiro Alberto Youssef e por ex-funcionários do alto escalão da Petrobras, nega as acusações.

O gelo dominicano

Em 31 de janeiro de 2013, Lula, bancado pela Odebrecht, desembarcou na República Dominicana, onde se reuniu com o presidente do país, Danilo Medina Sánchez, e o ex-presidente Leonel Fernández. Lula é parceiro de Medina desde os tempos de candidatura – Medina teve o apoio do petista. No ano anterior, a campanha de Medina contara com a grife de João Santana, marqueteiro de Lula e Dilma. “Lula é uma fonte de inspiração para a América Latina”, declarou Medina. Lula deu bons conselhos ao novo presidente: “Nunca, nunca deixe de dizer a verdade olhando no olho de cada homem e de cada mulher desse país. Mesmo quando você não puder fazer as coisas, diga por que não pode fazer. O que o povo não gosta é que escondam deles as coisas. Ser presidente não é uma profissão, é um mandato, é como se fosse um produto perecível. Tem data de começo e data de fim ”.

Três meses depois, uma estatal da República Dominicana anunciou uma licitação para a construção de uma central termelétrica na região de Punta Catalina. Em seguida, em setembro, o BNDES informou à Odebrecht que a empreiteira obtivera US$ 656 milhões para o projeto. Em três semanas, a Odebrecht vencia a licitação com facilidade. Pedira – e levara – US$ 2 bilhões do governo dominicano pela obra. Era mais do que o dobro da segunda melhor proposta. O governo de Medina desclassificou todas as concorrentes da empreiteira ainda na fase de habilitação da concorrência.

PRESTÍGIO O presidente de Gana, John Dramani Mahama, veio ao Brasil em 2014 para lançar seu livro Meu primeiro golpe de Estado. Aproveitou para visitar Lula e executivos da Odebrecht (Foto: Erika Santelices/AFP)PRESTÍGIO
O presidente de Gana, John Dramani Mahama, veio ao Brasil em 2014 para lançar seu livro Meu primeiro golpe de Estado. Aproveitou para visitar Lula e executivos da Odebrecht (Foto: Erika Santelices/AFP)
As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial. O banco ignorou a mensagem. Meses depois, os chineses conseguiram suspender na Justiça o contrato. A Odebrecht reverteu a decisão nos tribunais superiores. No dia 17 de novembro de 2014, o presidente da República Dominicana recebeu uma visita ilustre. Luiz Dulci, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência nos dois mandatos do governo Lula e diretor do instituto do ex-presidente, foi recebido pelo presidente Danilo Medina no Palácio Nacional, em Santo Domingo. Como se fosse ainda um ministro do governo brasileiro, Dulci transmitiu o desejo de Dilma de visitar o país caribenho e falou de investimentos entre as duas nações.

Há duas semanas, o Congresso dominicano autorizou o empréstimo de US$ 656 milhões junto ao banco brasileiro. Em países como República Dominicana e Gana, por exemplo, não basta o banco de fomento brasileiro abrir o caixa por aqui: é preciso que o Congresso aprove um projeto da obra feito pelo governo. Se os parlamentares concordam com a obra, o presidente ainda precisa chancelar o projeto. Sem esse aval, o dinheiro não sai.

Mas não será fácil para a Odebrecht obter finalmente o dinheiro. Na semana passada, o grupo chinês Gezhouba apresentou na embaixada brasileira na República Dominicana uma denúncia de irregularidades cometidas pela Odebrecht na licitação. A carta é endereçada a duas pessoas: a presidente Dilma Rousseff e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Nela, os chineses pedem que o governo brasileiro reveja o empréstimo à Odebrecht. ÉPOCA obteve cópia da carta – e do orçamento de US$ 2 bilhões da Odebrecht enviado às autoridades da República Dominicana. Sob a rubrica “gelo, alimentação, viagens, etc”, a Odebrecht pretende gastar US$ 80 milhões. Há ainda US$ 10 milhões sob o genérico “outros”. “Qualquer observador percebe que essa situação representa extorsão e fraude contra o Estado dominicano”, diz o documento enviado à embaixada brasileira.

Os diplomatas amigos

A combinação que se vê na República Dominicana repete-se em Gana. Há obras da Odebrecht. Há dinheiro do BNDES. Há visitas de Lula a um presidente amigo. Mas há, também, a pressão do Itamaraty para que o governo brasileiro ajudasse a empreiteira. Correspondências oficiais do Itamaraty, obtidas por ÉPOCA por meio da Lei de Acesso à Informação, mostram agendas casadas de Lula, o presidente de Gana, John Dramani Mahama, e diretores da Odebrecht. E revelam uma movimentação do governo brasileiro para atender à pressão da Odebrecht pela liberação de dinheiro do BNDES para suas obras. Em Gana, a empreiteira baiana tem dois projetos similares: o corredor viário oriental, mais adiantado (US$ 290 milhões), e o corredor ocidental. Em comum, os projetos carregam a chancela do BNDES, em empréstimos milionários. No total, os empréstimos chegam a US$ 700 milhões.

Em 30 de março de 2012, a embaixadora Irene Gala pediu ao Itamaraty que fosse enviada ao governo de Gana a minuta do contrato para o empréstimo da obra no corredor oriental, antes mesmo da aprovação do BNDES. “Penso que seria aconselhável avaliar a possibilidade de ser encaminhada antecipadamente ao Ministério das Finanças a parte da minuta do acordo relativo às garantias, ainda que com a ressalva de que poderia vir a sofrer mudanças até a sua aprovação final nas instâncias competentes dos bancos financiadores”, diz o telegrama. A justificativa para a pressa? A política, claro. Para o governo de Gana, a obra poderia render votos ao presidente John Mahama na eleição de dezembro de 2012. Para a Odebrecht, uma vitória da oposição poderia representar um prejuízo. “A evidente urgência, por parte das cúpulas do governo e também das construtoras, é compreensível. Para as primeiras, há a expectativa de ainda vir a colher benefícios eleitorais. Para as segundas, a preocupação maior está associada à eventual alteração do quadro político do país”, escreveu a embaixadora.

A pressão da Odebrecht persistiu – e sempre com o apoio da embaixada brasileira. Em 17 de agosto de 2012, a embaixadora enviou novo recado ao Itamaraty. Não escondeu a pressão das empreiteiras por “gestões” junto ao BNDES. “Os representantes do consórcio encareceram novas gestões junto ao BNDES com vistas a solicitar o envio, no mais breve prazo possível, do referido contrato às autoridades ganenses”, relatou a embaixada. No telegrama, o argumento político é de novo usado para dar mais agilidade à obra. “Coincido no entendimento de que esse risco existe, sobretudo em caso de vitória da oposição, que naturalmente procurará rever todos os projetos negociados pelo governo anterior.”

Lula e John Mahama, o presidente que tinha interesse eleitoral na obra da Odebrecht, encontraram-se diversas vezes durante a negociação dos projetos da empreiteira. Em 15 de março de 2013, Lula esteve em Gana, bancado pelas empreiteiras Odebrecht e Queiroz Galvão. Quatro meses depois, a Odebrecht ganhou o contrato com o governo de Gana, com US$ 200 milhões do BNDES. Em 17 de abril, o presidente ganês veio ao Brasil. Era uma agenda extraoficial, para lançar um livro que escrevera. Mahama foi pessoalmente ao Instituto Lula, em São Paulo. Lá, o ganês presenteou seu companheiro brasileiro com seu livro, Meu primeiro golpe de Estado, lançado na Bienal de Brasília. Um telegrama do Itamaraty, contudo, revela que o presidente de Gana tinha outro encontro reservado. Naquele mesmo dia 17, horas antes de se encontrar com Lula, Mahama se encontrara com representantes da Odebrecht.

Cinco meses depois dessas duas reuniões à margem da agenda oficial, a empreiteira deu um importante passo para ganhar o segundo contrato em Gana – o do corredor ocidental. Em setembro, o Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento do governo brasileiro, aprovou o financiamento do BNDES de quase US$ 500 milhões, o dobro do primeiro projeto. O derradeiro ato veio em 12 de março deste ano, quando John Mahama finalmente pôde inaugurar um trecho da obra do corredor oriental. A cerimônia foi realizada em Yendi, norte do país. A Embaixada do Brasil, claro, fez-se presente. A hospedagem, contudo, não foi paga pelo Itamaraty. Quem pagou foi a Odebrecht. Parece ter valido a pena. “Na data subsequente ao evento, os principais jornais do país mostravam, na primeira página, a foto do presidente da República, John Dramani Mahama, na inauguração do trecho da obra do corredor oriental, e, a seu lado, junto com representantes das comunidades locais, a funcionária diplomática brasileira”, relatou a embaixada em telegrama. A justificativa da diplomata para ter aceitado tal generosidade foi a falta de quarto de hotel na cidade.

O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, disse a ÉPOCA que o ex-presidente não presta consultorias a empresas, apenas faz palestras com o objetivo de “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”. “Em todas as agendas do ex-presidente predomina o empenho em consolidar a imagem e os interesses da nação brasileira.” Okamotto diz ainda que Lula é remunerado da mesma maneira que outros ex-presidentes que fazem palestras. O presidente do instituto afirmou ainda que Lula divulga suas viagens e que, muitas vezes, é convidado para se encontrar com chefes de Estado. “O ex-presidente já fez palestras para empresas nacionais e estrangeiras dos mais diversos setores – tecnologia, financeiro, autopeças, consumo, comunicações – e de diversos países como Estados Unidos, México, Suécia, Coreia do Sul, Argentina, Espanha e Itália, entre outros. Como é de praxe as entidades promotoras se responsabilizam pelos custos de deslocamento e hospedagem. O ex-presidente faz apenas palestras, e não presta serviço de consultoria ou de qualquer outro tipo”, disse o presidente do instituto. Okamotto afirmou ainda que a viagem de Luiz Dulci para a República Dominicana partiu do Senado daquele país, para proferir uma palestra.

Procurado, o BNDES afirmou que o ex-presidente Lula não pediu que os financiamentos à Odebrecht fossem viabilizados, pois os processos de concessão de crédito “são conduzidos de acordo com critérios técnicos e impessoais”. Em relação ao processo de licitação para a construção de usinas termelétricas na República Dominicana, o banco diz que acompanha a disputa judicial sobre o projeto e que o financiamento tem garantias para evitar prejuízos. O BNDES informa também que ainda não iniciou os desembolsos dos recursos. Em relação aos gastos com gelo, alimentação e viagens no valor de US$ 80 milhões, o BNDES afirma que essa rubrica não consta no orçamento enviado ao banco. “O financiamento do banco cobre apenas as exportações de bens e serviços brasileiros utilizados na obra. Os desembolsos são todos realizados no Brasil e em reais.” Sobre as obras da Odebrecht em Gana, o BNDES afirma que a análise é técnica. O projeto para a construção do corredor rodoviário oriental no país aparece nos registros do banco como aprovado desde julho de 2013 e tem como solicitante a Andrade Gutierrez – parceira da Odebrecht na obra. O projeto do corredor ferroviário ocidental, aprovado por órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ainda está em fase de análise pelo banco.

Procurada, a Odebrecht diz que mantém uma relação institucional com o ex-presidente da República. A empresa afirma que Lula nunca atuou como consultor da companhia e que foi exclusivamente convidado pela construtora para palestrar em eventos públicos voltados para a defesa das potencialidades do Brasil e de suas empresas. “Foi o caso das viagens à Republica Dominicana e Gana, em 2013”, diz a construtora. A Odebrecht também afirma que não há qualquer relação entre as viagens do ex-presidente com os financiamentos do BNDES, “que são definidos pelo corpo técnico do banco”. A respeito das obras na República Dominicana, a construtora afirma que o consórcio do qual participa foi o único qualificado para a última fase do processo de licitação, “atendendo a critérios técnicos e de acordo com as regras do edital no país”. Sobre a rubrica dos US$ 80 milhões que constam no orçamento, a Odebrecht afirma que ela se refere a “custos de serviços de energia, alimentação e segurança patrimonial ao canteiro de obras, entre outros”, pois o auge da obra contará com 7 mil trabalhadores. Quanto aos financiamentos contratados com o BNDES, a companhia diz que eles representam 7% da receita da Construtora Norberto Odebrecht. A empresa esclarece que atua como interveniente exportadora do financiamento, não sendo a tomadora do crédito. “Em obras realizadas pela empresa no exterior, a Odebrecht gerou mais de US$ 1,28 bilhão de divisas ao Brasil”, diz a companhia.

O Itamaraty informou, em nota, que “tem, entre as suas atribuições, a atuação em favor das empresas brasileiras no exterior. Nesse contexto, a realização de gestões com vistas à realização de um investimento não constitui irregularidade. Finalmente, sobre a questão da hospedagem da secretária na cerimônia de inauguração da obra, vale esclarecer que não se tratou de custeio, a hospedagem decorreu da total indisponibilidade de reserva privada de alojamento no local da cerimônia”.

Procurada, a Andrade Gutierrez, líder do consórcio responsável pela obra do corredor rodoviário oriental em Gana, afirmou que não houve interferência do ex-presidente Lula em favor da empresa para a liberação do financiamento do BNDES ou mesmo no governo ganês.

CHIPS E IMAS

Adeptos do transumanismo implantam chips e imãs nas mãos
Eles crêem que, no futuro, humanos serão mesclados a máquinas; especialistas falam em oportunidades e perigos
por Thiago Jansen
14/06/2015 6:00 / Atualizado 14/06/2015 9:55

Toque magnético: Rafael Leão consegue atrair peças de metal com o ímã dentro do dedo - Michel Filho / Agência O Globo
RIO - Com um chip RFID (de identificação por radiofrequência) implantado na mão esquerda, o empresário Erico Perrella é o único capaz de desbloquear seu smartphone, e só com a sua proximidade ao aparelho. Já o body piercer Rafael Leão consegue atrair objetos de metal e, segundo ele, sentir energias magnéticas devido ao ímã que possui na ponta de um dos dedos. Apesar de parecerem personagens de ficção científica, ambos fazem parte de um fenômeno real: são adeptos do transumanismo (H+, na sigla), um movimento intelectual que prega o uso da tecnologia para ampliar as capacidades humanas, e que, segundo historiadores e futurólogos, poderá alterar a evolução da nossa espécie com novas oportunidades, mas, também, assustadores perigos.
  • 'Humanos podem usar a tecnologia para aprimorarem-se em deuses', afirma historiador
  • Hacker implanta chip na mão para invadir aparelhos Android
  • Escritório troca senhas por implante de chips nos funcionários
No entanto, enquanto seus entusiastas veem os implantes subcutâneos como um pequeno passo em direção a um futuro em que homens e máquinas poderiam compor um ser híbrido, para o Conselho Federal de Medicina (CFM) a novidade representa um potencial risco à saúde destas pessoas — o que não impede que brasileiros adquiram as peças em sites estrangeiros e as implantem por conta própria, ou com a ajuda de body piercers.
— Ao mesmo tempo que parecem brincadeira, esses implantes sinalizam um futuro que faz sentido — afirma Perrella, de 23 anos, que possui o chip na mão desde o final de 2014, quando o colocou com a ajuda de um amigo. — Não à toa, empresas como o Google vêm investindo em soluções como lentes de contato que levem informações aos olhos de seus usuários. No futuro, quem sabe, poderemos trocar nossos membros por outros mecânicos, melhores, como uma mão mais forte.

sábado, 13 de junho de 2015

MERUOCA - CE

Açude Quebra, Meruoca-Ce
PERTO DA CASA DO PADRE PALHANO NA MERUOCA.

PARADA GAY TRAVESTI QUE ZOMBOU DE JESUS É ENCONTRADO MORTO

Um travesti de 31 anos foi morto na noite desta terça-feira (9), no Bairro São Geraldo, em Uberaba. A perícia compareceu ao local e constatou que a vítima foi golpeada por instrumento contundente/perfurante.


Segundo a Polícia Militar (PM), uma testemunha contou que a vítima tinha dito que estava sendo perseguidos por uma motocicleta e um carro, ambos escuros, no início da noite. Ninguém foi preso até o momento.

O crime aconteceu por volta das 21h desta terça-feira.

O corpo foi encontrado na Rua Geraldo Pagliaro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e a médica constatou o óbito.
A equipe da Perícia Civil também foi chamada e constatou duas perfurações no corpo da vítima, sendo uma no pescoço e outra no braço.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo a PM, existem câmeras de monitoramento próximas ao local do crime.
As imagens poderão ser utilizadas para identificação de suspeitos do homicídio.

CPMF PT QUER A VOLTA DA

O governo Dilma tem arrochado a população brasileira à exaustão e não está satisfeito. 

Após o doloroso ajuste fiscal, a petista quer ressuscitar a famigerada CPMF. 

A proposta foi defendida no 5º Congresso do PT, realizado em Salvador. 

Projeto nesse sentido deverá ser enviado a Câmara e terá a nossa resistência. Aliás, agirei assim contra qualquer iniciativa que vise elevar a já pesada carga tributária. 

Enquanto isso, Dilma mantém 39 ministérios, 23 mil cargos de confiança e manda a conta para o contribuinte.


Com o aval da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, negocia com governadores um modelo de arrecadação de recursos para o setor inspirado na CPMF, o imposto sobre o cheque —cujos valores eram destinados integralmente à saúde—, extinto em 2007.
Chioro disse nesta sexta (12), durante o 5º congresso do PT em Salvador, que já conversou com a maioria dos governadores sobre a proposta. Uma ideia seria estabelecer um piso de movimentação financeira sobre a qual incidiria a taxação.
"É preciso dar sustentabilidade ao sistema", disse o ministro. "E o partido já mostrou o caminho." A intenção do governo é apresentar uma sugestão no segundo semestre, durante Conferência de Saúde.

O ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) explica que, embora inclua uma possível volta da CPMF, "essa é uma discussão em aberto". A proposta será debatida no mês que vem num encontro de governadores do Nordeste, no Piauí.
Em palestra a empresários em São Paulo, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou também nesta sexta que não há perspectiva para a volta do tributo. "Não que eu esteja vendo", disse.
Levy foi questionado pelos empresários presentes se está a favor do retorno do imposto e se o tema está sendo cogitado pelo governo. "Eu não estou cogitando", completou.
Em nota ofiical, o Ministério da Saúde disse que o governo tem acompanhado debates sobre o assunto, mas não estuda um modelo novo para o financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde).
"Especificamente sobre a criação de uma contribuição financeira para a saúde, o Ministério da Saúde acompanha sugestões e debates, tanto da sociedade civil como também dos gestores e dos representantes do poder público, como prefeitos e governadores. Não há, no âmbito do governo federal –o que abrange a equipe econômica–, nenhuma discussão em curso sobre o tema", afirmou.
"Neste momento, o Ministério da Saúde trabalha na melhoria de gestão do sistema, no aperfeiçoamento de modelos resolutivos de atenção à população e reforço de ações para garantir uma rede integral à saúde."
CHAPA MAJORITÁRIA
A volta do imposto do cheque, cujos recursos eram totalmente destinados à área da saúde, é defendida pela ala majoritária do PT, a corrente Partido que Muda o Brasil.
A chapa apresentou, na madrugada da terça-feira (9), documento que propõe o retorno do tributo.
O documento será submetido nesta sexta aos 800 delegados petistas que participam do congresso nacional do partido, em Salvador.
"Somos favoráveis à retomada da contribuição sobre movimentação financeira, um imposto limpo, transparente e não cumulativo, como uma nova fonte de financiamento da saúde pública", diz o documento, elaborado pelo presidente do PT, Rui Falcão, e integrantes da Executiva Nacional do partido.
A chapa Partido que Muda o Brasil representa quase 54% da sigla.

HOMICÍDIO DE MULHER EM SOBRAL

 Na noite deste sábado dia 13 de junho de 2015, por volta das 19 horas, no "Bar do Real", nas proximidades do ginásio poliesportivo um indivíduo chegou em uma motocicleta Yamaha YBR cor preta e sem falar nada sacou de um revólver e efetuou cinco disparos, alvejando duas mulheres uma delas  identificada como Iara Soares da Silva, 
29 anos, natural de Pacujá faleceu no local e outra foi socorrida para o hospital Santa Casa.  

A perícia esteve no local realizando os trabalhos periciais e o corpo foi conduzido para o IML. 

Conclusão : Ex namorado teria tirado a vida de sua companheira pelo o simples fato de ela ter lhe substituído por uma outra mulher. 
O mesmo inconformado com a situação, Preferia tirar a vida da mulher do que ver a mesma tendo um relacionamento com uma outra mulher. 

DIA DOS NAMORADOS EM SOBRAL

NAMORADOS lotaram bares e restaurantes de Sobral.
Foi uma sexta-feira de restaurantes lotados e teve até picnic na "pracinha do amor", no centro de Sobral, no Norte do Ceará. Confira como foi a movimentação noturna no dia dos namorados em Sobral.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

CONCESSÕES E INVESTIMENTOS

09/06/2015 10h41 - Atualizado em 09/06/2015 20h11

Governo anuncia novas concessões e prevê investimentos de R$ 198,4 bi
Governo vai leiloar rodovias, ferrovias, portos e aeroportos no país.
Pacote também é reação da presidente Dilma à queda de popularidade.

Com previsão de investimentos de R$ 198,4 bilhões nos próximos anos, o governo federal anunciou nesta terça-feira (9) a nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL), que vai privatizar aeroportos, rodovias, ferrovias e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados entre 2015 e 2018, durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
   
NOVAS CONCESSÕES
Pacote prevê investimentos de R$ 198,4 bi.
nova etapa de concessões
investimentos previstos
'virada de página', diz Dilma
miriam leitão: não tem fôlego
repercussão do pacote
financiamento
bndes
thais herédia: ousadia e realismo
beth cataldo: menos projetos
O pacote de investimentos é mais uma tentativa da presidente de modernizar parte da infraestrutura do país. Essa nova versão do PIL também é uma reação de Dilma à queda de sua popularidade provocada pela desaceleração da economia e as denúncias de corrupção na Petrobras.

Na primeira fase do PIL, anunciada em agosto de 2012, havia a previsão de investimentos de R$ 133 bilhões apenas em rodovias e ferrovias. Entretanto, dos nove trechos de estradas, apenas seis foram leiloados. Dos projetos de ferrovias, nenhum saiu do papel.

Para essa nova fase do programa, o governo fez mudanças para atrair os investidores e reduzir as chances de novas frustrações. Entre elas está a possibilidade de concessão por meio de outorga, em que vence quem paga ao governo o maior bônus pelo direito de explorar um serviço. Esse modelo foi adotado durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e era criticado pelo PT.

"Com uma melhor infraestrutura, nós vamos poder atender melhor o setor agropecuário, poderemos escoar mais rapidamente a produção do Brasil. A redução dos custos beneficiará em muito a indústria, reduzindo custos de importação e exportação, promovendo maior integração entre as cadeias globais de valores. Também vamos atender ao aumento do volume de viagens do Brasil, proporcionando melhores serviços", disse o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, durante o anúncio do pacote.
durante o anúncio do pacote.
Arte Concessões 620x150 VALE ESSE (Foto: Editoria de Arte/G1)
ENTENDA:
- O plano anunciado pelo governo prevê que as empresas que vencerem as concessões vão investir R$ 198,4 bilhões nas obras de infraestrutura do país
- Esses recursos serão investidos na construção e na reforma das rodovias, ferrovias, portos e aeroportos concedidos
- Desse valor, R$ 69,25 bilhões deverão ser aplicados entre 2015 e 2018
- Os outros R$ 129,2 bilhões serão investidos a partir de 2019 e até o final do prazo de concessão, que varia de acordo com a obra, podendo chegar a 30 anos
- Não foi definido qual será o modelo que será adotado para cada concessão. Por isso, não há previsão de quanto o governo vai arrecadar com os leilões
AS CONCESSÕES:
rodovias (Foto: Reprodução/Ministério do Planejamento)
Rodovias
Dos R$ 198,4 bilhões, R$ 66,1 bilhões devem ser aplicados na modernização (duplicação e melhorias) de rodovias federais. O governo prevê o leilão de 15 lotes de estradas, totalizando 6.974 quilômetros.
Entre os trechos estão o das BRs-476/153/282/480, entre Paraná e São Paulo; BR-163, entre Mato Grosso e Pará; BRs-364/060, entre Mato Grosso e Goiás; BR-364, entre Goiás e Minas Gerais. A previsão do governo é leiloá-los ainda em 2015.
Para 2016, devem ser licitados outros 11 trechos de rodovias federais, em 10 estados (Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco).

Na primeira versão do PIL, vencia o leilão de estradas o grupo que oferecesse o menor valor de pedágio. Além disso, havia obrigação de duplicação dos trechos em 5 anos, com o início da cobrança da tarifa apenas após a conclusão de 10% das obras.
O modelo de menor pedágio deve permanecer. Entretanto, o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, disse que ainda não está definido se a obrigação de duplicação em cinco anos será mantida.
“Não tem obrigação de 5 anos [para finalizar as duplicações]. Está em fase de estudo e depois disso é que vai saber como vai ser conduzido”, disse Rodrigues.

aeroportos (Foto: Reprodução/Ministério do Planejamento)
Aeroportos
Também foi confirmada a entrega à iniciativa privada dos aeroportos de Porto Alegre,SalvadorFortaleza e Florianópolis. A estimativa do governo é que eles recebam, no total, R$ 8,5 bilhões em investimentos.  Os leilões estão previstos para acontecer a partir do primeiro trimestre de 2016.

A redução na participação da estatal Infraero nas novas concessões, dada como certa, voltou a ser dúvida. Nos leilões dos aeroportos de Guarulhos, Campinas (SP), Brasília, Confins (MG) e Santos Dumont, a Infraero ficou com 49%. Agora, a expectativa era que caísse para 15%.
De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, agora o governo pode optar por um percentual de participação diferente, dependendo do aeroporto. Isso ainda está sob análise.

"Pode variar [a participação da Infraero]. Ainda não é pacífico. Nos temos dentro do governo duas correntes: uma que quer manter os 49% e outra que pensa nos 15%, que é o mínimo. Já se pensou inclusive na cláusula Golden Share [que dá ao acionista o poder de veto], que foi abandonada", disse Padilha.

O ministro informou ainda que os atuais concessionários de aeroportos vão poder participar dos novos leilões. Segundo ele, porém, será estabelecido um raio de atuação que impedirá que uma mesma empresa administre dois terminais muito próximos.
Também será feita a outorga de sete aeroportos regionais: Araras, JundiaíBragança Paulista,ItanhaémUbatuba e Campinas (Amarais), todos em São Paulo, além de Caldas Novas, polo turístico localizado em Goiás. Nestes terminais, o investimento previsto é de R$ 78 milhões.

ferrovias (Foto: Reprodução/Ministério do Planejamento)
Ferrovias
O governo também prevê o investimentos de R$ 86,4 bilhões em ferrovias. Entre os trechos incluídos no programa estão os da ferrovia Norte-Sul, entre Palmas (TO) e Anápolis (GO) e entre Barcarena (PA) e Açailândia (MA) e entre Anápolis, Estrela D’Oeste (SP) e Três Lagoas (MS).
Também estão previstos investimentos no trecho entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA) e a construção de uma ferrovia entre Rio de Janeiro e Vitória (ES). O governo também projeta investimentos de R$ 40 bilhões na chamada Bioceânica, que pretende interligar o Centro-Oeste e o Norte do país ao Peru, visando as exportações para a China.
Na primeira fase do PIL, anunciado em 2012, o governo havia anunciado a construção de 10 mil quilômetros de novas ferrovias, mas nenhum trecho chegou a sair do papel até hoje.
Para tentar reverter essa situação, foi anunciada mudança no modelo de concessão. Em 2012, ele previa que os vencedores dos leilões construiriam e fariam a manutenção dos trilhos, mas a capacidade de transporte de carga seria toda comprada pela estatal Valec. Em seguida, a Valec venderia o direito de passagem a todos os transportadores interessados.
Esse modelo visava evitar monopólio e a competição no transporte de cargas por ferrovias, beneficiando os produtores brasileiros. Entretanto, o risco de prejuízo, por falta de transportadores interessados, ficava todo com o governo.
Para essa nova fase do PIL, o governo terá três opções para o modelo de concessão de ferrovias: maior valor de outorga (vence quem oferecer ao governo maior valor pelo direto de exploração); menor tarifa e compartilhamento de investimentos.
De acordo com o governo, independente do modelo escolhido para o leilão de cada trecho de ferrovia, será garantido o direito de passagem para transportadores interessados e tráfego mútuo.
portos (Foto: Reprodução/Ministério do Planejamento)
Portos
Para Portos, o governo prevê investimentos de R$ 37,4 bilhões. O setor também fez parte do PIL de 2012 mas, assim como no caso das ferrovias, nenhum projeto saiu do papel.
A previsão é de arrendamento de 50 áreas para movimentação de carga em portos públicos, administrados pela União, num total de R$ 11,9 bilhões. E 63 autorizações para construção de portos privados, os chamados TUPs, com investimento estimado em R$ 14,7 bilhões. O governo também pretende fazer a renovação antecipada de arrendamento, que devem injetar mais R$ 10,8 bilhões no setor.

Num primeiro momento, estão previstos arrendamentos de 29 áreas no porto de Santos, o maior do país, além de outras 20 no do Pará. Em um segundo bloco serão incluídas áreas nos portos de Paranaguá, Itaqui, Santana, Manaus, Suape, São Sebastião, São Francisco do Sul, Aratu, Santos eRio de Janeiro.
Financiamento
O governo também alterou o modelo de financiamento dos projetos para essa nova fase do PIL com o objetivo de diminuir a participação dos recursos públicos, via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Isso é reflexo da queda na arrecadação de impostos e do ajuste fiscal promovido pela presidente, que reduziu a capacidade de investimento do governo.
O novo modelo prevê um mecanismo para incentivar a participação de financiamento privado, pelo mercado, via emissão de debêntures. Quanto maior a emissão, maior o acesso do concessionário a recursos do Bndes com juros subsidiados. Esse sistema não existia na primeira fase do PIL, de 2012.
De acordo com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, os concessionários poderão bancar até 70% do custo das obras com recursos do banco. Entretanto, apenas uma parte disse terá juros subsidiados. Sobre o restante, vão incidir taxas de mercado.
Como funciona
Para as rodovias, o financiamento do BNDES com juros subsidiado vai se restringir a 35% do valor do projeto, caso não haja emissão de debêntures pelo consórcio. Mas pode chegar a 45%, caso a participação do mercado chegue a 25%.
No caso dos projetos para portos, o financiamento com juros mais baixos vai de 25% (sem debêntures) até 35% (com máximo de 35% de participação do mercado).
Para os aeroportos, a participação do financiamento subsidiado começa em 15% (sem debêntures) mas pode chegar a 35%, caso o mercado contribua também com 35%.
Já no caso das ferrovias, onde o risco é maior, o Bndes financiará até 70% das obras com juros mais baixos, independente da presença de recursos via debêntures.
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que a “estratégia” visa “trazer novas fontes de financiamento” para os projetos de infraestrutura no Brasil, hoje custeados quase que totalmente por recursos públicos.
Levy apontou que o governo estuda mecanismos para reduzir o risco dos investidores, para tornar as concessões mais atrativas, inclusive para investidores estrangeiros.

“São projetos de longo prazo e é fundamental que cada vez mais tenhamos estabilidade macro e micro econômica, que permita às pessoas tomarem risco de longo prazo”, disse o ministro durante a cerimônia que anunciou a nova fase do PIL.

Lava Jato
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, confirmou nesta terça-feira (9), durante o lançamento do novo plano de concessões do governo federal, que as empresas suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras poderão participar dos leilões.
“Essas firmas podem participar, mas o mais importante é que o Brasil tem um setor diversificado. Tem várias firmas médias, que podem crescer. Tenho plena confiança que existe capacidade de engenharia no Brasil para viabilizar esses projetos. Há uma demanda reprimida por infraestrutura no Brasil. Essa demanda, com preços certos, vai gerar capacidade de investir”, declarou o ministro.
Nesta segunda-feira (8), o mesmo entendimento já havia sido expresso pela Controladoria Geral da União (CGU). A jornalistas, o ministro da CGU, Valdir Simão, explicou que as empresas só poderão vir a ser impedidas de assinarem contratos com órgãos públicos se forem declaradas inidôneas ao final do processo administrativo que respondem na CGU.
Ao todo, 29 companhias investigadas pela Operação Lava Jato também são alvo de processo administrativo na CGU. Além do risco de ficarem proibidas de fechar contratos com a administração pública, essas empresas podem ser penalizadas pelo Executivo, se forem consideradas culpadas, com multas ou outras penalidades previstas na legislação.






Do G1, em Brasília




CÂMARA REFORMA POLÍTICA APROVA SEIS MUDANÇAS

Em 15 dias de votação da proposta de reforma política, a Câmara dos Deputados aprovou até esta ontem (11) seis modificações na legislação atual:
Câmara dos Deputados
Câmara muda data da posse de presidente da República e de governadores

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (11), por 386 votos a 10, a alteração da data de posse do Presidente da República e de governadores de Estado e do Distrito Federal. Pelo texto do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), relator da reforma política (PEC 182/07 e apensados), o presidente da

Agência Câmara 11/06/2015 - 15:50
Câmara reduz idade mínima para se eleger deputado, governador e senador

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (11), por 337 votos a 73, proposta que reduz para 18 anos a idade mínima para a eleição de deputados federais, estaduais e distritais. O texto aprovado é uma emenda apresentada à proposta de reforma política em análise no Plenário (PEC 182/07 e

Agência Câmara 11/06/2015 - 15:45
Câmara reduz idade mínima para quem quer se eleger governador e senador

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco, por 362 votos a 48, a parte do relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) que reduz para 29 anos a idade mínima para a eleição de governador, vice-governador e senador. Os deputados estão votando nesta quinta-feira os pontos pendentes da

Agência Câmara 11/06/2015 - 13:21
Câmara reduz idade mínima para quem quer ser deputado

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco, por 337 votos a 73, uma emenda do Solidariedade à proposta de reforma política (PEC 182/07 e apensadas) que reduz para 18 anos a idade mínima para a eleição de deputados federais, estaduais e distritais. O texto aprovado modifica o artigo 14 da

Agência Câmara 11/06/2015 - 12:40
Plenário vota emenda que reduz idade mínima para quem quer ser deputado

O Plenário vota nominalmente, neste momento, uma emenda do Solidariedade que modifica as idades mínimas para a eleição de deputados. Pelo texto, deputados federais e estaduais poderão se eleger com 18 anos. Atualmente, a idade mínima é de 21 anos. A análise da data da posse de Presidente da

Agência Câmara 11/06/2015 - 12:06
Plenário da Câmara analisa mudanças na data da posse presidencial

O Plenário retomou há pouco à Ordem do Dia para retomar a votação dos itens remanescente da reforma política (Proposta de Emenda à Constiuição 182/07). O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou que, por acordo entre líderes, o trecho da reforma que trata de cota para mulheres ficará para a

Agência Câmara 11/06/2015 - 11:50
Começa Ordem do Dia no Plenário da Câmara para votar a reforma política

O Plenário deu início há pouco à Ordem do Dia para retomar a votação dos itens remanescente da reforma política (Proposta de Emenda à Constiuição 182/07). O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, chegou a iniciar a análise da emenda aglutinativa do PT que propõe a chamada cota feminina (reserva 20%

Agência Câmara 11/06/2015 - 11:37
Câmara vota hoje novos pontos da reforma política

O Plenário da Câmara dos Deputados retoma hoje a votação da reforma política. A proposta tem sido analisada por partes. Ontem os parlamentares aprovaram mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos e rejeitaram o fim do voto obrigatório. Hoje podem ser votadas regras para coligações e

Agência Câmara 11/06/2015 - 10:01
Câmara aprova mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos

Foi rejeitada, no entanto, a proposta de coincidência de data das eleições municipais e gerais. Plenário analisará novos pontos da reforma política na manhã desta quinta-feira

Agência Câmara 11/06/2015 - 00:09
Câmara rejeita voto facultativo e mantém obrigatoriedade atual

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 311 votos a 134, o fim do voto obrigatório, previsto no relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a PEC da reforma política (PEC 182/07, do Senado). Assim, manteve-se na Constituição o voto e o alistamento eleitoral obrigatórios para os

quinta-feira, 11 de junho de 2015

PAU DE SANTO ANTONIO EM CAMILO

Durante o início dos festejos da tradicional Festa do Pau da Bandeira em Barbalha, na região do Cariri, no dia 31 de maio, o governador do Ceará, Camilo Santana, perdeu seus documentos (carteira de habilitação e cartão de crédito) e chegou a registrar um B.O do ocorrido.
A forma de devolução ainda será combinada (Foto: Divulgação)
A forma de devolução ainda será combinada (Foto: Divulgação)
Durante o início dos festejos da tradicional Festa do Pau da Bandeira em 
Os documentos do governador foram encontrados em um banheiro químico por um morador da região. De acordo com a assessoria do governador, a forma de devolução ainda será combinada.
A festa que atrai devotos de Santo Antônio, padroeiro de Barbalha, aconteceu no dia 31 de maio e terminou em tragédia após a morte do carregador do Pau da Bandeira, Cícero Ricardo, que tinha mais de 15 anos dedicados ao tradicional festejo. Cícero foi atingido no momento em que os carregadores soltaram o mastro no chão, a fim de descansar.

Camilo Santana é assaltado durante festa do Pau da Bandeira em Barbalha

09/06/2015 07h54 (editada em 09/06/2015 09h05)
JORNAL DO CARIRI

Ao contrário do que foi veiculado oficialmente, governador não perdeu documentos.
O governador Camilo Santana teve os seus documentos roubados quando participava das comemorações do Pau da Bandeira de Barbalha, no último dia 31 de junho. O clima de insegurança na tradicional festa da cultura barbalhense não poupou, sequer, a maior autoridade política do Estado.

Ao contrário do que foi veiculado oficialmente pelo Governo, Camilo não perdeu a carteira. Foi assaltado enquanto era carregado em cima do pau da bandeira. Uma operação policial foi montada no Cariri para resgatar os documentos do Governador, que foram encontrados em um banheiro químico.

Leia a reportagem completa na edição desta semana do Jornal do Cariri




O assunto também foi destaque, ainda na madrugada desta terça-feira (9), no quadro 'Toca o Sino Ceará' com o jornalista Donizete Arruda, na Plus FM.
Ouça a notícia:

DILMA É -10% DE APROVAÇÃO

Recentemente, o Palácio do Planalto teve acesso a uma pesquisa que apontava que, pela primeira vez, a aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff está abaixo dos 10%. Sabe-se agora que numa das simulações, o índice ótimo e bom do governo foi de apenas 8%.



Desde a redemocratização, só ex-presidente Fernando Collor havia atingido – em seu pior momento – um patamar semelhante. Nas palavras de um auxiliar direto da presidente Dilma, essa queda acentuada da popularidade tem reflexo direto no ânimo dos petistas.

“O clima de hostilidade na rua aos integrantes do PT é enorme”, observou esse auxiliar. “Há uma mistura explosiva de dois fatores que ajudam a entender esse momento do governo: uma situação econômica muito difícil e a visibilidade que ganhou a investigação do esquema de corrupção na Petrobras”, reconheceu um ministro.

De acordo com pesquisa interna do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (PT) atingiu o ponto mais baixo em sua popularidade, agradando apenas a 7% dos eleitores. A informação foi divulgada nesta quarta, 10, pelo blog Expresso, hospedado no portal da revista Época. Segundo o texto, 75% dos entrevistados desaprovavam o governo e 18% consideram-no regular.

Os números são piores do que o do ex-presidente Fernando Collor de Melo (então no extinto PRN) em seu momento mais impopular, durante o ano de 1992. Naquele período, a aprovação do alagoano era de 9%, enquanto a desaprovação atingia 68%. 21% consideravam sua gestão regular.

Os números preocupam auxiliares de Dilma. De acordo com o blog do jornalista Gerson Camarotti, hospedado no portal G1, a desaprovação desanima a militância governista. "O clima de hostilidade aos integrantes do PT nas ras é enorme", diz um assessor não identificado. Um ministro atribuiria a impopularidade ao momento difícil na economia, associado à exposição do governo em virtude da Operação Lava Jato, que investiga escândalo de corrupção na Petrobras.

DESEMBARGADORES QUATRO NO CEARÁ ENVOLVIDOS COM LIMINARES

Quatro desembargadores do Ceará  integrantes do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, e mais dois... envolvidos com vendas de liminares - 
Tribunal Pleno do TJ-CE

POLICIA INVADE SUVACO DA COBRA EM SOBRAL

Na manhã do dia 10 de junho, os moradores do Complexo Sinhá Sabóia em Sobral/Ce, foram surpreendidos por uma batida, ou operação policial que procura por 50 homens com mandado judicial. Nessa revista donde uniu inúmeras policias, casas foram invadidas na localidade conhecida como " Suvaco da Cobra", que gerou abuso de autoridade e constrangimento ilegal.

Moradores do "Suvaco da Cobra", que não são envolvidos com atos ilícitos, estão indignados com o evento. Porque os policiais invadiram residências que não deveriam. A equipe deu uma geral de casa em casa, acordando crianças, jovens e adultos. Nesse tipo de operação é preciso conhecer o território, as leis e a doutrina jurídica para não extrapolar, como ocorreu nesta localidade.


Esse tipo de ação coíbe o banditismo, mas, também coloca medo nas pessoas que vivem outro modo de vida: trabalhando e pagando seus impostos legalmente. Pessoas foram constrangidas. Sabe-se que, se o morador autorizar a entrada na sua casa, é logico que não vai existir a invasão ou constrangimento ilegal, A situação é prevista pela Constituição Federal, o interessante seria registrar o ato através de um documento por escrito, isto é, para resguardar a legalidade da ação. O que não aconteceu no Suvaco da Cobra. Este movimento seria aceito, em caso de flagrante delito, então seria automaticamente afastado os crimes de abuso e constrangimento.Mas é preciso saber o que é flagrante delito (Artigos 302 e 303 do Código de Processo Penal).
A verdade é que, lamentavelmente tem morador vendendo sua casa por este e outros fatos constrangedores para residir em outro local.